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segunda-feira, abril 28, 2014

"Morto como um Porco" - Cachorros.


"Morto como um Porco" - Cachorros:  Há poucos dias, um vídeo feito pelo vizinho, no qual uma mulher e seu filho pequeno espancam impiedosamente, mesmo com o choro incessante, um minúsculo filhote de poodle, chocou o País. O filhote foi resgatado por outro vizinho e passa bem. A agressora foi conduzida à Delegacia e posteriormente liberada. Deve ser multada em não mais do que R$3.000 por maus-tratos e talvez sofra alguma punição por infringir o Estatuto da Criança e do Adolescente, ao estimular seu filho absolutamente incapaz ao cometimento de tal crime. Nas redes sociais, diversas pessoas indignadas, clamavam para que a agressora fosse punida com a pena capital, que sequer existe no Brasil.

Mas porque esse crime chocou tanto, a ponto de diversas pessoas pedirem a pena de morte para a agressora? Especismo, essa é a resposta!!! Centenas de milhares de animais sofrem muito, absolutamente muito mais do que isso todos os dias. E o pior, pagamos pra que isso aconteça.

Aí você dirá que as agressões ao pequeno poodle chocam por terem sido feitas contra um animal inocente, sem qualquer possibilidade de defesa e por um motivo banal, se é que ele existe e depois dá mais uma garfada no seu filé de vitelo, em um delicioso hambúrguer com bacon ou mesmo numa inocente omelete de queijo. Especismo!!! Todos esses animais que estão lhe servindo de alimento, ou melhor, lhe servindo à gula, pois os mesmos sequer são necessários à alimentação, também foram espancados, de forma muito mais bárbara, tiveram vidas inteiras de sofrimento e foram mortos de forma dolorosa, por um motivo extremamente banal, simplesmente para satisfazer nosso paladar por um preço acessível. E continuamos, diariamente, a pagar por isso e a querer preços mais baixos, mesmo sabendo que isso implicará em mais sofrimento animal.

Aí você dirá que todos esses “alimentos” são deliciosos e que você não consegue resistir. Será que nosso paladar se sobrepõe à nossa capacidade de raciocínio lógico ou ainda, se sobrepõe aos nossos valores morais e éticos?

Aí você argumentará que os cachorros são animais inteligentes. A maioria dos estudos demonstra que os porcos são pelo menos três vezes mais inteligentes que os cachorros. Mas a questão central não é essa, ou será que a animais, ou a pessoas “mais burras”, se pode infligir dor? O filósofo inglês Jeremy Bentham responde a questão: “Podera´ existir um dia em que o resto da criac¸a~o animal adquirira´ aqueles direitos que nunca lhe poderiam ter sido retirados sena~o pela ma~o da tirania. … A questa~o na~o e´: Podem eles raciocinar? Nem: Podem eles falar? Mas: Podem eles sofrer?”. E quanto a isso, nos dias de hoje, não existe mais qualquer duvida, como claramente afirmam diversos neurocientistas no “Manifesto de Cambridge”. Ou seja, hoje temos certeza científica inequívoca de que todos os mamíferos, aves e mesmo alguns invertebrados, tem total consciência do mundo ao seu redor e, em diferentes graus, sentem dor e prazer, e, portanto, tem interesses legítimos em não serem agredidos ou torturados.

Sempre que inventamos desculpas para justificar que a dor de um animal é mais importante que a de outro animal, gostemos ou não, estamos agindo como especistas, agindo da mesma forma que os antigos, e hoje desprezados, senhores de escravos que, ao inventarem que os negros eram mais resistentes a dor, justificavam os castigados mais bárbaros que a eles eram infligidos. O mesmo se aplica ao sexismo, ao nazismo, à homofobia e por ai vai. Está ausente a “igual consideração de interesses”.

E não pensem que estou aqui tentando minimizar o ato da agressora do poodle. Muito pelo contrário, pretendo aumentá-lo. No meu íntimo, também desejo uma pena estupidamente mais alta do que a que será aplicada pela Justiça e estaria eu mesmo disposto a aplicá-la, contudo, por entender que outros valores se sobrepõem à minha vontade de vingança, defendo que a agressora seja punida na exata proporção estipulada pela Lei. Se após isso nossa sociedade entender que tal pena é exígua e ineficiente para conter tal comportamento (eu realmente acho isso), que a mesma seja devidamente aumentada pelo sistema legislativo vigente e passe a vigorar a partir de então. Infelizmente assim a agressora do poodle sairia praticamente ilesa de sua conduta criminosa, mas do ponto de vista da vida em sociedade, teríamos avançado. “Não há crime sem lei anterior que o defina”.

Alguns dias antes ao espancamento do poodle, outra notícia chocou o mundo. Em Cleveland, EUA, três mulheres, após passarem mais de dez anos presas e mantidas como escravas sexuais de seu seqüestrador foram libertadas do cativeiro, por acaso e com a ajuda de um vizinho, que sequer desconfiava que tal crime ocorresse na casa ao lado. As três eram mantidas acorrentadas em jaulas, uma delas foi obrigada, através de espancamentos e privação de comida, a fazer pelo menos cinco abortos, enquanto outra, mesmo no cativeiro, deu a luz a um bebê, que no momento do resgate já estava com seis anos.

Obviamente o crime de Cleveland é muito mais chocante e absurdo e uma pena muito mais dura deve ser aplicada e o seqüestrador e assassino talvez seja, realmente, condenado à pena de morte, como devidamente previsto na legislação de lá.

Contudo, diariamente, já no café da manhã, ao bebermos leite e comermos ovos ou queijos, cometemos, ou no mínimo estimulamos, os mesmos crimes, contra espécies diferentes. As vacas leiteiras são mantidas presas e prenhes por toda a sua vida, simplesmente para produção de leite (somos os únicos mamíferos de todo o reino animal que continua bebendo leite depois do desmame), quando seu filhote nasce, o mesmo é imediatamente separado de sua mãe e mantido acorrentado em uma baia minúscula, que o impede de dar um passo sequer, por quatro meses, sem beber água e sendo obrigado a se alimentar apenas de ração liquida com pouco ferro, para que fique anêmico, com a carne clara e macia (o famigerado vitelo ou “baby beef”), enquanto isso, sua mãe tem o leite tirado em quantidades muito maiores que a natural, tanto que em menos de quatro anos (uma vaca pode viver mais de 25 anos em condições normais) a mesma não produz mais leite o suficiente e será enviada para o abate. As galinhas poedeiras passam a vida inteira aprisionadas em gaiolas minúsculas com diversas outras galinhas, sem que jamais vejam a luz do sol, tem seus bicos cortados e são estimuladas a colocarem ovos em quantidades muito maiores que a natural e, passado pouco tempo, como não conseguem mais manter a produção de ovos, também são enviadas para o abate, às vezes para virar ração e alimentar outras galinhas poedeiras.

Dai você dirá que não se pode comparar o sofrimento de bichos com o sofrimento humano! Porque não? A resposta é a mesma de antes, especismo!!! Obviamente um crime contra membros de nossa espécie irá nos chocar muito mais, contudo não podemos achar que as mesmas atitudes são aceitáveis se foram infligidas a seres sencientes de outras espécies. Mas uma vez, nos falta a “igual consideração de interesses”.

A humanidade já fez isso diversas vezes. E ainda fazemos, sempre com resultados que as gerações futuras acharão absurdos, bárbaros e impensáveis.

Na Idade Média, mulheres eram torturadas e queimadas vivas em praça pública. Mas eram só mulheres, seres inferiores aos homens. No século XIX, negros eram transformados em escravos, mantidos acorrentados e chicoteados em praça pública. Mas não eram humanos, eram apenas negros. Há poucos mais de 60 anos, judeus eram enviados para morte em campos de concentração e queimados vivos, aos milhares, em fornos industriais. Mas não eram humanos, eram apenas judeus. Há uns 15 anos, jovens de classe média alta, por diversão, queimaram um índio vivo, no meio da rua da capital do País. Mas não era humano, era apenas um índio. Ainda hoje, homossexuais são atacados e espancados na rua. Mas não são humanos, são apenas homossexuais (o termo realmente usado é bem mais chulo).

Os filósofos da antiguidade que defendiam os animais, não o faziam por acreditar que eles tivessem direitos ou mesmo que sentissem dor (muitos acreditavam que os animais nada mais eram do que máquinas que imitavam perfeitamente o comportamento humano), mas porque a crueldade contra os animais, em última análise, levava à crueldade contra os humanos. Mesmo com essa visão totalmente antropocentrista, talvez eles estivessem certos nesse ponto. Sempre que queremos enfatizar uma conduta cruel dizemos “foi espancado como um animal”, “tratado como um cachorro”, “morto como um porco”.

Durante o Renascimento, numa época onde, em plena Europa, pessoas eram torturadas e executadas na rua, à luz do dia, o pintor Leonardo Da Vinci, que era vegetariano e é considerado pelos estudiosos do período como um dos maiores gênios que já existiu disse: “Chegará um dia no qual os homens conhecerão o íntimo dos animais; e nesse dia, um crime contra um animal será considerado crime contra a humanidade.”. Passados mais de cinco séculos, embora no Brasil e em diversos outros paises do mundo, mesmo que com penas brandas, praticar atos de maus-tratos a animais já seja considerado crime, nunca antes em toda a história da humanidade tantos animais foram torturados e mortos, simplesmente para virarem hambúrgueres, galetos, patês, bacon ou mesmo ração para outros animais.

Já fomos sexistas, estamos deixando de ser. Já fomos racistas, estamos deixando de ser. Já fomos nazistas, estamos deixando de ser. Ainda hoje somos homofóbicos, mas estamos deixando se ser. Talvez tenha chegado o tempo para deixarmos de ser também especistas e assim banir de vez a crueldade da face da Terra. Talvez assim possamos avançar, não como seres humanos, mas como seres vivos, como Terráqueos, que é o que todos somos. Talvez assim a “igual consideração de interesses” venha a ser uma realidade para todos os seres sencientes.

Já na década de 1970, o filosofo Peter Singer, autor do livro “Libertação Animal”, obra que abriu meus olhos, me fez adotar o vegetarianismo, me transformou num defensor não especista dos animais e cunhou as expressões “especismo” e “igual consideração de interesses” sugeriu que: “A libertação animal é a libertação humana”.

Talvez os filósofos estejam certos. Não custa nada tentar.

“Somos todos Terráqueos. Faça a conexão!!!”

“Por um mundo vegetariano. Pelos animais. Pelas pessoas. Pelo Planeta” (Sociedade Vegetariana Brasileira)

"Tratado Como um Cachorro" - Cachorros.


"Tratado Como um Cachorro" - Cachorros:  Há poucos dias, um vídeo feito pelo vizinho, no qual uma mulher e seu filho pequeno espancam impiedosamente, mesmo com o choro incessante, um minúsculo filhote de poodle, chocou o País. O filhote foi resgatado por outro vizinho e passa bem. A agressora foi conduzida à Delegacia e posteriormente liberada. Deve ser multada em não mais do que R$3.000 por maus-tratos e talvez sofra alguma punição por infringir o Estatuto da Criança e do Adolescente, ao estimular seu filho absolutamente incapaz ao cometimento de tal crime. Nas redes sociais, diversas pessoas indignadas, clamavam para que a agressora fosse punida com a pena capital, que sequer existe no Brasil.

Mas porque esse crime chocou tanto, a ponto de diversas pessoas pedirem a pena de morte para a agressora? Especismo, essa é a resposta!!! Centenas de milhares de animais sofrem muito, absolutamente muito mais do que isso todos os dias. E o pior, pagamos pra que isso aconteça.

