sexta-feira, março 07, 2014

Cachorros - O Coração Dispara.


Cachorros - O Coração Dispara:  O texto a seguir é o relato do que sente um cachorro ao ser usado numa aula de medicina, onde é submetido a um terrível procedimento. Um dia antes, ele foi deixado ali, preso numa gaiola, numa sala escura, por todos os lados, outras gaiolas, com outros animais. No silêncio, ele fica acordado, presa de expectativa, Já cansou de latir, uivar, e agora apenas espera pelo que não sabe, nem pode prever. Foi trazido de algum lugar (um Centro de Controle de Zoonoses da prefeitura), depois de ter sido apanhado pela carrocinha, era só mais um cão que vivia solto nas ruas. Sem lar, sem nome, esteve próximo da execução no CCZ, mas enfim alguém se apropriou dele. 

Uma faculdade, uma das muitas faculdades de medicina que ainda usam animais.  O tempo passa,  vez ou outra, um ruído próximo outro animal se move ou suspira. Com fome, arrepiado (é frio, o depósito), o cão mantém-se quieto, enroscado em si mesmo. Os olhos varrem o escuro, mas sabe que adiante estão as grades. Então, um som um filete de luz surge ao rés do chão. E uma porta se abre, um homem vestido com uniforme azul entra na sala, enquanto animais acordam e começam a latir. O cão na gaiola se levanta e, não sendo bravo, aperta os olhos para acompanhar o movimento. 

Vê as grades se abrirem, é seguro por mãos firmes e comprimido junto ao peito. De repente está no meio da luz,  o contato do uniforme o esquenta, as mãos têm delicadeza. O homem tranca o depósito, os latidos dos animais ficam distantes. Cruzam um corredor de paredes brancas e janelas gradeadas. Cruzam outra porta e, no momento seguinte, o cão vê-se entre uma dezena de pessoas. São rapazes e moças, vestidos com jalecos brancos – alguns parecem tensos. Farejando o ar, o cão percebe medo e o coração bate mais forte. Há um clima tenso e todos o seguem com o olhar. 

No silêncio da sala, um homem maduro, também de jaleco, toma-o das mãos do primeiro homem e diz alguma coisa, o tom soa tranqüilo.  Sozinho o cão busca em redor, numa janela, o começo da manhã um pátio, pessoas, carros parando. O coração batendo, ouve o professor falar aos estudantes, alvo de olhares, sente a tensão crescer, mas nem todos estão tensos. O silêncio continua grande, entre cada palavra do homem de branco. Não há tanta delicadeza agora as mãos apertam seus rins, algo assim como ser pego com pouca atenção. 

Chega o momento em que o homem pára de falar e dois rapazes acercam-se do cão. Pares de mãos colocam-no sobre uma mesa  de costas sobre o frio alumínio. Os jovens mantêm-no nesta posição, enquanto o professor toma cada uma das patas e estende, amarrando com barbante. O cão vê tudo de cabeça para baixo. No crânio, a pressão da mesa, o frio nas orelhas e no dorso. Tenta se mover, mas as pernas estão esticadas para fora, quanto mais luta, mais forte é a pressão nos pulsos. Sentindo o ar, percebe a tensão, agora dominante,  agora com o coração batendo muito rápido. 

Sem ver a janela, o cão escuta o homem falar, palavras que não entende, avisos que não entende e instruções que não entende. Se pudesse entender, saberia que tratam da importância do conhecimento científico e da necessidade de observação imparcial do que será feito. Então, sente uma picada, acabam de lhe aplicar uma injeção. E é como se o corpo lhe escapasse, os músculos relaxando pouco a pouco, ele continua consciente, mas não pode mais se mover. O cão escuta um som metálico, uma caixa é colocada ao seu lado. Enquanto uma moça, de vinte e poucos anos, tira um objeto brilhante e o entrega ao homem de jaleco. 

O coração bate sob a pele, os pulmões respiram com rapidez e há uma ânsia de latir. A dor nos pulsos fica mais angustiante. Já não vê a janela, mas ouve ruídos, sons vindos de longe,  o cão olha em redor de si, até onde consegue vê frascos escuros e cartazes com desenhos (Anatomia Humana). Nesse momento, o grupo aproxima-se, fecha-se em torno dele, uma dezena de jalecos brancos e mais próximo, o professor. Então, sente uma dor aguda, quando então repentinamente começam a cortar sua barriga. O coração dispara, o cão tenta soltar-se, a dor fica insuportável, ele tenta bater as pernas, mas nada acontece.  Os pulsos estalam, o pescoço incha, os olhos ficam vermelhos e um gemido escapa pela boca inerte. Como queria ganir para desabafar a dor! 

O corpo quente diante de seus olhos debruça-se, o ventre arde e queima enquanto o bisturi avança. O cão grita, mas o som perde-se na garganta, não ouve um som, apenas as batidas surdas do coração. Ninguém fala, existe apenas a tensão contida, movendo a cabeça, vê jalecos amarelos (a visão se embaça), rostos rígidos e atentos. Os olhos não piscam, mas evitam os seus, sobre a mesa, o cão treme. Agora mal se percebe sua respiração, mas ainda está vivo. Um calor brota de si, escorre pelo corpo, empapa seu dorso, e o seu sangue jorrando. A mente nublada, os olhos escuros, mesmo assim ele sente o bisturi parar, e tambem sente mãos abrirem sua barriga. O corpo estremece, as pernas de afrouxam, enquanto suas as vísceras são manuseadas. O coração bate fraco, os olhos se fecham, a respiração diminui. Os jalecos se inclinam, uma voz fala no silêncio sem gemidos. Depois, com o cão ainda vivo, simplesmente fecham-no, para deixa-lo morrer de forma insensível e impiedosa.     

Morrer de Forma Insensível e Impiedosa - Cachorros.


Morrer de Forma Insensível e Impiedosa - Cachorros:  O texto a seguir é o relato do que sente um cachorro ao ser usado numa aula de medicina, onde é submetido a um terrível procedimento. Um dia antes, ele foi deixado ali, preso numa gaiola, numa sala escura, por todos os lados, outras gaiolas, com outros animais. No silêncio, ele fica acordado, presa de expectativa, Já cansou de latir, uivar, e agora apenas espera pelo que não sabe, nem pode prever. Foi trazido de algum lugar (um Centro de Controle de Zoonoses da prefeitura), depois de ter sido apanhado pela carrocinha, era só mais um cão que vivia solto nas ruas. Sem lar, sem nome, esteve próximo da execução no CCZ, mas enfim alguém se apropriou dele. 

Uma faculdade, uma das muitas faculdades de medicina que ainda usam animais.  O tempo passa,  vez ou outra, um ruído próximo outro animal se move ou suspira. Com fome, arrepiado (é frio, o depósito), o cão mantém-se quieto, enroscado em si mesmo. Os olhos varrem o escuro, mas sabe que adiante estão as grades. Então, um som um filete de luz surge ao rés do chão. E uma porta se abre, um homem vestido com uniforme azul entra na sala, enquanto animais acordam e começam a latir. O cão na gaiola se levanta e, não sendo bravo, aperta os olhos para acompanhar o movimento. 

