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domingo, agosto 28, 2011

Cachorros - Disfunção Pancreática.



Cachorros - Disfunção Pancreática: O pâncreas exócrino produz o suco pancreático, que é formado por enzimas lipolíticas e proteolíticas, sendo fundamental no processo digestivo. E a disfunção pancreatica é uma enfermidade que se constitui numa redução, ausência ou atividade inadequada destas enzimas digestivas. No cachorro jovem, esta doença é conseqüência de uma anomalia no desenvolvimento do pâncreas que pode ser aplasia ou hipoplasia. E acomete principalmente os cachorros do tipo pastores, em particular o Pastor Alemão, embora afete também outras raças, em especial o Pinscher e o Labrador. E no cachorro adulto, a insuficiência pancreática ocorre por causa de uma inflamação crônica do pâncreas, que se denomina pancreatite. E em ambos os casos a doença se manifesta por diarréia e má digestão.

Causas do Déficit das Enzimas Pancreáticas:

Secreção ausente
- aplasia congênita;
- necrose total

Secreção insuficiente
- atrofia, fibrose;
- hipoplasia, necrose parcial
- doença da mucosa duodenal
- obstruções do ducto pancreático

Redução da ativação das enzimas
- déficit de enteroquinase duodenal;
- Insuficiência biliar causadora da redução da ativação da lipase, redução da ativação do tripsogêneo pela enteroquinase

Fatores da ativação das enzimas
Um pH muito baixo:
- aumento dop esvaziamento gástrico devido a a) uma inibição do reflexo enterogástrico;
b) superalimentação (carga gástrica);
- redução da secreção pancreática
- déficit da secreção dos bicarbonatos.
Aumento da deterioração das enzimas por proteases bacterianas (proliferação bacteriana devido a paradas ou retardamentos do trânsito).

Os cachorros que sofrem de insuficiência pancreática apresentam uma diarréia crônica acompanhada de emagrecimento, que muitas vezes é significativo e bastante notável. Inclusive em virtude principalmente de o cachorro apresentar maior apetite, as fezes podem ser abundantes e tambem mal-cheirosas e apresentam quase sempre uma consistência pastosa, uniforme e uma tonalidade clara. Mas estes sintomas tão característicos nem sempre são muito evidentes, e pode acontecer que o cachorro afetado por insuficiência pancreática tenha fezes totalmente líquidas e de uma cor menos típica. Além disso, não é raro nestas situações o cachorro comer suas próprias fezes, apresentando problemas de pele e pelo relacionados com a má assimilação dos alimentos.  E na origem desta doença está a redução e até mesmo a falta de secreção pancreática, a redução da ativação, ou da atividade das enzimas pancreáticas. Em condições normais, o suco pancreático permite a digestão dos açúcares (glicídeos), dos protídeos e das gorduras (lipídios) de origem alimentar, graças às enzimas que contém (principalmente a tripsina, a amilase e a lipasa pancreáticas). A doença é diagnosticada, geralmente, através de um exame clínico, sendo na maior parte dos casos confirmada por exames complementares e laboratorais. Os exames procuram nas fazes a presença de glicídeos, lipídeos e protídeos. A gravidade da doença depende da irreversibilidade das lesões, e é tanto maior quanto mais jovem for o cachorro, já que a insuficiência pancreática provoca um atraso considerável no crescimento e no aumento de peso, inclusive o tratamento é menos eficaz no filhote do que no adulto. E o tratamento da insuficiência pancreática requer uma modificação na dieta e uma terapia medicamentosa. E no tratamento dietético, é preciso respeitar duas regras básicas, as refeições devem ser divididas e o seu conteúdo em gorduras deve ser consideravelmente reduzido (dieta magra). A divisão das refeições tem por finalidade reduzir o esvaziamento do estômago para se conseguir uma melhor estimulação da secreção pancreática residual, favorecendo-se, ao mesmo tempo, a sua ativação. Quanto ao regime hipolipídico, justifica-se porque o maior problema no decurso da doença é a digestão das gorduras. A fim de que não se restringirem as calorias, convém compensar a falta de lipídeos com um aumento da ração de glicídeos. Tratamento medicamentoso. Consiste na reposição por via oral das enzimas pancreáticas. Uma vez que as enzimas pancreáticas são muito facilmente destruídas pelo ácido clorídrico estomacal, teoricamente poderiam ser administrados sob a forma de cápsulas protegidas (glutinizadas ou queratinizadas), de modo que passem pelo estômago e só liberem as enzimas na primeira parte do intestino (duodeno), onde dever exercer sua atividade fisiológica. Infelizmente, as condições existentes no duodeno, quando existe uma insuficiência pancreática, não permitem a liberação e a ativação das enzimas contidas nesses preparados. Por isso é que, na prática grânulos de pancreatina são colocados em contato com a comida normal 20 minutos antes de oferecê-la ao animal. Além disso, a administração de substâncias que neutralizem a atividade gástrica podem atenuar a degradação das enzimas ministradas por via oral, embora o elevado custo desses produtos limite sua utilização. A absorção de gorduras é melhorada pela administração de um agente emulsificante às refeições. Também se recomenda a administração de vitaminas lipossolúveis, cuja absorção é mais lenta quando existe insuficiência pancreática. E geralmente a eficácia das medidas terapêuticas mede-se pelo aumento de peso ou, pelo menos, por sua estabilização.

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