Aí você dirá que as agressões ao pequeno poodle chocam por terem sido feitas contra um animal inocente, sem qualquer possibilidade de defesa e por um motivo banal, se é que ele existe e depois dá mais uma garfada no seu filé de vitelo, em um delicioso hambúrguer com bacon ou mesmo numa inocente omelete de queijo. Especismo!!! Todos esses animais que estão lhe servindo de alimento, ou melhor, lhe servindo à gula, pois os mesmos sequer são necessários à alimentação, também foram espancados, de forma muito mais bárbara, tiveram vidas inteiras de sofrimento e foram mortos de forma dolorosa, por um motivo extremamente banal, simplesmente para satisfazer nosso paladar por um preço acessível. E continuamos, diariamente, a pagar por isso e a querer preços mais baixos, mesmo sabendo que isso implicará em mais sofrimento animal.

Aí você dirá que todos esses “alimentos” são deliciosos e que você não consegue resistir. Será que nosso paladar se sobrepõe à nossa capacidade de raciocínio lógico ou ainda, se sobrepõe aos nossos valores morais e éticos?

Aí você argumentará que os cachorros são animais inteligentes. A maioria dos estudos demonstra que os porcos são pelo menos três vezes mais inteligentes que os cachorros. Mas a questão central não é essa, ou será que a animais, ou a pessoas “mais burras”, se pode infligir dor? O filósofo inglês Jeremy Bentham responde a questão: “Podera´ existir um dia em que o resto da criac¸a~o animal adquirira´ aqueles direitos que nunca lhe poderiam ter sido retirados sena~o pela ma~o da tirania. … A questa~o na~o e´: Podem eles raciocinar? Nem: Podem eles falar? Mas: Podem eles sofrer?”. E quanto a isso, nos dias de hoje, não existe mais qualquer duvida, como claramente afirmam diversos neurocientistas no “Manifesto de Cambridge”. Ou seja, hoje temos certeza científica inequívoca de que todos os mamíferos, aves e mesmo alguns invertebrados, tem total consciência do mundo ao seu redor e, em diferentes graus, sentem dor e prazer, e, portanto, tem interesses legítimos em não serem agredidos ou torturados.

Sempre que inventamos desculpas para justificar que a dor de um animal é mais importante que a de outro animal, gostemos ou não, estamos agindo como especistas, agindo da mesma forma que os antigos, e hoje desprezados, senhores de escravos que, ao inventarem que os negros eram mais resistentes a dor, justificavam os castigados mais bárbaros que a eles eram infligidos. O mesmo se aplica ao sexismo, ao nazismo, à homofobia e por ai vai. Está ausente a “igual consideração de interesses”.

E não pensem que estou aqui tentando minimizar o ato da agressora do poodle. Muito pelo contrário, pretendo aumentá-lo. No meu íntimo, também desejo uma pena estupidamente mais alta do que a que será aplicada pela Justiça e estaria eu mesmo disposto a aplicá-la, contudo, por entender que outros valores se sobrepõem à minha vontade de vingança, defendo que a agressora seja punida na exata proporção estipulada pela Lei. Se após isso nossa sociedade entender que tal pena é exígua e ineficiente para conter tal comportamento (eu realmente acho isso), que a mesma seja devidamente aumentada pelo sistema legislativo vigente e passe a vigorar a partir de então. Infelizmente assim a agressora do poodle sairia praticamente ilesa de sua conduta criminosa, mas do ponto de vista da vida em sociedade, teríamos avançado. “Não há crime sem lei anterior que o defina”.

Alguns dias antes ao espancamento do poodle, outra notícia chocou o mundo. Em Cleveland, EUA, três mulheres, após passarem mais de dez anos presas e mantidas como escravas sexuais de seu seqüestrador foram libertadas do cativeiro, por acaso e com a ajuda de um vizinho, que sequer desconfiava que tal crime ocorresse na casa ao lado. As três eram mantidas acorrentadas em jaulas, uma delas foi obrigada, através de espancamentos e privação de comida, a fazer pelo menos cinco abortos, enquanto outra, mesmo no cativeiro, deu a luz a um bebê, que no momento do resgate já estava com seis anos.

Obviamente o crime de Cleveland é muito mais chocante e absurdo e uma pena muito mais dura deve ser aplicada e o seqüestrador e assassino talvez seja, realmente, condenado à pena de morte, como devidamente previsto na legislação de lá.

Contudo, diariamente, já no café da manhã, ao bebermos leite e comermos ovos ou queijos, cometemos, ou no mínimo estimulamos, os mesmos crimes, contra espécies diferentes. As vacas leiteiras são mantidas presas e prenhes por toda a sua vida, simplesmente para produção de leite (somos os únicos mamíferos de todo o reino animal que continua bebendo leite depois do desmame), quando seu filhote nasce, o mesmo é imediatamente separado de sua mãe e mantido acorrentado em uma baia minúscula, que o impede de dar um passo sequer, por quatro meses, sem beber água e sendo obrigado a se alimentar apenas de ração liquida com pouco ferro, para que fique anêmico, com a carne clara e macia (o famigerado vitelo ou “baby beef”), enquanto isso, sua mãe tem o leite tirado em quantidades muito maiores que a natural, tanto que em menos de quatro anos (uma vaca pode viver mais de 25 anos em condições normais) a mesma não produz mais leite o suficiente e será enviada para o abate. As galinhas poedeiras passam a vida inteira aprisionadas em gaiolas minúsculas com diversas outras galinhas, sem que jamais vejam a luz do sol, tem seus bicos cortados e são estimuladas a colocarem ovos em quantidades muito maiores que a natural e, passado pouco tempo, como não conseguem mais manter a produção de ovos, também são enviadas para o abate, às vezes para virar ração e alimentar outras galinhas poedeiras.

Dai você dirá que não se pode comparar o sofrimento de bichos com o sofrimento humano! Porque não? A resposta é a mesma de antes, especismo!!! Obviamente um crime contra membros de nossa espécie irá nos chocar muito mais, contudo não podemos achar que as mesmas atitudes são aceitáveis se foram infligidas a seres sencientes de outras espécies. Mas uma vez, nos falta a “igual consideração de interesses”.

A humanidade já fez isso diversas vezes. E ainda fazemos, sempre com resultados que as gerações futuras acharão absurdos, bárbaros e impensáveis.

Na Idade Média, mulheres eram torturadas e queimadas vivas em praça pública. Mas eram só mulheres, seres inferiores aos homens. No século XIX, negros eram transformados em escravos, mantidos acorrentados e chicoteados em praça pública. Mas não eram humanos, eram apenas negros. Há poucos mais de 60 anos, judeus eram enviados para morte em campos de concentração e queimados vivos, aos milhares, em fornos industriais. Mas não eram humanos, eram apenas judeus. Há uns 15 anos, jovens de classe média alta, por diversão, queimaram um índio vivo, no meio da rua da capital do País. Mas não era humano, era apenas um índio. Ainda hoje, homossexuais são atacados e espancados na rua. Mas não são humanos, são apenas homossexuais (o termo realmente usado é bem mais chulo).

Os filósofos da antiguidade que defendiam os animais, não o faziam por acreditar que eles tivessem direitos ou mesmo que sentissem dor (muitos acreditavam que os animais nada mais eram do que máquinas que imitavam perfeitamente o comportamento humano), mas porque a crueldade contra os animais, em última análise, levava à crueldade contra os humanos. Mesmo com essa visão totalmente antropocentrista, talvez eles estivessem certos nesse ponto. Sempre que queremos enfatizar uma conduta cruel dizemos “foi espancado como um animal”, “tratado como um cachorro”, “morto como um porco”.

Durante o Renascimento, numa época onde, em plena Europa, pessoas eram torturadas e executadas na rua, à luz do dia, o pintor Leonardo Da Vinci, que era vegetariano e é considerado pelos estudiosos do período como um dos maiores gênios que já existiu disse: “Chegará um dia no qual os homens conhecerão o íntimo dos animais; e nesse dia, um crime contra um animal será considerado crime contra a humanidade.”. Passados mais de cinco séculos, embora no Brasil e em diversos outros paises do mundo, mesmo que com penas brandas, praticar atos de maus-tratos a animais já seja considerado crime, nunca antes em toda a história da humanidade tantos animais foram torturados e mortos, simplesmente para virarem hambúrgueres, galetos, patês, bacon ou mesmo ração para outros animais.

Já fomos sexistas, estamos deixando de ser. Já fomos racistas, estamos deixando de ser. Já fomos nazistas, estamos deixando de ser. Ainda hoje somos homofóbicos, mas estamos deixando se ser. Talvez tenha chegado o tempo para deixarmos de ser também especistas e assim banir de vez a crueldade da face da Terra. Talvez assim possamos avançar, não como seres humanos, mas como seres vivos, como Terráqueos, que é o que todos somos. Talvez assim a “igual consideração de interesses” venha a ser uma realidade para todos os seres sencientes.

Já na década de 1970, o filosofo Peter Singer, autor do livro “Libertação Animal”, obra que abriu meus olhos, me fez adotar o vegetarianismo, me transformou num defensor não especista dos animais e cunhou as expressões “especismo” e “igual consideração de interesses” sugeriu que: “A libertação animal é a libertação humana”.

Talvez os filósofos estejam certos. Não custa nada tentar.

“Somos todos Terráqueos. Faça a conexão!!!”

“Por um mundo vegetariano. Pelos animais. Pelas pessoas. Pelo Planeta” (Sociedade Vegetariana Brasileira)

"Foi Espancado Como um Animal" - Cachorros.


"Foi Espancado Como um Animal" - Cachorros:  Há poucos dias, um vídeo feito pelo vizinho, no qual uma mulher e seu filho pequeno espancam impiedosamente, mesmo com o choro incessante, um minúsculo filhote de poodle, chocou o País. O filhote foi resgatado por outro vizinho e passa bem. A agressora foi conduzida à Delegacia e posteriormente liberada. Deve ser multada em não mais do que R$3.000 por maus-tratos e talvez sofra alguma punição por infringir o Estatuto da Criança e do Adolescente, ao estimular seu filho absolutamente incapaz ao cometimento de tal crime. Nas redes sociais, diversas pessoas indignadas, clamavam para que a agressora fosse punida com a pena capital, que sequer existe no Brasil.

Mas porque esse crime chocou tanto, a ponto de diversas pessoas pedirem a pena de morte para a agressora? Especismo, essa é a resposta!!! Centenas de milhares de animais sofrem muito, absolutamente muito mais do que isso todos os dias. E o pior, pagamos pra que isso aconteça.

Aí você dirá que as agressões ao pequeno poodle chocam por terem sido feitas contra um animal inocente, sem qualquer possibilidade de defesa e por um motivo banal, se é que ele existe e depois dá mais uma garfada no seu filé de vitelo, em um delicioso hambúrguer com bacon ou mesmo numa inocente omelete de queijo. Especismo!!! Todos esses animais que estão lhe servindo de alimento, ou melhor, lhe servindo à gula, pois os mesmos sequer são necessários à alimentação, também foram espancados, de forma muito mais bárbara, tiveram vidas inteiras de sofrimento e foram mortos de forma dolorosa, por um motivo extremamente banal, simplesmente para satisfazer nosso paladar por um preço acessível. E continuamos, diariamente, a pagar por isso e a querer preços mais baixos, mesmo sabendo que isso implicará em mais sofrimento animal.

Aí você dirá que todos esses “alimentos” são deliciosos e que você não consegue resistir. Será que nosso paladar se sobrepõe à nossa capacidade de raciocínio lógico ou ainda, se sobrepõe aos nossos valores morais e éticos?