Vê as grades se abrirem, é seguro por mãos firmes e comprimido junto ao peito. De repente está no meio da luz,  o contato do uniforme o esquenta, as mãos têm delicadeza. O homem tranca o depósito, os latidos dos animais ficam distantes. Cruzam um corredor de paredes brancas e janelas gradeadas. Cruzam outra porta e, no momento seguinte, o cão vê-se entre uma dezena de pessoas. São rapazes e moças, vestidos com jalecos brancos – alguns parecem tensos. Farejando o ar, o cão percebe medo e o coração bate mais forte. Há um clima tenso e todos o seguem com o olhar. 

No silêncio da sala, um homem maduro, também de jaleco, toma-o das mãos do primeiro homem e diz alguma coisa, o tom soa tranqüilo.  Sozinho o cão busca em redor, numa janela, o começo da manhã um pátio, pessoas, carros parando. O coração batendo, ouve o professor falar aos estudantes, alvo de olhares, sente a tensão crescer, mas nem todos estão tensos. O silêncio continua grande, entre cada palavra do homem de branco. Não há tanta delicadeza agora as mãos apertam seus rins, algo assim como ser pego com pouca atenção. 

Chega o momento em que o homem pára de falar e dois rapazes acercam-se do cão. Pares de mãos colocam-no sobre uma mesa  de costas sobre o frio alumínio. Os jovens mantêm-no nesta posição, enquanto o professor toma cada uma das patas e estende, amarrando com barbante. O cão vê tudo de cabeça para baixo. No crânio, a pressão da mesa, o frio nas orelhas e no dorso. Tenta se mover, mas as pernas estão esticadas para fora, quanto mais luta, mais forte é a pressão nos pulsos. Sentindo o ar, percebe a tensão, agora dominante,  agora com o coração batendo muito rápido. 

Sem ver a janela, o cão escuta o homem falar, palavras que não entende, avisos que não entende e instruções que não entende. Se pudesse entender, saberia que tratam da importância do conhecimento científico e da necessidade de observação imparcial do que será feito. Então, sente uma picada, acabam de lhe aplicar uma injeção. E é como se o corpo lhe escapasse, os músculos relaxando pouco a pouco, ele continua consciente, mas não pode mais se mover. O cão escuta um som metálico, uma caixa é colocada ao seu lado. Enquanto uma moça, de vinte e poucos anos, tira um objeto brilhante e o entrega ao homem de jaleco. 

O coração bate sob a pele, os pulmões respiram com rapidez e há uma ânsia de latir. A dor nos pulsos fica mais angustiante. Já não vê a janela, mas ouve ruídos, sons vindos de longe,  o cão olha em redor de si, até onde consegue vê frascos escuros e cartazes com desenhos (Anatomia Humana). Nesse momento, o grupo aproxima-se, fecha-se em torno dele, uma dezena de jalecos brancos e mais próximo, o professor. Então, sente uma dor aguda, quando então repentinamente começam a cortar sua barriga. O coração dispara, o cão tenta soltar-se, a dor fica insuportável, ele tenta bater as pernas, mas nada acontece.  Os pulsos estalam, o pescoço incha, os olhos ficam vermelhos e um gemido escapa pela boca inerte. Como queria ganir para desabafar a dor! 

O corpo quente diante de seus olhos debruça-se, o ventre arde e queima enquanto o bisturi avança. O cão grita, mas o som perde-se na garganta, não ouve um som, apenas as batidas surdas do coração. Ninguém fala, existe apenas a tensão contida, movendo a cabeça, vê jalecos amarelos (a visão se embaça), rostos rígidos e atentos. Os olhos não piscam, mas evitam os seus, sobre a mesa, o cão treme. Agora mal se percebe sua respiração, mas ainda está vivo. Um calor brota de si, escorre pelo corpo, empapa seu dorso, e o seu sangue jorrando. A mente nublada, os olhos escuros, mesmo assim ele sente o bisturi parar, e tambem sente mãos abrirem sua barriga. O corpo estremece, as pernas de afrouxam, enquanto suas as vísceras são manuseadas. O coração bate fraco, os olhos se fecham, a respiração diminui. Os jalecos se inclinam, uma voz fala no silêncio sem gemidos. Depois, com o cão ainda vivo, simplesmente fecham-no, para deixa-lo morrer de forma insensível e impiedosa.     

O Cão sente o Bisturi Parar.


O Cão Sente o Bisturi Parar:  O texto a seguir é o relato do que sente um cachorro ao ser usado numa aula de medicina, onde é submetido a um terrível procedimento. Um dia antes, ele foi deixado ali, preso numa gaiola, numa sala escura, por todos os lados, outras gaiolas, com outros animais. No silêncio, ele fica acordado, presa de expectativa, Já cansou de latir, uivar, e agora apenas espera pelo que não sabe, nem pode prever. Foi trazido de algum lugar (um Centro de Controle de Zoonoses da prefeitura), depois de ter sido apanhado pela carrocinha, era só mais um cão que vivia solto nas ruas. Sem lar, sem nome, esteve próximo da execução no CCZ, mas enfim alguém se apropriou dele. 

Uma faculdade, uma das muitas faculdades de medicina que ainda usam animais.  O tempo passa,  vez ou outra, um ruído próximo outro animal se move ou suspira. Com fome, arrepiado (é frio, o depósito), o cão mantém-se quieto, enroscado em si mesmo. Os olhos varrem o escuro, mas sabe que adiante estão as grades. Então, um som um filete de luz surge ao rés do chão. E uma porta se abre, um homem vestido com uniforme azul entra na sala, enquanto animais acordam e começam a latir. O cão na gaiola se levanta e, não sendo bravo, aperta os olhos para acompanhar o movimento. 

Vê as grades se abrirem, é seguro por mãos firmes e comprimido junto ao peito. De repente está no meio da luz,  o contato do uniforme o esquenta, as mãos têm delicadeza. O homem tranca o depósito, os latidos dos animais ficam distantes. Cruzam um corredor de paredes brancas e janelas gradeadas. Cruzam outra porta e, no momento seguinte, o cão vê-se entre uma dezena de pessoas. São rapazes e moças, vestidos com jalecos brancos – alguns parecem tensos. Farejando o ar, o cão percebe medo e o coração bate mais forte. Há um clima tenso e todos o seguem com o olhar. 

No silêncio da sala, um homem maduro, também de jaleco, toma-o das mãos do primeiro homem e diz alguma coisa, o tom soa tranqüilo.  Sozinho o cão busca em redor, numa janela, o começo da manhã um pátio, pessoas, carros parando. O coração batendo, ouve o professor falar aos estudantes, alvo de olhares, sente a tensão crescer, mas nem todos estão tensos. O silêncio continua grande, entre cada palavra do homem de branco. Não há tanta delicadeza agora as mãos apertam seus rins, algo assim como ser pego com pouca atenção. 

