quarta-feira, outubro 06, 2010

Cachorros - Raiva Canina/Zoonose/Tratamento.


Cachorros - Raiva Canina/Zoonose/Tratamento:  Desde a Antiguidade a raiva já era temida em razão da sua forma de transmissão, ao quadro clínico e sua evolução. Acreditavam os primitivos que era causada por motivos sobrenaturais, pois cães e lobos pareciam estar possuídos por demônios. É a doença de registro mais antigo, entre os egípcios era comum a crença de que havia a interferência maligna da estrela Sirius (da constelação de Cão Maior) sobre os cachorros, alterando-lhes o comportamento. Entre os mesopotânios, cerca de 1.900 a.C., já era citada no Código de Eshnunna, o que demonstra já ser a raiva um problema publico na época. Na Grécia Antiga era temida, e Homero (Ilíada) regista a presença de cães raivosos; na mitologia eram invocados os deuses Aristeu e Artêmis para a proteção e cura da raiva. Autores gregos e romanos estudaram o mal, entre os séculos IV e I a.C.


Tais como Demócrito, Cornelius Celsus e Galeno, descrevendo-as em homens e animais e sua transmissão, recomendando práticas como a sucção, cauterização por meio de substâncias cáusticas e/ou ferro em brasa e também a excisão cirúrgica dos ferimentos, e se a vítima não viesse a óbito ficaria com várias cicatrizes.. Foi descrita por Aristóteles, que assinalou o risco da mordida por cães infectos, embora ainda se acreditasse que sua ocorrência poderia se dar de modo espontâneo, por meio de alimentos muito quentes, pela sede, por conta da falta de sexo ou forte excitação nervosa. E durante a Idade Media até o século XIX, o medo causado pela doença atingia os campos e também as cidades; durante a Idade Média era chamada de Mal de Santo Huberto, e a Igreja recebia, no mosteiro de Andage, peregrinos em busca de salvação deste mal.


Porem foi somente em 1530, que o médico italiano Girolamo Fracastoro descreveu a doença de forma correta, de que sua transmissão dava-se através da saliva do animal infectado em contato com o sangue do indivíduo sadio; foi além, dizendo que a doença progredia de modo lento, raramente aparecendo os sintomas antes de vinte dias, a maioria se manifestando após trinta dias, alguns podendo durar 4 ou 5 meses e em outros, de um até cinco anos. No entanto, as práticas terapêuticas antigas e primitivas ainda eram mantidas e sobreviveram até o século XIX. Com os médicos testando diversos remédios, venenos e até nitrato de prata, ácido nítrico e sulfúrico para tentarem o tratamento e a cura da raiva, entretanto sem alcançar nenhum avanço e progresso eficaz contra a raiva.


Quando finalmente Louis Pasteur iniciou os seus estudos e pesquisas sobre a raiva de modo científico e eficaz, sendo então o primeiro a descobrir e desenvolver uma eficiente vacina anti-rábica. Conseguindo isolar o vírus, e reproduzi-lo em laboratório, de modo a se poder produzir uma vacina, testando inicialmente em coelhos, depois em cachorros e posteriormente em seres humanos, com resultados satisfatorios e eficientes. O sucesso da imunização humana fez seu método se espalhar rapidamente pelo mundo, e já em 1890 havia centros de tratamento anti-rábico em Argel, Bandung, Budapeste, Chicago, Florença, Madras, Nova Iorque, São Paulo, Tunis, Varsóvia, Xangai e outras cidades de vários países em todo o mundo. Pasteur foi recebido na Academia Francesa por Ernest Renan com as seguintes palavras: "A humanidade deve ao senhor a supressão de um terrível mal.


A raiva é uma zoonose infecto-contagiosa que geralmente é transmitida aos seres humanos pelos cachorros acometidos por está doença infecciosa, através de mordidas, arranhões e tambem pelo simples contato com a saliva. E dependendo do local em quer for feita a mordida, o processo infeccioso pode ser agilizado, lesões com mordidas nas pernas e nos braços tem um processo infeccioso mais lento, que mordidas feitas no pescoço e na cabeça da pessoa vitimada. E o período de desenvolvimento e manifestação da infecção nos seres humanos, leva em media dependendo do local da mordida de três a onze semanas. Mas o vírus pode também ficar latente no organismo da pessoa, somente vindo a manifestar sintomas depois de vários anos. E todos os anos no Brasil milhares de pessoas recebem a vacina imunizante após terem sido mordidas por cachorros e tambem animais selvagens.