Aí você argumentará que os cachorros são animais inteligentes. A maioria dos estudos demonstra que os porcos são pelo menos três vezes mais inteligentes que os cachorros. Mas a questão central não é essa, ou será que a animais, ou a pessoas “mais burras”, se pode infligir dor? O filósofo inglês Jeremy Bentham responde a questão: “Podera´ existir um dia em que o resto da criac¸a~o animal adquirira´ aqueles direitos que nunca lhe poderiam ter sido retirados sena~o pela ma~o da tirania. … A questa~o na~o e´: Podem eles raciocinar? Nem: Podem eles falar? Mas: Podem eles sofrer?”. E quanto a isso, nos dias de hoje, não existe mais qualquer duvida, como claramente afirmam diversos neurocientistas no “Manifesto de Cambridge”. Ou seja, hoje temos certeza científica inequívoca de que todos os mamíferos, aves e mesmo alguns invertebrados, tem total consciência do mundo ao seu redor e, em diferentes graus, sentem dor e prazer, e, portanto, tem interesses legítimos em não serem agredidos ou torturados.

Sempre que inventamos desculpas para justificar que a dor de um animal é mais importante que a de outro animal, gostemos ou não, estamos agindo como especistas, agindo da mesma forma que os antigos, e hoje desprezados, senhores de escravos que, ao inventarem que os negros eram mais resistentes a dor, justificavam os castigados mais bárbaros que a eles eram infligidos. O mesmo se aplica ao sexismo, ao nazismo, à homofobia e por ai vai. Está ausente a “igual consideração de interesses”.

E não pensem que estou aqui tentando minimizar o ato da agressora do poodle. Muito pelo contrário, pretendo aumentá-lo. No meu íntimo, também desejo uma pena estupidamente mais alta do que a que será aplicada pela Justiça e estaria eu mesmo disposto a aplicá-la, contudo, por entender que outros valores se sobrepõem à minha vontade de vingança, defendo que a agressora seja punida na exata proporção estipulada pela Lei. Se após isso nossa sociedade entender que tal pena é exígua e ineficiente para conter tal comportamento (eu realmente acho isso), que a mesma seja devidamente aumentada pelo sistema legislativo vigente e passe a vigorar a partir de então. Infelizmente assim a agressora do poodle sairia praticamente ilesa de sua conduta criminosa, mas do ponto de vista da vida em sociedade, teríamos avançado. “Não há crime sem lei anterior que o defina”.

Alguns dias antes ao espancamento do poodle, outra notícia chocou o mundo. Em Cleveland, EUA, três mulheres, após passarem mais de dez anos presas e mantidas como escravas sexuais de seu seqüestrador foram libertadas do cativeiro, por acaso e com a ajuda de um vizinho, que sequer desconfiava que tal crime ocorresse na casa ao lado. As três eram mantidas acorrentadas em jaulas, uma delas foi obrigada, através de espancamentos e privação de comida, a fazer pelo menos cinco abortos, enquanto outra, mesmo no cativeiro, deu a luz a um bebê, que no momento do resgate já estava com seis anos.

Obviamente o crime de Cleveland é muito mais chocante e absurdo e uma pena muito mais dura deve ser aplicada e o seqüestrador e assassino talvez seja, realmente, condenado à pena de morte, como devidamente previsto na legislação de lá.

Contudo, diariamente, já no café da manhã, ao bebermos leite e comermos ovos ou queijos, cometemos, ou no mínimo estimulamos, os mesmos crimes, contra espécies diferentes. As vacas leiteiras são mantidas presas e prenhes por toda a sua vida, simplesmente para produção de leite (somos os únicos mamíferos de todo o reino animal que continua bebendo leite depois do desmame), quando seu filhote nasce, o mesmo é imediatamente separado de sua mãe e mantido acorrentado em uma baia minúscula, que o impede de dar um passo sequer, por quatro meses, sem beber água e sendo obrigado a se alimentar apenas de ração liquida com pouco ferro, para que fique anêmico, com a carne clara e macia (o famigerado vitelo ou “baby beef”), enquanto isso, sua mãe tem o leite tirado em quantidades muito maiores que a natural, tanto que em menos de quatro anos (uma vaca pode viver mais de 25 anos em condições normais) a mesma não produz mais leite o suficiente e será enviada para o abate. As galinhas poedeiras passam a vida inteira aprisionadas em gaiolas minúsculas com diversas outras galinhas, sem que jamais vejam a luz do sol, tem seus bicos cortados e são estimuladas a colocarem ovos em quantidades muito maiores que a natural e, passado pouco tempo, como não conseguem mais manter a produção de ovos, também são enviadas para o abate, às vezes para virar ração e alimentar outras galinhas poedeiras.

Dai você dirá que não se pode comparar o sofrimento de bichos com o sofrimento humano! Porque não? A resposta é a mesma de antes, especismo!!! Obviamente um crime contra membros de nossa espécie irá nos chocar muito mais, contudo não podemos achar que as mesmas atitudes são aceitáveis se foram infligidas a seres sencientes de outras espécies. Mas uma vez, nos falta a “igual consideração de interesses”.

A humanidade já fez isso diversas vezes. E ainda fazemos, sempre com resultados que as gerações futuras acharão absurdos, bárbaros e impensáveis.

Na Idade Média, mulheres eram torturadas e queimadas vivas em praça pública. Mas eram só mulheres, seres inferiores aos homens. No século XIX, negros eram transformados em escravos, mantidos acorrentados e chicoteados em praça pública. Mas não eram humanos, eram apenas negros. Há poucos mais de 60 anos, judeus eram enviados para morte em campos de concentração e queimados vivos, aos milhares, em fornos industriais. Mas não eram humanos, eram apenas judeus. Há uns 15 anos, jovens de classe média alta, por diversão, queimaram um índio vivo, no meio da rua da capital do País. Mas não era humano, era apenas um índio. Ainda hoje, homossexuais são atacados e espancados na rua. Mas não são humanos, são apenas homossexuais (o termo realmente usado é bem mais chulo).

Os filósofos da antiguidade que defendiam os animais, não o faziam por acreditar que eles tivessem direitos ou mesmo que sentissem dor (muitos acreditavam que os animais nada mais eram do que máquinas que imitavam perfeitamente o comportamento humano), mas porque a crueldade contra os animais, em última análise, levava à crueldade contra os humanos. Mesmo com essa visão totalmente antropocentrista, talvez eles estivessem certos nesse ponto. Sempre que queremos enfatizar uma conduta cruel dizemos “foi espancado como um animal”, “tratado como um cachorro”, “morto como um porco”.

Durante o Renascimento, numa época onde, em plena Europa, pessoas eram torturadas e executadas na rua, à luz do dia, o pintor Leonardo Da Vinci, que era vegetariano e é considerado pelos estudiosos do período como um dos maiores gênios que já existiu disse: “Chegará um dia no qual os homens conhecerão o íntimo dos animais; e nesse dia, um crime contra um animal será considerado crime contra a humanidade.”. Passados mais de cinco séculos, embora no Brasil e em diversos outros paises do mundo, mesmo que com penas brandas, praticar atos de maus-tratos a animais já seja considerado crime, nunca antes em toda a história da humanidade tantos animais foram torturados e mortos, simplesmente para virarem hambúrgueres, galetos, patês, bacon ou mesmo ração para outros animais.

Já fomos sexistas, estamos deixando de ser. Já fomos racistas, estamos deixando de ser. Já fomos nazistas, estamos deixando de ser. Ainda hoje somos homofóbicos, mas estamos deixando se ser. Talvez tenha chegado o tempo para deixarmos de ser também especistas e assim banir de vez a crueldade da face da Terra. Talvez assim possamos avançar, não como seres humanos, mas como seres vivos, como Terráqueos, que é o que todos somos. Talvez assim a “igual consideração de interesses” venha a ser uma realidade para todos os seres sencientes.

Já na década de 1970, o filosofo Peter Singer, autor do livro “Libertação Animal”, obra que abriu meus olhos, me fez adotar o vegetarianismo, me transformou num defensor não especista dos animais e cunhou as expressões “especismo” e “igual consideração de interesses” sugeriu que: “A libertação animal é a libertação humana”.

Talvez os filósofos estejam certos. Não custa nada tentar.

“Somos todos Terráqueos. Faça a conexão!!!”

“Por um mundo vegetariano. Pelos animais. Pelas pessoas. Pelo Planeta” (Sociedade Vegetariana Brasileira)

O Famigerado Vitelo - Cachorros.


O Famigerado Vitelo - Cachorros:  Há poucos dias, um vídeo feito pelo vizinho, no qual uma mulher e seu filho pequeno espancam impiedosamente, mesmo com o choro incessante, um minúsculo filhote de poodle, chocou o País. O filhote foi resgatado por outro vizinho e passa bem. A agressora foi conduzida à Delegacia e posteriormente liberada. Deve ser multada em não mais do que R$3.000 por maus-tratos e talvez sofra alguma punição por infringir o Estatuto da Criança e do Adolescente, ao estimular seu filho absolutamente incapaz ao cometimento de tal crime. Nas redes sociais, diversas pessoas indignadas, clamavam para que a agressora fosse punida com a pena capital, que sequer existe no Brasil.

Mas porque esse crime chocou tanto, a ponto de diversas pessoas pedirem a pena de morte para a agressora? Especismo, essa é a resposta!!! Centenas de milhares de animais sofrem muito, absolutamente muito mais do que isso todos os dias. E o pior, pagamos pra que isso aconteça.

Aí você dirá que as agressões ao pequeno poodle chocam por terem sido feitas contra um animal inocente, sem qualquer possibilidade de defesa e por um motivo banal, se é que ele existe e depois dá mais uma garfada no seu filé de vitelo, em um delicioso hambúrguer com bacon ou mesmo numa inocente omelete de queijo. Especismo!!! Todos esses animais que estão lhe servindo de alimento, ou melhor, lhe servindo à gula, pois os mesmos sequer são necessários à alimentação, também foram espancados, de forma muito mais bárbara, tiveram vidas inteiras de sofrimento e foram mortos de forma dolorosa, por um motivo extremamente banal, simplesmente para satisfazer nosso paladar por um preço acessível. E continuamos, diariamente, a pagar por isso e a querer preços mais baixos, mesmo sabendo que isso implicará em mais sofrimento animal.

Aí você dirá que todos esses “alimentos” são deliciosos e que você não consegue resistir. Será que nosso paladar se sobrepõe à nossa capacidade de raciocínio lógico ou ainda, se sobrepõe aos nossos valores morais e éticos?

Aí você argumentará que os cachorros são animais inteligentes. A maioria dos estudos demonstra que os porcos são pelo menos três vezes mais inteligentes que os cachorros. Mas a questão central não é essa, ou será que a animais, ou a pessoas “mais burras”, se pode infligir dor? O filósofo inglês Jeremy Bentham responde a questão: “Podera´ existir um dia em que o resto da criac¸a~o animal adquirira´ aqueles direitos que nunca lhe poderiam ter sido retirados sena~o pela ma~o da tirania. … A questa~o na~o e´: Podem eles raciocinar? Nem: Podem eles falar? Mas: Podem eles sofrer?”. E quanto a isso, nos dias de hoje, não existe mais qualquer duvida, como claramente afirmam diversos neurocientistas no “Manifesto de Cambridge”. Ou seja, hoje temos certeza científica inequívoca de que todos os mamíferos, aves e mesmo alguns invertebrados, tem total consciência do mundo ao seu redor e, em diferentes graus, sentem dor e prazer, e, portanto, tem interesses legítimos em não serem agredidos ou torturados.

Sempre que inventamos desculpas para justificar que a dor de um animal é mais importante que a de outro animal, gostemos ou não, estamos agindo como especistas, agindo da mesma forma que os antigos, e hoje desprezados, senhores de escravos que, ao inventarem que os negros eram mais resistentes a dor, justificavam os castigados mais bárbaros que a eles eram infligidos. O mesmo se aplica ao sexismo, ao nazismo, à homofobia e por ai vai. Está ausente a “igual consideração de interesses”.