Chega o momento em que o homem pára de falar e dois rapazes acercam-se do cão. Pares de mãos colocam-no sobre uma mesa  de costas sobre o frio alumínio. Os jovens mantêm-no nesta posição, enquanto o professor toma cada uma das patas e estende, amarrando com barbante. O cão vê tudo de cabeça para baixo. No crânio, a pressão da mesa, o frio nas orelhas e no dorso. Tenta se mover, mas as pernas estão esticadas para fora, quanto mais luta, mais forte é a pressão nos pulsos. Sentindo o ar, percebe a tensão, agora dominante,  agora com o coração batendo muito rápido. 

Sem ver a janela, o cão escuta o homem falar, palavras que não entende, avisos que não entende e instruções que não entende. Se pudesse entender, saberia que tratam da importância do conhecimento científico e da necessidade de observação imparcial do que será feito. Então, sente uma picada, acabam de lhe aplicar uma injeção. E é como se o corpo lhe escapasse, os músculos relaxando pouco a pouco, ele continua consciente, mas não pode mais se mover. O cão escuta um som metálico, uma caixa é colocada ao seu lado. Enquanto uma moça, de vinte e poucos anos, tira um objeto brilhante e o entrega ao homem de jaleco. 

O coração bate sob a pele, os pulmões respiram com rapidez e há uma ânsia de latir. A dor nos pulsos fica mais angustiante. Já não vê a janela, mas ouve ruídos, sons vindos de longe,  o cão olha em redor de si, até onde consegue vê frascos escuros e cartazes com desenhos (Anatomia Humana). Nesse momento, o grupo aproxima-se, fecha-se em torno dele, uma dezena de jalecos brancos e mais próximo, o professor. Então, sente uma dor aguda, quando então repentinamente começam a cortar sua barriga. O coração dispara, o cão tenta soltar-se, a dor fica insuportável, ele tenta bater as pernas, mas nada acontece.  Os pulsos estalam, o pescoço incha, os olhos ficam vermelhos e um gemido escapa pela boca inerte. Como queria ganir para desabafar a dor! 

O corpo quente diante de seus olhos debruça-se, o ventre arde e queima enquanto o bisturi avança. O cão grita, mas o som perde-se na garganta, não ouve um som, apenas as batidas surdas do coração. Ninguém fala, existe apenas a tensão contida, movendo a cabeça, vê jalecos amarelos (a visão se embaça), rostos rígidos e atentos. Os olhos não piscam, mas evitam os seus, sobre a mesa, o cão treme. Agora mal se percebe sua respiração, mas ainda está vivo. Um calor brota de si, escorre pelo corpo, empapa seu dorso, e o seu sangue jorrando. A mente nublada, os olhos escuros, mesmo assim ele sente o bisturi parar, e tambem sente mãos abrirem sua barriga. O corpo estremece, as pernas de afrouxam, enquanto suas as vísceras são manuseadas. O coração bate fraco, os olhos se fecham, a respiração diminui. Os jalecos se inclinam, uma voz fala no silêncio sem gemidos. Depois, com o cão ainda vivo, simplesmente fecham-no, para deixa-lo morrer de forma insensível e impiedosa.     

Sente uma Dor Aguda - Cachorro.


Sente uma Dor Aguda - Cachorro:  O texto a seguir é o relato do que sente um cachorro ao ser usado numa aula de medicina, onde é submetido a um terrível procedimento. Um dia antes, ele foi deixado ali, preso numa gaiola, numa sala escura, por todos os lados, outras gaiolas, com outros animais. No silêncio, ele fica acordado, presa de expectativa, Já cansou de latir, uivar, e agora apenas espera pelo que não sabe, nem pode prever. Foi trazido de algum lugar (um Centro de Controle de Zoonoses da prefeitura), depois de ter sido apanhado pela carrocinha, era só mais um cão que vivia solto nas ruas. Sem lar, sem nome, esteve próximo da execução no CCZ, mas enfim alguém se apropriou dele. 

Uma faculdade, uma das muitas faculdades de medicina que ainda usam animais.  O tempo passa,  vez ou outra, um ruído próximo outro animal se move ou suspira. Com fome, arrepiado (é frio, o depósito), o cão mantém-se quieto, enroscado em si mesmo. Os olhos varrem o escuro, mas sabe que adiante estão as grades. Então, um som um filete de luz surge ao rés do chão. E uma porta se abre, um homem vestido com uniforme azul entra na sala, enquanto animais acordam e começam a latir. O cão na gaiola se levanta e, não sendo bravo, aperta os olhos para acompanhar o movimento. 

Vê as grades se abrirem, é seguro por mãos firmes e comprimido junto ao peito. De repente está no meio da luz,  o contato do uniforme o esquenta, as mãos têm delicadeza. O homem tranca o depósito, os latidos dos animais ficam distantes. Cruzam um corredor de paredes brancas e janelas gradeadas. Cruzam outra porta e, no momento seguinte, o cão vê-se entre uma dezena de pessoas. São rapazes e moças, vestidos com jalecos brancos – alguns parecem tensos. Farejando o ar, o cão percebe medo e o coração bate mais forte. Há um clima tenso e todos o seguem com o olhar. 

No silêncio da sala, um homem maduro, também de jaleco, toma-o das mãos do primeiro homem e diz alguma coisa, o tom soa tranqüilo.  Sozinho o cão busca em redor, numa janela, o começo da manhã um pátio, pessoas, carros parando. O coração batendo, ouve o professor falar aos estudantes, alvo de olhares, sente a tensão crescer, mas nem todos estão tensos. O silêncio continua grande, entre cada palavra do homem de branco. Não há tanta delicadeza agora as mãos apertam seus rins, algo assim como ser pego com pouca atenção. 

Chega o momento em que o homem pára de falar e dois rapazes acercam-se do cão. Pares de mãos colocam-no sobre uma mesa  de costas sobre o frio alumínio. Os jovens mantêm-no nesta posição, enquanto o professor toma cada uma das patas e estende, amarrando com barbante. O cão vê tudo de cabeça para baixo. No crânio, a pressão da mesa, o frio nas orelhas e no dorso. Tenta se mover, mas as pernas estão esticadas para fora, quanto mais luta, mais forte é a pressão nos pulsos. Sentindo o ar, percebe a tensão, agora dominante,  agora com o coração batendo muito rápido. 

Sem ver a janela, o cão escuta o homem falar, palavras que não entende, avisos que não entende e instruções que não entende. Se pudesse entender, saberia que tratam da importância do conhecimento científico e da necessidade de observação imparcial do que será feito. Então, sente uma picada, acabam de lhe aplicar uma injeção. E é como se o corpo lhe escapasse, os músculos relaxando pouco a pouco, ele continua consciente, mas não pode mais se mover. O cão escuta um som metálico, uma caixa é colocada ao seu lado. Enquanto uma moça, de vinte e poucos anos, tira um objeto brilhante e o entrega ao homem de jaleco. 

O coração bate sob a pele, os pulmões respiram com rapidez e há uma ânsia de latir. A dor nos pulsos fica mais angustiante. Já não vê a janela, mas ouve ruídos, sons vindos de longe,  o cão olha em redor de si, até onde consegue vê frascos escuros e cartazes com desenhos (Anatomia Humana). Nesse momento, o grupo aproxima-se, fecha-se em torno dele, uma dezena de jalecos brancos e mais próximo, o professor. Então, sente uma dor aguda, quando então repentinamente começam a cortar sua barriga. O coração dispara, o cão tenta soltar-se, a dor fica insuportável, ele tenta bater as pernas, mas nada acontece.  Os pulsos estalam, o pescoço incha, os olhos ficam vermelhos e um gemido escapa pela boca inerte. Como queria ganir para desabafar a dor! 

