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terça-feira, abril 08, 2014

Genêro Leptospira - Cachorros.


Genêro Leptospira - Cachorro:  A Leptospirose Canina É uma doença infecciosa provocada por uma bactéria aerobia do genêro Leptospira, que tem o corpo em formato cilíndrico e se movimenta de forma ondulante semelhante a um parafuso (espiroquetas). E a leptospira se reproduz exclusivamente em seu hospedeiro, e sua existência fora do hospedeiro só e possível em condições ambientais bastante propicias, como locais com muita umidade ou com agua parada, e em meio a está situação ambiental favorável a bactéria leptospira consegue sobreviver por ate 190 dias. E a Leptospirose Canina acomete comumente os cachorros atigindo orgões vitais como os rins e fígado, mas pode também dependendo do grau de infecção, se disseminar e atingir outros orgões como baço, sistema nervoso central e até os olhos. E em todos as situações pode deixar sequelas graves nos orgões afetados, podendo inclusive, até mesmo dependendo do grau e da extensão da infecção causar o óbito do cachorro. 

E a contaminação, geralmente ocorre pela penetração da bactéria pelas mucosas ou por uma eventual lesão cutânea no cachorro sadio, através do contato com cachorros contaminados, ou em ambientes infectados pela bactéria Leptospira. E os sintomas apresentados pela Leptospirose, e que se manifestam nos cachorros infectados pela bactéria Leptospira, são muito relativos e dependem de alguns fatores como a idade e a capacidade imunológica do cachorro infectado, como tambem a intensidade e o grau de virulência da infecção. E a Leptospira após penetrar no organismo do cachorro, em um prazo médio de 5 a 11 dias já consegue alcançar a corrente sanguínea (bacteremia). E a partir dai, migra e infecciona vários orgões, se multiplicando de forma muito rápida e exponencialmente. 

E criando um quadro de leptospiremia aguda, que em cachorros com baixa resistência imunológica pode levar rapidamente a septicemia ou a insuficiência renal ou hepática e consequentemente ao óbito. No inicio da fase de leptospiremia ocorrem febre, aumento do numero de glóbulos brancos na corrente sanguínea (leucocitose), perda de proteína que é eliminada pela urina (albuminuria), hemorragias em vasos sanguíneos e hematomas com manchas vermelhas e roxas na pele (petequias/equitomoses), alterações na pigmentação  da pele e dos olhos causando uma coloração amarelada da pele e um branco total nos olhos (ictericia) devido a colestase. E estes sintomas são ocasionados pela invasão da bactéria Leptospira em varios orgões como rins, fígado, baço, sistema nervoso central e olhos. 

E na fase final da leptospiremia, que ocorre de 6 a 11 dias do inicio da infecção, os sintomas se abrandam e a bactéria é eliminada da corrente sanguínea pelo sistema imunológico, e o cachorro que conseguir sobreviver a está fase critica, mesmo ficando com sequelas, geralmente se recupera. E esta recuperação se processa de forma mais rápida e abrangente, quanto menores forem os danos causados nos orgões pela bactéria Leptospira. Entretanto as bactérias que invadiram e se fixaram em orgões onde o sistema imunológico não atinge como as córneas e os tubulos renais, podem provocar uma uveite (inflamação dos olhos) crônica e um quadro de leptospiruria. E o diagnóstico da doença infecciosa Leptospirose Canina, é feito através de exames laboratoriais de sangue ou de urina, para a detecção da presença da bactéria Leptospira no organismo do cachorro com suspeita de infecção. E os exames laboratoriais incluem hematologia, sorologia e urinalises completas, e também exame dos tecidos (biopsias) para uma definição do grau, intensidade e variedade da infecção. 

É o tratamento da doença infecciosa Leptospirose Canina, é feito com medicamentos a base de antibióticos, com o propósito de se evitar a multiplicação da bactéria Leptospira. E para se prevenir ou minimizar-se as lesões e complicações nos orgões infectados, principalmente rins e fígado e também tentar extinguir a leptospiruria, utiliza-se simultâneamente um conjunto de antibióticos como a penicilina, ampicilina, amoxicilina, doxiciclina. Para aumentar seu poder anti-bacteriano e viral, visando a eliminação do quadro agudo de leptospiremia e leptospiruria. Entretanto o melhor tratamento para a Leptospirose é o preventivo através da vacinação, pois apesar de todos os medicamentos e tratamento empregados, são altas as percentagens de óbito e sequelas deixadas pela doenças nos cachorro infectados. Entretanto somente utilize medicamentos nos cachorros, com a prescrição e a orientação veterinária.                               




Salivamento Intenso e Crônico - Cachorros.


Salivamento Intenso e Crônico - Cachorros:  A Raiva Canina, tambem conhecida vulgarmente como hidrofobia, é uma doença infecto-contagiosa que é causada por um vírus da família Rhabdoviridae do genero Lyssavirus. E que acomete todos os animais endotermicos, categoria em que os integrantes são denominados como animais de sangue quente. Entre estes animais estão incluídas todas as espécies de aves e mamíferos, inclusive os seres humanos, sendo portanto tambem uma perigosissima zoonose, que em 99% dos casos é fatal. Entretanto em aves e alguns tipos de mamíferos como os marsupiais (Gambas/Cangurus), a ocorrência da infecção pela doença é muito rara. A transmissão da doença ocorre diretamente pela mordida do cachorro contaminado ou indiretamente pelo contato da saliva infectada com alguma lesão ou pelas mucosas de um cachorro sadio e com um cachorro contaminado. 

Após penetrar e infectar o organismo do cachorro, o vírus inicialmente invade, se multiplica e simultâneamente destroi as células dos gânglios espinhais. E posteriormente migra para o cérebro continuando a sua multiplicação incessante e destruindo as células do encéfalo. O cachorro passa então a apresentar alterações no comportamento com um salivamento intenso e cronico (sialorreia), e também para de se alimentar e de beber agua. E mesmo a raiva sendo controlada e monitorada nos animais domésticos em quase todo mundo, está  temida doença fatal demanda uma grande atenção para o seu controle e vigilancia por parte das autoridades sanitárias e de saude publica, em razão dos animais silvestres. Mesmo em locais onde é considerada erradicada ou mantida sob controle, já que é uma doença que não tem tratamento ou cura, ou sejá, é fatal em todos os casos que evoluem para a manifestação dos sintomas. 

E até 2006 foram registrados apenas 6 casos de cura entre os seres humanos, dos quais 5 haviam recebido o tratamento vacinal e somente um, em 2004, parece não ter recebido estes cuidados. E sua incidência é global, salvo em algumas áreas específicas em que é considerada erradicada, os lugares livres da raiva, já a partir de 2010: são a Antartida, Austrália, Nova Zelândia, Singapura, Fiji, Papua Nova Guiné, Províncias de Irian Jaya e Papua Ocidental na ilha de Nova Guiné na Indonésia, Alemanha, Áustria, Guam, Havaí, Reino Unido, República da Irlanda, Dinamarca, Noruega, Suécia, Islândia, Japão, Taiwan, Sardenha e Córsega.
E foi Cornelius Celsus, um dos primeiros a analisar e escrever sobre a raiva, e suas ideias sobre a utilização da cauterização vigorou até Pasteur. E o termo raiva deriva do latim rabere (significando fúria ou delírio), mas também encontra raízes no sânscrito rabhas (tornar-se violento). Entre os gregos era chamada de Lyssa ou Lytta (loucura, demência), também a palavra vírus deriva desta doença, significando veneno no latim, pois muito supunham que era um mal derivado de um veneno contido na saliva dos animais infectados.

Desde a Antiguidade a raiva já era temida em razão da sua forma de transmissão, ao quadro clínico e sua evolução. Acreditavam os primitivos que era causada por motivos sobrenaturais, pois cães e lobos pareciam estar possuídos por demônios. É a doença de registro mais antigo, entre os egípcios era comum a crença de que havia a interferência maligna da estrela Sirius (da constelação de Cão Maior) sobre os cachorros, alterando-lhes o comportamento. Entre os mesopotâmios, cerca de 1.900 a.C., já era citada no Código de Eshnunna, o que demonstra já ser a raiva um problema publicoco na época. Na Grécia Antiga era temida, e Homero (Ilíada) regista a presença de cães raivosos; na mitologia eram invocados os deuses Aristeu e Artêmis para a proteção e cura da raiva. Autores gregos e romanos estudaram o mal, entre os séculos IV e I a.C. 

Tais como Demócrito, Cornelius Celsus e Galeno, descrevendo-as em homens e animais e sua transmissão, recomendando práticas como a sucção, cauterização por meio de substâncias cáusticas e/ou ferro em brasa e também a excisão cirúrgica dos ferimentos,: e se a vítima não viesse a óbito ficaria com várias cicatrizes.. Foi descrita por Aristóteles, que assinalou o risco da mordida por cães infectos, embora ainda se acreditasse que sua ocorrência poderia se dar de modo espontâneo, por meio de alimentos muito quentes, pela sede, por conta da falta de sexo ou forte excitação nervosa. E durante a Idade Media até o seculo XIX, o medo causado pela doença atingia os campos e também as cidades; durante a Idade Média era chamada de Mal de Santo Huberto, e a Igreja recebia, no mosteiro de Andage, peregrinos em busca de salvação deste mal. 

Porem foi somente em 1530, que o médico italiano Girolamo Fracastoro descreveu a doença de forma correta, de que sua transmissão dava-se através da saliva do animal infectado em contato com o sangue do indivíduo sadio; foi além, dizendo que a doença progredia de modo lento, raramente aparecendo os sintomas antes de vinte dias, a maioria se manifestando após trinta dias, alguns podendo durar 4 ou 5 meses e, noutros, de um até cinco anos. No entanto, as práticas terapêuticas antigas e primitivas ainda eram mantidas e sobreviveram até o século XIX. Com os medicos testando diversos remedios, venenos e até nitrato de prata, ácido nitrico e sulfurico para tentarem o tratamento e a cura da raiva, entretanto sem alcançar nenhum avanço e progresso eficaz contra a raiva. 

Quando finalmente Louis Pasteur iniciou os seus estudos e pesquisas sobre a raiva de modo científico e aficaz, sendo então o primeiro a descobrir e desenvolver uma eficiente vacina anti-rábica. Conseguindo isolar o virus, e reproduzi-lo em laboratorio, de modo a se poder produzir uma vacina, testando inicialmente em coelhos, depois em cachorros e posteriormente em seres humanos, com resultados satisfatorios e eficientes. O sucesso da imunização humana fez seu método se espalhar rapidamente pelo mundo, e já em 1890 havia centros de tratamento anti-rábico em Argel, Bandung, Budapeste, Chicago, Florença, Madras, Nova Iorque, São Paulo, Tunis, Varsóvia, Xangai e outras cidades de varios paises em todo o mundo. Pasteur foi recebido na Academia Francesa por Ernest Renan com as seguintes palavras: "A humanidade deve ao senhor a supressão de um terrível mal. 