Pois as pessoas após serem vitimas em virtude da ocorrência de um ataque de algum cachorro estranho ou qualquer outro animal, devem imediata e obrigatoriamente se imunizarem, pois é grande o risco de infecção, e a raiva não tem tratamento nem cura, ou seja é fatal. Pois é praticamente impossível de se certificar que o cachorro que atacou, apresentou um comportamentos agressivo devido à doença ou se os manifestou por uma outra razão, logo é fundamental e importantíssimo consultar um médico logo após a ocorrência do acidente para receber imediatamente a vacina, que consegue prevenir e impedir o desenvolvimento da doença mesmo após a infecção, desde que a vacina seja administrada de forma imediata. Pois após a infecção manifestar os sintomas na pessoa acometida, a doença é quase sempre fatal, alcançando um percentual de óbitos de quase 100%.


E o período de incubação da doença, que é o intervalo entre a exposição ao vírus e o início da doença, é em média de 1 a 3 meses, e sendo o tempo mínimo de manifestação da doença nunca inferior a 3 semanas. E o vírus se multiplica-se inicialmente de forma localizada no músculo ou tecido conjuntivo onde foi introduzido pela mordida ou arranhadela. Daí invade os terminais nervosos locais, e é levado até ao corpo celular da medula espinhal ou no tronco cerebral. Daí, dissemina-se rapidamente por toda a substância cinzenta via conexões neuroanatômicas estabelecidas. Por fim, distribui-se centrifugamente pelos nervos periféricos ao resto do organismo, inclusive glândulas salivares (o que possibilita a excreção viral


Os danos causados são devidos a encefalite (inflamação e danos no cérebro). A raiva tem a maior taxa de mortalidade de casos de todas as doenças infecciosas, superando outros vírus temidos como o HBV, HCV, HIV, Ebola e os agentes da dengue e febre-amarela. Embora o prognóstico após o estabelecimento dos sintomas seja sombrio, a administração de profilaxia pós-exposição precoce logo após o acidente com o cachorro ou outro animal suspeito, o que inclui inclusive a limpeza da lesão e a imunização ativa e passiva, atinge resultados percentuais de quase 100%. Apesar do cachorros ser o principal transmissor da raiva aos seres humanos, vários outros animais tambem podem ser transmissores da raiva, E entre eles estão o gatos, e animais silvestres e selvagens como os morcegos, os gambas, as raposas. Não é frequente os ratos, as ratazanas e outros mamíferos pequenos transmitirem a raiva, em parte porque a mordedura de outro animal lhes é habitualmente mortal
.
Nos países desenvolvidos, a vacinação eliminou, em grande medida, a raiva nos cachorros. Contudo, entretanto a raiva ainda continua a ser bastante frequente na maioria dos países da América Latina, África e Ásia, onde os cachorros e outros animais de estimação nem sempre estão vacinados contra a doença. E os cachorros infectados podem desenvolver e manifestar tanto a raiva denominada furiosa ou a denominada muda. Pois na raiva furiosa, o cachorro fica bastante agitado e apresenta um comportamento anormal, e posteriormente fica paralisado e morre. E na raiva muda, os sintomas manifestados pelo cachorro, são de uma paralisia localizada ou generalizada que predomina desde o início. Atualmente, nos países desenvolvidos, a maior parte dos casos de raiva humana costumam ser causados por ataques com mordeduras de animais selvagens infectados.