E não pensem que estou aqui tentando minimizar o ato da agressora do poodle. Muito pelo contrário, pretendo aumentá-lo. No meu íntimo, também desejo uma pena estupidamente mais alta do que a que será aplicada pela Justiça e estaria eu mesmo disposto a aplicá-la, contudo, por entender que outros valores se sobrepõem à minha vontade de vingança, defendo que a agressora seja punida na exata proporção estipulada pela Lei. Se após isso nossa sociedade entender que tal pena é exígua e ineficiente para conter tal comportamento (eu realmente acho isso), que a mesma seja devidamente aumentada pelo sistema legislativo vigente e passe a vigorar a partir de então. Infelizmente assim a agressora do poodle sairia praticamente ilesa de sua conduta criminosa, mas do ponto de vista da vida em sociedade, teríamos avançado. “Não há crime sem lei anterior que o defina”.

Alguns dias antes ao espancamento do poodle, outra notícia chocou o mundo. Em Cleveland, EUA, três mulheres, após passarem mais de dez anos presas e mantidas como escravas sexuais de seu seqüestrador foram libertadas do cativeiro, por acaso e com a ajuda de um vizinho, que sequer desconfiava que tal crime ocorresse na casa ao lado. As três eram mantidas acorrentadas em jaulas, uma delas foi obrigada, através de espancamentos e privação de comida, a fazer pelo menos cinco abortos, enquanto outra, mesmo no cativeiro, deu a luz a um bebê, que no momento do resgate já estava com seis anos.

Obviamente o crime de Cleveland é muito mais chocante e absurdo e uma pena muito mais dura deve ser aplicada e o seqüestrador e assassino talvez seja, realmente, condenado à pena de morte, como devidamente previsto na legislação de lá.

Contudo, diariamente, já no café da manhã, ao bebermos leite e comermos ovos ou queijos, cometemos, ou no mínimo estimulamos, os mesmos crimes, contra espécies diferentes. As vacas leiteiras são mantidas presas e prenhes por toda a sua vida, simplesmente para produção de leite (somos os únicos mamíferos de todo o reino animal que continua bebendo leite depois do desmame), quando seu filhote nasce, o mesmo é imediatamente separado de sua mãe e mantido acorrentado em uma baia minúscula, que o impede de dar um passo sequer, por quatro meses, sem beber água e sendo obrigado a se alimentar apenas de ração liquida com pouco ferro, para que fique anêmico, com a carne clara e macia (o famigerado vitelo ou “baby beef”), enquanto isso, sua mãe tem o leite tirado em quantidades muito maiores que a natural, tanto que em menos de quatro anos (uma vaca pode viver mais de 25 anos em condições normais) a mesma não produz mais leite o suficiente e será enviada para o abate. As galinhas poedeiras passam a vida inteira aprisionadas em gaiolas minúsculas com diversas outras galinhas, sem que jamais vejam a luz do sol, tem seus bicos cortados e são estimuladas a colocarem ovos em quantidades muito maiores que a natural e, passado pouco tempo, como não conseguem mais manter a produção de ovos, também são enviadas para o abate, às vezes para virar ração e alimentar outras galinhas poedeiras.

Dai você dirá que não se pode comparar o sofrimento de bichos com o sofrimento humano! Porque não? A resposta é a mesma de antes, especismo!!! Obviamente um crime contra membros de nossa espécie irá nos chocar muito mais, contudo não podemos achar que as mesmas atitudes são aceitáveis se foram infligidas a seres sencientes de outras espécies. Mas uma vez, nos falta a “igual consideração de interesses”.

A humanidade já fez isso diversas vezes. E ainda fazemos, sempre com resultados que as gerações futuras acharão absurdos, bárbaros e impensáveis.

Na Idade Média, mulheres eram torturadas e queimadas vivas em praça pública. Mas eram só mulheres, seres inferiores aos homens. No século XIX, negros eram transformados em escravos, mantidos acorrentados e chicoteados em praça pública. Mas não eram humanos, eram apenas negros. Há poucos mais de 60 anos, judeus eram enviados para morte em campos de concentração e queimados vivos, aos milhares, em fornos industriais. Mas não eram humanos, eram apenas judeus. Há uns 15 anos, jovens de classe média alta, por diversão, queimaram um índio vivo, no meio da rua da capital do País. Mas não era humano, era apenas um índio. Ainda hoje, homossexuais são atacados e espancados na rua. Mas não são humanos, são apenas homossexuais (o termo realmente usado é bem mais chulo).

Os filósofos da antiguidade que defendiam os animais, não o faziam por acreditar que eles tivessem direitos ou mesmo que sentissem dor (muitos acreditavam que os animais nada mais eram do que máquinas que imitavam perfeitamente o comportamento humano), mas porque a crueldade contra os animais, em última análise, levava à crueldade contra os humanos. Mesmo com essa visão totalmente antropocentrista, talvez eles estivessem certos nesse ponto. Sempre que queremos enfatizar uma conduta cruel dizemos “foi espancado como um animal”, “tratado como um cachorro”, “morto como um porco”.

Durante o Renascimento, numa época onde, em plena Europa, pessoas eram torturadas e executadas na rua, à luz do dia, o pintor Leonardo Da Vinci, que era vegetariano e é considerado pelos estudiosos do período como um dos maiores gênios que já existiu disse: “Chegará um dia no qual os homens conhecerão o íntimo dos animais; e nesse dia, um crime contra um animal será considerado crime contra a humanidade.”. Passados mais de cinco séculos, embora no Brasil e em diversos outros paises do mundo, mesmo que com penas brandas, praticar atos de maus-tratos a animais já seja considerado crime, nunca antes em toda a história da humanidade tantos animais foram torturados e mortos, simplesmente para virarem hambúrgueres, galetos, patês, bacon ou mesmo ração para outros animais.

Já fomos sexistas, estamos deixando de ser. Já fomos racistas, estamos deixando de ser. Já fomos nazistas, estamos deixando de ser. Ainda hoje somos homofóbicos, mas estamos deixando se ser. Talvez tenha chegado o tempo para deixarmos de ser também especistas e assim banir de vez a crueldade da face da Terra. Talvez assim possamos avançar, não como seres humanos, mas como seres vivos, como Terráqueos, que é o que todos somos. Talvez assim a “igual consideração de interesses” venha a ser uma realidade para todos os seres sencientes.

Já na década de 1970, o filosofo Peter Singer, autor do livro “Libertação Animal”, obra que abriu meus olhos, me fez adotar o vegetarianismo, me transformou num defensor não especista dos animais e cunhou as expressões “especismo” e “igual consideração de interesses” sugeriu que: “A libertação animal é a libertação humana”.

Talvez os filósofos estejam certos. Não custa nada tentar.

“Somos todos Terráqueos. Faça a conexão!!!”

“Por um mundo vegetariano. Pelos animais. Pelas pessoas. Pelo Planeta” (Sociedade Vegetariana Brasileira)

Libertação Animal - Cachorros.


Libertação Animal - Cachorros:  Há poucos dias, um vídeo feito pelo vizinho, no qual uma mulher e seu filho pequeno espancam impiedosamente, mesmo com o choro incessante, um minúsculo filhote de poodle, chocou o País. O filhote foi resgatado por outro vizinho e passa bem. A agressora foi conduzida à Delegacia e posteriormente liberada. Deve ser multada em não mais do que R$3.000 por maus-tratos e talvez sofra alguma punição por infringir o Estatuto da Criança e do Adolescente, ao estimular seu filho absolutamente incapaz ao cometimento de tal crime. Nas redes sociais, diversas pessoas indignadas, clamavam para que a agressora fosse punida com a pena capital, que sequer existe no Brasil.

Mas porque esse crime chocou tanto, a ponto de diversas pessoas pedirem a pena de morte para a agressora? Especismo, essa é a resposta!!! Centenas de milhares de animais sofrem muito, absolutamente muito mais do que isso todos os dias. E o pior, pagamos pra que isso aconteça.

Aí você dirá que as agressões ao pequeno poodle chocam por terem sido feitas contra um animal inocente, sem qualquer possibilidade de defesa e por um motivo banal, se é que ele existe e depois dá mais uma garfada no seu filé de vitelo, em um delicioso hambúrguer com bacon ou mesmo numa inocente omelete de queijo. Especismo!!! Todos esses animais que estão lhe servindo de alimento, ou melhor, lhe servindo à gula, pois os mesmos sequer são necessários à alimentação, também foram espancados, de forma muito mais bárbara, tiveram vidas inteiras de sofrimento e foram mortos de forma dolorosa, por um motivo extremamente banal, simplesmente para satisfazer nosso paladar por um preço acessível. E continuamos, diariamente, a pagar por isso e a querer preços mais baixos, mesmo sabendo que isso implicará em mais sofrimento animal.

Aí você dirá que todos esses “alimentos” são deliciosos e que você não consegue resistir. Será que nosso paladar se sobrepõe à nossa capacidade de raciocínio lógico ou ainda, se sobrepõe aos nossos valores morais e éticos?

Aí você argumentará que os cachorros são animais inteligentes. A maioria dos estudos demonstra que os porcos são pelo menos três vezes mais inteligentes que os cachorros. Mas a questão central não é essa, ou será que a animais, ou a pessoas “mais burras”, se pode infligir dor? O filósofo inglês Jeremy Bentham responde a questão: “Podera´ existir um dia em que o resto da criac¸a~o animal adquirira´ aqueles direitos que nunca lhe poderiam ter sido retirados sena~o pela ma~o da tirania. … A questa~o na~o e´: Podem eles raciocinar? Nem: Podem eles falar? Mas: Podem eles sofrer?”. E quanto a isso, nos dias de hoje, não existe mais qualquer duvida, como claramente afirmam diversos neurocientistas no “Manifesto de Cambridge”. Ou seja, hoje temos certeza científica inequívoca de que todos os mamíferos, aves e mesmo alguns invertebrados, tem total consciência do mundo ao seu redor e, em diferentes graus, sentem dor e prazer, e, portanto, tem interesses legítimos em não serem agredidos ou torturados.

Sempre que inventamos desculpas para justificar que a dor de um animal é mais importante que a de outro animal, gostemos ou não, estamos agindo como especistas, agindo da mesma forma que os antigos, e hoje desprezados, senhores de escravos que, ao inventarem que os negros eram mais resistentes a dor, justificavam os castigados mais bárbaros que a eles eram infligidos. O mesmo se aplica ao sexismo, ao nazismo, à homofobia e por ai vai. Está ausente a “igual consideração de interesses”.

E não pensem que estou aqui tentando minimizar o ato da agressora do poodle. Muito pelo contrário, pretendo aumentá-lo. No meu íntimo, também desejo uma pena estupidamente mais alta do que a que será aplicada pela Justiça e estaria eu mesmo disposto a aplicá-la, contudo, por entender que outros valores se sobrepõem à minha vontade de vingança, defendo que a agressora seja punida na exata proporção estipulada pela Lei. Se após isso nossa sociedade entender que tal pena é exígua e ineficiente para conter tal comportamento (eu realmente acho isso), que a mesma seja devidamente aumentada pelo sistema legislativo vigente e passe a vigorar a partir de então. Infelizmente assim a agressora do poodle sairia praticamente ilesa de sua conduta criminosa, mas do ponto de vista da vida em sociedade, teríamos avançado. “Não há crime sem lei anterior que o defina”.

Alguns dias antes ao espancamento do poodle, outra notícia chocou o mundo. Em Cleveland, EUA, três mulheres, após passarem mais de dez anos presas e mantidas como escravas sexuais de seu seqüestrador foram libertadas do cativeiro, por acaso e com a ajuda de um vizinho, que sequer desconfiava que tal crime ocorresse na casa ao lado. As três eram mantidas acorrentadas em jaulas, uma delas foi obrigada, através de espancamentos e privação de comida, a fazer pelo menos cinco abortos, enquanto outra, mesmo no cativeiro, deu a luz a um bebê, que no momento do resgate já estava com seis anos.

Obviamente o crime de Cleveland é muito mais chocante e absurdo e uma pena muito mais dura deve ser aplicada e o seqüestrador e assassino talvez seja, realmente, condenado à pena de morte, como devidamente previsto na legislação de lá.