A doença se manifesta nos cachorros, com o vírus da raiva multiplica-se inicialmente de forma localizada no músculo ou tecido conjuntivo, e a partir daí invade os terminais nervosos locais, e é transportado dentro do axónio do neurónio até ao corpo celular da medula espinhal ou no tronco cerebral. E disseminando-se rapidamente por toda a substância cinzenta, via conexões neuroanatômicas estabelecidas. Por fim, distribui-se centrifugamente pelos nervos periféricos ao resto do organismo, inclusive glândulas salivares (o que possibilita a excreção viral na saliva de), fígado, músculos, pele, glândulas supra-renais e o coração. Os danos causados são devidos a encefalite (inflamação e danos no cérebro). quando então surgem, visíveis alterações no comportamento do cachorro acometido, e que são os primeiros sintomas apresentados por esta doença infecto-contagiosa, que é a raiva canina. 

E que se manifestam nos cachorros atraves de sintomas como salivamento cronico, hidrofobia (adipisia/aversão a agua), fotofobia (aversão a luz), latido rouco, e alterações comportamentais como desorientação, alucinações, tensão, agressividade com tendências há isolamento ou ataques furiosos e desordenados. E os sintomas clínicos típicos são febre intensa, dilatação das pupilas, paralisia da garganta e dos músculos mastigatorios com queda da mandíbula, contrações involuntárias (espasmos) no estômago, estofago e intestinos, e também convulções. E após a manifestação destes sintomas, os cachorros normalmente não conseguem sobreviver por mais que alguns dias, devido a não se alimentarem ou beberem agua, e também em consequencia da paralisia muscular progressiva.  E o diagnóstico da raiva canina é feito através de exames laboratoriais, que devem sempre ser realizados com muito cuidado e precaução devido ao grande risco de contaminação. E os exames, (post-mortem) para analise e confirmação da raiva canina, são feitos com o material mantido sob refrigeração retirados do encéfalo, do córtex, do cerebelo e do hipocampo de ambos hemisférios cerebrais do cachorro vitimado pela infecção.  

E após o cachorro ser infectado pela raiva,  a doença é fatal, não hávendo cura ou tratamento, pois até o momento todas as terapias antivirais falharam, sendo inócuos, e não surtindo efeito algum. E também devido ao grande risco de contaminação, torna-se muito perigosa qualquer tentativa de se aplicar um tratamento. Com os cachorros que apresentarem qualquer eventual sintoma ou suspeitas de contaminação devendo ser obrigatoriamente totalmente isolados, colocados de quarentena e monitorados com todo cuidado e atenção, devido ao grande potencial infecto-contagioso da raiva canina. Sendo a prevenção ainda, sem duvida alguma, o melhor tratamento para a raiva canina, ou seja a vacinação dos cachorros que pode ser feito a partir dos três meses de idade e repetida anualmente. Atualmente as vacinas anti-rabicas atingiram um otimo grau de confiabilidade e eficácia, e mesmo que a vacina anti-rabica não proporcione uma proteção com 100% de eficiência. A vacinação é o melhor meio de se evitar a contaminação por está terrivel e fatal doença que é a raiva Canina.   



Destruindo as Células do Encéfalo - Cachorros.


Destruindo as Células do Encéfalo - Cachorros:  A Raiva Canina, tambem conhecida vulgarmente como hidrofobia, é uma doença infecto-contagiosa que é causada por um vírus da família Rhabdoviridae do genero Lyssavirus. E que acomete todos os animais endotermicos, categoria em que os integrantes são denominados como animais de sangue quente. Entre estes animais estão incluídas todas as espécies de aves e mamíferos, inclusive os seres humanos, sendo portanto tambem uma perigosissima zoonose, que em 99% dos casos é fatal. Entretanto em aves e alguns tipos de mamíferos como os marsupiais (Gambas/Cangurus), a ocorrência da infecção pela doença é muito rara. A transmissão da doença ocorre diretamente pela mordida do cachorro contaminado ou indiretamente pelo contato da saliva infectada com alguma lesão ou pelas mucosas de um cachorro sadio e com um cachorro contaminado. 

Após penetrar e infectar o organismo do cachorro, o vírus inicialmente invade, se multiplica e simultâneamente destroi as células dos gânglios espinhais. E posteriormente migra para o cérebro continuando a sua multiplicação incessante e destruindo as células do encéfalo. O cachorro passa então a apresentar alterações no comportamento com um salivamento intenso e cronico (sialorreia), e também para de se alimentar e de beber agua. E mesmo a raiva sendo controlada e monitorada nos animais domésticos em quase todo mundo, está  temida doença fatal demanda uma grande atenção para o seu controle e vigilancia por parte das autoridades sanitárias e de saude publica, em razão dos animais silvestres. Mesmo em locais onde é considerada erradicada ou mantida sob controle, já que é uma doença que não tem tratamento ou cura, ou sejá, é fatal em todos os casos que evoluem para a manifestação dos sintomas. 

E até 2006 foram registrados apenas 6 casos de cura entre os seres humanos, dos quais 5 haviam recebido o tratamento vacinal e somente um, em 2004, parece não ter recebido estes cuidados. E sua incidência é global, salvo em algumas áreas específicas em que é considerada erradicada, os lugares livres da raiva, já a partir de 2010: são a Antartida, Austrália, Nova Zelândia, Singapura, Fiji, Papua Nova Guiné, Províncias de Irian Jaya e Papua Ocidental na ilha de Nova Guiné na Indonésia, Alemanha, Áustria, Guam, Havaí, Reino Unido, República da Irlanda, Dinamarca, Noruega, Suécia, Islândia, Japão, Taiwan, Sardenha e Córsega.
E foi Cornelius Celsus, um dos primeiros a analisar e escrever sobre a raiva, e suas ideias sobre a utilização da cauterização vigorou até Pasteur. E o termo raiva deriva do latim rabere (significando fúria ou delírio), mas também encontra raízes no sânscrito rabhas (tornar-se violento). Entre os gregos era chamada de Lyssa ou Lytta (loucura, demência), também a palavra vírus deriva desta doença, significando veneno no latim, pois muito supunham que era um mal derivado de um veneno contido na saliva dos animais infectados.

Desde a Antiguidade a raiva já era temida em razão da sua forma de transmissão, ao quadro clínico e sua evolução. Acreditavam os primitivos que era causada por motivos sobrenaturais, pois cães e lobos pareciam estar possuídos por demônios. É a doença de registro mais antigo, entre os egípcios era comum a crença de que havia a interferência maligna da estrela Sirius (da constelação de Cão Maior) sobre os cachorros, alterando-lhes o comportamento. Entre os mesopotâmios, cerca de 1.900 a.C., já era citada no Código de Eshnunna, o que demonstra já ser a raiva um problema publicoco na época. Na Grécia Antiga era temida, e Homero (Ilíada) regista a presença de cães raivosos; na mitologia eram invocados os deuses Aristeu e Artêmis para a proteção e cura da raiva. Autores gregos e romanos estudaram o mal, entre os séculos IV e I a.C. 

Tais como Demócrito, Cornelius Celsus e Galeno, descrevendo-as em homens e animais e sua transmissão, recomendando práticas como a sucção, cauterização por meio de substâncias cáusticas e/ou ferro em brasa e também a excisão cirúrgica dos ferimentos,: e se a vítima não viesse a óbito ficaria com várias cicatrizes.. Foi descrita por Aristóteles, que assinalou o risco da mordida por cães infectos, embora ainda se acreditasse que sua ocorrência poderia se dar de modo espontâneo, por meio de alimentos muito quentes, pela sede, por conta da falta de sexo ou forte excitação nervosa. E durante a Idade Media até o seculo XIX, o medo causado pela doença atingia os campos e também as cidades; durante a Idade Média era chamada de Mal de Santo Huberto, e a Igreja recebia, no mosteiro de Andage, peregrinos em busca de salvação deste mal. 

Porem foi somente em 1530, que o médico italiano Girolamo Fracastoro descreveu a doença de forma correta, de que sua transmissão dava-se através da saliva do animal infectado em contato com o sangue do indivíduo sadio; foi além, dizendo que a doença progredia de modo lento, raramente aparecendo os sintomas antes de vinte dias, a maioria se manifestando após trinta dias, alguns podendo durar 4 ou 5 meses e, noutros, de um até cinco anos. No entanto, as práticas terapêuticas antigas e primitivas ainda eram mantidas e sobreviveram até o século XIX. Com os medicos testando diversos remedios, venenos e até nitrato de prata, ácido nitrico e sulfurico para tentarem o tratamento e a cura da raiva, entretanto sem alcançar nenhum avanço e progresso eficaz contra a raiva. 

Quando finalmente Louis Pasteur iniciou os seus estudos e pesquisas sobre a raiva de modo científico e aficaz, sendo então o primeiro a descobrir e desenvolver uma eficiente vacina anti-rábica. Conseguindo isolar o virus, e reproduzi-lo em laboratorio, de modo a se poder produzir uma vacina, testando inicialmente em coelhos, depois em cachorros e posteriormente em seres humanos, com resultados satisfatorios e eficientes. O sucesso da imunização humana fez seu método se espalhar rapidamente pelo mundo, e já em 1890 havia centros de tratamento anti-rábico em Argel, Bandung, Budapeste, Chicago, Florença, Madras, Nova Iorque, São Paulo, Tunis, Varsóvia, Xangai e outras cidades de varios paises em todo o mundo. Pasteur foi recebido na Academia Francesa por Ernest Renan com as seguintes palavras: "A humanidade deve ao senhor a supressão de um terrível mal. 

A doença se manifesta nos cachorros, com o vírus da raiva multiplica-se inicialmente de forma localizada no músculo ou tecido conjuntivo, e a partir daí invade os terminais nervosos locais, e é transportado dentro do axónio do neurónio até ao corpo celular da medula espinhal ou no tronco cerebral. E disseminando-se rapidamente por toda a substância cinzenta, via conexões neuroanatômicas estabelecidas. Por fim, distribui-se centrifugamente pelos nervos periféricos ao resto do organismo, inclusive glândulas salivares (o que possibilita a excreção viral na saliva de), fígado, músculos, pele, glândulas supra-renais e o coração. Os danos causados são devidos a encefalite (inflamação e danos no cérebro). quando então surgem, visíveis alterações no comportamento do cachorro acometido, e que são os primeiros sintomas apresentados por esta doença infecto-contagiosa, que é a raiva canina. 

E que se manifestam nos cachorros atraves de sintomas como salivamento cronico, hidrofobia (adipisia/aversão a agua), fotofobia (aversão a luz), latido rouco, e alterações comportamentais como desorientação, alucinações, tensão, agressividade com tendências há isolamento ou ataques furiosos e desordenados. E os sintomas clínicos típicos são febre intensa, dilatação das pupilas, paralisia da garganta e dos músculos mastigatorios com queda da mandíbula, contrações involuntárias (espasmos) no estômago, estofago e intestinos, e também convulções. E após a manifestação destes sintomas, os cachorros normalmente não conseguem sobreviver por mais que alguns dias, devido a não se alimentarem ou beberem agua, e também em consequencia da paralisia muscular progressiva.  E o diagnóstico da raiva canina é feito através de exames laboratoriais, que devem sempre ser realizados com muito cuidado e precaução devido ao grande risco de contaminação. E os exames, (post-mortem) para analise e confirmação da raiva canina, são feitos com o material mantido sob refrigeração retirados do encéfalo, do córtex, do cerebelo e do hipocampo de ambos hemisférios cerebrais do cachorro vitimado pela infecção.  

