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quinta-feira, março 31, 2011

Raça Shar Pei - Cachorros.



Raça Shar Pei - Cachorros:  O Shar Pei, é uma raça de cachorros que foi desenvolvida e aprimorada na China, devido a isto tambem é conhecido como cachorro combate chinês, porem a origem precisa de sua descendência é incerta, há especulações por parte de alguns historiadores especializados de que a raça Shar Pei seja descendente da raça Chow Chow, e a concreta e real possibilidade desta descendência fica acentuada devido principalmente a uma carcteristica comum a ambas as raças, que é a sua língua azul. Entretanto tambem há indícios e relatos indicando sobre a possibilidade de que a raça tenha surgido inicialmente no Tibete ou no Norte da China há aproximadamente 20 séculos, e inclusive os primeiros exemplares que deram inicio ao desenvolvimento da raça, eram mais robustos e pesados  do que os exemplares atuais.



Sendo inclusive bastante retratados em obras de arte antiquíssimas, da época da dinastia Han, de 206 a.c, com desenhos e gravuras do Shar-Pei em tamanho natural, e nestas gravuras apresentavam um porte bem maior que os exemplares da atualidade. Inicialmente, nos primórdios do aparecimento da raça, o Shar Pei foi  usado como caçador de javalis, sendo considerado excelente nesta função, e tambem como guardador de rebanhos. Sendo então posteriormente muito utilizado em combates entre cachorros, atividade que era extremamente popular na China. Inclusive as suas caracteristicas físicas peculiares lhes proporcionavam algumas vantagens, pois alem de seu porte robusto, a sua pele solta tambem dificultava os seus adversários de abocanha-los durante os combates. Sendo que o porte físico, e as dimensões originais do Shar-Pei foram se modificando e se perdendo juntamente com a própria historia sócio-economica da China.



Sendo que já a partir do final da década de 40, no século XX, a raça Shar Pei foi totalmente descaracterizada e quase extinta. Devido principalmente as conseqüências da Revolução Comunista ocorrida na China em 1949, pois após a revolução, a permissão para posse de cachorros, foi rigidamente controlada e tambem tributada, fazendo-se uma  exceção, e permitindo somente os cachorros de camponeses que comprovadamente os usavam para auxilia-los na caça, nas demais situações, a sua posse somente era permitida  se os seus responsáveis arca-sem  com o pagamento de taxas altíssimas, caso contrário os cachorros eram confiscados para serem sacrificados. Pois os cachorros que não serviam ou não eram utilizados para o trabalho, viriam a servir de alimento para o povo, devido a escassez de alimentos.



Os poucos exemplares de Shar-Peis que conseguiram com muita dificuldade e carência sobreviver, passaram e tiveram que enfrentar gravíssimos problemas de desnutrição, que descaracterizaram drasticamente a raça, principalmente no seu porte. Pois alimentavam-se pouco e raramente, e somente com as sobras das mesas dos camponeses, e os que eram descobertos eram imediatamente confiscados, e os seus responsáveis duramente penalizados, e com isto, os poucos exemplares remanescentes começaram a diminuir gradativamente de tamanho, afetando geneticamente o seu porte e o seu peso. Pois a desnutrição impede que o desenvolvimento do tamanho e do peso ideais determinado pelo potencial genético que a raça possa atingir.



Assim, filhotes de pais desnutridos tendem a nascer menores e mais fracos, Outro fator tambem responsável por isso provavelmente foram os acasalamentos consangüíneos e inter-raciais. E que eram utilizados principalmente nas rinhas clandestinas, prática que atingiu sua maior popularidade entre as décadas de 60 e 70. E este foi um dos principais motivos para a o excesso de miscigenação, pois  muitos Shar Pei remanescentes acasalaram com raças molossoides de luta, como o Buldogue Inglês, o Bullmastiff e o Bull Terrier. Resultando então em um grande numero de filhotes miscigenados que herdavam varias características destas raças, e que nada tinham haver com os Shar-Pei. Restando  com isto pouquíssimos exemplares genuinos de Shar-Pei, e a soma de todos os exemplares puros da raça, inclusive os que estavam nas regiões vizinhas à China, não chegava a cem.



E em consequencia destes fatores, o tamanho e o peso das gerações subsequentes e posteriores tiveram uma diminuição significativa e acentuada em relação aos exemplares ancestrais da raça Shar-Pei.  Inclusive em 1974, o Shar Pei chegou a figurar no Livro Guiness dos Recordes como o cachorro mais raro do mundo, porem havia tambem mais um grande problema. Pois a grande maioria dos exemplares disponíveis eram originados e advindos da consangüinidade e da mestiçagem, portanto não tinham as características originais dos Shar Peis da era da pré-revolução comunista. E já na década de 70, um grupo de chineses principalmente de Hong Kong criadores e amantes do Shar-Pei, preocupados com a grande descaracterização sofrida pela raça, que se diferenciava e se distanciava cada mais do tipo original.



O que consequentemente poderia vir a comprometer e colocar em grande risco a sua própria sobrevivência e a existência dos Shar-Pei como raça pura e legitima. Formularizou e descreveu um esboço inicial do que deveria ser o padrão da raça, com o propósito de divulgar e conscientizar a todos, inclusive internacionalmente de como deveria ser o padrão anatomico e dimensional de um verdadeiro exemplar da raça Shar-Pei. Padrão este que serviu de base, e que foi formalizado oficialmente sofrendo algumas alterações em suas descrições na data oficial de 1981. E em 1986 foi fundado o Hong Kong Shar Pei Club, efetivando definitivamente o padrão da raça estabelecido em 1981, porem já em 1988, visando a evoluir o aprimoramento da raça, o clube elaborou e lançou um novo padrão da raça.