O corpo quente diante de seus olhos debruça-se, o ventre arde e queima enquanto o bisturi avança. O cão grita, mas o som perde-se na garganta, não ouve um som, apenas as batidas surdas do coração. Ninguém fala, existe apenas a tensão contida, movendo a cabeça, vê jalecos amarelos (a visão se embaça), rostos rígidos e atentos. Os olhos não piscam, mas evitam os seus, sobre a mesa, o cão treme. Agora mal se percebe sua respiração, mas ainda está vivo. Um calor brota de si, escorre pelo corpo, empapa seu dorso, e o seu sangue jorrando. A mente nublada, os olhos escuros, mesmo assim ele sente o bisturi parar, e tambem sente mãos abrirem sua barriga. O corpo estremece, as pernas de afrouxam, enquanto suas as vísceras são manuseadas. O coração bate fraco, os olhos se fecham, a respiração diminui. Os jalecos se inclinam, uma voz fala no silêncio sem gemidos. Depois, com o cão ainda vivo, simplesmente fecham-no, para deixa-lo morrer de forma insensível e impiedosa.     

Cão na Rua, sem Lar e sem Nome.


Cão na Rua, sem Lar e sem Nome:  O texto a seguir é o relato do que sente um cachorro ao ser usado numa aula de medicina, onde é submetido a um terrível procedimento. Um dia antes, ele foi deixado ali, preso numa gaiola, numa sala escura, por todos os lados, outras gaiolas, com outros animais. No silêncio, ele fica acordado, presa de expectativa, Já cansou de latir, uivar, e agora apenas espera pelo que não sabe, nem pode prever. Foi trazido de algum lugar (um Centro de Controle de Zoonoses da prefeitura), depois de ter sido apanhado pela carrocinha, era só mais um cão que vivia solto nas ruas. Sem lar, sem nome, esteve próximo da execução no CCZ, mas enfim alguém se apropriou dele. 

Uma faculdade, uma das muitas faculdades de medicina que ainda usam animais.  O tempo passa,  vez ou outra, um ruído próximo outro animal se move ou suspira. Com fome, arrepiado (é frio, o depósito), o cão mantém-se quieto, enroscado em si mesmo. Os olhos varrem o escuro, mas sabe que adiante estão as grades. Então, um som um filete de luz surge ao rés do chão. E uma porta se abre, um homem vestido com uniforme azul entra na sala, enquanto animais acordam e começam a latir. O cão na gaiola se levanta e, não sendo bravo, aperta os olhos para acompanhar o movimento. 

Vê as grades se abrirem, é seguro por mãos firmes e comprimido junto ao peito. De repente está no meio da luz,  o contato do uniforme o esquenta, as mãos têm delicadeza. O homem tranca o depósito, os latidos dos animais ficam distantes. Cruzam um corredor de paredes brancas e janelas gradeadas. Cruzam outra porta e, no momento seguinte, o cão vê-se entre uma dezena de pessoas. São rapazes e moças, vestidos com jalecos brancos – alguns parecem tensos. Farejando o ar, o cão percebe medo e o coração bate mais forte. Há um clima tenso e todos o seguem com o olhar. 

No silêncio da sala, um homem maduro, também de jaleco, toma-o das mãos do primeiro homem e diz alguma coisa, o tom soa tranqüilo.  Sozinho o cão busca em redor, numa janela, o começo da manhã um pátio, pessoas, carros parando. O coração batendo, ouve o professor falar aos estudantes, alvo de olhares, sente a tensão crescer, mas nem todos estão tensos. O silêncio continua grande, entre cada palavra do homem de branco. Não há tanta delicadeza agora as mãos apertam seus rins, algo assim como ser pego com pouca atenção. 

Chega o momento em que o homem pára de falar e dois rapazes acercam-se do cão. Pares de mãos colocam-no sobre uma mesa  de costas sobre o frio alumínio. Os jovens mantêm-no nesta posição, enquanto o professor toma cada uma das patas e estende, amarrando com barbante. O cão vê tudo de cabeça para baixo. No crânio, a pressão da mesa, o frio nas orelhas e no dorso. Tenta se mover, mas as pernas estão esticadas para fora, quanto mais luta, mais forte é a pressão nos pulsos. Sentindo o ar, percebe a tensão, agora dominante,  agora com o coração batendo muito rápido. 

Sem ver a janela, o cão escuta o homem falar, palavras que não entende, avisos que não entende e instruções que não entende. Se pudesse entender, saberia que tratam da importância do conhecimento científico e da necessidade de observação imparcial do que será feito. Então, sente uma picada, acabam de lhe aplicar uma injeção. E é como se o corpo lhe escapasse, os músculos relaxando pouco a pouco, ele continua consciente, mas não pode mais se mover. O cão escuta um som metálico, uma caixa é colocada ao seu lado. Enquanto uma moça, de vinte e poucos anos, tira um objeto brilhante e o entrega ao homem de jaleco. 

O coração bate sob a pele, os pulmões respiram com rapidez e há uma ânsia de latir. A dor nos pulsos fica mais angustiante. Já não vê a janela, mas ouve ruídos, sons vindos de longe,  o cão olha em redor de si, até onde consegue vê frascos escuros e cartazes com desenhos (Anatomia Humana). Nesse momento, o grupo aproxima-se, fecha-se em torno dele, uma dezena de jalecos brancos e mais próximo, o professor. Então, sente uma dor aguda, quando então repentinamente começam a cortar sua barriga. O coração dispara, o cão tenta soltar-se, a dor fica insuportável, ele tenta bater as pernas, mas nada acontece.  Os pulsos estalam, o pescoço incha, os olhos ficam vermelhos e um gemido escapa pela boca inerte. Como queria ganir para desabafar a dor! 

O corpo quente diante de seus olhos debruça-se, o ventre arde e queima enquanto o bisturi avança. O cão grita, mas o som perde-se na garganta, não ouve um som, apenas as batidas surdas do coração. Ninguém fala, existe apenas a tensão contida, movendo a cabeça, vê jalecos amarelos (a visão se embaça), rostos rígidos e atentos. Os olhos não piscam, mas evitam os seus, sobre a mesa, o cão treme. Agora mal se percebe sua respiração, mas ainda está vivo. Um calor brota de si, escorre pelo corpo, empapa seu dorso, e o seu sangue jorrando. A mente nublada, os olhos escuros, mesmo assim ele sente o bisturi parar, e tambem sente mãos abrirem sua barriga. O corpo estremece, as pernas de afrouxam, enquanto suas as vísceras são manuseadas. O coração bate fraco, os olhos se fecham, a respiração diminui. Os jalecos se inclinam, uma voz fala no silêncio sem gemidos. Depois, com o cão ainda vivo, simplesmente fecham-no, para deixa-lo morrer de forma insensível e impiedosa.     

Cachorros - Começam a Cortar sua Barriga.