E é difícil distinguir com precisão ou certeza se o animal apresentou este comportamento agressivo, por está infectado pela raiva, ou por estar naturalmente furioso devido a presença humana em seu território. E os sintomas apresentados pelos seres humanos em decorrência da infecção pela raiva, se dividem em cinco fases que é a incubação da doença, o pródromos, a encefalite, o coma e finalmente o óbito. E se iniciam e se manifestam com falta de ar intensa, e uma forte sensação de estrangulamento com espasmos crônicos (aerofagia), náuseas, vômitos, aversão a agua (hidrofobia), insônia, agressividade e alucinações intensas e constantes. Na fase excitativa posterior, surgem espasmos musculares intensos da faringe e laringe com dores excruciantes na deglutição, paralisia muscular e asfixia. Outros sintomas são episódios de hostilidade violenta (raiva), tentativas de morder e bater nos outros e gritos, alucinações, insônia, ansiedade extrema, provocados por estímulos aleatórios visuais ou acústicos.


E apesar da intensidade dos sintomas, o doente permanece plenamente consciente durante toda a fase de progressão da doença. E o óbito acorre geralmente após cerca de quatro dias. E em todo o mundo, somente 3 casos da doença tiveram um desfecho positivo, um caso ocorreu nos Estados Unidos, outro na Colômbia e o terceiro e mais recente no nordeste do Brasil, sendo que os pacientes eram todos adolescentes entre 8 e 16 anos. E não há um tratamento para e raiva, depois que o organismo da pessoa infectada inicia a manifestação dos sintomas, ou seja, todo e qualquer tratamento tem se mostrado ineficaz e inócuo, sendo uma doença quase sempre fatal, pois o percentual de mortalidade é de praticamente 100%. E até o momento, todas as terapias antivirais falharam, assim como o uso de cetamina e indução de coma terapêutico. Pois apenas 6 casos de sobreviventes (após infecção sintomática) foram documentados, sendo que deste total, cinco pessoas já eram vacinados antes da inoculação do vírus.


E o diagnóstico da raiva é feito através de exames laboratoriais histológicos, para que seja feita a observação e analises das amostras do material recolhido “post mortem” para biopsia de tecidos do encéfalo utilizando-se microscópio eletronico, ou “ante-mortem”, que neste caso é o soro sanguíneo, para uma analise do sistema imunológico da pessoa infectada, e também para testar a resistência imunológica especifica do organismo para algum tipo de infecção, e especialmente se o seu organismo está ativando e assimilando o efeito da vacina, e reagindo e imunizanmdo-se do vírus da raiva,  E tambem exames biológicos, principalmente através da analise de substanciais especificas e características presentes na saliva e na urina da pessoa acometida pela infecção. Sendo que a prevenção ainda o melhor tratamento para a raiva, ou seja a vacinação dos cachorros que pode ser feito a partir dos três meses de idade e repetida anualmente. Atualmente as vacinas anti-rabicas atingiram um otimo grau de confiabilidade e eficácia. Pois a vacinação é o melhor meio de se evitar a contaminação, tanto dos cachorros, quanto consequentemente das pessoas, por está terrível e fatal doença que é a raiva.


















Cachorros - Raiva Canina/Zoonose/Sintomas.


Cachorros – Raiva Canina Zoonose/Sintomas:  Desde a Antiguidade a raiva já era temida em razão da sua forma de transmissão, ao quadro clínico e sua evolução. Acreditavam os primitivos que era causada por motivos sobrenaturais, pois cães e lobos pareciam estar possuídos por demônios. É a doença de registro mais antigo, entre os egípcios era comum a crença de que havia a interferência maligna da estrela Sirius (da constelação de Cão Maior) sobre os cachorros, alterando-lhes o comportamento. Entre os mesopotânios, cerca de 1.900 a.C., já era citada no Código de Eshnunna, o que demonstra já ser a raiva um problema publico na época. Na Grécia Antiga era temida, e Homero (Ilíada) regista a presença de cães raivosos; na mitologia eram invocados os deuses Aristeu e Artêmis para a proteção e cura da raiva. Autores gregos e romanos estudaram o mal, entre os séculos IV e I a.C.