Exigindo as características genuínas do tipo físico original do Shar Pei, da pré-revolução, entretanto apenas em 1994, a FCI as adotou. Inclusive teve que haver por parte dos criadores e pesquisadores ligados ao Hong Kong Shar-Pei, muita empenho e obstinação para poder reunir as informações necessárias que mais fielmente retratavam os Shar Peis originais para a elaboração do padrão. E foi uma tarefa difícili-ma, que exigiu muito dedicação, tempo e pesquisa, principalmente junto aos criadores chineses, pois haviam poucas fotos e o material escrito sobre a raça mostrava-se insuficiente. Além disso, a comunicação era complicada, pois muitos criadores falavam dialetos diferentes em varias das províncias chinesas. Hoje já é possível facilmente encontrar exemplares do tipo original idênticos aos anteriores a revolução comunista, em Hong Kong e em alguns outros lugares da China.



Mas que porem ainda não despertam tanto interesse na maioria dos ocidentais, que estão mais acostumados com os Shar-Pei  com um bio-tipo bem enrugado e pesado, resultantes da consangüinidade e da miscigenação. Entretanto desde que o padrão entrou em vigor na FCI em 1994, é crescente o número de criadores, sobretudo europeus, que estão empenhados e se aprimoram para produzir exemplares mais parecidos com os do tipo original sugerido pelo novo padrão. No entanto, como a iniciativa ainda é muito recente, a maioria dos exemplares existentes na Europa ainda apresentam o tipo físico descrito pelo padrão posterior a revolução comunista de 1949. E aqui no Brasil, a situação é bastante semelhante. pois mesmo que a maior parte dos criadores brasileiros siga as regras da FCI, há muitos exemplares de Shar-Pei importados dos Estados Unidos.



Porem como os EUA não seguem a FCI, entre os americanos não vigora o padrão estabelecido pelo Hong Kong Shar-Pei e pelo FCI, consequentemente eles não seguem as padronizações estabelecidas e recomendadas para a raça. Pois nos Estados Unidos, continua-se buscando uma altura menor, com ossatura pesada, sendo que a cabeça desejada pelo padrão é grande em relação ao corpo e na descrição do focinho permanece a analogia com o do Hipopótamo. E a única mudança que começa a se considerar nas caracteristicas da raça Shar Pei nos EUA é em relação a diminuir a quantidade de rugas. Pois há entre os criadores americanos a preocupação em não produzir exemplares com abundância de rugas em função principalmente, das complicações de saúde que podem acarretar e não do resgate ao tipo físico original.



O Shar Pei não está entre as raças mais comuns de serem vistas desfilando pelas ruas, e consequentemente tambem não é tão famoso ou popular quanto outras raças de origem chinesa como o Pequinês e o Chow-Chow. E atualmente apesar das alterações feitas no padrão dos Shar-Pei pelos criadores chineses na tentativa da eliminação do excesso de rugas, porem o Shar-pei ainda é considerado o cachorro mais enrugado do mundo, principalmente quando é filhote. Pois a  principal característica da raça Shar-Pei é sua pele macia e pendente com largas rugas, e quando filhote, as suas rugas são ainda mais acentuadas. Porem, vão diminuindo progressivamente quando o Shar-Pei vai atingindo a sua fase adulta, passando a impressão de que o Shar-pei fosse crescendo por dentro da pele, sendo que na sua fase adulta as rugas se localizam principalmente sobre o crânio e a cernelha.



Entretanto as rugas do Shar Pei requerem uma atenção especial, pois entre as suas dobras acumulam-se facilmente sujeira e umidade, que podem ocasionar frequentemente seborréia, dermatite e micose. E os sintomas decorrentes em geral são os mesmos para todos esses problemas, como falhas e manchas na pelagem, coceira, eventuais feridas na pele e mau cheiro. E a prevenção consiste em se manter o cachorro sempre livre de umidade e bem seco, e após um eventual banho deve-se enxugá-lo completamente, e se possível expo-lo ao sol a fim de eliminar os resquícios de umidade. Inclusive as rugas da cabeça dos Shar-Pei muitas vezes são as vilãs dos e as causadoras de seus problemas de vista.



Pois quando caem na frente dos olhos, forçam as pálpebras e cílios consequentemente a entrarem nos olhos, e é o que se denomina entrópio. E a irritação decorrente pode evoluir para lesões na córnea, às vezes podendo levar inclusive o cachorro à cegueira. Nesses casos, para evitar o início do processo, costuma-se fazer o tacking, que é um processo que consiste em dar três pontos nas pálpebras do filhote, formando pregas e que deve ser feito no prazo entre 15 dias e 1 ano. E no aspecto da saúde dos Shar-Pei, o excesso de consangüinidade da qual a raça foi vítima propiciou também sérios e caracteristicos problemas de saúde. Um deles é a febre familiar do Shar Pei, que é decorrente  de um mau funcionamento dos rins e fígado, o que ocasiona dificuldades em eliminar as toxinas do corpo, fazendo com que o cachorro fique subitamente com febre alta.



Pode tambem ocasionar dores nas juntas, dificultando a movimentação, e estes sintomas tendem a desaparecer sozinhos, porem podem voltar repentinamente a qualquer momento e dependendo de sua frequência e intensidade podem inclusive levar o cachorro à morte. E a febre familiar é  uma doença que não tem cura, e o ideal é tentar se detectar a presença da doença antes que ele venha a de manifestar, já existem pesquisas avançadas sobre a doença, inclusive algumas universidades e centros de pesquisas norte americanos estão tentando descobrir qual é o gene responsável pela febre, para poderem evitar que os cachorros acometidos possam se reproduzir.