Cachorros - Começam a Cortar sua Barriga:  O texto a seguir é o relato do que sente um cachorro ao ser usado numa aula de medicina, onde é submetido a um terrível procedimento. Um dia antes, ele foi deixado ali, preso numa gaiola, numa sala escura, por todos os lados, outras gaiolas, com outros animais. No silêncio, ele fica acordado, presa de expectativa, Já cansou de latir, uivar, e agora apenas espera pelo que não sabe, nem pode prever. Foi trazido de algum lugar (um Centro de Controle de Zoonoses da prefeitura), depois de ter sido apanhado pela carrocinha, era só mais um cão que vivia solto nas ruas. Sem lar, sem nome, esteve próximo da execução no CCZ, mas enfim alguém se apropriou dele. 

Uma faculdade, uma das muitas faculdades de medicina que ainda usam animais.  O tempo passa,  vez ou outra, um ruído próximo outro animal se move ou suspira. Com fome, arrepiado (é frio, o depósito), o cão mantém-se quieto, enroscado em si mesmo. Os olhos varrem o escuro, mas sabe que adiante estão as grades. Então, um som um filete de luz surge ao rés do chão. E uma porta se abre, um homem vestido com uniforme azul entra na sala, enquanto animais acordam e começam a latir. O cão na gaiola se levanta e, não sendo bravo, aperta os olhos para acompanhar o movimento. 

Vê as grades se abrirem, é seguro por mãos firmes e comprimido junto ao peito. De repente está no meio da luz,  o contato do uniforme o esquenta, as mãos têm delicadeza. O homem tranca o depósito, os latidos dos animais ficam distantes. Cruzam um corredor de paredes brancas e janelas gradeadas. Cruzam outra porta e, no momento seguinte, o cão vê-se entre uma dezena de pessoas. São rapazes e moças, vestidos com jalecos brancos – alguns parecem tensos. Farejando o ar, o cão percebe medo e o coração bate mais forte. Há um clima tenso e todos o seguem com o olhar. 

No silêncio da sala, um homem maduro, também de jaleco, toma-o das mãos do primeiro homem e diz alguma coisa, o tom soa tranqüilo.  Sozinho o cão busca em redor, numa janela, o começo da manhã um pátio, pessoas, carros parando. O coração batendo, ouve o professor falar aos estudantes, alvo de olhares, sente a tensão crescer, mas nem todos estão tensos. O silêncio continua grande, entre cada palavra do homem de branco. Não há tanta delicadeza agora as mãos apertam seus rins, algo assim como ser pego com pouca atenção. 

Chega o momento em que o homem pára de falar e dois rapazes acercam-se do cão. Pares de mãos colocam-no sobre uma mesa  de costas sobre o frio alumínio. Os jovens mantêm-no nesta posição, enquanto o professor toma cada uma das patas e estende, amarrando com barbante. O cão vê tudo de cabeça para baixo. No crânio, a pressão da mesa, o frio nas orelhas e no dorso. Tenta se mover, mas as pernas estão esticadas para fora, quanto mais luta, mais forte é a pressão nos pulsos. Sentindo o ar, percebe a tensão, agora dominante,  agora com o coração batendo muito rápido. 

Sem ver a janela, o cão escuta o homem falar, palavras que não entende, avisos que não entende e instruções que não entende. Se pudesse entender, saberia que tratam da importância do conhecimento científico e da necessidade de observação imparcial do que será feito. Então, sente uma picada, acabam de lhe aplicar uma injeção. E é como se o corpo lhe escapasse, os músculos relaxando pouco a pouco, ele continua consciente, mas não pode mais se mover. O cão escuta um som metálico, uma caixa é colocada ao seu lado. Enquanto uma moça, de vinte e poucos anos, tira um objeto brilhante e o entrega ao homem de jaleco. 

O coração bate sob a pele, os pulmões respiram com rapidez e há uma ânsia de latir. A dor nos pulsos fica mais angustiante. Já não vê a janela, mas ouve ruídos, sons vindos de longe,  o cão olha em redor de si, até onde consegue vê frascos escuros e cartazes com desenhos (Anatomia Humana). Nesse momento, o grupo aproxima-se, fecha-se em torno dele, uma dezena de jalecos brancos e mais próximo, o professor. Então, sente uma dor aguda, quando então repentinamente começam a cortar sua barriga. O coração dispara, o cão tenta soltar-se, a dor fica insuportável, ele tenta bater as pernas, mas nada acontece.  Os pulsos estalam, o pescoço incha, os olhos ficam vermelhos e um gemido escapa pela boca inerte. Como queria ganir para desabafar a dor! 

O corpo quente diante de seus olhos debruça-se, o ventre arde e queima enquanto o bisturi avança. O cão grita, mas o som perde-se na garganta, não ouve um som, apenas as batidas surdas do coração. Ninguém fala, existe apenas a tensão contida, movendo a cabeça, vê jalecos amarelos (a visão se embaça), rostos rígidos e atentos. Os olhos não piscam, mas evitam os seus, sobre a mesa, o cão treme. Agora mal se percebe sua respiração, mas ainda está vivo. Um calor brota de si, escorre pelo corpo, empapa seu dorso, e o seu sangue jorrando. A mente nublada, os olhos escuros, mesmo assim ele sente o bisturi parar, e tambem sente mãos abrirem sua barriga. O corpo estremece, as pernas de afrouxam, enquanto suas as vísceras são manuseadas. O coração bate fraco, os olhos se fecham, a respiração diminui. Os jalecos se inclinam, uma voz fala no silêncio sem gemidos. Depois, com o cão ainda vivo, simplesmente fecham-no, para deixa-lo morrer de forma insensível e impiedosa.     

Cachorros - Um Gemido Escapa Pela Boca.


Cachorros - Um Gemido Escapa Pela Boca: O texto a seguir é o relato do que sente um cachorro ao ser usado numa aula de medicina, onde é submetido a um terrível procedimento. Um dia antes, ele foi deixado ali, preso numa gaiola, numa sala escura, por todos os lados, outras gaiolas, com outros animais. No silêncio, ele fica acordado, presa de expectativa, Já cansou de latir, uivar, e agora apenas espera pelo que não sabe, nem pode prever. Foi trazido de algum lugar (um Centro de Controle de Zoonoses da prefeitura), depois de ter sido apanhado pela carrocinha, era só mais um cão que vivia solto nas ruas. Sem lar, sem nome, esteve próximo da execução no CCZ, mas enfim alguém se apropriou dele. 

Uma faculdade, uma das muitas faculdades de medicina que ainda usam animais.  O tempo passa,  vez ou outra, um ruído próximo outro animal se move ou suspira. Com fome, arrepiado (é frio, o depósito), o cão mantém-se quieto, enroscado em si mesmo. Os olhos varrem o escuro, mas sabe que adiante estão as grades. Então, um som um filete de luz surge ao rés do chão. E uma porta se abre, um homem vestido com uniforme azul entra na sala, enquanto animais acordam e começam a latir. O cão na gaiola se levanta e, não sendo bravo, aperta os olhos para acompanhar o movimento. 