Tais como Demócrito, Cornelius Celsus e Galeno, descrevendo-as em homens e animais e sua transmissão, recomendando práticas como a sucção, cauterização por meio de substâncias cáusticas e/ou ferro em brasa e também a excisão cirúrgica dos ferimentos, e se a vítima não viesse a óbito ficaria com várias cicatrizes.. Foi descrita por Aristóteles, que assinalou o risco da mordida por cães infectos, embora ainda se acreditasse que sua ocorrência poderia se dar de modo espontâneo, por meio de alimentos muito quentes, pela sede, por conta da falta de sexo ou forte excitação nervosa. E durante a Idade Media até o século XIX, o medo causado pela doença atingia os campos e também as cidades; durante a Idade Média era chamada de Mal de Santo Huberto, e a Igreja recebia, no mosteiro de Andage, peregrinos em busca de salvação deste mal.


Porem foi somente em 1530, que o médico italiano Girolamo Fracastoro descreveu a doença de forma correta, de que sua transmissão dava-se através da saliva do animal infectado em contato com o sangue do indivíduo sadio; foi além, dizendo que a doença progredia de modo lento, raramente aparecendo os sintomas antes de vinte dias, a maioria se manifestando após trinta dias, alguns podendo durar 4 ou 5 meses e em outros, de um até cinco anos. No entanto, as práticas terapêuticas antigas e primitivas ainda eram mantidas e sobreviveram até o século XIX. Com os médicos testando diversos remédios, venenos e até nitrato de prata, ácido nítrico e sulfúrico para tentarem o tratamento e a cura da raiva, entretanto sem alcançar nenhum avanço e progresso eficaz contra a raiva.


Quando finalmente Louis Pasteur iniciou os seus estudos e pesquisas sobre a raiva de modo científico e eficaz, sendo então o primeiro a descobrir e desenvolver uma eficiente vacina anti-rábica. Conseguindo isolar o vírus, e reproduzi-lo em laboratório, de modo a se poder produzir uma vacina, testando inicialmente em coelhos, depois em cachorros e posteriormente em seres humanos, com resultados satisfatorios e eficientes. O sucesso da imunização humana fez seu método se espalhar rapidamente pelo mundo, e já em 1890 havia centros de tratamento anti-rábico em Argel, Bandung, Budapeste, Chicago, Florença, Madras, Nova Iorque, São Paulo, Tunis, Varsóvia, Xangai e outras cidades de vários países em todo o mundo. Pasteur foi recebido na Academia Francesa por Ernest Renan com as seguintes palavras: "A humanidade deve ao senhor a supressão de um terrível mal.


A raiva é uma zoonose infecto-contagiosa que geralmente é transmitida aos seres humanos pelos cachorros acometidos por está doença infecciosa, através de mordidas, arranhões e tambem pelo simples contato com a saliva. E dependendo do local em quer for feita a mordida, o processo infeccioso pode ser agilizado, lesões com mordidas nas pernas e nos braços tem um processo infeccioso mais lento, que mordidas feitas no pescoço e na cabeça da pessoa vitimada. E o período de desenvolvimento e manifestação da infecção nos seres humanos, leva em media dependendo do local da mordida de três a onze semanas. Mas o vírus pode também ficar latente no organismo da pessoa, somente vindo a manifestar sintomas depois de vários anos. E todos os anos no Brasil milhares de pessoas recebem a vacina imunizante após terem sido mordidas por cachorros e tambem animais selvagens.


Pois as pessoas após serem vitimas em virtude da ocorrência de um ataque de algum cachorro estranho ou qualquer outro animal, devem imediata e obrigatoriamente se imunizarem, pois é grande o risco de infecção, e a raiva não tem tratamento nem cura, ou seja é fatal. Pois é praticamente impossível de se certificar que o cachorro que atacou, apresentou um comportamentos agressivo devido à doença ou se os manifestou por uma outra razão, logo é fundamental e importantíssimo consultar um médico logo após a ocorrência do acidente para receber imediatamente a vacina, que consegue prevenir e impedir o desenvolvimento da doença mesmo após a infecção, desde que a vacina seja administrada de forma imediata. Pois após a infecção manifestar os sintomas na pessoa acometida, a doença é quase sempre fatal, alcançando um percentual de óbitos de quase 100%.