A raça pode também manifestar a presença de hipotiroidismo, que é um grave distúrbio da glândula tiróide, situação em que o cachorro perde pêlo, e a pele engrossa muito e escurece. E em casos extremos, pode ocasionar esterilidade, principalmente nas fêmeas, e o tratamento deve ser feito é à base de hormônios. Sendo que o Shar Pei tambem é propenso à manifestar hipertermia, por ter a pele grossa e abundante, o calor fica retido no organismo e a temperatura corporal pode subir a tal ponto de pode acabar sendo fatal. Devido a está propensão, é importante não submetê-lo a atividades físicas em horários muito quentes e nem deixá-lo exposto ao sol, após o banho e na parte da manhã.



Existem também exemplares que apresentam a mordedura prognata, que é quando os dentes da frente da arcada de baixo fecham acima da arcada superior. E apesar de não ser uma doença, é considerado um defeito originado pelas miscigenações, pois o padrão pede mordedura em tesoura. O ronco é outra característica típica da raça, e é causada pela passagem do ar pelo palato (céu da boca), que possui conformação mais alongada que a comum. Em alguns casos é necessária uma cirurgia corretiva para que inclusive o cachorro possa respirar melhor. Entretanto normalmente, esta caracteristica não costuma provocar problemas para os exemplares acometidos.



Porem como é de praxe, os cachorros que apresentarem quaisquer desses problemas não devem ser acasalados para evitar que estas tendências genéticas se propaguem.  De aparência exótica e bastante singular, o Shar-Pei é um cachorro robusto, compacto, ágil e forte, sendo caracterizado principalmente pela sua pele solta que forma pregas pelo corpo. Tem orelhas pequenas e retangulares, dobradas em direção aos olhos. Sua cauda é vertida em direção ao tronco e sua pelagem é curta e eriçada. E tambem é um cachorro muito alegre e cativante, porem late pouco e é bastante tranquilo, higienico e caseiro, e se adapta perfeitamente em qualquer espaço, casa ou apartamento sejam eles grandes ou pequenos.



Inclusive não gosta de agitos ou correrias, e um simples passeio diário de 15 minutos é o suficiente para exercita-lo e distrai-lo. É muito leal e adora a companhia de seu responsável e familiares e tem particular facilidade em se relacionar com as crianças. E se bem educado e orientado desde de filhote, se relaciona de forma equilibrada e tranquila com pessoas estranhas, porem somente aceita e acata ordens de seu responsável, inclusive não permite que estranhos lhe acariciem ou passem a mão na sua cabeça, e devido ao seu temperamento dominante tambem tem uma grande rejeição em se relacionar e conviver com outros cachorros.



Padrão Oficial da Raça:
CBKC: n°309a de 20/4/94
FCI n° 309 de 25/1/94
País de origem: Hong Kong (raça Chinesa).
Nome do país de origem: Shar-pei;



Aparência Geral: forte e compacto. Shar Pei significa pele de Areia. A pele deve ser flexível e áspera, enquanto a pelagem é curta e eriçada. Na sua infância, ostenta pesadas pregas por todo o corpo. No cão adulto, as pregas pronunciadas, ficam limitadas á cabeça e cernelha.



Proporções Importantes: o comprimento do tronco, do esterno à nádega, é, aproximadamente, igual à altura na cernelha; as fêmeas podem ter o tronco, sutilmente, mais longo. O comprimento do focinho é, aproximadamente, igual ao do crânio.
Comportamento/Temperamento: Ativo e ágil. Calmo, independente leal e afeiçoado às pessoas.


Cabeça/Região Craniana: o crânio é arredondado e largo na base, mas achatado e largo na frente.



Pregas da Pele:  As pregas da pele, na cabeça, devem ser profundas sem, entretanto, obstruir os olhos. A descrição chinesa da forma da cabeça é "Who Lo Tau", que significa, cabaça.
Essas rugas fazem, na fronte, uma marca, que reporta ao Símbolo da Longevidade na China.
Essa característica é essencial para a raça, porque, a Marca da Longevidade, aparece, apenas, em felinos, como os tigres e os leões. Em cães, apenas, nas raças do tipo mastife.



Região Facial: Trufa: grande, larga, preferencialmente preta, sendo permitidas, as tonalidades mais claras, em cães de pelagens mais claras.
Focinho: de comprimento moderado, largo na base, reduzindo, suavemente, para a trufa.
Boca: língua e gengivas, preferencialmente , em preto-azulado. Somente aos exemplares de pelagem clara é permitido a língua rosa ou apresentando pontas rosa, por exemplo, fulvo ou creme claro. Maxilares fortes. O formato da boca, vista de cima, também, é de céu da boca arqueado, conhecida como: "Roof Title Mouth" ou, com maxilar amplo, em forma de boca de sapo, conhecida como: "Toad Mouth". Ambos os tipos de boca destinam-se a conferir uma mordida firme.

Dentes: mordedura em tesoura, perfeita, regular e completa, isto é, os dentes, da arcada superior, ultrapassam os, da arcada inferior, bem próximo, sendo inseridos, ortogonalmente aos maxilares.



Olhos: tamanho médio, formato amendoado, o mais escuro possível. Olhos claros são indesejáveis.
Tanto a visão, quanto o funcionamento das pálpebras, não podem sofrer interferência da pelagem ou das dobras da pele. Qualquer sinal de irritação do globo ocular, conjuntiva ou pálpebras é altamente indesejável.



Orelhas: pequenas, finas, de formato triângular equilátero, com a ponta, suavemente, arredondada.
As extremidades caídas, apontando para o crânio, na direção dos olhos. Inseridas afastadas e portadas próximo ao crânio; orelhas eretas são menos desejáveis, mas permitidas.

Pescoço: forte, musculado, com alguma barbela. A pele solta deve ser moderada.

Tronco: pele em excesso no tronco, em exemplares adultos, é indesejável.

Cernelha: apresenta ligeira dobra de pele.

Dorso: muito forte e reto.

Peito: largo e profundo.