Contudo, diariamente, já no café da manhã, ao bebermos leite e comermos ovos ou queijos, cometemos, ou no mínimo estimulamos, os mesmos crimes, contra espécies diferentes. As vacas leiteiras são mantidas presas e prenhes por toda a sua vida, simplesmente para produção de leite (somos os únicos mamíferos de todo o reino animal que continua bebendo leite depois do desmame), quando seu filhote nasce, o mesmo é imediatamente separado de sua mãe e mantido acorrentado em uma baia minúscula, que o impede de dar um passo sequer, por quatro meses, sem beber água e sendo obrigado a se alimentar apenas de ração liquida com pouco ferro, para que fique anêmico, com a carne clara e macia (o famigerado vitelo ou “baby beef”), enquanto isso, sua mãe tem o leite tirado em quantidades muito maiores que a natural, tanto que em menos de quatro anos (uma vaca pode viver mais de 25 anos em condições normais) a mesma não produz mais leite o suficiente e será enviada para o abate. As galinhas poedeiras passam a vida inteira aprisionadas em gaiolas minúsculas com diversas outras galinhas, sem que jamais vejam a luz do sol, tem seus bicos cortados e são estimuladas a colocarem ovos em quantidades muito maiores que a natural e, passado pouco tempo, como não conseguem mais manter a produção de ovos, também são enviadas para o abate, às vezes para virar ração e alimentar outras galinhas poedeiras.

Dai você dirá que não se pode comparar o sofrimento de bichos com o sofrimento humano! Porque não? A resposta é a mesma de antes, especismo!!! Obviamente um crime contra membros de nossa espécie irá nos chocar muito mais, contudo não podemos achar que as mesmas atitudes são aceitáveis se foram infligidas a seres sencientes de outras espécies. Mas uma vez, nos falta a “igual consideração de interesses”.

A humanidade já fez isso diversas vezes. E ainda fazemos, sempre com resultados que as gerações futuras acharão absurdos, bárbaros e impensáveis.

Na Idade Média, mulheres eram torturadas e queimadas vivas em praça pública. Mas eram só mulheres, seres inferiores aos homens. No século XIX, negros eram transformados em escravos, mantidos acorrentados e chicoteados em praça pública. Mas não eram humanos, eram apenas negros. Há poucos mais de 60 anos, judeus eram enviados para morte em campos de concentração e queimados vivos, aos milhares, em fornos industriais. Mas não eram humanos, eram apenas judeus. Há uns 15 anos, jovens de classe média alta, por diversão, queimaram um índio vivo, no meio da rua da capital do País. Mas não era humano, era apenas um índio. Ainda hoje, homossexuais são atacados e espancados na rua. Mas não são humanos, são apenas homossexuais (o termo realmente usado é bem mais chulo).

Os filósofos da antiguidade que defendiam os animais, não o faziam por acreditar que eles tivessem direitos ou mesmo que sentissem dor (muitos acreditavam que os animais nada mais eram do que máquinas que imitavam perfeitamente o comportamento humano), mas porque a crueldade contra os animais, em última análise, levava à crueldade contra os humanos. Mesmo com essa visão totalmente antropocentrista, talvez eles estivessem certos nesse ponto. Sempre que queremos enfatizar uma conduta cruel dizemos “foi espancado como um animal”, “tratado como um cachorro”, “morto como um porco”.

Durante o Renascimento, numa época onde, em plena Europa, pessoas eram torturadas e executadas na rua, à luz do dia, o pintor Leonardo Da Vinci, que era vegetariano e é considerado pelos estudiosos do período como um dos maiores gênios que já existiu disse: “Chegará um dia no qual os homens conhecerão o íntimo dos animais; e nesse dia, um crime contra um animal será considerado crime contra a humanidade.”. Passados mais de cinco séculos, embora no Brasil e em diversos outros paises do mundo, mesmo que com penas brandas, praticar atos de maus-tratos a animais já seja considerado crime, nunca antes em toda a história da humanidade tantos animais foram torturados e mortos, simplesmente para virarem hambúrgueres, galetos, patês, bacon ou mesmo ração para outros animais.

Já fomos sexistas, estamos deixando de ser. Já fomos racistas, estamos deixando de ser. Já fomos nazistas, estamos deixando de ser. Ainda hoje somos homofóbicos, mas estamos deixando se ser. Talvez tenha chegado o tempo para deixarmos de ser também especistas e assim banir de vez a crueldade da face da Terra. Talvez assim possamos avançar, não como seres humanos, mas como seres vivos, como Terráqueos, que é o que todos somos. Talvez assim a “igual consideração de interesses” venha a ser uma realidade para todos os seres sencientes.

Já na década de 1970, o filosofo Peter Singer, autor do livro “Libertação Animal”, obra que abriu meus olhos, me fez adotar o vegetarianismo, me transformou num defensor não especista dos animais e cunhou as expressões “especismo” e “igual consideração de interesses” sugeriu que: “A libertação animal é a libertação humana”.

Talvez os filósofos estejam certos. Não custa nada tentar.

“Somos todos Terráqueos. Faça a conexão!!!”

“Por um mundo vegetariano. Pelos animais. Pelas pessoas. Pelo Planeta” (Sociedade Vegetariana Brasileira)

Não Serem Agredidos ou Torturados - Cachorros.


Não Serem Agredidos ou Torturados - Cachorros:  Há poucos dias, um vídeo feito pelo vizinho, no qual uma mulher e seu filho pequeno espancam impiedosamente, mesmo com o choro incessante, um minúsculo filhote de poodle, chocou o País. O filhote foi resgatado por outro vizinho e passa bem. A agressora foi conduzida à Delegacia e posteriormente liberada. Deve ser multada em não mais do que R$3.000 por maus-tratos e talvez sofra alguma punição por infringir o Estatuto da Criança e do Adolescente, ao estimular seu filho absolutamente incapaz ao cometimento de tal crime. Nas redes sociais, diversas pessoas indignadas, clamavam para que a agressora fosse punida com a pena capital, que sequer existe no Brasil.

Mas porque esse crime chocou tanto, a ponto de diversas pessoas pedirem a pena de morte para a agressora? Especismo, essa é a resposta!!! Centenas de milhares de animais sofrem muito, absolutamente muito mais do que isso todos os dias. E o pior, pagamos pra que isso aconteça.

Aí você dirá que as agressões ao pequeno poodle chocam por terem sido feitas contra um animal inocente, sem qualquer possibilidade de defesa e por um motivo banal, se é que ele existe e depois dá mais uma garfada no seu filé de vitelo, em um delicioso hambúrguer com bacon ou mesmo numa inocente omelete de queijo. Especismo!!! Todos esses animais que estão lhe servindo de alimento, ou melhor, lhe servindo à gula, pois os mesmos sequer são necessários à alimentação, também foram espancados, de forma muito mais bárbara, tiveram vidas inteiras de sofrimento e foram mortos de forma dolorosa, por um motivo extremamente banal, simplesmente para satisfazer nosso paladar por um preço acessível. E continuamos, diariamente, a pagar por isso e a querer preços mais baixos, mesmo sabendo que isso implicará em mais sofrimento animal.

Aí você dirá que todos esses “alimentos” são deliciosos e que você não consegue resistir. Será que nosso paladar se sobrepõe à nossa capacidade de raciocínio lógico ou ainda, se sobrepõe aos nossos valores morais e éticos?

Aí você argumentará que os cachorros são animais inteligentes. A maioria dos estudos demonstra que os porcos são pelo menos três vezes mais inteligentes que os cachorros. Mas a questão central não é essa, ou será que a animais, ou a pessoas “mais burras”, se pode infligir dor? O filósofo inglês Jeremy Bentham responde a questão: “Podera´ existir um dia em que o resto da criac¸a~o animal adquirira´ aqueles direitos que nunca lhe poderiam ter sido retirados sena~o pela ma~o da tirania. … A questa~o na~o e´: Podem eles raciocinar? Nem: Podem eles falar? Mas: Podem eles sofrer?”. E quanto a isso, nos dias de hoje, não existe mais qualquer duvida, como claramente afirmam diversos neurocientistas no “Manifesto de Cambridge”. Ou seja, hoje temos certeza científica inequívoca de que todos os mamíferos, aves e mesmo alguns invertebrados, tem total consciência do mundo ao seu redor e, em diferentes graus, sentem dor e prazer, e, portanto, tem interesses legítimos em não serem agredidos ou torturados.

Sempre que inventamos desculpas para justificar que a dor de um animal é mais importante que a de outro animal, gostemos ou não, estamos agindo como especistas, agindo da mesma forma que os antigos, e hoje desprezados, senhores de escravos que, ao inventarem que os negros eram mais resistentes a dor, justificavam os castigados mais bárbaros que a eles eram infligidos. O mesmo se aplica ao sexismo, ao nazismo, à homofobia e por ai vai. Está ausente a “igual consideração de interesses”.

E não pensem que estou aqui tentando minimizar o ato da agressora do poodle. Muito pelo contrário, pretendo aumentá-lo. No meu íntimo, também desejo uma pena estupidamente mais alta do que a que será aplicada pela Justiça e estaria eu mesmo disposto a aplicá-la, contudo, por entender que outros valores se sobrepõem à minha vontade de vingança, defendo que a agressora seja punida na exata proporção estipulada pela Lei. Se após isso nossa sociedade entender que tal pena é exígua e ineficiente para conter tal comportamento (eu realmente acho isso), que a mesma seja devidamente aumentada pelo sistema legislativo vigente e passe a vigorar a partir de então. Infelizmente assim a agressora do poodle sairia praticamente ilesa de sua conduta criminosa, mas do ponto de vista da vida em sociedade, teríamos avançado. “Não há crime sem lei anterior que o defina”.

Alguns dias antes ao espancamento do poodle, outra notícia chocou o mundo. Em Cleveland, EUA, três mulheres, após passarem mais de dez anos presas e mantidas como escravas sexuais de seu seqüestrador foram libertadas do cativeiro, por acaso e com a ajuda de um vizinho, que sequer desconfiava que tal crime ocorresse na casa ao lado. As três eram mantidas acorrentadas em jaulas, uma delas foi obrigada, através de espancamentos e privação de comida, a fazer pelo menos cinco abortos, enquanto outra, mesmo no cativeiro, deu a luz a um bebê, que no momento do resgate já estava com seis anos.

Obviamente o crime de Cleveland é muito mais chocante e absurdo e uma pena muito mais dura deve ser aplicada e o seqüestrador e assassino talvez seja, realmente, condenado à pena de morte, como devidamente previsto na legislação de lá.

Contudo, diariamente, já no café da manhã, ao bebermos leite e comermos ovos ou queijos, cometemos, ou no mínimo estimulamos, os mesmos crimes, contra espécies diferentes. As vacas leiteiras são mantidas presas e prenhes por toda a sua vida, simplesmente para produção de leite (somos os únicos mamíferos de todo o reino animal que continua bebendo leite depois do desmame), quando seu filhote nasce, o mesmo é imediatamente separado de sua mãe e mantido acorrentado em uma baia minúscula, que o impede de dar um passo sequer, por quatro meses, sem beber água e sendo obrigado a se alimentar apenas de ração liquida com pouco ferro, para que fique anêmico, com a carne clara e macia (o famigerado vitelo ou “baby beef”), enquanto isso, sua mãe tem o leite tirado em quantidades muito maiores que a natural, tanto que em menos de quatro anos (uma vaca pode viver mais de 25 anos em condições normais) a mesma não produz mais leite o suficiente e será enviada para o abate. As galinhas poedeiras passam a vida inteira aprisionadas em gaiolas minúsculas com diversas outras galinhas, sem que jamais vejam a luz do sol, tem seus bicos cortados e são estimuladas a colocarem ovos em quantidades muito maiores que a natural e, passado pouco tempo, como não conseguem mais manter a produção de ovos, também são enviadas para o abate, às vezes para virar ração e alimentar outras galinhas poedeiras.