E o período de incubação da doença, que é o intervalo entre a exposição ao vírus e o início da doença, é em média de 1 a 3 meses, e sendo o tempo mínimo de manifestação da doença nunca inferior a 3 semanas. E o vírus se multiplica-se inicialmente de forma localizada no músculo ou tecido conjuntivo onde foi introduzido pela mordida ou arranhadela. Daí invade os terminais nervosos locais, e é levado até ao corpo celular da medula espinhal ou no tronco cerebral. Daí, dissemina-se rapidamente por toda a substância cinzenta via conexões neuroanatômicas estabelecidas. Por fim, distribui-se centrifugamente pelos nervos periféricos ao resto do organismo, inclusive glândulas salivares (o que possibilita a excreção viral


Os danos causados são devidos a encefalite (inflamação e danos no cérebro). A raiva tem a maior taxa de mortalidade de casos de todas as doenças infecciosas, superando outros vírus temidos como o HBV, HCV, HIV, Ebola e os agentes da dengue e febre-amarela. Embora o prognóstico após o estabelecimento dos sintomas seja sombrio, a administração de profilaxia pós-exposição precoce logo após o acidente com o cachorro ou outro animal suspeito, o que inclui inclusive a limpeza da lesão e a imunização ativa e passiva, atinge resultados percentuais de quase 100%. Apesar do cachorros ser o principal transmissor da raiva aos seres humanos, vários outros animais tambem podem ser transmissores da raiva, E entre eles estão o gatos, e animais silvestres e selvagens como os morcegos, os gambas, as raposas. Não é frequente os ratos, as ratazanas e outros mamíferos pequenos transmitirem a raiva, em parte porque a mordedura de outro animal lhes é habitualmente mortal
.
Nos países desenvolvidos, a vacinação eliminou, em grande medida, a raiva nos cachorros. Contudo, entretanto a raiva ainda continua a ser bastante frequente na maioria dos países da América Latina, África e Ásia, onde os cachorros e outros animais de estimação nem sempre estão vacinados contra a doença. E os cachorros infectados podem desenvolver e manifestar tanto a raiva denominada furiosa ou a denominada muda. Pois na raiva furiosa, o cachorro fica bastante agitado e apresenta um comportamento anormal, e posteriormente fica paralisado e morre. E na raiva muda, os sintomas manifestados pelo cachorro, são de uma paralisia localizada ou generalizada que predomina desde o início. Atualmente, nos países desenvolvidos, a maior parte dos casos de raiva humana costumam ser causados por ataques com mordeduras de animais selvagens infectados.


E é difícil distinguir com precisão ou certeza se o animal apresentou este comportamento agressivo, por está infectado pela raiva, ou por estar naturalmente furioso devido a presença humana em seu território. E os sintomas apresentados pelos seres humanos em decorrência da infecção pela raiva, se dividem em cinco fases que é a incubação da doença, o pródromos, a encefalite, o coma e finalmente o óbito. E se iniciam e se manifestam com falta de ar intensa, e uma forte sensação de estrangulamento com espasmos crônicos (aerofagia), náuseas, vômitos, aversão a agua (hidrofobia), insônia, agressividade e alucinações intensas e constantes. Na fase excitativa posterior, surgem espasmos musculares intensos da faringe e laringe com dores excruciantes na deglutição, paralisia muscular e asfixia. Outros sintomas são episódios de hostilidade violenta (raiva), tentativas de morder e bater nos outros e gritos, alucinações, insônia, ansiedade extrema, provocados por estímulos aleatórios visuais ou acústicos.


E apesar da intensidade dos sintomas, o doente permanece plenamente consciente durante toda a fase de progressão da doença. E o óbito acorre geralmente após cerca de quatro dias. E em todo o mundo, somente 3 casos da doença tiveram um desfecho positivo, um caso ocorreu nos Estados Unidos, outro na Colômbia e o terceiro e mais recente no nordeste do Brasil, sendo que os pacientes eram todos adolescentes entre 8 e 16 anos. E não há um tratamento para e raiva, depois que o organismo da pessoa infectada inicia a manifestação dos sintomas, ou seja, todo e qualquer tratamento tem se mostrado ineficaz e inócuo, sendo uma doença quase sempre fatal, pois o percentual de mortalidade é de praticamente 100%. E até o momento, todas as terapias antivirais falharam, assim como o uso de cetamina e indução de coma terapêutico. Pois apenas 6 casos de sobreviventes (após infecção sintomática) foram documentados, sendo que deste total, cinco pessoas já eram vacinados antes da inoculação do vírus.