Garupa: ilíaco forte.
Cauda: existem diversos tipos. O mais comum é a enroscada , e a duplamente enroscada, podendo fazer uma rosca grande ou pequena. A cauda deve ser firme e deitada sobre a garupa.




Membros Anteriores: Ombros musculados, bem acoplados e inclinados. Anteriores de comprimento moderado, sutilmente, mais longos que a profundidade do peito. Boa ossatura. Metacarpos suavemente inclinados, fortes e flexíveis.

Membros Posteriores:  Fortes e musculados, moderadamente angulados e jarretes curtos.

Patas: tamanho médio, compactas, dedos bem arqueados, bem almofadados.

Movimentação: vigorosa, fluente e equilibrada.




Pelagem/Pêlo: curto, duro, eriçado e o mais reto possível. Sem subpêlos. O comprimento máximo é de 2,5cm. Jamais tosado.

Cores: Unicolores, preto, preto azulado, preto com insinuações em marrom, ruivo e fulvo. Creme é aceitável porém, menos desejável.

Talhe e Peso: Altura na cernelha: 47,5 a 57,5 cm - Peso: 40-65lbs.



Se um exemplar não estiver, bem dentro, dos parâmetros acima, não deverá ser severamente penalizado. Deve compreender-se que o Shar Pei tradicional perdeu seu talhe por volta de 1949.  Os camponeses preferem o tamanho maior que eles chamam de "High Head Big Horse".  O tamanho, entretanto, deve atingir os 23" na cernelha e as fêmeas levemente menores. Acima de 57,5cm é indesejável por receio de mestiçagem.



Faltas: qualquer desvio dos termos deste padrão deve ser considerado como falta e penalizado na exata proporção de sua gravidade.
Cabeça: e mandíbula excessivamente pesada.
Boca: muito grande, lábios muito caídos, que possam interferir na mordida, por ser utilizado no esporte da caça.
Dentes: prognatismo ou retrognatismo.
Olhos: entrópio, ectrópio.
Orelhas: grandes, que pendam lateralmente, não apontando para os olhos.
Tronco: selado ou arqueado.
Cauda: caída.
Patas: espalmadas.
Pelagem: pêlos maiores que 2,5cm.
Cor: cores mescladas com marcação castanho, sarapintado. Tigrado é inaceitável; essa coloração indica mestiçagem.
Nota: os machos devem apresentar dois testículos de aparência normal, bem desenvolvidos e acomodados na bolsa escrotal.





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quarta-feira, março 30, 2011

Raça Buldogue - Cachorros.





Raça Buldogue - Cachorros:  O Buldogue é uma raça de cachorros classificada na família dos molossos, e tem como seus ancestrais os antigos molossos do Tibet, sendo porem criado e desenvolvido originalmente como raça na Grã-Bretanha, e era nos primórdios de sua criação e do desenvolvimento da raça, utilizados quase que exclusivamente em rinhas para batalhas com outros animais de grande porte principalmente com touros, inclusive o seu nome Buldogue do inglês Bulldog significa, Bull (touro) e Dog (cachorro). Dai a sua origem, nome e caracteristicas físico/anatomicas estarem relacionadas diretamente, com o seu propósito inicial, que eram as batalhas contra touros. Inclusive os Buldogues tem algumas particularidades anatomicas que lhes são peculiariares, e que se mantem preservadas até a atualidade, e que se caracterizam de maneira inconfundível nos cachorros desta raça, como o fato que eles terem que ser dotados de extremidades curtas, para que os touros tivessem uma maior dificuldades em chifrá-los, e tambem arremessa-los para o alto. 





E tambem possuir o canal nasal curto e com a ponta do nariz recuada em direção aos olhos, o que facilitava a sua respiração durante o ato de mordedura no nariz dos touros, e a propria caracteristica da presença de rugas no seu focinho, tinha a função anatomica de permitir que o sangue do touro escorresse sem se aproximar e alcançar, e  consequentemente não escorrer entre os seus olhos. E do inicio da criação, até o posterior desenvolvimento e aprimoramento da raça, as suas caracteristicas foram se diferenciando e ficando cada vez mais distantes dos antigos Molossos para emoldar-se na morfologia dos exemplares voltados, desenvolvidos e aprimorados de maneira especifica para a pratica do Bull-Baiting, que é o termo que designa-vá os extintos combates entre os cachorros, principalmente os Buldogues, e os touros. E que na época desfrutava de um grande prestigio e popularidade , e fazia muito sucesso na antiga Inglaterra, principalmente entre os trabalhadores mineiros da região de Black Country. 




Sendo que o nome Buldogue apareceu pela primeira vez em forma de documento histórico em uma algumas cartas enviadas por um aristocrata para alguns criadores da raça, isso por volta de 1631. Pois até então não havia um nome padrão e especifico para a raça, sendo utilizados vários nomes como bondogge, boldogge e bandogge. E o bull-baiting se disseminou rapidamente por todo a Inglaterra, impulsionada também inclusive, pela grande paixão dos ingleses pelas apostas. E a pratica do Bull-Baiting, chegou a ser exercida com grande sucesso e popularidade por quase todo continente europeu, entretanto posteriormente, foi encontrando grande oposição, sendo por fim proibida em 1698 na Holanda, em 1834 na França, e finalmente na própria Grã-Bretanha no ano de 1835. E se durante a época em que teve um grande sucesso e perdurou o Bull-Baiting, a criação de exemplares de Buldogue que conseguiam obter êxito nos combates se converteu rapidamente em uma atividade extremamente rentável, fazendo com que a raça tivesse um crescimento exponencial.