Dai você dirá que não se pode comparar o sofrimento de bichos com o sofrimento humano! Porque não? A resposta é a mesma de antes, especismo!!! Obviamente um crime contra membros de nossa espécie irá nos chocar muito mais, contudo não podemos achar que as mesmas atitudes são aceitáveis se foram infligidas a seres sencientes de outras espécies. Mas uma vez, nos falta a “igual consideração de interesses”.

A humanidade já fez isso diversas vezes. E ainda fazemos, sempre com resultados que as gerações futuras acharão absurdos, bárbaros e impensáveis.

Na Idade Média, mulheres eram torturadas e queimadas vivas em praça pública. Mas eram só mulheres, seres inferiores aos homens. No século XIX, negros eram transformados em escravos, mantidos acorrentados e chicoteados em praça pública. Mas não eram humanos, eram apenas negros. Há poucos mais de 60 anos, judeus eram enviados para morte em campos de concentração e queimados vivos, aos milhares, em fornos industriais. Mas não eram humanos, eram apenas judeus. Há uns 15 anos, jovens de classe média alta, por diversão, queimaram um índio vivo, no meio da rua da capital do País. Mas não era humano, era apenas um índio. Ainda hoje, homossexuais são atacados e espancados na rua. Mas não são humanos, são apenas homossexuais (o termo realmente usado é bem mais chulo).

Os filósofos da antiguidade que defendiam os animais, não o faziam por acreditar que eles tivessem direitos ou mesmo que sentissem dor (muitos acreditavam que os animais nada mais eram do que máquinas que imitavam perfeitamente o comportamento humano), mas porque a crueldade contra os animais, em última análise, levava à crueldade contra os humanos. Mesmo com essa visão totalmente antropocentrista, talvez eles estivessem certos nesse ponto. Sempre que queremos enfatizar uma conduta cruel dizemos “foi espancado como um animal”, “tratado como um cachorro”, “morto como um porco”.

Durante o Renascimento, numa época onde, em plena Europa, pessoas eram torturadas e executadas na rua, à luz do dia, o pintor Leonardo Da Vinci, que era vegetariano e é considerado pelos estudiosos do período como um dos maiores gênios que já existiu disse: “Chegará um dia no qual os homens conhecerão o íntimo dos animais; e nesse dia, um crime contra um animal será considerado crime contra a humanidade.”. Passados mais de cinco séculos, embora no Brasil e em diversos outros paises do mundo, mesmo que com penas brandas, praticar atos de maus-tratos a animais já seja considerado crime, nunca antes em toda a história da humanidade tantos animais foram torturados e mortos, simplesmente para virarem hambúrgueres, galetos, patês, bacon ou mesmo ração para outros animais.

Já fomos sexistas, estamos deixando de ser. Já fomos racistas, estamos deixando de ser. Já fomos nazistas, estamos deixando de ser. Ainda hoje somos homofóbicos, mas estamos deixando se ser. Talvez tenha chegado o tempo para deixarmos de ser também especistas e assim banir de vez a crueldade da face da Terra. Talvez assim possamos avançar, não como seres humanos, mas como seres vivos, como Terráqueos, que é o que todos somos. Talvez assim a “igual consideração de interesses” venha a ser uma realidade para todos os seres sencientes.

Já na década de 1970, o filosofo Peter Singer, autor do livro “Libertação Animal”, obra que abriu meus olhos, me fez adotar o vegetarianismo, me transformou num defensor não especista dos animais e cunhou as expressões “especismo” e “igual consideração de interesses” sugeriu que: “A libertação animal é a libertação humana”.

Talvez os filósofos estejam certos. Não custa nada tentar.

“Somos todos Terráqueos. Faça a conexão!!!”

“Por um mundo vegetariano. Pelos animais. Pelas pessoas. Pelo Planeta” (Sociedade Vegetariana Brasileira)

Tiveram Vidas Inteiras de Sofrimento e Foram Mortos de Forma Dolorosa - Cachorros.


Tiveram Vidas Inteiras de Sofrimento e Foram Mortos de Forma Dolorosa - Cachorros:  Há poucos dias, um vídeo feito pelo vizinho, no qual uma mulher e seu filho pequeno espancam impiedosamente, mesmo com o choro incessante, um minúsculo filhote de poodle, chocou o País. O filhote foi resgatado por outro vizinho e passa bem. A agressora foi conduzida à Delegacia e posteriormente liberada. Deve ser multada em não mais do que R$3.000 por maus-tratos e talvez sofra alguma punição por infringir o Estatuto da Criança e do Adolescente, ao estimular seu filho absolutamente incapaz ao cometimento de tal crime. Nas redes sociais, diversas pessoas indignadas, clamavam para que a agressora fosse punida com a pena capital, que sequer existe no Brasil.

Mas porque esse crime chocou tanto, a ponto de diversas pessoas pedirem a pena de morte para a agressora? Especismo, essa é a resposta!!! Centenas de milhares de animais sofrem muito, absolutamente muito mais do que isso todos os dias. E o pior, pagamos pra que isso aconteça.

Aí você dirá que as agressões ao pequeno poodle chocam por terem sido feitas contra um animal inocente, sem qualquer possibilidade de defesa e por um motivo banal, se é que ele existe e depois dá mais uma garfada no seu filé de vitelo, em um delicioso hambúrguer com bacon ou mesmo numa inocente omelete de queijo. Especismo!!! Todos esses animais que estão lhe servindo de alimento, ou melhor, lhe servindo à gula, pois os mesmos sequer são necessários à alimentação, também foram espancados, de forma muito mais bárbara, tiveram vidas inteiras de sofrimento e foram mortos de forma dolorosa, por um motivo extremamente banal, simplesmente para satisfazer nosso paladar por um preço acessível. E continuamos, diariamente, a pagar por isso e a querer preços mais baixos, mesmo sabendo que isso implicará em mais sofrimento animal.

Aí você dirá que todos esses “alimentos” são deliciosos e que você não consegue resistir. Será que nosso paladar se sobrepõe à nossa capacidade de raciocínio lógico ou ainda, se sobrepõe aos nossos valores morais e éticos?

Aí você argumentará que os cachorros são animais inteligentes. A maioria dos estudos demonstra que os porcos são pelo menos três vezes mais inteligentes que os cachorros. Mas a questão central não é essa, ou será que a animais, ou a pessoas “mais burras”, se pode infligir dor? O filósofo inglês Jeremy Bentham responde a questão: “Podera´ existir um dia em que o resto da criac¸a~o animal adquirira´ aqueles direitos que nunca lhe poderiam ter sido retirados sena~o pela ma~o da tirania. … A questa~o na~o e´: Podem eles raciocinar? Nem: Podem eles falar? Mas: Podem eles sofrer?”. E quanto a isso, nos dias de hoje, não existe mais qualquer duvida, como claramente afirmam diversos neurocientistas no “Manifesto de Cambridge”. Ou seja, hoje temos certeza científica inequívoca de que todos os mamíferos, aves e mesmo alguns invertebrados, tem total consciência do mundo ao seu redor e, em diferentes graus, sentem dor e prazer, e, portanto, tem interesses legítimos em não serem agredidos ou torturados.

Sempre que inventamos desculpas para justificar que a dor de um animal é mais importante que a de outro animal, gostemos ou não, estamos agindo como especistas, agindo da mesma forma que os antigos, e hoje desprezados, senhores de escravos que, ao inventarem que os negros eram mais resistentes a dor, justificavam os castigados mais bárbaros que a eles eram infligidos. O mesmo se aplica ao sexismo, ao nazismo, à homofobia e por ai vai. Está ausente a “igual consideração de interesses”.

E não pensem que estou aqui tentando minimizar o ato da agressora do poodle. Muito pelo contrário, pretendo aumentá-lo. No meu íntimo, também desejo uma pena estupidamente mais alta do que a que será aplicada pela Justiça e estaria eu mesmo disposto a aplicá-la, contudo, por entender que outros valores se sobrepõem à minha vontade de vingança, defendo que a agressora seja punida na exata proporção estipulada pela Lei. Se após isso nossa sociedade entender que tal pena é exígua e ineficiente para conter tal comportamento (eu realmente acho isso), que a mesma seja devidamente aumentada pelo sistema legislativo vigente e passe a vigorar a partir de então. Infelizmente assim a agressora do poodle sairia praticamente ilesa de sua conduta criminosa, mas do ponto de vista da vida em sociedade, teríamos avançado. “Não há crime sem lei anterior que o defina”.

Alguns dias antes ao espancamento do poodle, outra notícia chocou o mundo. Em Cleveland, EUA, três mulheres, após passarem mais de dez anos presas e mantidas como escravas sexuais de seu seqüestrador foram libertadas do cativeiro, por acaso e com a ajuda de um vizinho, que sequer desconfiava que tal crime ocorresse na casa ao lado. As três eram mantidas acorrentadas em jaulas, uma delas foi obrigada, através de espancamentos e privação de comida, a fazer pelo menos cinco abortos, enquanto outra, mesmo no cativeiro, deu a luz a um bebê, que no momento do resgate já estava com seis anos.

Obviamente o crime de Cleveland é muito mais chocante e absurdo e uma pena muito mais dura deve ser aplicada e o seqüestrador e assassino talvez seja, realmente, condenado à pena de morte, como devidamente previsto na legislação de lá.

Contudo, diariamente, já no café da manhã, ao bebermos leite e comermos ovos ou queijos, cometemos, ou no mínimo estimulamos, os mesmos crimes, contra espécies diferentes. As vacas leiteiras são mantidas presas e prenhes por toda a sua vida, simplesmente para produção de leite (somos os únicos mamíferos de todo o reino animal que continua bebendo leite depois do desmame), quando seu filhote nasce, o mesmo é imediatamente separado de sua mãe e mantido acorrentado em uma baia minúscula, que o impede de dar um passo sequer, por quatro meses, sem beber água e sendo obrigado a se alimentar apenas de ração liquida com pouco ferro, para que fique anêmico, com a carne clara e macia (o famigerado vitelo ou “baby beef”), enquanto isso, sua mãe tem o leite tirado em quantidades muito maiores que a natural, tanto que em menos de quatro anos (uma vaca pode viver mais de 25 anos em condições normais) a mesma não produz mais leite o suficiente e será enviada para o abate. As galinhas poedeiras passam a vida inteira aprisionadas em gaiolas minúsculas com diversas outras galinhas, sem que jamais vejam a luz do sol, tem seus bicos cortados e são estimuladas a colocarem ovos em quantidades muito maiores que a natural e, passado pouco tempo, como não conseguem mais manter a produção de ovos, também são enviadas para o abate, às vezes para virar ração e alimentar outras galinhas poedeiras.

Dai você dirá que não se pode comparar o sofrimento de bichos com o sofrimento humano! Porque não? A resposta é a mesma de antes, especismo!!! Obviamente um crime contra membros de nossa espécie irá nos chocar muito mais, contudo não podemos achar que as mesmas atitudes são aceitáveis se foram infligidas a seres sencientes de outras espécies. Mas uma vez, nos falta a “igual consideração de interesses”.

A humanidade já fez isso diversas vezes. E ainda fazemos, sempre com resultados que as gerações futuras acharão absurdos, bárbaros e impensáveis.

Na Idade Média, mulheres eram torturadas e queimadas vivas em praça pública. Mas eram só mulheres, seres inferiores aos homens. No século XIX, negros eram transformados em escravos, mantidos acorrentados e chicoteados em praça pública. Mas não eram humanos, eram apenas negros. Há poucos mais de 60 anos, judeus eram enviados para morte em campos de concentração e queimados vivos, aos milhares, em fornos industriais. Mas não eram humanos, eram apenas judeus. Há uns 15 anos, jovens de classe média alta, por diversão, queimaram um índio vivo, no meio da rua da capital do País. Mas não era humano, era apenas um índio. Ainda hoje, homossexuais são atacados e espancados na rua. Mas não são humanos, são apenas homossexuais (o termo realmente usado é bem mais chulo).