E após o cachorro ser infectado pela raiva,  a doença é fatal, não hávendo cura ou tratamento, pois até o momento todas as terapias antivirais falharam, sendo inócuos, e não surtindo efeito algum. E também devido ao grande risco de contaminação, torna-se muito perigosa qualquer tentativa de se aplicar um tratamento. Com os cachorros que apresentarem qualquer eventual sintoma ou suspeitas de contaminação devendo ser obrigatoriamente totalmente isolados, colocados de quarentena e monitorados com todo cuidado e atenção, devido ao grande potencial infecto-contagioso da raiva canina. Sendo a prevenção ainda, sem duvida alguma, o melhor tratamento para a raiva canina, ou seja a vacinação dos cachorros que pode ser feito a partir dos três meses de idade e repetida anualmente. Atualmente as vacinas anti-rabicas atingiram um otimo grau de confiabilidade e eficácia, e mesmo que a vacina anti-rabica não proporcione uma proteção com 100% de eficiência. A vacinação é o melhor meio de se evitar a contaminação por está terrivel e fatal doença que é a raiva Canina.   



Multiplicação Incessante - Cachorros.


Multiplicação Incessante - Cachorros:  A Raiva Canina, tambem conhecida vulgarmente como hidrofobia, é uma doença infecto-contagiosa que é causada por um vírus da família Rhabdoviridae do genero Lyssavirus. E que acomete todos os animais endotermicos, categoria em que os integrantes são denominados como animais de sangue quente. Entre estes animais estão incluídas todas as espécies de aves e mamíferos, inclusive os seres humanos, sendo portanto tambem uma perigosissima zoonose, que em 99% dos casos é fatal. Entretanto em aves e alguns tipos de mamíferos como os marsupiais (Gambas/Cangurus), a ocorrência da infecção pela doença é muito rara. A transmissão da doença ocorre diretamente pela mordida do cachorro contaminado ou indiretamente pelo contato da saliva infectada com alguma lesão ou pelas mucosas de um cachorro sadio e com um cachorro contaminado. 

Após penetrar e infectar o organismo do cachorro, o vírus inicialmente invade, se multiplica e simultâneamente destroi as células dos gânglios espinhais. E posteriormente migra para o cérebro continuando a sua multiplicação incessante e destruindo as células do encéfalo. O cachorro passa então a apresentar alterações no comportamento com um salivamento intenso e cronico (sialorreia), e também para de se alimentar e de beber agua. E mesmo a raiva sendo controlada e monitorada nos animais domésticos em quase todo mundo, está  temida doença fatal demanda uma grande atenção para o seu controle e vigilancia por parte das autoridades sanitárias e de saude publica, em razão dos animais silvestres. Mesmo em locais onde é considerada erradicada ou mantida sob controle, já que é uma doença que não tem tratamento ou cura, ou sejá, é fatal em todos os casos que evoluem para a manifestação dos sintomas. 

E até 2006 foram registrados apenas 6 casos de cura entre os seres humanos, dos quais 5 haviam recebido o tratamento vacinal e somente um, em 2004, parece não ter recebido estes cuidados. E sua incidência é global, salvo em algumas áreas específicas em que é considerada erradicada, os lugares livres da raiva, já a partir de 2010: são a Antartida, Austrália, Nova Zelândia, Singapura, Fiji, Papua Nova Guiné, Províncias de Irian Jaya e Papua Ocidental na ilha de Nova Guiné na Indonésia, Alemanha, Áustria, Guam, Havaí, Reino Unido, República da Irlanda, Dinamarca, Noruega, Suécia, Islândia, Japão, Taiwan, Sardenha e Córsega.
E foi Cornelius Celsus, um dos primeiros a analisar e escrever sobre a raiva, e suas ideias sobre a utilização da cauterização vigorou até Pasteur. E o termo raiva deriva do latim rabere (significando fúria ou delírio), mas também encontra raízes no sânscrito rabhas (tornar-se violento). Entre os gregos era chamada de Lyssa ou Lytta (loucura, demência), também a palavra vírus deriva desta doença, significando veneno no latim, pois muito supunham que era um mal derivado de um veneno contido na saliva dos animais infectados.

Desde a Antiguidade a raiva já era temida em razão da sua forma de transmissão, ao quadro clínico e sua evolução. Acreditavam os primitivos que era causada por motivos sobrenaturais, pois cães e lobos pareciam estar possuídos por demônios. É a doença de registro mais antigo, entre os egípcios era comum a crença de que havia a interferência maligna da estrela Sirius (da constelação de Cão Maior) sobre os cachorros, alterando-lhes o comportamento. Entre os mesopotâmios, cerca de 1.900 a.C., já era citada no Código de Eshnunna, o que demonstra já ser a raiva um problema publicoco na época. Na Grécia Antiga era temida, e Homero (Ilíada) regista a presença de cães raivosos; na mitologia eram invocados os deuses Aristeu e Artêmis para a proteção e cura da raiva. Autores gregos e romanos estudaram o mal, entre os séculos IV e I a.C. 

Tais como Demócrito, Cornelius Celsus e Galeno, descrevendo-as em homens e animais e sua transmissão, recomendando práticas como a sucção, cauterização por meio de substâncias cáusticas e/ou ferro em brasa e também a excisão cirúrgica dos ferimentos,: e se a vítima não viesse a óbito ficaria com várias cicatrizes.. Foi descrita por Aristóteles, que assinalou o risco da mordida por cães infectos, embora ainda se acreditasse que sua ocorrência poderia se dar de modo espontâneo, por meio de alimentos muito quentes, pela sede, por conta da falta de sexo ou forte excitação nervosa. E durante a Idade Media até o seculo XIX, o medo causado pela doença atingia os campos e também as cidades; durante a Idade Média era chamada de Mal de Santo Huberto, e a Igreja recebia, no mosteiro de Andage, peregrinos em busca de salvação deste mal. 

Porem foi somente em 1530, que o médico italiano Girolamo Fracastoro descreveu a doença de forma correta, de que sua transmissão dava-se através da saliva do animal infectado em contato com o sangue do indivíduo sadio; foi além, dizendo que a doença progredia de modo lento, raramente aparecendo os sintomas antes de vinte dias, a maioria se manifestando após trinta dias, alguns podendo durar 4 ou 5 meses e, noutros, de um até cinco anos. No entanto, as práticas terapêuticas antigas e primitivas ainda eram mantidas e sobreviveram até o século XIX. Com os medicos testando diversos remedios, venenos e até nitrato de prata, ácido nitrico e sulfurico para tentarem o tratamento e a cura da raiva, entretanto sem alcançar nenhum avanço e progresso eficaz contra a raiva. 

Quando finalmente Louis Pasteur iniciou os seus estudos e pesquisas sobre a raiva de modo científico e aficaz, sendo então o primeiro a descobrir e desenvolver uma eficiente vacina anti-rábica. Conseguindo isolar o virus, e reproduzi-lo em laboratorio, de modo a se poder produzir uma vacina, testando inicialmente em coelhos, depois em cachorros e posteriormente em seres humanos, com resultados satisfatorios e eficientes. O sucesso da imunização humana fez seu método se espalhar rapidamente pelo mundo, e já em 1890 havia centros de tratamento anti-rábico em Argel, Bandung, Budapeste, Chicago, Florença, Madras, Nova Iorque, São Paulo, Tunis, Varsóvia, Xangai e outras cidades de varios paises em todo o mundo. Pasteur foi recebido na Academia Francesa por Ernest Renan com as seguintes palavras: "A humanidade deve ao senhor a supressão de um terrível mal. 

A doença se manifesta nos cachorros, com o vírus da raiva multiplica-se inicialmente de forma localizada no músculo ou tecido conjuntivo, e a partir daí invade os terminais nervosos locais, e é transportado dentro do axónio do neurónio até ao corpo celular da medula espinhal ou no tronco cerebral. E disseminando-se rapidamente por toda a substância cinzenta, via conexões neuroanatômicas estabelecidas. Por fim, distribui-se centrifugamente pelos nervos periféricos ao resto do organismo, inclusive glândulas salivares (o que possibilita a excreção viral na saliva de), fígado, músculos, pele, glândulas supra-renais e o coração. Os danos causados são devidos a encefalite (inflamação e danos no cérebro). quando então surgem, visíveis alterações no comportamento do cachorro acometido, e que são os primeiros sintomas apresentados por esta doença infecto-contagiosa, que é a raiva canina. 

E que se manifestam nos cachorros atraves de sintomas como salivamento cronico, hidrofobia (adipisia/aversão a agua), fotofobia (aversão a luz), latido rouco, e alterações comportamentais como desorientação, alucinações, tensão, agressividade com tendências há isolamento ou ataques furiosos e desordenados. E os sintomas clínicos típicos são febre intensa, dilatação das pupilas, paralisia da garganta e dos músculos mastigatorios com queda da mandíbula, contrações involuntárias (espasmos) no estômago, estofago e intestinos, e também convulções. E após a manifestação destes sintomas, os cachorros normalmente não conseguem sobreviver por mais que alguns dias, devido a não se alimentarem ou beberem agua, e também em consequencia da paralisia muscular progressiva.  E o diagnóstico da raiva canina é feito através de exames laboratoriais, que devem sempre ser realizados com muito cuidado e precaução devido ao grande risco de contaminação. E os exames, (post-mortem) para analise e confirmação da raiva canina, são feitos com o material mantido sob refrigeração retirados do encéfalo, do córtex, do cerebelo e do hipocampo de ambos hemisférios cerebrais do cachorro vitimado pela infecção.  

E após o cachorro ser infectado pela raiva,  a doença é fatal, não hávendo cura ou tratamento, pois até o momento todas as terapias antivirais falharam, sendo inócuos, e não surtindo efeito algum. E também devido ao grande risco de contaminação, torna-se muito perigosa qualquer tentativa de se aplicar um tratamento. Com os cachorros que apresentarem qualquer eventual sintoma ou suspeitas de contaminação devendo ser obrigatoriamente totalmente isolados, colocados de quarentena e monitorados com todo cuidado e atenção, devido ao grande potencial infecto-contagioso da raiva canina. Sendo a prevenção ainda, sem duvida alguma, o melhor tratamento para a raiva canina, ou seja a vacinação dos cachorros que pode ser feito a partir dos três meses de idade e repetida anualmente. Atualmente as vacinas anti-rabicas atingiram um otimo grau de confiabilidade e eficácia, e mesmo que a vacina anti-rabica não proporcione uma proteção com 100% de eficiência. A vacinação é o melhor meio de se evitar a contaminação por está terrivel e fatal doença que é a raiva Canina.   



Migra para o Cérebro - Cachorros.


Migra para o Cérebro - Cachorros:  A Raiva Canina, tambem conhecida vulgarmente como hidrofobia, é uma doença infecto-contagiosa que é causada por um vírus da família Rhabdoviridae do genero Lyssavirus. E que acomete todos os animais endotermicos, categoria em que os integrantes são denominados como animais de sangue quente. Entre estes animais estão incluídas todas as espécies de aves e mamíferos, inclusive os seres humanos, sendo portanto tambem uma perigosissima zoonose, que em 99% dos casos é fatal. Entretanto em aves e alguns tipos de mamíferos como os marsupiais (Gambas/Cangurus), a ocorrência da infecção pela doença é muito rara. A transmissão da doença ocorre diretamente pela mordida do cachorro contaminado ou indiretamente pelo contato da saliva infectada com alguma lesão ou pelas mucosas de um cachorro sadio e com um cachorro contaminado. 