Entretanto assim que os combates entre animais, as rinhas, juntamente com os Bull-Baiting foram decretados como atividades ilegais, houve um declínio imediato no interesse e consequentemente na criação e na manutenção de cachorros da raça Buldogue, com muitos criadores desfazendo-se de seus planteis, por falta de retorno financeiro, e praticamente os abandonando, pois devido a forma como eram criados nesta época, estes Buldogues tornaram-se cachorros extremamente anti-sociais, agressivos e ferozes, sendo perigosa a sua utilização até como cachorros de guarda e defesa. E durante este período a raça correu um grande risco de se descaracterizar e até se extinguir rapidamente, fato que só não ocorreu devido a dedicação de um grupo de aficionados e amantes da raça, composto por aristocratas, empresários e comerciantes, que conseguiram selecionar e preservar um bom numero de exemplares de Buldogues, principalmente os comerciantes dos subúrbios de Londres, Sheffield y Nottingham e Birmingham.




E com um tratamento diferenciado, e sem um treinamento com um condicionamento agressivo e belicoso, gradualmente foi se desenvolvendo, aprimorando e sociabilizando a raça. E a simpatia e o interesse por este novo Buldogue, mas civilizado e sociabilizado, com suas inerentes qualidades como um otimo cachorro para guarda e defesa pessoal, foi crescendo e se recuperando gradualmente, inclusive ocorrendo em Birmingham, nas datas de 3 e 4 de dezembro de 1860, a primeira apresentação da raça em uma exposição canina. E em 1863 foi inscrito o primeiro Bulldog no Livro de Origens da raça, e um ano depois, em 1864, se criou o primeiro Clube da raça, e foi Samuel Wichens, que estudou e redigiu os primeiros conceitos e padrões básicos para normalização e a evolução da raça, e depois de se obter a sua aprovação pelos associados do Clube, estas normalizações foram publicado em 1865. No entanto após 10 anos de sua criação, está primeira associação deixou de existir, porém imediatamente logo após foi criado e constituído o Bulldog Club Incorporated, clube que é responsável pela normalização do padrão de raça Buldogue até a atualidade na Inglaterra




E depois da constituição do Bulldog Club Incorporated, principalmente no inicio do século XX, a raça reconquistou o seu grande prestigio, se difundindo por vários paises da Europa, onde encontrou uma grande aceitação tanto por parte do público quanto dos novos criadores. Aumentando consideravelmente o interesse pela raça desde especialistas, criadores, e o publico em geral, principalmente em paises como França, Holanda, Suiça, Alemanha, Italia, Espanha, Portugal e tambem os Estados Unidos, onde se destaca-va por suas virtudes não somente como cachorro de guarda, mas tambem e principalmente como um excelente cachorro de companhia. Entretanto ao longo da história da criação dos Bulldogs, a raça passou em varias ocasiões por diversas etapas de evoluções e diferentes tipos de desenvolvimentos, com isto ocorrendo principalmente na época do apogeu das rinhas de combates entre cachorros, quando os criadores treinavam e selecionavam os exemplares mais resistentes, destemidos e ferozes com o propósito de obter melhores resultados nos combates e consequentemente maiores lucros.




Periodo este, em que houve excessos e exageros, inclusive fazendo-se grandes modificações em sua morfologia natural, com o mais puro propósito e objetivo de transforma-los em autênticos show-dogs, ou seja cachorros preparados e direcionados especifica e exclusivamente para proporcionar espectáculos sanguinários, tendo como  conseqüência após tantas transformações, o desenvolvimento de uma raça desnaturada, extremamente feroz, destemida, anti-social e quase que incontrolável agressividade, e que após a proibição dos combates entre cachorros em vários países e por fim na Inglaterra, sendo que estas caracteristicas incutidas na raça e estes fatos provocaram o desinteresse quase que imediato dos criadores, houve então o risco eminente e o perigo do desaparecimento da raça. Entretanto devido a um trabalho abnegado de amantes da raça, o Bulldog foi progressivamente transformando as suas caracteristicas, sendo criado, tratado e treinado de uma maneira pacifica e sociabilizada, pois anteriormente não tinha quase que contato algum com as pessoas, com o propósito de que a sua ferocidade e agressividade fossem acentuada. 




E progressivamente a raça foi sendo modificada e aprimorada em seu temperamento e personalidade, com o intuito de manter as suas otimas qualidades como um cachorro de guarda feroz e destemido, porem fiel, pacifico, sociável, obediente e controla-vel por seus responsáveis e familiares. Sendo que atualmente a raça Bulldog é considerada como quase que uma incomparável raça de guarda, e tambem uma adorável raça de companhia, principalmente para as crianças, e apesar de seu passado feroz e belicoso, atualmente após o aprimoramento e a evolução da raça, temos um cachorro com uma morfologia e estética excepcional, e com uma personalidade e um caráter fiel, sociável, estável e extremamente confiável. Entretanto não se deve ignorar, não só o seu perfil histórico de uma raça feroz e anti-social, mas que principalmente o Bulldog é um cachorro forte e robusto, e que tem uma tendência natural a desenvolver uma personalidade dominante, e que deve então desde filhote ser orientado, educado e treinado, para que sejam acentuados a sua personalidade caracteristicas como obediência, equilíbrio e sociabilidade.




E devido a sua disseminação e grande aceitação por quase toda Europa, e tambem em paises fora da Europa, principalmente nos Estados Unidos, alem do próprio buldogue inglês, há vários outros tipos de buldogues como o buldogue francês ou bouledogue, o buldogue espanhol, sendo este inclusive o mais pesado e robusto de todos, chegando a pesar até 50 kg, e tambem o bulldog americano, entretanto o buldogue americano não é reconhecido oficialmente, há tambem um tipo de buldogue desenvolvido no Brasil, que é o buldogue campeiro, que igualmente ao buldogue americano tambem não é reconhecido oficialmente. Sendo que independente do tipo ou do porte dos buldogues todos tem caracteristicas essenciais de personalidade ou anatomicas que lhe são peculiares, como um corpo compacto, largo, possante e musculoso, uma cabeça com o crânio proporcionalmernte grande, maciça e arredondada, um focinho curto e achatado, um pescoço curto, grosso, arqueado e com barbela, maxilares proeminentes, boca com mandíbulas largas e quadradas, lábios pendentes, orelhas pequenas e com o pêlo curto e denso de cor fígado, dourado, vermelho, branca, preta, rajado, castanho e qualquer uma destas combinações, porem as cores fígado, preto e preto com manchas castanhas não são muito recomendáveis, e o seu peso pode variar de 24 a 28 Kg do Buldogue inglês até 35 a 45 o buldogue Espanhol. 