E o diagnóstico da raiva é feito através de exames laboratoriais histológicos, para que seja feita a observação e analises das amostras do material recolhido “post mortem” para biopsia de tecidos do encéfalo utilizando-se microscópio eletronico, ou “ante-mortem”, que neste caso é o soro sanguíneo, para uma analise do sistema imunológico da pessoa infectada, e também para testar a resistência imunológica especifica do organismo para algum tipo de infecção, e especialmente se o seu organismo está ativando e assimilando o efeito da vacina, e reagindo e imunizanmdo-se do vírus da raiva,  E tambem exames biológicos, principalmente através da analise de substanciais especificas e características presentes na saliva e na urina da pessoa acometida pela infecção. Sendo que a prevenção ainda o melhor tratamento para a raiva, ou seja a vacinação dos cachorros que pode ser feito a partir dos três meses de idade e repetida anualmente. Atualmente as vacinas anti-rabicas atingiram um otimo grau de confiabilidade e eficácia. Pois a vacinação é o melhor meio de se evitar a contaminação, tanto dos cachorros, quanto consequentemente das pessoas, por está terrível e fatal doença que é a raiva.


















Cachorros - Raiva Canina/Zoonose/Diagnostico.



Cachorros – Raiva Canina Zoonose/Diagnóstico: Desde a Antiguidade a raiva já era temida em razão da sua forma de transmissão, ao quadro clínico e sua evolução. Acreditavam os primitivos que era causada por motivos sobrenaturais, pois cães e lobos pareciam estar possuídos por demônios. É a doença de registro mais antigo, entre os egípcios era comum a crença de que havia a interferência maligna da estrela Sirius (da constelação de Cão Maior) sobre os cachorros, alterando-lhes o comportamento. Entre os mesopotânios, cerca de 1.900 a.C., já era citada no Código de Eshnunna, o que demonstra já ser a raiva um problema publico na época. Na Grécia Antiga era temida, e Homero (Ilíada) regista a presença de cães raivosos; na mitologia eram invocados os deuses Aristeu e Artêmis para a proteção e cura da raiva. Autores gregos e romanos estudaram o mal, entre os séculos IV e I a.C.


Tais como Demócrito, Cornelius Celsus e Galeno, descrevendo-as em homens e animais e sua transmissão, recomendando práticas como a sucção, cauterização por meio de substâncias cáusticas e/ou ferro em brasa e também a excisão cirúrgica dos ferimentos, e se a vítima não viesse a óbito ficaria com várias cicatrizes.. Foi descrita por Aristóteles, que assinalou o risco da mordida por cães infectos, embora ainda se acreditasse que sua ocorrência poderia se dar de modo espontâneo, por meio de alimentos muito quentes, pela sede, por conta da falta de sexo ou forte excitação nervosa. E durante a Idade Media até o século XIX, o medo causado pela doença atingia os campos e também as cidades; durante a Idade Média era chamada de Mal de Santo Huberto, e a Igreja recebia, no mosteiro de Andage, peregrinos em busca de salvação deste mal.


Porem foi somente em 1530, que o médico italiano Girolamo Fracastoro descreveu a doença de forma correta, de que sua transmissão dava-se através da saliva do animal infectado em contato com o sangue do indivíduo sadio; foi além, dizendo que a doença progredia de modo lento, raramente aparecendo os sintomas antes de vinte dias, a maioria se manifestando após trinta dias, alguns podendo durar 4 ou 5 meses e em outros, de um até cinco anos. No entanto, as práticas terapêuticas antigas e primitivas ainda eram mantidas e sobreviveram até o século XIX. Com os médicos testando diversos remédios, venenos e até nitrato de prata, ácido nítrico e sulfúrico para tentarem o tratamento e a cura da raiva, entretanto sem alcançar nenhum avanço e progresso eficaz contra a raiva.