Após penetrar e infectar o organismo do cachorro, o vírus inicialmente invade, se multiplica e simultâneamente destroi as células dos gânglios espinhais. E posteriormente migra para o cérebro continuando a sua multiplicação incessante e destruindo as células do encéfalo. O cachorro passa então a apresentar alterações no comportamento com um salivamento intenso e cronico (sialorreia), e também para de se alimentar e de beber agua. E mesmo a raiva sendo controlada e monitorada nos animais domésticos em quase todo mundo, está  temida doença fatal demanda uma grande atenção para o seu controle e vigilancia por parte das autoridades sanitárias e de saude publica, em razão dos animais silvestres. Mesmo em locais onde é considerada erradicada ou mantida sob controle, já que é uma doença que não tem tratamento ou cura, ou sejá, é fatal em todos os casos que evoluem para a manifestação dos sintomas. 

E até 2006 foram registrados apenas 6 casos de cura entre os seres humanos, dos quais 5 haviam recebido o tratamento vacinal e somente um, em 2004, parece não ter recebido estes cuidados. E sua incidência é global, salvo em algumas áreas específicas em que é considerada erradicada, os lugares livres da raiva, já a partir de 2010: são a Antartida, Austrália, Nova Zelândia, Singapura, Fiji, Papua Nova Guiné, Províncias de Irian Jaya e Papua Ocidental na ilha de Nova Guiné na Indonésia, Alemanha, Áustria, Guam, Havaí, Reino Unido, República da Irlanda, Dinamarca, Noruega, Suécia, Islândia, Japão, Taiwan, Sardenha e Córsega.
E foi Cornelius Celsus, um dos primeiros a analisar e escrever sobre a raiva, e suas ideias sobre a utilização da cauterização vigorou até Pasteur. E o termo raiva deriva do latim rabere (significando fúria ou delírio), mas também encontra raízes no sânscrito rabhas (tornar-se violento). Entre os gregos era chamada de Lyssa ou Lytta (loucura, demência), também a palavra vírus deriva desta doença, significando veneno no latim, pois muito supunham que era um mal derivado de um veneno contido na saliva dos animais infectados.

Desde a Antiguidade a raiva já era temida em razão da sua forma de transmissão, ao quadro clínico e sua evolução. Acreditavam os primitivos que era causada por motivos sobrenaturais, pois cães e lobos pareciam estar possuídos por demônios. É a doença de registro mais antigo, entre os egípcios era comum a crença de que havia a interferência maligna da estrela Sirius (da constelação de Cão Maior) sobre os cachorros, alterando-lhes o comportamento. Entre os mesopotâmios, cerca de 1.900 a.C., já era citada no Código de Eshnunna, o que demonstra já ser a raiva um problema publicoco na época. Na Grécia Antiga era temida, e Homero (Ilíada) regista a presença de cães raivosos; na mitologia eram invocados os deuses Aristeu e Artêmis para a proteção e cura da raiva. Autores gregos e romanos estudaram o mal, entre os séculos IV e I a.C. 

Tais como Demócrito, Cornelius Celsus e Galeno, descrevendo-as em homens e animais e sua transmissão, recomendando práticas como a sucção, cauterização por meio de substâncias cáusticas e/ou ferro em brasa e também a excisão cirúrgica dos ferimentos,: e se a vítima não viesse a óbito ficaria com várias cicatrizes.. Foi descrita por Aristóteles, que assinalou o risco da mordida por cães infectos, embora ainda se acreditasse que sua ocorrência poderia se dar de modo espontâneo, por meio de alimentos muito quentes, pela sede, por conta da falta de sexo ou forte excitação nervosa. E durante a Idade Media até o seculo XIX, o medo causado pela doença atingia os campos e também as cidades; durante a Idade Média era chamada de Mal de Santo Huberto, e a Igreja recebia, no mosteiro de Andage, peregrinos em busca de salvação deste mal. 

Porem foi somente em 1530, que o médico italiano Girolamo Fracastoro descreveu a doença de forma correta, de que sua transmissão dava-se através da saliva do animal infectado em contato com o sangue do indivíduo sadio; foi além, dizendo que a doença progredia de modo lento, raramente aparecendo os sintomas antes de vinte dias, a maioria se manifestando após trinta dias, alguns podendo durar 4 ou 5 meses e, noutros, de um até cinco anos. No entanto, as práticas terapêuticas antigas e primitivas ainda eram mantidas e sobreviveram até o século XIX. Com os medicos testando diversos remedios, venenos e até nitrato de prata, ácido nitrico e sulfurico para tentarem o tratamento e a cura da raiva, entretanto sem alcançar nenhum avanço e progresso eficaz contra a raiva. 

Quando finalmente Louis Pasteur iniciou os seus estudos e pesquisas sobre a raiva de modo científico e aficaz, sendo então o primeiro a descobrir e desenvolver uma eficiente vacina anti-rábica. Conseguindo isolar o virus, e reproduzi-lo em laboratorio, de modo a se poder produzir uma vacina, testando inicialmente em coelhos, depois em cachorros e posteriormente em seres humanos, com resultados satisfatorios e eficientes. O sucesso da imunização humana fez seu método se espalhar rapidamente pelo mundo, e já em 1890 havia centros de tratamento anti-rábico em Argel, Bandung, Budapeste, Chicago, Florença, Madras, Nova Iorque, São Paulo, Tunis, Varsóvia, Xangai e outras cidades de varios paises em todo o mundo. Pasteur foi recebido na Academia Francesa por Ernest Renan com as seguintes palavras: "A humanidade deve ao senhor a supressão de um terrível mal. 

A doença se manifesta nos cachorros, com o vírus da raiva multiplica-se inicialmente de forma localizada no músculo ou tecido conjuntivo, e a partir daí invade os terminais nervosos locais, e é transportado dentro do axónio do neurónio até ao corpo celular da medula espinhal ou no tronco cerebral. E disseminando-se rapidamente por toda a substância cinzenta, via conexões neuroanatômicas estabelecidas. Por fim, distribui-se centrifugamente pelos nervos periféricos ao resto do organismo, inclusive glândulas salivares (o que possibilita a excreção viral na saliva de), fígado, músculos, pele, glândulas supra-renais e o coração. Os danos causados são devidos a encefalite (inflamação e danos no cérebro). quando então surgem, visíveis alterações no comportamento do cachorro acometido, e que são os primeiros sintomas apresentados por esta doença infecto-contagiosa, que é a raiva canina. 

E que se manifestam nos cachorros atraves de sintomas como salivamento cronico, hidrofobia (adipisia/aversão a agua), fotofobia (aversão a luz), latido rouco, e alterações comportamentais como desorientação, alucinações, tensão, agressividade com tendências há isolamento ou ataques furiosos e desordenados. E os sintomas clínicos típicos são febre intensa, dilatação das pupilas, paralisia da garganta e dos músculos mastigatorios com queda da mandíbula, contrações involuntárias (espasmos) no estômago, estofago e intestinos, e também convulções. E após a manifestação destes sintomas, os cachorros normalmente não conseguem sobreviver por mais que alguns dias, devido a não se alimentarem ou beberem agua, e também em consequencia da paralisia muscular progressiva.  E o diagnóstico da raiva canina é feito através de exames laboratoriais, que devem sempre ser realizados com muito cuidado e precaução devido ao grande risco de contaminação. E os exames, (post-mortem) para analise e confirmação da raiva canina, são feitos com o material mantido sob refrigeração retirados do encéfalo, do córtex, do cerebelo e do hipocampo de ambos hemisférios cerebrais do cachorro vitimado pela infecção.  

E após o cachorro ser infectado pela raiva,  a doença é fatal, não hávendo cura ou tratamento, pois até o momento todas as terapias antivirais falharam, sendo inócuos, e não surtindo efeito algum. E também devido ao grande risco de contaminação, torna-se muito perigosa qualquer tentativa de se aplicar um tratamento. Com os cachorros que apresentarem qualquer eventual sintoma ou suspeitas de contaminação devendo ser obrigatoriamente totalmente isolados, colocados de quarentena e monitorados com todo cuidado e atenção, devido ao grande potencial infecto-contagioso da raiva canina. Sendo a prevenção ainda, sem duvida alguma, o melhor tratamento para a raiva canina, ou seja a vacinação dos cachorros que pode ser feito a partir dos três meses de idade e repetida anualmente. Atualmente as vacinas anti-rabicas atingiram um otimo grau de confiabilidade e eficácia, e mesmo que a vacina anti-rabica não proporcione uma proteção com 100% de eficiência. A vacinação é o melhor meio de se evitar a contaminação por está terrivel e fatal doença que é a raiva Canina.   



Destroi as Celulas dos Gânglios Espinhais - Cachorros.


Destroi as Células dos Gânglios Espinhais - Cachorros:  A Raiva Canina, tambem conhecida vulgarmente como hidrofobia, é uma doença infecto-contagiosa que é causada por um vírus da família Rhabdoviridae do genero Lyssavirus. E que acomete todos os animais endotermicos, categoria em que os integrantes são denominados como animais de sangue quente. Entre estes animais estão incluídas todas as espécies de aves e mamíferos, inclusive os seres humanos, sendo portanto tambem uma perigosissima zoonose, que em 99% dos casos é fatal. Entretanto em aves e alguns tipos de mamíferos como os marsupiais (Gambas/Cangurus), a ocorrência da infecção pela doença é muito rara. A transmissão da doença ocorre diretamente pela mordida do cachorro contaminado ou indiretamente pelo contato da saliva infectada com alguma lesão ou pelas mucosas de um cachorro sadio e com um cachorro contaminado. 

Após penetrar e infectar o organismo do cachorro, o vírus inicialmente invade, se multiplica e simultâneamente destroi as células dos gânglios espinhais. E posteriormente migra para o cérebro continuando a sua multiplicação incessante e destruindo as células do encéfalo. O cachorro passa então a apresentar alterações no comportamento com um salivamento intenso e cronico (sialorreia), e também para de se alimentar e de beber agua. E mesmo a raiva sendo controlada e monitorada nos animais domésticos em quase todo mundo, está  temida doença fatal demanda uma grande atenção para o seu controle e vigilancia por parte das autoridades sanitárias e de saude publica, em razão dos animais silvestres. Mesmo em locais onde é considerada erradicada ou mantida sob controle, já que é uma doença que não tem tratamento ou cura, ou sejá, é fatal em todos os casos que evoluem para a manifestação dos sintomas. 

E até 2006 foram registrados apenas 6 casos de cura entre os seres humanos, dos quais 5 haviam recebido o tratamento vacinal e somente um, em 2004, parece não ter recebido estes cuidados. E sua incidência é global, salvo em algumas áreas específicas em que é considerada erradicada, os lugares livres da raiva, já a partir de 2010: são a Antartida, Austrália, Nova Zelândia, Singapura, Fiji, Papua Nova Guiné, Províncias de Irian Jaya e Papua Ocidental na ilha de Nova Guiné na Indonésia, Alemanha, Áustria, Guam, Havaí, Reino Unido, República da Irlanda, Dinamarca, Noruega, Suécia, Islândia, Japão, Taiwan, Sardenha e Córsega.
E foi Cornelius Celsus, um dos primeiros a analisar e escrever sobre a raiva, e suas ideias sobre a utilização da cauterização vigorou até Pasteur. E o termo raiva deriva do latim rabere (significando fúria ou delírio), mas também encontra raízes no sânscrito rabhas (tornar-se violento). Entre os gregos era chamada de Lyssa ou Lytta (loucura, demência), também a palavra vírus deriva desta doença, significando veneno no latim, pois muito supunham que era um mal derivado de um veneno contido na saliva dos animais infectados.