E quanto ao temperamento os Buldogues apesar de seu passado belicoso, atualmente são cachorros muito fies e confiáveis aos seus responsáveis e familiares, tranquilos, equilibrados e sem nenhum traço de violência ou qualquer agressividade, e apesar de serem cachorros que gostam de companhia, sendo bastante afetuosos e brincalhões, são porem tambem cachorros bem estáticos e não gostam muito de se exercitarem, podendo perfeitamente serem criados em apartamentos sem maiores problemas, e tambem são muito docêis com crianças, inclusive com as menores de 06 anos. E é um cachorro que gradativamente tem conquistado a simpatia e admiração e a fidelidade a raça por muitas pessoas, não somente na Europa, mas tambem em todo mundo. E inclusive o sucesso e o prestigio desfrutado pela raça, e decorrente tambem em razão de sua evolução em todos os sentidos, principalmente comportamental e temperamental, pois trata-se de uma raça que vem tendo as suas caracteristicas selecionadas e modificadas de forma criteriosa e gradual no decorrer do tempo,com o intuito e o propósito de se conseguir um cachorro que tivesse como principais caracteristicas ser um excelente companheiro e fidelíssimo, inteligente, calmo, controlável, e muito equilibrado. 


Os buldogues apesar de serem fortes e resistentes, porem devido principalmente as suas peculiares caracteristicas anatomicas está suscetivel a desenvolver potenciais problemas de saúde, especialmente por ser uma raça de focinho curto, tem uma forte tendência a manifestar a ocorrência de problemas respiratórios. E inclusive devido a isto não deve ser forçado a fazer qualquer atividade muito dinâmica ou exercício físicos nas horas de calor mais intenso, pois os buldogues não toleram muito bem o calor, fato pelo qual procuram deitar em pisos frios para se refrescar e descansar, como azulejos e cimento, e tambem devem ter sempre água fresca em abundância, além de um local com bastante sombra. E as dobras ou rugas do focinho devem receber atenção especial, já que tem uma tendência a acumularem secreção e umidade, podendo ocasionar dermatites e até o surgimento de fungos. Há tambem eventualmente a ocorrência de doenças como monorquidia ou criptorquidia que é a ausência de um ou dos dois testículos na bolsa escrotal, problemas cardíacos e respiratórios, dificuldades de cruzar ou acasalar e tambem problemas durante o parto. Porem atualmente, os responsáveis e principalmente os criadores estão trabalhando intensamente para minimizar e até eliminar as complicações inerentes e as doenças cronicas e caracteristicas em que os buldogues são mais suscetives de serem acometidos e que cronicamente tem se transmitindo de geração em geração. 



Porem este não é um trabalho de processamento simples nem fácil e tambem não apresenta resultados satisfatórios, concretos ou palpáveis a curto prazo. Pois ao longo da história da criação dos bulldogs, a raça foi vítima de depurações e transformações anatomicas especificas em que se enfatizavam e selecionavam os exemplares mais ferozes e adequados anatomicamente. E estes exemplares, que então se consideravam ideais, eram desenvolvidos com o objetivo de aumentar o seu potencial belicoso tendo em vista a melhorar os seus resultados nos combates. E foi nesta época em que se exagerou mais nas mudanças em sua morfologia, com o cachorro sendo preparado e modificado para se convertê-rem em autênticos show-dogs, ou cachorros espetáculos. Entretanto, graças aos constantes aprimoramentos que foram gradativamente sendo incutidos na raça, efetivamente, os bulldogs atuais descendem de exemplares bastante diferentes dos que atualmente representam a raça. Excessão deve ser feita no caso especifico dos buldogues americanos, pois o bulldog americano é geneticamente diferenciado dos buldogues clássicos da atualidade do ponto de vista morfológico. Pois ainda apresenta caracteristicas especificas e inerentes aos primórdios do desenvolvimento de raça ainda da época do século XIX.









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terça-feira, março 29, 2011

Raça Dogue Alemão - Cachorros.




Raça Dogue Alemão - Cachorros:  O Dogue Alemão, conhecido tambem como dinamarquês, grand danois ou gigante dinamarquês, é uma raça de cachorro pertencente à categoria dos molossóides, tendo sido criado a principio para a caça, principalmente a caça do javali. Porem atualmente é considerado e criado tambem tanto como cachorro de guarda, quanto cachorro de companhia. E a Dogue Alemão tambem pode ser considerada a raça de cachorros mais alta do mundo, mesmo com alguns criadores considerando o Irish Wolfhound (ou Galgo Irlandês) o maior. Porem segundo o Guinness World Records, consta registrado como o maior cachorro do mundo um exemplar de Dogue Alemão, que mede 109 cm de altura até à cernelha chamado "Giant" George, sem duvida o Dogue Alemão pode ser considerado o cachorro mais alto, ou pelo menos a raça com os mais altos exemplares do mundo. E tem um porte imponente, e que impressiona por sua majestade e elegância, o que proporciona à sua aparência um aspecto clássico e nobre. 