Os filósofos da antiguidade que defendiam os animais, não o faziam por acreditar que eles tivessem direitos ou mesmo que sentissem dor (muitos acreditavam que os animais nada mais eram do que máquinas que imitavam perfeitamente o comportamento humano), mas porque a crueldade contra os animais, em última análise, levava à crueldade contra os humanos. Mesmo com essa visão totalmente antropocentrista, talvez eles estivessem certos nesse ponto. Sempre que queremos enfatizar uma conduta cruel dizemos “foi espancado como um animal”, “tratado como um cachorro”, “morto como um porco”.

Durante o Renascimento, numa época onde, em plena Europa, pessoas eram torturadas e executadas na rua, à luz do dia, o pintor Leonardo Da Vinci, que era vegetariano e é considerado pelos estudiosos do período como um dos maiores gênios que já existiu disse: “Chegará um dia no qual os homens conhecerão o íntimo dos animais; e nesse dia, um crime contra um animal será considerado crime contra a humanidade.”. Passados mais de cinco séculos, embora no Brasil e em diversos outros paises do mundo, mesmo que com penas brandas, praticar atos de maus-tratos a animais já seja considerado crime, nunca antes em toda a história da humanidade tantos animais foram torturados e mortos, simplesmente para virarem hambúrgueres, galetos, patês, bacon ou mesmo ração para outros animais.

Já fomos sexistas, estamos deixando de ser. Já fomos racistas, estamos deixando de ser. Já fomos nazistas, estamos deixando de ser. Ainda hoje somos homofóbicos, mas estamos deixando se ser. Talvez tenha chegado o tempo para deixarmos de ser também especistas e assim banir de vez a crueldade da face da Terra. Talvez assim possamos avançar, não como seres humanos, mas como seres vivos, como Terráqueos, que é o que todos somos. Talvez assim a “igual consideração de interesses” venha a ser uma realidade para todos os seres sencientes.

Já na década de 1970, o filosofo Peter Singer, autor do livro “Libertação Animal”, obra que abriu meus olhos, me fez adotar o vegetarianismo, me transformou num defensor não especista dos animais e cunhou as expressões “especismo” e “igual consideração de interesses” sugeriu que: “A libertação animal é a libertação humana”.

Talvez os filósofos estejam certos. Não custa nada tentar.

“Somos todos Terráqueos. Faça a conexão!!!”

“Por um mundo vegetariano. Pelos animais. Pelas pessoas. Pelo Planeta” (Sociedade Vegetariana Brasileira)

Contra um Animal Inocente, sem Qualquer Possibilidade de Defesa - Cachorros.


Contra um Animal Inocente, sem Qualquer Possibilidade de Defesa - Cachorros:  Há poucos dias, um vídeo feito pelo vizinho, no qual uma mulher e seu filho pequeno espancam impiedosamente, mesmo com o choro incessante, um minúsculo filhote de poodle, chocou o País. O filhote foi resgatado por outro vizinho e passa bem. A agressora foi conduzida à Delegacia e posteriormente liberada. Deve ser multada em não mais do que R$3.000 por maus-tratos e talvez sofra alguma punição por infringir o Estatuto da Criança e do Adolescente, ao estimular seu filho absolutamente incapaz ao cometimento de tal crime. Nas redes sociais, diversas pessoas indignadas, clamavam para que a agressora fosse punida com a pena capital, que sequer existe no Brasil.

Mas porque esse crime chocou tanto, a ponto de diversas pessoas pedirem a pena de morte para a agressora? Especismo, essa é a resposta!!! Centenas de milhares de animais sofrem muito, absolutamente muito mais do que isso todos os dias. E o pior, pagamos pra que isso aconteça.

Aí você dirá que as agressões ao pequeno poodle chocam por terem sido feitas contra um animal inocente, sem qualquer possibilidade de defesa e por um motivo banal, se é que ele existe e depois dá mais uma garfada no seu filé de vitelo, em um delicioso hambúrguer com bacon ou mesmo numa inocente omelete de queijo. Especismo!!! Todos esses animais que estão lhe servindo de alimento, ou melhor, lhe servindo à gula, pois os mesmos sequer são necessários à alimentação, também foram espancados, de forma muito mais bárbara, tiveram vidas inteiras de sofrimento e foram mortos de forma dolorosa, por um motivo extremamente banal, simplesmente para satisfazer nosso paladar por um preço acessível. E continuamos, diariamente, a pagar por isso e a querer preços mais baixos, mesmo sabendo que isso implicará em mais sofrimento animal.

Aí você dirá que todos esses “alimentos” são deliciosos e que você não consegue resistir. Será que nosso paladar se sobrepõe à nossa capacidade de raciocínio lógico ou ainda, se sobrepõe aos nossos valores morais e éticos?

Aí você argumentará que os cachorros são animais inteligentes. A maioria dos estudos demonstra que os porcos são pelo menos três vezes mais inteligentes que os cachorros. Mas a questão central não é essa, ou será que a animais, ou a pessoas “mais burras”, se pode infligir dor? O filósofo inglês Jeremy Bentham responde a questão: “Podera´ existir um dia em que o resto da criac¸a~o animal adquirira´ aqueles direitos que nunca lhe poderiam ter sido retirados sena~o pela ma~o da tirania. … A questa~o na~o e´: Podem eles raciocinar? Nem: Podem eles falar? Mas: Podem eles sofrer?”. E quanto a isso, nos dias de hoje, não existe mais qualquer duvida, como claramente afirmam diversos neurocientistas no “Manifesto de Cambridge”. Ou seja, hoje temos certeza científica inequívoca de que todos os mamíferos, aves e mesmo alguns invertebrados, tem total consciência do mundo ao seu redor e, em diferentes graus, sentem dor e prazer, e, portanto, tem interesses legítimos em não serem agredidos ou torturados.

Sempre que inventamos desculpas para justificar que a dor de um animal é mais importante que a de outro animal, gostemos ou não, estamos agindo como especistas, agindo da mesma forma que os antigos, e hoje desprezados, senhores de escravos que, ao inventarem que os negros eram mais resistentes a dor, justificavam os castigados mais bárbaros que a eles eram infligidos. O mesmo se aplica ao sexismo, ao nazismo, à homofobia e por ai vai. Está ausente a “igual consideração de interesses”.

E não pensem que estou aqui tentando minimizar o ato da agressora do poodle. Muito pelo contrário, pretendo aumentá-lo. No meu íntimo, também desejo uma pena estupidamente mais alta do que a que será aplicada pela Justiça e estaria eu mesmo disposto a aplicá-la, contudo, por entender que outros valores se sobrepõem à minha vontade de vingança, defendo que a agressora seja punida na exata proporção estipulada pela Lei. Se após isso nossa sociedade entender que tal pena é exígua e ineficiente para conter tal comportamento (eu realmente acho isso), que a mesma seja devidamente aumentada pelo sistema legislativo vigente e passe a vigorar a partir de então. Infelizmente assim a agressora do poodle sairia praticamente ilesa de sua conduta criminosa, mas do ponto de vista da vida em sociedade, teríamos avançado. “Não há crime sem lei anterior que o defina”.

Alguns dias antes ao espancamento do poodle, outra notícia chocou o mundo. Em Cleveland, EUA, três mulheres, após passarem mais de dez anos presas e mantidas como escravas sexuais de seu seqüestrador foram libertadas do cativeiro, por acaso e com a ajuda de um vizinho, que sequer desconfiava que tal crime ocorresse na casa ao lado. As três eram mantidas acorrentadas em jaulas, uma delas foi obrigada, através de espancamentos e privação de comida, a fazer pelo menos cinco abortos, enquanto outra, mesmo no cativeiro, deu a luz a um bebê, que no momento do resgate já estava com seis anos.

Obviamente o crime de Cleveland é muito mais chocante e absurdo e uma pena muito mais dura deve ser aplicada e o seqüestrador e assassino talvez seja, realmente, condenado à pena de morte, como devidamente previsto na legislação de lá.

Contudo, diariamente, já no café da manhã, ao bebermos leite e comermos ovos ou queijos, cometemos, ou no mínimo estimulamos, os mesmos crimes, contra espécies diferentes. As vacas leiteiras são mantidas presas e prenhes por toda a sua vida, simplesmente para produção de leite (somos os únicos mamíferos de todo o reino animal que continua bebendo leite depois do desmame), quando seu filhote nasce, o mesmo é imediatamente separado de sua mãe e mantido acorrentado em uma baia minúscula, que o impede de dar um passo sequer, por quatro meses, sem beber água e sendo obrigado a se alimentar apenas de ração liquida com pouco ferro, para que fique anêmico, com a carne clara e macia (o famigerado vitelo ou “baby beef”), enquanto isso, sua mãe tem o leite tirado em quantidades muito maiores que a natural, tanto que em menos de quatro anos (uma vaca pode viver mais de 25 anos em condições normais) a mesma não produz mais leite o suficiente e será enviada para o abate. As galinhas poedeiras passam a vida inteira aprisionadas em gaiolas minúsculas com diversas outras galinhas, sem que jamais vejam a luz do sol, tem seus bicos cortados e são estimuladas a colocarem ovos em quantidades muito maiores que a natural e, passado pouco tempo, como não conseguem mais manter a produção de ovos, também são enviadas para o abate, às vezes para virar ração e alimentar outras galinhas poedeiras.

Dai você dirá que não se pode comparar o sofrimento de bichos com o sofrimento humano! Porque não? A resposta é a mesma de antes, especismo!!! Obviamente um crime contra membros de nossa espécie irá nos chocar muito mais, contudo não podemos achar que as mesmas atitudes são aceitáveis se foram infligidas a seres sencientes de outras espécies. Mas uma vez, nos falta a “igual consideração de interesses”.

A humanidade já fez isso diversas vezes. E ainda fazemos, sempre com resultados que as gerações futuras acharão absurdos, bárbaros e impensáveis.

Na Idade Média, mulheres eram torturadas e queimadas vivas em praça pública. Mas eram só mulheres, seres inferiores aos homens. No século XIX, negros eram transformados em escravos, mantidos acorrentados e chicoteados em praça pública. Mas não eram humanos, eram apenas negros. Há poucos mais de 60 anos, judeus eram enviados para morte em campos de concentração e queimados vivos, aos milhares, em fornos industriais. Mas não eram humanos, eram apenas judeus. Há uns 15 anos, jovens de classe média alta, por diversão, queimaram um índio vivo, no meio da rua da capital do País. Mas não era humano, era apenas um índio. Ainda hoje, homossexuais são atacados e espancados na rua. Mas não são humanos, são apenas homossexuais (o termo realmente usado é bem mais chulo).

Os filósofos da antiguidade que defendiam os animais, não o faziam por acreditar que eles tivessem direitos ou mesmo que sentissem dor (muitos acreditavam que os animais nada mais eram do que máquinas que imitavam perfeitamente o comportamento humano), mas porque a crueldade contra os animais, em última análise, levava à crueldade contra os humanos. Mesmo com essa visão totalmente antropocentrista, talvez eles estivessem certos nesse ponto. Sempre que queremos enfatizar uma conduta cruel dizemos “foi espancado como um animal”, “tratado como um cachorro”, “morto como um porco”.

Durante o Renascimento, numa época onde, em plena Europa, pessoas eram torturadas e executadas na rua, à luz do dia, o pintor Leonardo Da Vinci, que era vegetariano e é considerado pelos estudiosos do período como um dos maiores gênios que já existiu disse: “Chegará um dia no qual os homens conhecerão o íntimo dos animais; e nesse dia, um crime contra um animal será considerado crime contra a humanidade.”. Passados mais de cinco séculos, embora no Brasil e em diversos outros paises do mundo, mesmo que com penas brandas, praticar atos de maus-tratos a animais já seja considerado crime, nunca antes em toda a história da humanidade tantos animais foram torturados e mortos, simplesmente para virarem hambúrgueres, galetos, patês, bacon ou mesmo ração para outros animais.