Desde a Antiguidade a raiva já era temida em razão da sua forma de transmissão, ao quadro clínico e sua evolução. Acreditavam os primitivos que era causada por motivos sobrenaturais, pois cães e lobos pareciam estar possuídos por demônios. É a doença de registro mais antigo, entre os egípcios era comum a crença de que havia a interferência maligna da estrela Sirius (da constelação de Cão Maior) sobre os cachorros, alterando-lhes o comportamento. Entre os mesopotâmios, cerca de 1.900 a.C., já era citada no Código de Eshnunna, o que demonstra já ser a raiva um problema publicoco na época. Na Grécia Antiga era temida, e Homero (Ilíada) regista a presença de cães raivosos; na mitologia eram invocados os deuses Aristeu e Artêmis para a proteção e cura da raiva. Autores gregos e romanos estudaram o mal, entre os séculos IV e I a.C. 

Tais como Demócrito, Cornelius Celsus e Galeno, descrevendo-as em homens e animais e sua transmissão, recomendando práticas como a sucção, cauterização por meio de substâncias cáusticas e/ou ferro em brasa e também a excisão cirúrgica dos ferimentos,: e se a vítima não viesse a óbito ficaria com várias cicatrizes.. Foi descrita por Aristóteles, que assinalou o risco da mordida por cães infectos, embora ainda se acreditasse que sua ocorrência poderia se dar de modo espontâneo, por meio de alimentos muito quentes, pela sede, por conta da falta de sexo ou forte excitação nervosa. E durante a Idade Media até o seculo XIX, o medo causado pela doença atingia os campos e também as cidades; durante a Idade Média era chamada de Mal de Santo Huberto, e a Igreja recebia, no mosteiro de Andage, peregrinos em busca de salvação deste mal. 

Porem foi somente em 1530, que o médico italiano Girolamo Fracastoro descreveu a doença de forma correta, de que sua transmissão dava-se através da saliva do animal infectado em contato com o sangue do indivíduo sadio; foi além, dizendo que a doença progredia de modo lento, raramente aparecendo os sintomas antes de vinte dias, a maioria se manifestando após trinta dias, alguns podendo durar 4 ou 5 meses e, noutros, de um até cinco anos. No entanto, as práticas terapêuticas antigas e primitivas ainda eram mantidas e sobreviveram até o século XIX. Com os medicos testando diversos remedios, venenos e até nitrato de prata, ácido nitrico e sulfurico para tentarem o tratamento e a cura da raiva, entretanto sem alcançar nenhum avanço e progresso eficaz contra a raiva. 

Quando finalmente Louis Pasteur iniciou os seus estudos e pesquisas sobre a raiva de modo científico e aficaz, sendo então o primeiro a descobrir e desenvolver uma eficiente vacina anti-rábica. Conseguindo isolar o virus, e reproduzi-lo em laboratorio, de modo a se poder produzir uma vacina, testando inicialmente em coelhos, depois em cachorros e posteriormente em seres humanos, com resultados satisfatorios e eficientes. O sucesso da imunização humana fez seu método se espalhar rapidamente pelo mundo, e já em 1890 havia centros de tratamento anti-rábico em Argel, Bandung, Budapeste, Chicago, Florença, Madras, Nova Iorque, São Paulo, Tunis, Varsóvia, Xangai e outras cidades de varios paises em todo o mundo. Pasteur foi recebido na Academia Francesa por Ernest Renan com as seguintes palavras: "A humanidade deve ao senhor a supressão de um terrível mal. 

A doença se manifesta nos cachorros, com o vírus da raiva multiplica-se inicialmente de forma localizada no músculo ou tecido conjuntivo, e a partir daí invade os terminais nervosos locais, e é transportado dentro do axónio do neurónio até ao corpo celular da medula espinhal ou no tronco cerebral. E disseminando-se rapidamente por toda a substância cinzenta, via conexões neuroanatômicas estabelecidas. Por fim, distribui-se centrifugamente pelos nervos periféricos ao resto do organismo, inclusive glândulas salivares (o que possibilita a excreção viral na saliva de), fígado, músculos, pele, glândulas supra-renais e o coração. Os danos causados são devidos a encefalite (inflamação e danos no cérebro). quando então surgem, visíveis alterações no comportamento do cachorro acometido, e que são os primeiros sintomas apresentados por esta doença infecto-contagiosa, que é a raiva canina. 

E que se manifestam nos cachorros atraves de sintomas como salivamento cronico, hidrofobia (adipisia/aversão a agua), fotofobia (aversão a luz), latido rouco, e alterações comportamentais como desorientação, alucinações, tensão, agressividade com tendências há isolamento ou ataques furiosos e desordenados. E os sintomas clínicos típicos são febre intensa, dilatação das pupilas, paralisia da garganta e dos músculos mastigatorios com queda da mandíbula, contrações involuntárias (espasmos) no estômago, estofago e intestinos, e também convulções. E após a manifestação destes sintomas, os cachorros normalmente não conseguem sobreviver por mais que alguns dias, devido a não se alimentarem ou beberem agua, e também em consequencia da paralisia muscular progressiva.  E o diagnóstico da raiva canina é feito através de exames laboratoriais, que devem sempre ser realizados com muito cuidado e precaução devido ao grande risco de contaminação. E os exames, (post-mortem) para analise e confirmação da raiva canina, são feitos com o material mantido sob refrigeração retirados do encéfalo, do córtex, do cerebelo e do hipocampo de ambos hemisférios cerebrais do cachorro vitimado pela infecção.  

E após o cachorro ser infectado pela raiva,  a doença é fatal, não hávendo cura ou tratamento, pois até o momento todas as terapias antivirais falharam, sendo inócuos, e não surtindo efeito algum. E também devido ao grande risco de contaminação, torna-se muito perigosa qualquer tentativa de se aplicar um tratamento. Com os cachorros que apresentarem qualquer eventual sintoma ou suspeitas de contaminação devendo ser obrigatoriamente totalmente isolados, colocados de quarentena e monitorados com todo cuidado e atenção, devido ao grande potencial infecto-contagioso da raiva canina. Sendo a prevenção ainda, sem duvida alguma, o melhor tratamento para a raiva canina, ou seja a vacinação dos cachorros que pode ser feito a partir dos três meses de idade e repetida anualmente. Atualmente as vacinas anti-rabicas atingiram um otimo grau de confiabilidade e eficácia, e mesmo que a vacina anti-rabica não proporcione uma proteção com 100% de eficiência. A vacinação é o melhor meio de se evitar a contaminação por está terrivel e fatal doença que é a raiva Canina.   



O Vírus Invade, se Multiplica - Cachorros.


O Vírus Inicialmente Invade, se Multiplica - Cachorros:  A Raiva Canina, tambem conhecida vulgarmente como hidrofobia, é uma doença infecto-contagiosa que é causada por um vírus da família Rhabdoviridae do genero Lyssavirus. E que acomete todos os animais endotermicos, categoria em que os integrantes são denominados como animais de sangue quente. Entre estes animais estão incluídas todas as espécies de aves e mamíferos, inclusive os seres humanos, sendo portanto tambem uma perigosissima zoonose, que em 99% dos casos é fatal. Entretanto em aves e alguns tipos de mamíferos como os marsupiais (Gambas/Cangurus), a ocorrência da infecção pela doença é muito rara. A transmissão da doença ocorre diretamente pela mordida do cachorro contaminado ou indiretamente pelo contato da saliva infectada com alguma lesão ou pelas mucosas de um cachorro sadio e com um cachorro contaminado. 

Após penetrar e infectar o organismo do cachorro, o vírus inicialmente invade, se multiplica e simultâneamente destroi as células dos gânglios espinhais. E posteriormente migra para o cérebro continuando a sua multiplicação incessante e destruindo as células do encéfalo. O cachorro passa então a apresentar alterações no comportamento com um salivamento intenso e cronico (sialorreia), e também para de se alimentar e de beber agua. E mesmo a raiva sendo controlada e monitorada nos animais domésticos em quase todo mundo, está  temida doença fatal demanda uma grande atenção para o seu controle e vigilancia por parte das autoridades sanitárias e de saude publica, em razão dos animais silvestres. Mesmo em locais onde é considerada erradicada ou mantida sob controle, já que é uma doença que não tem tratamento ou cura, ou sejá, é fatal em todos os casos que evoluem para a manifestação dos sintomas. 

E até 2006 foram registrados apenas 6 casos de cura entre os seres humanos, dos quais 5 haviam recebido o tratamento vacinal e somente um, em 2004, parece não ter recebido estes cuidados. E sua incidência é global, salvo em algumas áreas específicas em que é considerada erradicada, os lugares livres da raiva, já a partir de 2010: são a Antartida, Austrália, Nova Zelândia, Singapura, Fiji, Papua Nova Guiné, Províncias de Irian Jaya e Papua Ocidental na ilha de Nova Guiné na Indonésia, Alemanha, Áustria, Guam, Havaí, Reino Unido, República da Irlanda, Dinamarca, Noruega, Suécia, Islândia, Japão, Taiwan, Sardenha e Córsega.
E foi Cornelius Celsus, um dos primeiros a analisar e escrever sobre a raiva, e suas ideias sobre a utilização da cauterização vigorou até Pasteur. E o termo raiva deriva do latim rabere (significando fúria ou delírio), mas também encontra raízes no sânscrito rabhas (tornar-se violento). Entre os gregos era chamada de Lyssa ou Lytta (loucura, demência), também a palavra vírus deriva desta doença, significando veneno no latim, pois muito supunham que era um mal derivado de um veneno contido na saliva dos animais infectados.

Desde a Antiguidade a raiva já era temida em razão da sua forma de transmissão, ao quadro clínico e sua evolução. Acreditavam os primitivos que era causada por motivos sobrenaturais, pois cães e lobos pareciam estar possuídos por demônios. É a doença de registro mais antigo, entre os egípcios era comum a crença de que havia a interferência maligna da estrela Sirius (da constelação de Cão Maior) sobre os cachorros, alterando-lhes o comportamento. Entre os mesopotâmios, cerca de 1.900 a.C., já era citada no Código de Eshnunna, o que demonstra já ser a raiva um problema publicoco na época. Na Grécia Antiga era temida, e Homero (Ilíada) regista a presença de cães raivosos; na mitologia eram invocados os deuses Aristeu e Artêmis para a proteção e cura da raiva. Autores gregos e romanos estudaram o mal, entre os séculos IV e I a.C. 