E o seu temperamento é o de um cachorro, tranquilo, equilibrado, obediente e bastante amigável, sendo um cachorro que se dedica e protege com muita devoção os seus responsáveis e familiares, especialmente se forem crianças, entretanto em seu relacionamento com elas, pode facilmente devido a seu tamanho e força, em uma brincadeira derruba-las e até mesmo feri-las involuntariamente e sem nenhuma intenção. Contudo é bastante  reservado com estranhos, e se pressentir ou for  submetido a uma situação de ameaça ou perigo, reage imediatamente com grande coragem e destemor, atacando ferozmente a pessoa ou o animal que representa uma ameaça, e podendo se não for contido, feri-los seriamente, ou dependendo da intensidade ou fúria do  ataque até mata-los. E tambem pelo seu porte, o Dogue Alemão não precisa fazer muito esforço para impor respeito e defender as pessoas de sua família e o seu território, pois Chega facilmente a quase 1 metro de altura, podendo pesar mais até 80 quilos, sendo capaz de derrubar um homem adulto com extrema facilidade. 




Entretanto segundo a grande maioria dos criadores, o Dogue Alemão age de uma maneira extremamente consciente e equilibrada, e só parte para o ataque, se este for inevitável e absolutamente necessário. E apesar do tamanho, é um cachorro extremamente ágil e rápido, o que lhe permite vigiar e guardar territórios bastante extensos e com grandes áreas, pois alem de ser uma raça de grande porte, tambem é um cachorro de crescimento muito rápido, pois aproximadamente aos oito meses de idade, já possui uma altura próxima da definitiva, entretanto dependendo da origem de sua linhagem, de sua musculatura, ossatura e maturidade só virão a estar completamente formadas com dois ou três anos de idade. E  quanto a sua origem, o Dogue Alemão bastante antigo, pois é uma das raças tambem descendente dos Molossos Romanos, inclusive já na idade média, há referências da utilização do Dogue Alemão na caça ao javali, como cachorro de guarda e vigia e até mesmo lutando em arenas contra touros. 




E apesar de haver fortes indícios da existência do Dog Alemão há séculos, ainda há divergências sobre sua origem, pois alguns criadores e especialistas afirmam que sua origem foi na Dinamarca, o que inclusive explica o nome que a raça recebe em certos países: como dinamarquês ou grande dinamarquês, já outra vertente afirma que o Dog Alemão é uma raça de origem alemã, tendo sido feito o desenvolvimento e aprimorado iniciais da raça na região de Württemberg, sendo que a Federação Cinológica Internacional fez a opção pela segunda hipótese. E no século XIX, o Dogue Alemão se destacou,  conseguindo chamar a atenção e despertar a admiração de vários criadores, que apreciavam cachorros de raças gigantes como o Mastiff e o Grand Danois, raças estas que entraram na composição das raças que deram origem a raça do Dogue Alemão. Sendo então o Dugue Alemão apresentado pela primeira vez oficialmente numa exposição em 1863, em Hamburgo, na Alemanha. 




E no Brasil, sua presença também é bastante antiga, tendo sido retratado aos pés de D. João VI, numa pintura da época. Inclusive atualmente continua sendo um cachorro com bastante prestigio e admiração no Brasil, que só perde em número de registros para os Estados Unidos, país que é considerado como o que dispõem do melhor plantel da raça Dogue Alemão. E a pelagem do Dogue Alemão é curta, bastante espessa e tambem muito brilhante, e as suas cores se dividem em três grupos distintos, com suas variedades especificas, e os cruzamentos entre os Dogue Alemães de cada variedade somente podem acontecer entre elas. E entre este grupo de cores estão o dourado e o tigrado, azuis e pretos de azul, arlequins e pretos de arlequim, dourado: cor castanho dourado-claro ao castanho dourado-escuro, podendo ter ou não o focinho (máscara) preto, sendo esta uma característica desejável. Tigrado, cor de fundo indo do castanho dourado-claro ao castanho dourado-escuro, com faixas pretas bem definidas, também pode ter a máscara negra.





Azul cor azul-aço, sem qualquer sinal de outra cor, podem ter os olhos mais claros, e é o tipo de pelo mais brilhante nos dogues alemães. Preto, cor preta brilhante, pode ter mancha branca no peito, dedos e ponta da cauda. Fêmea arlequim e macho mantado arlequim: cor de fundo branco, com manchas pretas irregulares, pequenas manchas cinzas ou amarronzadas são toleradas. Mantado (boston), preto com o focinho, o pescoço, linha sobre a cabeça que liga o focinho ao pescoço, o peito, o ventre, as patas e a extremidade da cauda brancos. O mantado, é na verdade uma variação do preto, pertecendo à variedade dos arlequins. MerleFCI, sendo considerada um falta passivel de eliminação E os cruzamentos entre cachorros de variedades diferentes, incluido os dois tipos de negro, podem gerar cachorros de cores não reconhecidas.





Os filhotes  na coloração Merle de Dogue Alemães, diferem dos demais Dogues dentro do padrão da raça única e exclusivamente pela cor , pois não são considerados nem pretos, nem arlequins, entretanto morfologicamente as suas características de porte e estéticas são idênticas, a sua genética é semelhante, não havendo portanto nenhuma diferença significativa entre os Dogues Merles e os Dogues que se estejam dentro do padrão de cores específicos e determinados para a raça, a não ser a diferença de coloração na pelagem. E geralmente a pelagem dos Merle tem o fundo cinza mais escuro, e manchas pretas, que inclusive são bastante frequentes, inclusive os filhotes Merle nascem com uma certa frequência, o que é imprevisivel e inevitável, e inclusive não somente entre cruzamentos fora do estabelecido, mas como tambem cruzamentos normais e dentro do padrão, pois são cruzamentos de arlequins, pretos e mantados e tambem miscigenados,  onde inclusive o nascimento de Dogues Alemães Merles ocorrem com maior frequência,  entretanto são tão Dogues como os demais, diferindo somente na cor da pelagem. muda só a cor.