Quando finalmente Louis Pasteur iniciou os seus estudos e pesquisas sobre a raiva de modo científico e eficaz, sendo então o primeiro a descobrir e desenvolver uma eficiente vacina anti-rábica. Conseguindo isolar o vírus, e reproduzi-lo em laboratório, de modo a se poder produzir uma vacina, testando inicialmente em coelhos, depois em cachorros e posteriormente em seres humanos, com resultados satisfatorios e eficientes. O sucesso da imunização humana fez seu método se espalhar rapidamente pelo mundo, e já em 1890 havia centros de tratamento anti-rábico em Argel, Bandung, Budapeste, Chicago, Florença, Madras, Nova Iorque, São Paulo, Tunis, Varsóvia, Xangai e outras cidades de vários países em todo o mundo. Pasteur foi recebido na Academia Francesa por Ernest Renan com as seguintes palavras: "A humanidade deve ao senhor a supressão de um terrível mal.


A raiva é uma zoonose infecto-contagiosa que geralmente é transmitida aos seres humanos pelos cachorros acometidos por está doença infecciosa, através de mordidas, arranhões e tambem pelo simples contato com a saliva. E dependendo do local em quer for feita a mordida, o processo infeccioso pode ser agilizado, lesões com mordidas nas pernas e nos braços tem um processo infeccioso mais lento, que mordidas feitas no pescoço e na cabeça da pessoa vitimada. E o período de desenvolvimento e manifestação da infecção nos seres humanos, leva em media dependendo do local da mordida de três a onze semanas. Mas o vírus pode também ficar latente no organismo da pessoa, somente vindo a manifestar sintomas depois de vários anos. E todos os anos no Brasil milhares de pessoas recebem a vacina imunizante após terem sido mordidas por cachorros e tambem animais selvagens.


Pois as pessoas após serem vitimas em virtude da ocorrência de um ataque de algum cachorro estranho ou qualquer outro animal, devem imediata e obrigatoriamente se imunizarem, pois é grande o risco de infecção, e a raiva não tem tratamento nem cura, ou seja é fatal. Pois é praticamente impossível de se certificar que o cachorro que atacou, apresentou um comportamentos agressivo devido à doença ou se os manifestou por uma outra razão, logo é fundamental e importantíssimo consultar um médico logo após a ocorrência do acidente para receber imediatamente a vacina, que consegue prevenir e impedir o desenvolvimento da doença mesmo após a infecção, desde que a vacina seja administrada de forma imediata. Pois após a infecção manifestar os sintomas na pessoa acometida, a doença é quase sempre fatal, alcançando um percentual de óbitos de quase 100%.


E o período de incubação da doença, que é o intervalo entre a exposição ao vírus e o início da doença, é em média de 1 a 3 meses, e sendo o tempo mínimo de manifestação da doença nunca inferior a 3 semanas. E o vírus se multiplica-se inicialmente de forma localizada no músculo ou tecido conjuntivo onde foi introduzido pela mordida ou arranhadela. Daí invade os terminais nervosos locais, e é levado até ao corpo celular da medula espinhal ou no tronco cerebral. Daí, dissemina-se rapidamente por toda a substância cinzenta via conexões neuroanatômicas estabelecidas. Por fim, distribui-se centrifugamente pelos nervos periféricos ao resto do organismo, inclusive glândulas salivares (o que possibilita a excreção viral