Vê as grades se abrirem, é seguro por mãos firmes e comprimido junto ao peito. De repente está no meio da luz,  o contato do uniforme o esquenta, as mãos têm delicadeza. O homem tranca o depósito, os latidos dos animais ficam distantes. Cruzam um corredor de paredes brancas e janelas gradeadas. Cruzam outra porta e, no momento seguinte, o cão vê-se entre uma dezena de pessoas. São rapazes e moças, vestidos com jalecos brancos – alguns parecem tensos. Farejando o ar, o cão percebe medo e o coração bate mais forte. Há um clima tenso e todos o seguem com o olhar. 

No silêncio da sala, um homem maduro, também de jaleco, toma-o das mãos do primeiro homem e diz alguma coisa, o tom soa tranqüilo.  Sozinho o cão busca em redor, numa janela, o começo da manhã um pátio, pessoas, carros parando. O coração batendo, ouve o professor falar aos estudantes, alvo de olhares, sente a tensão crescer, mas nem todos estão tensos. O silêncio continua grande, entre cada palavra do homem de branco. Não há tanta delicadeza agora as mãos apertam seus rins, algo assim como ser pego com pouca atenção. 

Chega o momento em que o homem pára de falar e dois rapazes acercam-se do cão. Pares de mãos colocam-no sobre uma mesa  de costas sobre o frio alumínio. Os jovens mantêm-no nesta posição, enquanto o professor toma cada uma das patas e estende, amarrando com barbante. O cão vê tudo de cabeça para baixo. No crânio, a pressão da mesa, o frio nas orelhas e no dorso. Tenta se mover, mas as pernas estão esticadas para fora, quanto mais luta, mais forte é a pressão nos pulsos. Sentindo o ar, percebe a tensão, agora dominante,  agora com o coração batendo muito rápido. 

Sem ver a janela, o cão escuta o homem falar, palavras que não entende, avisos que não entende e instruções que não entende. Se pudesse entender, saberia que tratam da importância do conhecimento científico e da necessidade de observação imparcial do que será feito. Então, sente uma picada, acabam de lhe aplicar uma injeção. E é como se o corpo lhe escapasse, os músculos relaxando pouco a pouco, ele continua consciente, mas não pode mais se mover. O cão escuta um som metálico, uma caixa é colocada ao seu lado. Enquanto uma moça, de vinte e poucos anos, tira um objeto brilhante e o entrega ao homem de jaleco. 

O coração bate sob a pele, os pulmões respiram com rapidez e há uma ânsia de latir. A dor nos pulsos fica mais angustiante. Já não vê a janela, mas ouve ruídos, sons vindos de longe,  o cão olha em redor de si, até onde consegue vê frascos escuros e cartazes com desenhos (Anatomia Humana). Nesse momento, o grupo aproxima-se, fecha-se em torno dele, uma dezena de jalecos brancos e mais próximo, o professor. Então, sente uma dor aguda, quando então repentinamente começam a cortar sua barriga. O coração dispara, o cão tenta soltar-se, a dor fica insuportável, ele tenta bater as pernas, mas nada acontece.  Os pulsos estalam, o pescoço incha, os olhos ficam vermelhos e um gemido escapa pela boca inerte. Como queria ganir para desabafar a dor! 

O corpo quente diante de seus olhos debruça-se, o ventre arde e queima enquanto o bisturi avança. O cão grita, mas o som perde-se na garganta, não ouve um som, apenas as batidas surdas do coração. Ninguém fala, existe apenas a tensão contida, movendo a cabeça, vê jalecos amarelos (a visão se embaça), rostos rígidos e atentos. Os olhos não piscam, mas evitam os seus, sobre a mesa, o cão treme. Agora mal se percebe sua respiração, mas ainda está vivo. Um calor brota de si, escorre pelo corpo, empapa seu dorso, e o seu sangue jorrando. A mente nublada, os olhos escuros, mesmo assim ele sente o bisturi parar, e tambem sente mãos abrirem sua barriga. O corpo estremece, as pernas de afrouxam, enquanto as suas vísceras são manuseadas. O coração bate fraco, os olhos se fecham, a respiração diminui. Os jalecos se inclinam, uma voz fala no silêncio sem gemidos. Depois, com o cão ainda vivo, simplesmente fecham-no, para deixa-lo morrer de forma insensível e impiedosa.     

Cachorros - Os Pulsos Estalam e o Pescoço Incha.


Cachorros - Os Pulsos Estalam e o Pescoço Incha:  O texto a seguir é o relato do que sente um cachorro ao ser usado numa aula de medicina, onde é submetido a um terrível procedimento. Um dia antes, ele foi deixado ali, preso numa gaiola, numa sala escura, por todos os lados, outras gaiolas, com outros animais. No silêncio, ele fica acordado, presa de expectativa, Já cansou de latir, uivar, e agora apenas espera pelo que não sabe, nem pode prever. Foi trazido de algum lugar (um Centro de Controle de Zoonoses da prefeitura), depois de ter sido apanhado pela carrocinha, era só mais um cão que vivia solto nas ruas. Sem lar, sem nome, esteve próximo da execução no CCZ, mas enfim alguém se apropriou dele. 

Uma faculdade, uma das muitas faculdades de medicina que ainda usam animais.  O tempo passa,  vez ou outra, um ruído próximo outro animal se move ou suspira. Com fome, arrepiado (é frio, o depósito), o cão mantém-se quieto, enroscado em si mesmo. Os olhos varrem o escuro, mas sabe que adiante estão as grades. Então, um som um filete de luz surge ao rés do chão. E uma porta se abre, um homem vestido com uniforme azul entra na sala, enquanto animais acordam e começam a latir. O cão na gaiola se levanta e, não sendo bravo, aperta os olhos para acompanhar o movimento. 

Vê as grades se abrirem, é seguro por mãos firmes e comprimido junto ao peito. De repente está no meio da luz,  o contato do uniforme o esquenta, as mãos têm delicadeza. O homem tranca o depósito, os latidos dos animais ficam distantes. Cruzam um corredor de paredes brancas e janelas gradeadas. Cruzam outra porta e, no momento seguinte, o cão vê-se entre uma dezena de pessoas. São rapazes e moças, vestidos com jalecos brancos – alguns parecem tensos. Farejando o ar, o cão percebe medo e o coração bate mais forte. Há um clima tenso e todos o seguem com o olhar. 

No silêncio da sala, um homem maduro, também de jaleco, toma-o das mãos do primeiro homem e diz alguma coisa, o tom soa tranqüilo.  Sozinho o cão busca em redor, numa janela, o começo da manhã um pátio, pessoas, carros parando. O coração batendo, ouve o professor falar aos estudantes, alvo de olhares, sente a tensão crescer, mas nem todos estão tensos. O silêncio continua grande, entre cada palavra do homem de branco. Não há tanta delicadeza agora as mãos apertam seus rins, algo assim como ser pego com pouca atenção. 