Tais como Demócrito, Cornelius Celsus e Galeno, descrevendo-as em homens e animais e sua transmissão, recomendando práticas como a sucção, cauterização por meio de substâncias cáusticas e/ou ferro em brasa e também a excisão cirúrgica dos ferimentos,: e se a vítima não viesse a óbito ficaria com várias cicatrizes.. Foi descrita por Aristóteles, que assinalou o risco da mordida por cães infectos, embora ainda se acreditasse que sua ocorrência poderia se dar de modo espontâneo, por meio de alimentos muito quentes, pela sede, por conta da falta de sexo ou forte excitação nervosa. E durante a Idade Media até o seculo XIX, o medo causado pela doença atingia os campos e também as cidades; durante a Idade Média era chamada de Mal de Santo Huberto, e a Igreja recebia, no mosteiro de Andage, peregrinos em busca de salvação deste mal. 

Porem foi somente em 1530, que o médico italiano Girolamo Fracastoro descreveu a doença de forma correta, de que sua transmissão dava-se através da saliva do animal infectado em contato com o sangue do indivíduo sadio; foi além, dizendo que a doença progredia de modo lento, raramente aparecendo os sintomas antes de vinte dias, a maioria se manifestando após trinta dias, alguns podendo durar 4 ou 5 meses e, noutros, de um até cinco anos. No entanto, as práticas terapêuticas antigas e primitivas ainda eram mantidas e sobreviveram até o século XIX. Com os medicos testando diversos remedios, venenos e até nitrato de prata, ácido nitrico e sulfurico para tentarem o tratamento e a cura da raiva, entretanto sem alcançar nenhum avanço e progresso eficaz contra a raiva. 

Quando finalmente Louis Pasteur iniciou os seus estudos e pesquisas sobre a raiva de modo científico e aficaz, sendo então o primeiro a descobrir e desenvolver uma eficiente vacina anti-rábica. Conseguindo isolar o virus, e reproduzi-lo em laboratorio, de modo a se poder produzir uma vacina, testando inicialmente em coelhos, depois em cachorros e posteriormente em seres humanos, com resultados satisfatorios e eficientes. O sucesso da imunização humana fez seu método se espalhar rapidamente pelo mundo, e já em 1890 havia centros de tratamento anti-rábico em Argel, Bandung, Budapeste, Chicago, Florença, Madras, Nova Iorque, São Paulo, Tunis, Varsóvia, Xangai e outras cidades de varios paises em todo o mundo. Pasteur foi recebido na Academia Francesa por Ernest Renan com as seguintes palavras: "A humanidade deve ao senhor a supressão de um terrível mal. 

A doença se manifesta nos cachorros, com o vírus da raiva multiplica-se inicialmente de forma localizada no músculo ou tecido conjuntivo, e a partir daí invade os terminais nervosos locais, e é transportado dentro do axónio do neurónio até ao corpo celular da medula espinhal ou no tronco cerebral. E disseminando-se rapidamente por toda a substância cinzenta, via conexões neuroanatômicas estabelecidas. Por fim, distribui-se centrifugamente pelos nervos periféricos ao resto do organismo, inclusive glândulas salivares (o que possibilita a excreção viral na saliva de), fígado, músculos, pele, glândulas supra-renais e o coração. Os danos causados são devidos a encefalite (inflamação e danos no cérebro). quando então surgem, visíveis alterações no comportamento do cachorro acometido, e que são os primeiros sintomas apresentados por esta doença infecto-contagiosa, que é a raiva canina. 

E que se manifestam nos cachorros atraves de sintomas como salivamento cronico, hidrofobia (adipisia/aversão a agua), fotofobia (aversão a luz), latido rouco, e alterações comportamentais como desorientação, alucinações, tensão, agressividade com tendências há isolamento ou ataques furiosos e desordenados. E os sintomas clínicos típicos são febre intensa, dilatação das pupilas, paralisia da garganta e dos músculos mastigatorios com queda da mandíbula, contrações involuntárias (espasmos) no estômago, estofago e intestinos, e também convulções. E após a manifestação destes sintomas, os cachorros normalmente não conseguem sobreviver por mais que alguns dias, devido a não se alimentarem ou beberem agua, e também em consequencia da paralisia muscular progressiva.  E o diagnóstico da raiva canina é feito através de exames laboratoriais, que devem sempre ser realizados com muito cuidado e precaução devido ao grande risco de contaminação. E os exames, (post-mortem) para analise e confirmação da raiva canina, são feitos com o material mantido sob refrigeração retirados do encéfalo, do córtex, do cerebelo e do hipocampo de ambos hemisférios cerebrais do cachorro vitimado pela infecção.  

E após o cachorro ser infectado pela raiva,  a doença é fatal, não hávendo cura ou tratamento, pois até o momento todas as terapias antivirais falharam, sendo inócuos, e não surtindo efeito algum. E também devido ao grande risco de contaminação, torna-se muito perigosa qualquer tentativa de se aplicar um tratamento. Com os cachorros que apresentarem qualquer eventual sintoma ou suspeitas de contaminação devendo ser obrigatoriamente totalmente isolados, colocados de quarentena e monitorados com todo cuidado e atenção, devido ao grande potencial infecto-contagioso da raiva canina. Sendo a prevenção ainda, sem duvida alguma, o melhor tratamento para a raiva canina, ou seja a vacinação dos cachorros que pode ser feito a partir dos três meses de idade e repetida anualmente. Atualmente as vacinas anti-rabicas atingiram um otimo grau de confiabilidade e eficácia, e mesmo que a vacina anti-rabica não proporcione uma proteção com 100% de eficiência. A vacinação é o melhor meio de se evitar a contaminação por está terrivel e fatal doença que é a raiva Canina.   



Saliva Infectada - Cachorros.


Saliva Infectada - Cachorros:  A Raiva Canina, tambem conhecida vulgarmente como hidrofobia, é uma doença infecto-contagiosa que é causada por um vírus da família Rhabdoviridae do genero Lyssavirus. E que acomete todos os animais endotermicos, categoria em que os integrantes são denominados como animais de sangue quente. Entre estes animais estão incluídas todas as espécies de aves e mamíferos, inclusive os seres humanos, sendo portanto tambem uma perigosissima zoonose, que em 99% dos casos é fatal. Entretanto em aves e alguns tipos de mamíferos como os marsupiais (Gambas/Cangurus), a ocorrência da infecção pela doença é muito rara. A transmissão da doença ocorre diretamente pela mordida do cachorro contaminado ou indiretamente pelo contato da saliva infectada com alguma lesão ou pelas mucosas de um cachorro sadio e com um cachorro contaminado. 

Após penetrar e infectar o organismo do cachorro, o vírus inicialmente invade, se multiplica e simultâneamente destroi as células dos gânglios espinhais. E posteriormente migra para o cérebro continuando a sua multiplicação incessante e destruindo as células do encéfalo. O cachorro passa então a apresentar alterações no comportamento com um salivamento intenso e cronico (sialorreia), e também para de se alimentar e de beber agua. E mesmo a raiva sendo controlada e monitorada nos animais domésticos em quase todo mundo, está  temida doença fatal demanda uma grande atenção para o seu controle e vigilancia por parte das autoridades sanitárias e de saude publica, em razão dos animais silvestres. Mesmo em locais onde é considerada erradicada ou mantida sob controle, já que é uma doença que não tem tratamento ou cura, ou sejá, é fatal em todos os casos que evoluem para a manifestação dos sintomas. 

E até 2006 foram registrados apenas 6 casos de cura entre os seres humanos, dos quais 5 haviam recebido o tratamento vacinal e somente um, em 2004, parece não ter recebido estes cuidados. E sua incidência é global, salvo em algumas áreas específicas em que é considerada erradicada, os lugares livres da raiva, já a partir de 2010: são a Antartida, Austrália, Nova Zelândia, Singapura, Fiji, Papua Nova Guiné, Províncias de Irian Jaya e Papua Ocidental na ilha de Nova Guiné na Indonésia, Alemanha, Áustria, Guam, Havaí, Reino Unido, República da Irlanda, Dinamarca, Noruega, Suécia, Islândia, Japão, Taiwan, Sardenha e Córsega.
E foi Cornelius Celsus, um dos primeiros a analisar e escrever sobre a raiva, e suas ideias sobre a utilização da cauterização vigorou até Pasteur. E o termo raiva deriva do latim rabere (significando fúria ou delírio), mas também encontra raízes no sânscrito rabhas (tornar-se violento). Entre os gregos era chamada de Lyssa ou Lytta (loucura, demência), também a palavra vírus deriva desta doença, significando veneno no latim, pois muito supunham que era um mal derivado de um veneno contido na saliva dos animais infectados.

Desde a Antiguidade a raiva já era temida em razão da sua forma de transmissão, ao quadro clínico e sua evolução. Acreditavam os primitivos que era causada por motivos sobrenaturais, pois cães e lobos pareciam estar possuídos por demônios. É a doença de registro mais antigo, entre os egípcios era comum a crença de que havia a interferência maligna da estrela Sirius (da constelação de Cão Maior) sobre os cachorros, alterando-lhes o comportamento. Entre os mesopotâmios, cerca de 1.900 a.C., já era citada no Código de Eshnunna, o que demonstra já ser a raiva um problema publicoco na época. Na Grécia Antiga era temida, e Homero (Ilíada) regista a presença de cães raivosos; na mitologia eram invocados os deuses Aristeu e Artêmis para a proteção e cura da raiva. Autores gregos e romanos estudaram o mal, entre os séculos IV e I a.C. 

Tais como Demócrito, Cornelius Celsus e Galeno, descrevendo-as em homens e animais e sua transmissão, recomendando práticas como a sucção, cauterização por meio de substâncias cáusticas e/ou ferro em brasa e também a excisão cirúrgica dos ferimentos,: e se a vítima não viesse a óbito ficaria com várias cicatrizes.. Foi descrita por Aristóteles, que assinalou o risco da mordida por cães infectos, embora ainda se acreditasse que sua ocorrência poderia se dar de modo espontâneo, por meio de alimentos muito quentes, pela sede, por conta da falta de sexo ou forte excitação nervosa. E durante a Idade Media até o seculo XIX, o medo causado pela doença atingia os campos e também as cidades; durante a Idade Média era chamada de Mal de Santo Huberto, e a Igreja recebia, no mosteiro de Andage, peregrinos em busca de salvação deste mal. 

Porem foi somente em 1530, que o médico italiano Girolamo Fracastoro descreveu a doença de forma correta, de que sua transmissão dava-se através da saliva do animal infectado em contato com o sangue do indivíduo sadio; foi além, dizendo que a doença progredia de modo lento, raramente aparecendo os sintomas antes de vinte dias, a maioria se manifestando após trinta dias, alguns podendo durar 4 ou 5 meses e, noutros, de um até cinco anos. No entanto, as práticas terapêuticas antigas e primitivas ainda eram mantidas e sobreviveram até o século XIX. Com os medicos testando diversos remedios, venenos e até nitrato de prata, ácido nitrico e sulfurico para tentarem o tratamento e a cura da raiva, entretanto sem alcançar nenhum avanço e progresso eficaz contra a raiva. 

Quando finalmente Louis Pasteur iniciou os seus estudos e pesquisas sobre a raiva de modo científico e aficaz, sendo então o primeiro a descobrir e desenvolver uma eficiente vacina anti-rábica. Conseguindo isolar o virus, e reproduzi-lo em laboratorio, de modo a se poder produzir uma vacina, testando inicialmente em coelhos, depois em cachorros e posteriormente em seres humanos, com resultados satisfatorios e eficientes. O sucesso da imunização humana fez seu método se espalhar rapidamente pelo mundo, e já em 1890 havia centros de tratamento anti-rábico em Argel, Bandung, Budapeste, Chicago, Florença, Madras, Nova Iorque, São Paulo, Tunis, Varsóvia, Xangai e outras cidades de varios paises em todo o mundo. Pasteur foi recebido na Academia Francesa por Ernest Renan com as seguintes palavras: "A humanidade deve ao senhor a supressão de um terrível mal. 