Em alguns países, incluindo o Brasil, são aceitos certificados genealógicos ou pedigrees de Merles, no entanto estes certificados vem com uma advertência estipulando, que o cachorro não será aceito e consequentemente, não pode-rá ser usada para reprodução, devido a cor de sua pelagem. E as suas caracteristicas fisicas e estéticas dentro do padrão especifico da raça são, de um cachorro com um corpo forte, musculoso, porem homogênio e esguio,  tendo os seus membros fortes, com uma boa musculatura, sendo que os anteriores devem ser retos até os pés, e os pés devem ser arredondados, com dedos curtos e fechados. Possui tambem uma cabeça volumosa, simétrica expressiva e imponente, tendo o focinho preto, exceto no Dogue arlequim. Os lábios são volumosos e firmes, e a boca tem uma mordedura com fechamento angular em forma de tesoura, e o focinho da ponta do nariz até o total de sua extensão, devem ser simetricamente homogêneos, tanto a parte superior, quanto a mandibula.





E os seus olhos são de tamanho médio, bem arredondados, escuros, expressivos e com grandes cílios. Com as orelhas tendo uma boa posição e simetria com a cabeça, sendo alta e com um bom tamanho. E o nariz é largo e totalmente preto, exceto no Dogue arlequim, mantendo a linha reta da cana nasal, os dentes são fortes e claros, e com a mordedura em forma de tesoura. Tendo o pescoço forte e musculoso, com inserção alta no tronco, e sem pele solta, ou seja papada ou barbela, e a cauda é de tamanho médio, com inserção larga e alta, e afinando na ponta. E devido ao grande porte do Dogue Alemão, recomenda-se deixar as vasilhas de ração e de água na altura do pescoço do mesmo, para se evitar problemas de postura e deformação de seus membros dianteiras, e tambem a água da vasilha deve ser trocada com freqüência, devido à sua salivação excessiva.





Deve-se ter cuidados tambem com as unhas do Dogue Alemão, pois podem se tornar excessivamente grandes, e provocarem feridas nos seus dedos, feridas estas que se não cuidadas, podem vir a causar infecções. E naturalmente o próprio Dogue lixa as suas unhas automaticamente ao se movimentar em pisos de concreto ou outras superfícies abrasivas. Sendo que o piso ideal para cachorros de grande porte é o do tipo áspero, para que eles não escorreguem ou tenham que modificar a sua postura para poderem se equilibrar, o que pode vir a causar o espalmamento de suas patas. E os pisos ásperos também favorecem o desgaste natural de suas unhas, porém na cama ou no local de descanso, deve haver um pano ou superfície macia, para evitar a formação de calos, principalmente nos cotovelos, joelhos e quadril.



O Dogue Alemão naturalmente é um cachorro robusto e resistente, porem há alguns problemas de saúde especificos e inerentes que acometem a raçã, pois o estômago do Dogue Alemão é muito longo e sujeito à torção gástrica, e deve-se ter cuidado, pois esta é uma das principais causas de morte da raça. E é recomendável evitar deixar grandes porções de comida à disposição do Dogue, pois as refeições devem ser moderadas e em horários determinados. Sendo que a torção gástrica, é caracterizada pela rotação do estômago sobre o seu eixo, quando há um grande aumento do seu volume, em consequencia o cachorros fica ofegante, com um acumulo execivo de gases, com seu estomago estufando de forma demasiado e rapidamente, e com o cachorro podendo morrer em poucas horas.



Megaesôfago, é um problema de origem possivelmente hereditária, que provoca o acúmulo de alimentos no esôfago, provocando consequentemente a dilatação deste órgão. E os sintomas aparentes são, o cachorro regurgitando de forma crônica e com freqüência, apresenta tambem um nítido desconforto após as refeições, perde peso e está constantemente com fome , podendo até morrer por inanição ou pneumônia. Higromas, é provocado normalmente por excesso de peso, e faz com que apareçam bolsas flácidas e inflamações nas articulações do cotovelo, principalmente se o cachorro se deita sobre superfícies muito duras, que causam atritos nos seus ossos. E para se evitar a sua ocorrência, deve-se acompanhar com rigor a alimentação do cachorro, para se evitar que ele não engorde de forma exagerada. Calos, são uma proteção natural e expôntanea das articulações ao atrito, provocado principalmente pelos pisos de cimento e aparecem devido ao grande peso dos Dogues, e para minimiza-los deve-se evitar que o cachorro durma em superficies duras.



Osteodistrofia hipertrófica, é uma enfermidade que se caracteriza apresentando sintomas como apátia, perda de apetite, febre alta, inchaço das articulações e dificuldade de locomoção, sendo causado geralmente pelo excesso de cálcio na alimentação, e sua ocorrência acontece principalmente em filhotes. Dermatite, o tipo de maior constância, e que ocorre e acontece com uma maior frequencia nos Dogue Alemâes é a seborréia, e se apresenta com uma extensa descamação da pele, que tanto pode estar muito oleosa ou muito ressecada. Também há relatos de ocorrência de displasia coxo-femural, que é o encaixe incorreto do osso do fêmur na bacia, causando fortes dores e dificuldade em muito a movimentação dos cachorros., entretanto a contatação de sua ocorrência se dá com pouca freqüência. Os problemas ósseos podem ocorrer devido ao seu crescimento extremamente rápido, portanto é importante acompanhar cuidadosamente esse período, e em caso de suspeita ou contatação de alguma anormalidade, deve-se imediatamente procurar o auxilio de um veterinário





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Finalmente! Você poderá adestrar e educar o seu cachorro, com apenas alguns treinamentos básicos, fáceis e de simples execução. 
E o seu cachorro irá lhe obedecer fielmente de uma forma facil e natural.

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