Chega o momento em que o homem pára de falar e dois rapazes acercam-se do cão. Pares de mãos colocam-no sobre uma mesa  de costas sobre o frio alumínio. Os jovens mantêm-no nesta posição, enquanto o professor toma cada uma das patas e estende, amarrando com barbante. O cão vê tudo de cabeça para baixo. No crânio, a pressão da mesa, o frio nas orelhas e no dorso. Tenta se mover, mas as pernas estão esticadas para fora, quanto mais luta, mais forte é a pressão nos pulsos. Sentindo o ar, percebe a tensão, agora dominante,  agora com o coração batendo muito rápido. 

Sem ver a janela, o cão escuta o homem falar, palavras que não entende, avisos que não entende e instruções que não entende. Se pudesse entender, saberia que tratam da importância do conhecimento científico e da necessidade de observação imparcial do que será feito. Então, sente uma picada, acabam de lhe aplicar uma injeção. E é como se o corpo lhe escapasse, os músculos relaxando pouco a pouco, ele continua consciente, mas não pode mais se mover. O cão escuta um som metálico, uma caixa é colocada ao seu lado. Enquanto uma moça, de vinte e poucos anos, tira um objeto brilhante e o entrega ao homem de jaleco. 

O coração bate sob a pele, os pulmões respiram com rapidez e há uma ânsia de latir. A dor nos pulsos fica mais angustiante. Já não vê a janela, mas ouve ruídos, sons vindos de longe,  o cão olha em redor de si, até onde consegue vê frascos escuros e cartazes com desenhos (Anatomia Humana). Nesse momento, o grupo aproxima-se, fecha-se em torno dele, uma dezena de jalecos brancos e mais próximo, o professor. Então, sente uma dor aguda, quando então repentinamente começam a cortar sua barriga. O coração dispara, o cão tenta soltar-se, a dor fica insuportável, ele tenta bater as pernas, mas nada acontece.  Os pulsos estalam, o pescoço incha, os olhos ficam vermelhos e um gemido escapa pela boca inerte. Como queria ganir para desabafar a dor! 

O corpo quente diante de seus olhos debruça-se, o ventre arde e queima enquanto o bisturi avança. O cão grita, mas o som perde-se na garganta, não ouve um som, apenas as batidas surdas do coração. Ninguém fala, existe apenas a tensão contida, movendo a cabeça, vê jalecos amarelos (a visão se embaça), rostos rígidos e atentos. Os olhos não piscam, mas evitam os seus, sobre a mesa, o cão treme. Agora mal se percebe sua respiração, mas ainda está vivo. Um calor brota de si, escorre pelo corpo, empapa seu dorso, e o seu sangue jorrando. A mente nublada, os olhos escuros, mesmo assim ele sente o bisturi parar, e tambem sente mãos abrirem sua barriga. O corpo estremece, as pernas de afrouxam, enquanto suas as vísceras são manuseadas. O coração bate fraco, os olhos se fecham, a respiração diminui. Os jalecos se inclinam, uma voz fala no silêncio sem gemidos. Depois, com o cão ainda vivo, simplesmente fecham-no, para deixa-lo morrer de forma insensível e impiedosa.     

Cachorros - O Corpo Arde e Queima enquanto o Bisturi Avança.


Cachorros - O Corpo Arde e Queima enquanto o Bisturi Avança: O texto a seguir é o relato do que sente um cachorro ao ser usado numa aula de medicina, onde é submetido a um terrível procedimento. Um dia antes, ele foi deixado ali, preso numa gaiola, numa sala escura, por todos os lados, outras gaiolas, com outros animais. No silêncio, ele fica acordado, presa de expectativa, Já cansou de latir, uivar, e agora apenas espera pelo que não sabe, nem pode prever. Foi trazido de algum lugar (um Centro de Controle de Zoonoses da prefeitura), depois de ter sido apanhado pela carrocinha, era só mais um cão que vivia solto nas ruas. Sem lar, sem nome, esteve próximo da execução no CCZ, mas enfim alguém se apropriou dele. 

Uma faculdade, uma das muitas faculdades de medicina que ainda usam animais.  O tempo passa,  vez ou outra, um ruído próximo outro animal se move ou suspira. Com fome, arrepiado (é frio, o depósito), o cão mantém-se quieto, enroscado em si mesmo. Os olhos varrem o escuro, mas sabe que adiante estão as grades. Então, um som um filete de luz surge ao rés do chão. E uma porta se abre, um homem vestido com uniforme azul entra na sala, enquanto animais acordam e começam a latir. O cão na gaiola se levanta e, não sendo bravo, aperta os olhos para acompanhar o movimento. 

Vê as grades se abrirem, é seguro por mãos firmes e comprimido junto ao peito. De repente está no meio da luz,  o contato do uniforme o esquenta, as mãos têm delicadeza. O homem tranca o depósito, os latidos dos animais ficam distantes. Cruzam um corredor de paredes brancas e janelas gradeadas. Cruzam outra porta e, no momento seguinte, o cão vê-se entre uma dezena de pessoas. São rapazes e moças, vestidos com jalecos brancos – alguns parecem tensos. Farejando o ar, o cão percebe medo e o coração bate mais forte. Há um clima tenso e todos o seguem com o olhar. 

No silêncio da sala, um homem maduro, também de jaleco, toma-o das mãos do primeiro homem e diz alguma coisa, o tom soa tranqüilo.  Sozinho o cão busca em redor, numa janela, o começo da manhã um pátio, pessoas, carros parando. O coração batendo, ouve o professor falar aos estudantes, alvo de olhares, sente a tensão crescer, mas nem todos estão tensos. O silêncio continua grande, entre cada palavra do homem de branco. Não há tanta delicadeza agora as mãos apertam seus rins, algo assim como ser pego com pouca atenção. 

Chega o momento em que o homem pára de falar e dois rapazes acercam-se do cão. Pares de mãos colocam-no sobre uma mesa  de costas sobre o frio alumínio. Os jovens mantêm-no nesta posição, enquanto o professor toma cada uma das patas e estende, amarrando com barbante. O cão vê tudo de cabeça para baixo. No crânio, a pressão da mesa, o frio nas orelhas e no dorso. Tenta se mover, mas as pernas estão esticadas para fora, quanto mais luta, mais forte é a pressão nos pulsos. Sentindo o ar, percebe a tensão, agora dominante,  agora com o coração batendo muito rápido. 

Sem ver a janela, o cão escuta o homem falar, palavras que não entende, avisos que não entende e instruções que não entende. Se pudesse entender, saberia que tratam da importância do conhecimento científico e da necessidade de observação imparcial do que será feito. Então, sente uma picada, acabam de lhe aplicar uma injeção. E é como se o corpo lhe escapasse, os músculos relaxando pouco a pouco, ele continua consciente, mas não pode mais se mover. O cão escuta um som metálico, uma caixa é colocada ao seu lado. Enquanto uma moça, de vinte e poucos anos, tira um objeto brilhante e o entrega ao homem de jaleco. 

O coração bate sob a pele, os pulmões respiram com rapidez e há uma ânsia de latir. A dor nos pulsos fica mais angustiante. Já não vê a janela, mas ouve ruídos, sons vindos de longe,  o cão olha em redor de si, até onde consegue vê frascos escuros e cartazes com desenhos (Anatomia Humana). Nesse momento, o grupo aproxima-se, fecha-se em torno dele, uma dezena de jalecos brancos e mais próximo, o professor. Então, sente uma dor aguda, quando então repentinamente começam a cortar sua barriga. O coração dispara, o cão tenta soltar-se, a dor fica insuportável, ele tenta bater as pernas, mas nada acontece.  Os pulsos estalam, o pescoço incha, os olhos ficam vermelhos e um gemido escapa pela boca inerte. Como queria ganir para desabafar a dor! 