A doença se manifesta nos cachorros, com o vírus da raiva multiplica-se inicialmente de forma localizada no músculo ou tecido conjuntivo, e a partir daí invade os terminais nervosos locais, e é transportado dentro do axónio do neurónio até ao corpo celular da medula espinhal ou no tronco cerebral. E disseminando-se rapidamente por toda a substância cinzenta, via conexões neuroanatômicas estabelecidas. Por fim, distribui-se centrifugamente pelos nervos periféricos ao resto do organismo, inclusive glândulas salivares (o que possibilita a excreção viral na saliva de), fígado, músculos, pele, glândulas supra-renais e o coração. Os danos causados são devidos a encefalite (inflamação e danos no cérebro). quando então surgem, visíveis alterações no comportamento do cachorro acometido, e que são os primeiros sintomas apresentados por esta doença infecto-contagiosa, que é a raiva canina. 

E que se manifestam nos cachorros atraves de sintomas como salivamento cronico, hidrofobia (adipisia/aversão a agua), fotofobia (aversão a luz), latido rouco, e alterações comportamentais como desorientação, alucinações, tensão, agressividade com tendências há isolamento ou ataques furiosos e desordenados. E os sintomas clínicos típicos são febre intensa, dilatação das pupilas, paralisia da garganta e dos músculos mastigatorios com queda da mandíbula, contrações involuntárias (espasmos) no estômago, estofago e intestinos, e também convulções. E após a manifestação destes sintomas, os cachorros normalmente não conseguem sobreviver por mais que alguns dias, devido a não se alimentarem ou beberem agua, e também em consequencia da paralisia muscular progressiva.  E o diagnóstico da raiva canina é feito através de exames laboratoriais, que devem sempre ser realizados com muito cuidado e precaução devido ao grande risco de contaminação. E os exames, (post-mortem) para analise e confirmação da raiva canina, são feitos com o material mantido sob refrigeração retirados do encéfalo, do córtex, do cerebelo e do hipocampo de ambos hemisférios cerebrais do cachorro vitimado pela infecção.  

E após o cachorro ser infectado pela raiva,  a doença é fatal, não hávendo cura ou tratamento, pois até o momento todas as terapias antivirais falharam, sendo inócuos, e não surtindo efeito algum. E também devido ao grande risco de contaminação, torna-se muito perigosa qualquer tentativa de se aplicar um tratamento. Com os cachorros que apresentarem qualquer eventual sintoma ou suspeitas de contaminação devendo ser obrigatoriamente totalmente isolados, colocados de quarentena e monitorados com todo cuidado e atenção, devido ao grande potencial infecto-contagioso da raiva canina. Sendo a prevenção ainda, sem duvida alguma, o melhor tratamento para a raiva canina, ou seja a vacinação dos cachorros que pode ser feito a partir dos três meses de idade e repetida anualmente. Atualmente as vacinas anti-rabicas atingiram um otimo grau de confiabilidade e eficácia, e mesmo que a vacina anti-rabica não proporcione uma proteção com 100% de eficiência. A vacinação é o melhor meio de se evitar a contaminação por está terrivel e fatal doença que é a raiva Canina.   



Em 99% dos Casos é Fatal - Cachorros.


Em 99% dos Casos é Fatal - Cachorros:  A Raiva Canina, tambem conhecida vulgarmente como hidrofobia, é uma doença infecto-contagiosa que é causada por um vírus da família Rhabdoviridae do genero Lyssavirus. E que acomete todos os animais endotermicos, categoria em que os integrantes são denominados como animais de sangue quente. Entre estes animais estão incluídas todas as espécies de aves e mamíferos, inclusive os seres humanos, sendo portanto tambem uma perigosissima zoonose, que em 99% dos casos é fatal. Entretanto em aves e alguns tipos de mamíferos como os marsupiais (Gambas/Cangurus), a ocorrência da infecção pela doença é muito rara. A transmissão da doença ocorre diretamente pela mordida do cachorro contaminado ou indiretamente pelo contato da saliva infectada com alguma lesão ou pelas mucosas de um cachorro sadio e com um cachorro contaminado. 

Após penetrar e infectar o organismo do cachorro, o vírus inicialmente invade, se multiplica e simultâneamente destroi as células dos gânglios espinhais. E posteriormente migra para o cérebro continuando a sua multiplicação incessante e destruindo as células do encéfalo. O cachorro passa então a apresentar alterações no comportamento com um salivamento intenso e cronico (sialorreia), e também para de se alimentar e de beber agua. E mesmo a raiva sendo controlada e monitorada nos animais domésticos em quase todo mundo, está  temida doença fatal demanda uma grande atenção para o seu controle e vigilancia por parte das autoridades sanitárias e de saude publica, em razão dos animais silvestres. Mesmo em locais onde é considerada erradicada ou mantida sob controle, já que é uma doença que não tem tratamento ou cura, ou sejá, é fatal em todos os casos que evoluem para a manifestação dos sintomas. 

E até 2006 foram registrados apenas 6 casos de cura entre os seres humanos, dos quais 5 haviam recebido o tratamento vacinal e somente um, em 2004, parece não ter recebido estes cuidados. E sua incidência é global, salvo em algumas áreas específicas em que é considerada erradicada, os lugares livres da raiva, já a partir de 2010: são a Antartida, Austrália, Nova Zelândia, Singapura, Fiji, Papua Nova Guiné, Províncias de Irian Jaya e Papua Ocidental na ilha de Nova Guiné na Indonésia, Alemanha, Áustria, Guam, Havaí, Reino Unido, República da Irlanda, Dinamarca, Noruega, Suécia, Islândia, Japão, Taiwan, Sardenha e Córsega.
E foi Cornelius Celsus, um dos primeiros a analisar e escrever sobre a raiva, e suas ideias sobre a utilização da cauterização vigorou até Pasteur. E o termo raiva deriva do latim rabere (significando fúria ou delírio), mas também encontra raízes no sânscrito rabhas (tornar-se violento). Entre os gregos era chamada de Lyssa ou Lytta (loucura, demência), também a palavra vírus deriva desta doença, significando veneno no latim, pois muito supunham que era um mal derivado de um veneno contido na saliva dos animais infectados.

Desde a Antiguidade a raiva já era temida em razão da sua forma de transmissão, ao quadro clínico e sua evolução. Acreditavam os primitivos que era causada por motivos sobrenaturais, pois cães e lobos pareciam estar possuídos por demônios. É a doença de registro mais antigo, entre os egípcios era comum a crença de que havia a interferência maligna da estrela Sirius (da constelação de Cão Maior) sobre os cachorros, alterando-lhes o comportamento. Entre os mesopotâmios, cerca de 1.900 a.C., já era citada no Código de Eshnunna, o que demonstra já ser a raiva um problema publicoco na época. Na Grécia Antiga era temida, e Homero (Ilíada) regista a presença de cães raivosos; na mitologia eram invocados os deuses Aristeu e Artêmis para a proteção e cura da raiva. Autores gregos e romanos estudaram o mal, entre os séculos IV e I a.C. 

Tais como Demócrito, Cornelius Celsus e Galeno, descrevendo-as em homens e animais e sua transmissão, recomendando práticas como a sucção, cauterização por meio de substâncias cáusticas e/ou ferro em brasa e também a excisão cirúrgica dos ferimentos,: e se a vítima não viesse a óbito ficaria com várias cicatrizes.. Foi descrita por Aristóteles, que assinalou o risco da mordida por cães infectos, embora ainda se acreditasse que sua ocorrência poderia se dar de modo espontâneo, por meio de alimentos muito quentes, pela sede, por conta da falta de sexo ou forte excitação nervosa. E durante a Idade Media até o seculo XIX, o medo causado pela doença atingia os campos e também as cidades; durante a Idade Média era chamada de Mal de Santo Huberto, e a Igreja recebia, no mosteiro de Andage, peregrinos em busca de salvação deste mal. 

Porem foi somente em 1530, que o médico italiano Girolamo Fracastoro descreveu a doença de forma correta, de que sua transmissão dava-se através da saliva do animal infectado em contato com o sangue do indivíduo sadio; foi além, dizendo que a doença progredia de modo lento, raramente aparecendo os sintomas antes de vinte dias, a maioria se manifestando após trinta dias, alguns podendo durar 4 ou 5 meses e, noutros, de um até cinco anos. No entanto, as práticas terapêuticas antigas e primitivas ainda eram mantidas e sobreviveram até o século XIX. Com os medicos testando diversos remedios, venenos e até nitrato de prata, ácido nitrico e sulfurico para tentarem o tratamento e a cura da raiva, entretanto sem alcançar nenhum avanço e progresso eficaz contra a raiva. 

Quando finalmente Louis Pasteur iniciou os seus estudos e pesquisas sobre a raiva de modo científico e aficaz, sendo então o primeiro a descobrir e desenvolver uma eficiente vacina anti-rábica. Conseguindo isolar o virus, e reproduzi-lo em laboratorio, de modo a se poder produzir uma vacina, testando inicialmente em coelhos, depois em cachorros e posteriormente em seres humanos, com resultados satisfatorios e eficientes. O sucesso da imunização humana fez seu método se espalhar rapidamente pelo mundo, e já em 1890 havia centros de tratamento anti-rábico em Argel, Bandung, Budapeste, Chicago, Florença, Madras, Nova Iorque, São Paulo, Tunis, Varsóvia, Xangai e outras cidades de varios paises em todo o mundo. Pasteur foi recebido na Academia Francesa por Ernest Renan com as seguintes palavras: "A humanidade deve ao senhor a supressão de um terrível mal. 

A doença se manifesta nos cachorros, com o vírus da raiva multiplica-se inicialmente de forma localizada no músculo ou tecido conjuntivo, e a partir daí invade os terminais nervosos locais, e é transportado dentro do axónio do neurónio até ao corpo celular da medula espinhal ou no tronco cerebral. E disseminando-se rapidamente por toda a substância cinzenta, via conexões neuroanatômicas estabelecidas. Por fim, distribui-se centrifugamente pelos nervos periféricos ao resto do organismo, inclusive glândulas salivares (o que possibilita a excreção viral na saliva de), fígado, músculos, pele, glândulas supra-renais e o coração. Os danos causados são devidos a encefalite (inflamação e danos no cérebro). quando então surgem, visíveis alterações no comportamento do cachorro acometido, e que são os primeiros sintomas apresentados por esta doença infecto-contagiosa, que é a raiva canina. 