Os danos causados são devidos a encefalite (inflamação e danos no cérebro). A raiva tem a maior taxa de mortalidade de casos de todas as doenças infecciosas, superando outros vírus temidos como o HBV, HCV, HIV, Ebola e os agentes da dengue e febre-amarela. Embora o prognóstico após o estabelecimento dos sintomas seja sombrio, a administração de profilaxia pós-exposição precoce logo após o acidente com o cachorro ou outro animal suspeito, o que inclui inclusive a limpeza da lesão e a imunização ativa e passiva, atinge resultados percentuais de quase 100%. Apesar do cachorros ser o principal transmissor da raiva aos seres humanos, vários outros animais tambem podem ser transmissores da raiva, E entre eles estão o gatos, e animais silvestres e selvagens como os morcegos, os gambas, as raposas. Não é frequente os ratos, as ratazanas e outros mamíferos pequenos transmitirem a raiva, em parte porque a mordedura de outro animal lhes é habitualmente mortal
.
Nos países desenvolvidos, a vacinação eliminou, em grande medida, a raiva nos cachorros. Contudo, entretanto a raiva ainda continua a ser bastante frequente na maioria dos países da América Latina, África e Ásia, onde os cachorros e outros animais de estimação nem sempre estão vacinados contra a doença. E os cachorros infectados podem desenvolver e manifestar tanto a raiva denominada furiosa ou a denominada muda. Pois na raiva furiosa, o cachorro fica bastante agitado e apresenta um comportamento anormal, e posteriormente fica paralisado e morre. E na raiva muda, os sintomas manifestados pelo cachorro, são de uma paralisia localizada ou generalizada que predomina desde o início. Atualmente, nos países desenvolvidos, a maior parte dos casos de raiva humana costumam ser causados por ataques com mordeduras de animais selvagens infectados.


E é difícil distinguir com precisão ou certeza se o animal apresentou este comportamento agressivo, por está infectado pela raiva, ou por estar naturalmente furioso devido a presença humana em seu território. E os sintomas apresentados pelos seres humanos em decorrência da infecção pela raiva, se dividem em cinco fases que é a incubação da doença, o pródromos, a encefalite, o coma e finalmente o óbito. E se iniciam e se manifestam com falta de ar intensa, e uma forte sensação de estrangulamento com espasmos crônicos (aerofagia), náuseas, vômitos, aversão a agua (hidrofobia), insônia, agressividade e alucinações intensas e constantes. Na fase excitativa posterior, surgem espasmos musculares intensos da faringe e laringe com dores excruciantes na deglutição, paralisia muscular e asfixia. Outros sintomas são episódios de hostilidade violenta (raiva), tentativas de morder e bater nos outros e gritos, alucinações, insônia, ansiedade extrema, provocados por estímulos aleatórios visuais ou acústicos.


E apesar da intensidade dos sintomas, o doente permanece plenamente consciente durante toda a fase de progressão da doença. E o óbito acorre geralmente após cerca de quatro dias. E em todo o mundo, somente 3 casos da doença tiveram um desfecho positivo, um caso ocorreu nos Estados Unidos, outro na Colômbia e o terceiro e mais recente no nordeste do Brasil, sendo que os pacientes eram todos adolescentes entre 8 e 16 anos. E não há um tratamento para e raiva, depois que o organismo da pessoa infectada inicia a manifestação dos sintomas, ou seja, todo e qualquer tratamento tem se mostrado ineficaz e inócuo, sendo uma doença quase sempre fatal, pois o percentual de mortalidade é de praticamente 100%. E até o momento, todas as terapias antivirais falharam, assim como o uso de cetamina e indução de coma terapêutico. Pois apenas 6 casos de sobreviventes (após infecção sintomática) foram documentados, sendo que deste total, cinco pessoas já eram vacinados antes da inoculação do vírus.


E o diagnóstico da raiva é feito através de exames laboratoriais histológicos, para que seja feita a observação e analises das amostras do material recolhido “post mortem” para biopsia de tecidos do encéfalo utilizando-se microscópio eletronico, ou “ante-mortem”, que neste caso é o soro sanguíneo, para uma analise do sistema imunológico da pessoa infectada, e também para testar a resistência imunológica especifica do organismo para algum tipo de infecção, e especialmente se o seu organismo está ativando e assimilando o efeito da vacina, e reagindo e imunizanmdo-se do vírus da raiva,  E tambem exames biológicos, principalmente através da analise de substanciais especificas e características presentes na saliva e na urina da pessoa acometida pela infecção. Sendo que a prevenção ainda o melhor tratamento para a raiva, ou seja a vacinação dos cachorros que pode ser feito a partir dos três meses de idade e repetida anualmente. Atualmente as vacinas anti-rabicas atingiram um otimo grau de confiabilidade e eficácia. Pois a vacinação é o melhor meio de se evitar a contaminação, tanto dos cachorros, quanto consequentemente das pessoas, por está terrível e fatal doença que é a raiva.









































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