O corpo quente diante de seus olhos debruça-se, o ventre arde e queima enquanto o bisturi avança. O cão grita, mas o som perde-se na garganta, não ouve um som, apenas as batidas surdas do coração. Ninguém fala, existe apenas a tensão contida, movendo a cabeça, vê jalecos amarelos (a visão se embaça), rostos rígidos e atentos. Os olhos não piscam, mas evitam os seus, sobre a mesa, o cão treme. Agora mal se percebe sua respiração, mas ainda está vivo. Um calor brota de si, escorre pelo corpo, empapa seu dorso, e o seu sangue jorrando. A mente nublada, os olhos escuros, mesmo assim ele sente o bisturi parar, e tambem sente mãos abrirem sua barriga. O corpo estremece, as pernas de afrouxam, enquanto suas as vísceras são manuseadas. O coração bate fraco, os olhos se fecham, a respiração diminui. Os jalecos se inclinam, uma voz fala no silêncio sem gemidos. Depois, com o cão ainda vivo, simplesmente fecham-no, para deixa-lo morrer de forma insensível e impiedosa.     

A Dor fica mais Angustiante - Cachorros.


A Dor fica mais Angustiante - Cachorros: O texto a seguir é o relato do que sente um cachorro ao ser usado numa aula de medicina, onde é submetido a um terrível procedimento. Um dia antes, ele foi deixado ali, preso numa gaiola, numa sala escura, por todos os lados, outras gaiolas, com outros animais. No silêncio, ele fica acordado, presa de expectativa, Já cansou de latir, uivar, e agora apenas espera pelo que não sabe, nem pode prever. Foi trazido de algum lugar (um Centro de Controle de Zoonoses da prefeitura), depois de ter sido apanhado pela carrocinha, era só mais um cão que vivia solto nas ruas. Sem lar, sem nome, esteve próximo da execução no CCZ, mas enfim alguém se apropriou dele. 

Uma faculdade, uma das muitas faculdades de medicina que ainda usam animais.  O tempo passa,  vez ou outra, um ruído próximo outro animal se move ou suspira. Com fome, arrepiado (é frio, o depósito), o cão mantém-se quieto, enroscado em si mesmo. Os olhos varrem o escuro, mas sabe que adiante estão as grades. Então, um som um filete de luz surge ao rés do chão. E uma porta se abre, um homem vestido com uniforme azul entra na sala, enquanto animais acordam e começam a latir. O cão na gaiola se levanta e, não sendo bravo, aperta os olhos para acompanhar o movimento. 

Vê as grades se abrirem, é seguro por mãos firmes e comprimido junto ao peito. De repente está no meio da luz,  o contato do uniforme o esquenta, as mãos têm delicadeza. O homem tranca o depósito, os latidos dos animais ficam distantes. Cruzam um corredor de paredes brancas e janelas gradeadas. Cruzam outra porta e, no momento seguinte, o cão vê-se entre uma dezena de pessoas. São rapazes e moças, vestidos com jalecos brancos – alguns parecem tensos. Farejando o ar, o cão percebe medo e o coração bate mais forte. Há um clima tenso e todos o seguem com o olhar. 

No silêncio da sala, um homem maduro, também de jaleco, toma-o das mãos do primeiro homem e diz alguma coisa, o tom soa tranqüilo.  Sozinho o cão busca em redor, numa janela, o começo da manhã um pátio, pessoas, carros parando. O coração batendo, ouve o professor falar aos estudantes, alvo de olhares, sente a tensão crescer, mas nem todos estão tensos. O silêncio continua grande, entre cada palavra do homem de branco. Não há tanta delicadeza agora as mãos apertam seus rins, algo assim como ser pego com pouca atenção. 

Chega o momento em que o homem pára de falar e dois rapazes acercam-se do cão. Pares de mãos colocam-no sobre uma mesa  de costas sobre o frio alumínio. Os jovens mantêm-no nesta posição, enquanto o professor toma cada uma das patas e estende, amarrando com barbante. O cão vê tudo de cabeça para baixo. No crânio, a pressão da mesa, o frio nas orelhas e no dorso. Tenta se mover, mas as pernas estão esticadas para fora, quanto mais luta, mais forte é a pressão nos pulsos. Sentindo o ar, percebe a tensão, agora dominante,  agora com o coração batendo muito rápido. 

Sem ver a janela, o cão escuta o homem falar, palavras que não entende, avisos que não entende e instruções que não entende. Se pudesse entender, saberia que tratam da importância do conhecimento científico e da necessidade de observação imparcial do que será feito. Então, sente uma picada, acabam de lhe aplicar uma injeção. E é como se o corpo lhe escapasse, os músculos relaxando pouco a pouco, ele continua consciente, mas não pode mais se mover. O cão escuta um som metálico, uma caixa é colocada ao seu lado. Enquanto uma moça, de vinte e poucos anos, tira um objeto brilhante e o entrega ao homem de jaleco. 

O coração bate sob a pele, os pulmões respiram com rapidez e há uma ânsia de latir. A dor nos pulsos fica mais angustiante. Já não vê a janela, mas ouve ruídos, sons vindos de longe,  o cão olha em redor de si, até onde consegue vê frascos escuros e cartazes com desenhos (Anatomia Humana). Nesse momento, o grupo aproxima-se, fecha-se em torno dele, uma dezena de jalecos brancos e mais próximo, o professor. Então, sente uma dor aguda, quando então repentinamente começam a cortar sua barriga. O coração dispara, o cão tenta soltar-se, a dor fica insuportável, ele tenta bater as pernas, mas nada acontece.  Os pulsos estalam, o pescoço incha, os olhos ficam vermelhos e um gemido escapa pela boca inerte. Como queria ganir para desabafar a dor! 

O corpo quente diante de seus olhos debruça-se, o ventre arde e queima enquanto o bisturi avança. O cão grita, mas o som perde-se na garganta, não ouve um som, apenas as batidas surdas do coração. Ninguém fala, existe apenas a tensão contida, movendo a cabeça, vê jalecos amarelos (a visão se embaça), rostos rígidos e atentos. Os olhos não piscam, mas evitam os seus, sobre a mesa, o cão treme. Agora mal se percebe sua respiração, mas ainda está vivo. Um calor brota de si, escorre pelo corpo, empapa seu dorso, e o seu sangue jorrando. A mente nublada, os olhos escuros, mesmo assim ele sente o bisturi parar, e tambem sente mãos abrirem sua barriga. O corpo estremece, as pernas de afrouxam, enquanto suas as vísceras são manuseadas. O coração bate fraco, os olhos se fecham, a respiração diminui. Os jalecos se inclinam, uma voz fala no silêncio sem gemidos. Depois, com o cão ainda vivo, simplesmente fecham-no, para deixa-lo morrer de forma insensível e impiedosa.     

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