E que se manifestam nos cachorros atraves de sintomas como salivamento cronico, hidrofobia (adipisia/aversão a agua), fotofobia (aversão a luz), latido rouco, e alterações comportamentais como desorientação, alucinações, tensão, agressividade com tendências há isolamento ou ataques furiosos e desordenados. E os sintomas clínicos típicos são febre intensa, dilatação das pupilas, paralisia da garganta e dos músculos mastigatorios com queda da mandíbula, contrações involuntárias (espasmos) no estômago, estofago e intestinos, e também convulções. E após a manifestação destes sintomas, os cachorros normalmente não conseguem sobreviver por mais que alguns dias, devido a não se alimentarem ou beberem agua, e também em consequencia da paralisia muscular progressiva.  E o diagnóstico da raiva canina é feito através de exames laboratoriais, que devem sempre ser realizados com muito cuidado e precaução devido ao grande risco de contaminação. E os exames, (post-mortem) para analise e confirmação da raiva canina, são feitos com o material mantido sob refrigeração retirados do encéfalo, do córtex, do cerebelo e do hipocampo de ambos hemisférios cerebrais do cachorro vitimado pela infecção.  

E após o cachorro ser infectado pela raiva,  a doença é fatal, não hávendo cura ou tratamento, pois até o momento todas as terapias antivirais falharam, sendo inócuos, e não surtindo efeito algum. E também devido ao grande risco de contaminação, torna-se muito perigosa qualquer tentativa de se aplicar um tratamento. Com os cachorros que apresentarem qualquer eventual sintoma ou suspeitas de contaminação devendo ser obrigatoriamente totalmente isolados, colocados de quarentena e monitorados com todo cuidado e atenção, devido ao grande potencial infecto-contagioso da raiva canina. Sendo a prevenção ainda, sem duvida alguma, o melhor tratamento para a raiva canina, ou seja a vacinação dos cachorros que pode ser feito a partir dos três meses de idade e repetida anualmente. Atualmente as vacinas anti-rabicas atingiram um otimo grau de confiabilidade e eficácia, e mesmo que a vacina anti-rabica não proporcione uma proteção com 100% de eficiência. A vacinação é o melhor meio de se evitar a contaminação por está terrivel e fatal doença que é a raiva Canina.   



Perigosíssima Zoonose - Cachorros.


Perigosíssima Zoonose - Cachorros:  A Raiva Canina, tambem conhecida vulgarmente como hidrofobia, é uma doença infecto-contagiosa que é causada por um vírus da família Rhabdoviridae do genero Lyssavirus. E que acomete todos os animais endotermicos, categoria em que os integrantes são denominados como animais de sangue quente. Entre estes animais estão incluídas todas as espécies de aves e mamíferos, inclusive os seres humanos, sendo portanto tambem uma perigosíssima zoonose, que em 99% dos casos é fatal. Entretanto em aves e alguns tipos de mamíferos como os marsupiais (Gambas/Cangurus), a ocorrência da infecção pela doença é muito rara. A transmissão da doença ocorre diretamente pela mordida do cachorro contaminado ou indiretamente pelo contato da saliva infectada com alguma lesão ou pelas mucosas de um cachorro sadio e com um cachorro contaminado. 

Após penetrar e infectar o organismo do cachorro, o vírus inicialmente invade, se multiplica e simultâneamente destroi as células dos gânglios espinhais. E posteriormente migra para o cérebro continuando a sua multiplicação incessante e destruindo as células do encéfalo. O cachorro passa então a apresentar alterações no comportamento com um salivamento intenso e cronico (sialorreia), e também para de se alimentar e de beber agua. E mesmo a raiva sendo controlada e monitorada nos animais domésticos em quase todo mundo, está  temida doença fatal demanda uma grande atenção para o seu controle e vigilancia por parte das autoridades sanitárias e de saude publica, em razão dos animais silvestres. Mesmo em locais onde é considerada erradicada ou mantida sob controle, já que é uma doença que não tem tratamento ou cura, ou sejá, é fatal em todos os casos que evoluem para a manifestação dos sintomas. 

E até 2006 foram registrados apenas 6 casos de cura entre os seres humanos, dos quais 5 haviam recebido o tratamento vacinal e somente um, em 2004, parece não ter recebido estes cuidados. E sua incidência é global, salvo em algumas áreas específicas em que é considerada erradicada, os lugares livres da raiva, já a partir de 2010: são a Antartida, Austrália, Nova Zelândia, Singapura, Fiji, Papua Nova Guiné, Províncias de Irian Jaya e Papua Ocidental na ilha de Nova Guiné na Indonésia, Alemanha, Áustria, Guam, Havaí, Reino Unido, República da Irlanda, Dinamarca, Noruega, Suécia, Islândia, Japão, Taiwan, Sardenha e Córsega.
E foi Cornelius Celsus, um dos primeiros a analisar e escrever sobre a raiva, e suas ideias sobre a utilização da cauterização vigorou até Pasteur. E o termo raiva deriva do latim rabere (significando fúria ou delírio), mas também encontra raízes no sânscrito rabhas (tornar-se violento). Entre os gregos era chamada de Lyssa ou Lytta (loucura, demência), também a palavra vírus deriva desta doença, significando veneno no latim, pois muito supunham que era um mal derivado de um veneno contido na saliva dos animais infectados.

Desde a Antiguidade a raiva já era temida em razão da sua forma de transmissão, ao quadro clínico e sua evolução. Acreditavam os primitivos que era causada por motivos sobrenaturais, pois cães e lobos pareciam estar possuídos por demônios. É a doença de registro mais antigo, entre os egípcios era comum a crença de que havia a interferência maligna da estrela Sirius (da constelação de Cão Maior) sobre os cachorros, alterando-lhes o comportamento. Entre os mesopotâmios, cerca de 1.900 a.C., já era citada no Código de Eshnunna, o que demonstra já ser a raiva um problema publicoco na época. Na Grécia Antiga era temida, e Homero (Ilíada) regista a presença de cães raivosos; na mitologia eram invocados os deuses Aristeu e Artêmis para a proteção e cura da raiva. Autores gregos e romanos estudaram o mal, entre os séculos IV e I a.C. 

Tais como Demócrito, Cornelius Celsus e Galeno, descrevendo-as em homens e animais e sua transmissão, recomendando práticas como a sucção, cauterização por meio de substâncias cáusticas e/ou ferro em brasa e também a excisão cirúrgica dos ferimentos,: e se a vítima não viesse a óbito ficaria com várias cicatrizes.. Foi descrita por Aristóteles, que assinalou o risco da mordida por cães infectos, embora ainda se acreditasse que sua ocorrência poderia se dar de modo espontâneo, por meio de alimentos muito quentes, pela sede, por conta da falta de sexo ou forte excitação nervosa. E durante a Idade Media até o seculo XIX, o medo causado pela doença atingia os campos e também as cidades; durante a Idade Média era chamada de Mal de Santo Huberto, e a Igreja recebia, no mosteiro de Andage, peregrinos em busca de salvação deste mal. 

Porem foi somente em 1530, que o médico italiano Girolamo Fracastoro descreveu a doença de forma correta, de que sua transmissão dava-se através da saliva do animal infectado em contato com o sangue do indivíduo sadio; foi além, dizendo que a doença progredia de modo lento, raramente aparecendo os sintomas antes de vinte dias, a maioria se manifestando após trinta dias, alguns podendo durar 4 ou 5 meses e, noutros, de um até cinco anos. No entanto, as práticas terapêuticas antigas e primitivas ainda eram mantidas e sobreviveram até o século XIX. Com os medicos testando diversos remedios, venenos e até nitrato de prata, ácido nitrico e sulfurico para tentarem o tratamento e a cura da raiva, entretanto sem alcançar nenhum avanço e progresso eficaz contra a raiva. 

Quando finalmente Louis Pasteur iniciou os seus estudos e pesquisas sobre a raiva de modo científico e aficaz, sendo então o primeiro a descobrir e desenvolver uma eficiente vacina anti-rábica. Conseguindo isolar o virus, e reproduzi-lo em laboratorio, de modo a se poder produzir uma vacina, testando inicialmente em coelhos, depois em cachorros e posteriormente em seres humanos, com resultados satisfatorios e eficientes. O sucesso da imunização humana fez seu método se espalhar rapidamente pelo mundo, e já em 1890 havia centros de tratamento anti-rábico em Argel, Bandung, Budapeste, Chicago, Florença, Madras, Nova Iorque, São Paulo, Tunis, Varsóvia, Xangai e outras cidades de varios paises em todo o mundo. Pasteur foi recebido na Academia Francesa por Ernest Renan com as seguintes palavras: "A humanidade deve ao senhor a supressão de um terrível mal. 

A doença se manifesta nos cachorros, com o vírus da raiva multiplica-se inicialmente de forma localizada no músculo ou tecido conjuntivo, e a partir daí invade os terminais nervosos locais, e é transportado dentro do axónio do neurónio até ao corpo celular da medula espinhal ou no tronco cerebral. E disseminando-se rapidamente por toda a substância cinzenta, via conexões neuroanatômicas estabelecidas. Por fim, distribui-se centrifugamente pelos nervos periféricos ao resto do organismo, inclusive glândulas salivares (o que possibilita a excreção viral na saliva de), fígado, músculos, pele, glândulas supra-renais e o coração. Os danos causados são devidos a encefalite (inflamação e danos no cérebro). quando então surgem, visíveis alterações no comportamento do cachorro acometido, e que são os primeiros sintomas apresentados por esta doença infecto-contagiosa, que é a raiva canina. 

E que se manifestam nos cachorros atraves de sintomas como salivamento cronico, hidrofobia (adipisia/aversão a agua), fotofobia (aversão a luz), latido rouco, e alterações comportamentais como desorientação, alucinações, tensão, agressividade com tendências há isolamento ou ataques furiosos e desordenados. E os sintomas clínicos típicos são febre intensa, dilatação das pupilas, paralisia da garganta e dos músculos mastigatorios com queda da mandíbula, contrações involuntárias (espasmos) no estômago, estofago e intestinos, e também convulções. E após a manifestação destes sintomas, os cachorros normalmente não conseguem sobreviver por mais que alguns dias, devido a não se alimentarem ou beberem agua, e também em consequencia da paralisia muscular progressiva.  E o diagnóstico da raiva canina é feito através de exames laboratoriais, que devem sempre ser realizados com muito cuidado e precaução devido ao grande risco de contaminação. E os exames, (post-mortem) para analise e confirmação da raiva canina, são feitos com o material mantido sob refrigeração retirados do encéfalo, do córtex, do cerebelo e do hipocampo de ambos hemisférios cerebrais do cachorro vitimado pela infecção.  

E após o cachorro ser infectado pela raiva,  a doença é fatal, não hávendo cura ou tratamento, pois até o momento todas as terapias antivirais falharam, sendo inócuos, e não surtindo efeito algum. E também devido ao grande risco de contaminação, torna-se muito perigosa qualquer tentativa de se aplicar um tratamento. Com os cachorros que apresentarem qualquer eventual sintoma ou suspeitas de contaminação devendo ser obrigatoriamente totalmente isolados, colocados de quarentena e monitorados com todo cuidado e atenção, devido ao grande potencial infecto-contagioso da raiva canina. Sendo a prevenção ainda, sem duvida alguma, o melhor tratamento para a raiva canina, ou seja a vacinação dos cachorros que pode ser feito a partir dos três meses de idade e repetida anualmente. Atualmente as vacinas anti-rabicas atingiram um otimo grau de confiabilidade e eficácia, e mesmo que a vacina anti-rabica não proporcione uma proteção com 100% de eficiência. A vacinação é o melhor meio de se evitar a contaminação por está terrivel e fatal doença que é a raiva Canina.   



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