Já fomos sexistas, estamos deixando de ser. Já fomos racistas, estamos deixando de ser. Já fomos nazistas, estamos deixando de ser. Ainda hoje somos homofóbicos, mas estamos deixando se ser. Talvez tenha chegado o tempo para deixarmos de ser também especistas e assim banir de vez a crueldade da face da Terra. Talvez assim possamos avançar, não como seres humanos, mas como seres vivos, como Terráqueos, que é o que todos somos. Talvez assim a “igual consideração de interesses” venha a ser uma realidade para todos os seres sencientes.

Já na década de 1970, o filosofo Peter Singer, autor do livro “Libertação Animal”, obra que abriu meus olhos, me fez adotar o vegetarianismo, me transformou num defensor não especista dos animais e cunhou as expressões “especismo” e “igual consideração de interesses” sugeriu que: “A libertação animal é a libertação humana”.

Talvez os filósofos estejam certos. Não custa nada tentar.

“Somos todos Terráqueos. Faça a conexão!!!”

“Por um mundo vegetariano. Pelos animais. Pelas pessoas. Pelo Planeta” (Sociedade Vegetariana Brasileira)

Centenas de Milhares de Animais Sofrem Muito - Cachorros.


Centenas de Milhares de Animais Sofrem Muito - Cachorros:  Há poucos dias, um vídeo feito pelo vizinho, no qual uma mulher e seu filho pequeno espancam impiedosamente, mesmo com o choro incessante, um minúsculo filhote de poodle, chocou o País. O filhote foi resgatado por outro vizinho e passa bem. A agressora foi conduzida à Delegacia e posteriormente liberada. Deve ser multada em não mais do que R$3.000 por maus-tratos e talvez sofra alguma punição por infringir o Estatuto da Criança e do Adolescente, ao estimular seu filho absolutamente incapaz ao cometimento de tal crime. Nas redes sociais, diversas pessoas indignadas, clamavam para que a agressora fosse punida com a pena capital, que sequer existe no Brasil.

Mas porque esse crime chocou tanto, a ponto de diversas pessoas pedirem a pena de morte para a agressora? Especismo, essa é a resposta!!! Centenas de milhares de animais sofrem muito, absolutamente muito mais do que isso todos os dias. E o pior, pagamos pra que isso aconteça.

Aí você dirá que as agressões ao pequeno poodle chocam por terem sido feitas contra um animal inocente, sem qualquer possibilidade de defesa e por um motivo banal, se é que ele existe e depois dá mais uma garfada no seu filé de vitelo, em um delicioso hambúrguer com bacon ou mesmo numa inocente omelete de queijo. Especismo!!! Todos esses animais que estão lhe servindo de alimento, ou melhor, lhe servindo à gula, pois os mesmos sequer são necessários à alimentação, também foram espancados, de forma muito mais bárbara, tiveram vidas inteiras de sofrimento e foram mortos de forma dolorosa, por um motivo extremamente banal, simplesmente para satisfazer nosso paladar por um preço acessível. E continuamos, diariamente, a pagar por isso e a querer preços mais baixos, mesmo sabendo que isso implicará em mais sofrimento animal.

Aí você dirá que todos esses “alimentos” são deliciosos e que você não consegue resistir. Será que nosso paladar se sobrepõe à nossa capacidade de raciocínio lógico ou ainda, se sobrepõe aos nossos valores morais e éticos?

Aí você argumentará que os cachorros são animais inteligentes. A maioria dos estudos demonstra que os porcos são pelo menos três vezes mais inteligentes que os cachorros. Mas a questão central não é essa, ou será que a animais, ou a pessoas “mais burras”, se pode infligir dor? O filósofo inglês Jeremy Bentham responde a questão: “Podera´ existir um dia em que o resto da criac¸a~o animal adquirira´ aqueles direitos que nunca lhe poderiam ter sido retirados sena~o pela ma~o da tirania. … A questa~o na~o e´: Podem eles raciocinar? Nem: Podem eles falar? Mas: Podem eles sofrer?”. E quanto a isso, nos dias de hoje, não existe mais qualquer duvida, como claramente afirmam diversos neurocientistas no “Manifesto de Cambridge”. Ou seja, hoje temos certeza científica inequívoca de que todos os mamíferos, aves e mesmo alguns invertebrados, tem total consciência do mundo ao seu redor e, em diferentes graus, sentem dor e prazer, e, portanto, tem interesses legítimos em não serem agredidos ou torturados.

Sempre que inventamos desculpas para justificar que a dor de um animal é mais importante que a de outro animal, gostemos ou não, estamos agindo como especistas, agindo da mesma forma que os antigos, e hoje desprezados, senhores de escravos que, ao inventarem que os negros eram mais resistentes a dor, justificavam os castigados mais bárbaros que a eles eram infligidos. O mesmo se aplica ao sexismo, ao nazismo, à homofobia e por ai vai. Está ausente a “igual consideração de interesses”.

E não pensem que estou aqui tentando minimizar o ato da agressora do poodle. Muito pelo contrário, pretendo aumentá-lo. No meu íntimo, também desejo uma pena estupidamente mais alta do que a que será aplicada pela Justiça e estaria eu mesmo disposto a aplicá-la, contudo, por entender que outros valores se sobrepõem à minha vontade de vingança, defendo que a agressora seja punida na exata proporção estipulada pela Lei. Se após isso nossa sociedade entender que tal pena é exígua e ineficiente para conter tal comportamento (eu realmente acho isso), que a mesma seja devidamente aumentada pelo sistema legislativo vigente e passe a vigorar a partir de então. Infelizmente assim a agressora do poodle sairia praticamente ilesa de sua conduta criminosa, mas do ponto de vista da vida em sociedade, teríamos avançado. “Não há crime sem lei anterior que o defina”.

Alguns dias antes ao espancamento do poodle, outra notícia chocou o mundo. Em Cleveland, EUA, três mulheres, após passarem mais de dez anos presas e mantidas como escravas sexuais de seu seqüestrador foram libertadas do cativeiro, por acaso e com a ajuda de um vizinho, que sequer desconfiava que tal crime ocorresse na casa ao lado. As três eram mantidas acorrentadas em jaulas, uma delas foi obrigada, através de espancamentos e privação de comida, a fazer pelo menos cinco abortos, enquanto outra, mesmo no cativeiro, deu a luz a um bebê, que no momento do resgate já estava com seis anos.

Obviamente o crime de Cleveland é muito mais chocante e absurdo e uma pena muito mais dura deve ser aplicada e o seqüestrador e assassino talvez seja, realmente, condenado à pena de morte, como devidamente previsto na legislação de lá.

Contudo, diariamente, já no café da manhã, ao bebermos leite e comermos ovos ou queijos, cometemos, ou no mínimo estimulamos, os mesmos crimes, contra espécies diferentes. As vacas leiteiras são mantidas presas e prenhes por toda a sua vida, simplesmente para produção de leite (somos os únicos mamíferos de todo o reino animal que continua bebendo leite depois do desmame), quando seu filhote nasce, o mesmo é imediatamente separado de sua mãe e mantido acorrentado em uma baia minúscula, que o impede de dar um passo sequer, por quatro meses, sem beber água e sendo obrigado a se alimentar apenas de ração liquida com pouco ferro, para que fique anêmico, com a carne clara e macia (o famigerado vitelo ou “baby beef”), enquanto isso, sua mãe tem o leite tirado em quantidades muito maiores que a natural, tanto que em menos de quatro anos (uma vaca pode viver mais de 25 anos em condições normais) a mesma não produz mais leite o suficiente e será enviada para o abate. As galinhas poedeiras passam a vida inteira aprisionadas em gaiolas minúsculas com diversas outras galinhas, sem que jamais vejam a luz do sol, tem seus bicos cortados e são estimuladas a colocarem ovos em quantidades muito maiores que a natural e, passado pouco tempo, como não conseguem mais manter a produção de ovos, também são enviadas para o abate, às vezes para virar ração e alimentar outras galinhas poedeiras.

Dai você dirá que não se pode comparar o sofrimento de bichos com o sofrimento humano! Porque não? A resposta é a mesma de antes, especismo!!! Obviamente um crime contra membros de nossa espécie irá nos chocar muito mais, contudo não podemos achar que as mesmas atitudes são aceitáveis se foram infligidas a seres sencientes de outras espécies. Mas uma vez, nos falta a “igual consideração de interesses”.

A humanidade já fez isso diversas vezes. E ainda fazemos, sempre com resultados que as gerações futuras acharão absurdos, bárbaros e impensáveis.

Na Idade Média, mulheres eram torturadas e queimadas vivas em praça pública. Mas eram só mulheres, seres inferiores aos homens. No século XIX, negros eram transformados em escravos, mantidos acorrentados e chicoteados em praça pública. Mas não eram humanos, eram apenas negros. Há poucos mais de 60 anos, judeus eram enviados para morte em campos de concentração e queimados vivos, aos milhares, em fornos industriais. Mas não eram humanos, eram apenas judeus. Há uns 15 anos, jovens de classe média alta, por diversão, queimaram um índio vivo, no meio da rua da capital do País. Mas não era humano, era apenas um índio. Ainda hoje, homossexuais são atacados e espancados na rua. Mas não são humanos, são apenas homossexuais (o termo realmente usado é bem mais chulo).

Os filósofos da antiguidade que defendiam os animais, não o faziam por acreditar que eles tivessem direitos ou mesmo que sentissem dor (muitos acreditavam que os animais nada mais eram do que máquinas que imitavam perfeitamente o comportamento humano), mas porque a crueldade contra os animais, em última análise, levava à crueldade contra os humanos. Mesmo com essa visão totalmente antropocentrista, talvez eles estivessem certos nesse ponto. Sempre que queremos enfatizar uma conduta cruel dizemos “foi espancado como um animal”, “tratado como um cachorro”, “morto como um porco”.

Durante o Renascimento, numa época onde, em plena Europa, pessoas eram torturadas e executadas na rua, à luz do dia, o pintor Leonardo Da Vinci, que era vegetariano e é considerado pelos estudiosos do período como um dos maiores gênios que já existiu disse: “Chegará um dia no qual os homens conhecerão o íntimo dos animais; e nesse dia, um crime contra um animal será considerado crime contra a humanidade.”. Passados mais de cinco séculos, embora no Brasil e em diversos outros paises do mundo, mesmo que com penas brandas, praticar atos de maus-tratos a animais já seja considerado crime, nunca antes em toda a história da humanidade tantos animais foram torturados e mortos, simplesmente para virarem hambúrgueres, galetos, patês, bacon ou mesmo ração para outros animais.

Já fomos sexistas, estamos deixando de ser. Já fomos racistas, estamos deixando de ser. Já fomos nazistas, estamos deixando de ser. Ainda hoje somos homofóbicos, mas estamos deixando se ser. Talvez tenha chegado o tempo para deixarmos de ser também especistas e assim banir de vez a crueldade da face da Terra. Talvez assim possamos avançar, não como seres humanos, mas como seres vivos, como Terráqueos, que é o que todos somos. Talvez assim a “igual consideração de interesses” venha a ser uma realidade para todos os seres sencientes.

Já na década de 1970, o filosofo Peter Singer, autor do livro “Libertação Animal”, obra que abriu meus olhos, me fez adotar o vegetarianismo, me transformou num defensor não especista dos animais e cunhou as expressões “especismo” e “igual consideração de interesses” sugeriu que: “A libertação animal é a libertação humana”.

Talvez os filósofos estejam certos. Não custa nada tentar.

“Somos todos Terráqueos. Faça a conexão!!!”

“Por um mundo vegetariano. Pelos animais. Pelas pessoas. Pelo Planeta” (Sociedade Vegetariana Brasileira)

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