terça-feira, agosto 19, 2014

Cachorros - Melhor Raça.


Cachorros - Melhor raça.

          
Cachorros - Melhor Raça: É muito comum e até existe um certo ar de sedução e sofisticação na ocasião da aquisição de um cachorro pela opção de um exemplar canino dito de raça. E esta escolha não ocorre por acaso,  pois se vamos à uma livraria para pesquisar-mos sobre cachorros, os livros sempre nos orientam e induzem sobre qual é a melhor raça para se criar em apartamento, qual a melhor raça para se relacionar com crianças, qual a melhor raça de cachorros de guarda. E as figuras estampadas nos pacotes de rações para cachorros trazem sempre imagens de rottweilers, labradores, cocker spaniels ou dachshunds, ou seja, há sempre a associação com cachorros de raça, da mesma forma são elaboradas as propagandas de produtos voltados para esse mercado, que tambem sempre utilizam e relacionam cachorros de raça aos seus produtos.
             
                  Cachorros - Melhor Raça.  



Existe explicitamente, uma orientação e até uma indução sócio-emotiva, para que ao se adquirir um cachorro se faça a opção pelos que sejam de raça, até pelo próprio status proporcionado pelos cachorros de raça. o que tambem acaba criando um estigma que persiste de preconceito, desprestigio e desprezo pelos cachorros que não sejam de raça, os ditos vira-latas ou SRDs. Entretanto, não há uma sustentação científica para o conceito de raças caninas. Pois todos os cachorros pertencem à espécie Canis familiaris, ou como foi classificado mais recentemente Canis lupus familiaris, e todos descendem dos lobos cinzentos (Canis lupus), que foram domesticados provavelmente há 100 mil anos. E todos os cachorros, independente da "raça" são, portanto, uma subespécie dos lobos cinzentos. E dos lobos para os cachorros há uma grande diferença, pois mas 100 mil anos de seleção artificial foram suficientes para que o ser humano desenvolvesse milhares de variedades de cachorros.
          
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Os primeiros critérios e requisitos adotados pelo ser humano para a seleção dos cachorros foi a caracteristica de mansidão. Pois Lobos muito agressivos eram perigosos, problematicos e difíceis de se controlar e manter, selecianava-se preferencialmente lobos com caracteristicas eminentes de maior obediência e mansidão. E pesquisadores e geneticistas observaram, que raposas quando capturadas e criadas em cativeiro, após algumas gerações de procriação seletiva e domesticação se tornavam mais mansas e desenvolviam comportamentos característicos de cachorros domésticos, comportamentos estes, que não estão presentes em raposas selvagens. Mais do que isso, algumas gerações após a domesticação essas raposas apresentar caracteristicas anatômicas como orelhas moles, focinhos mais curtos, padrões distintos de pelagem e cauda erguida. Sendo estes
              
Cachorros - Melhor Raça.



Possivelmente os genes caracteristicos que conferem tanto aos lobos quanto as raposas uma maior mansidão. Podemos entender, por esse estudo que foi conduzido em poucas gerações, imagine então o que milhões de gerações fizeram ao lobo, possibilitando o surgimento de variedades de descendentes tão distintos quanto um chiwawa ou um dogue alemão. E ainda assim, todos são pertencentes a uma mesma espécie que é a Canis lupus familiaris. No entanto, quando consideramos geneticamente, o conceito de raças caninas genuínas não faz sentido. O que existe sim são grupos de exemplares cruzados seguidamente entre si para expressar determinadas características que lhes confere visível semelhança, e algumas vezes a propensão a determinada índole, e esta dita diferenciação racial se limita apenas a isto. Exceto devida a uma acentuada diferenciação de sua aparência externa, nada distingue uma raça canina da outra.
           
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Existem, obviamente, linhagens que são maiores e linhagens que são menores, linhagens mais agitadas ou que possuem uma maior força física e agilidade que outras, inclusive todas essas características podem tambem ser encontradas em cachorros chamados “sem raça definida” ou SRD. E alguem que pretenda por qualquer motivo adquirir um cachorro não precisa consultar e pesquisar um guia de raças que garante que determinada raça apresente determinado comportamento, ou tambem optar por comprar um cachorro com pedigree em um canil devido a uma determinada "raça" proporcionar um status sócio-econômico ou por estar na moda.   Pois o que estabelece que um determinado cachorro pertence a uma determinada raça, e que um segundo cachorro pertence a uma raça diferente e que um terceiro  pertence a um grupo sem raça definida é um conceito com um critério absolutamente artificial.
            
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Pois os cachorros originados de seleções e cruzamentos induzidos não se reconhecem a si mesmos como pertencentes a raças distintas, como ocorre no caso de raças surgidas de maneira natural. Desde de o inicio de sua domesticação, os cachorros foram empregados pelo ser humano em diferentes serviços (pastoreio, caça de pequenos e grandes animais, caça de aves aquáticas, farejadores, guarda, etc.). Mesmo sem conhecer os princípios e fundamentos da genética, o ser humano primitivo já sabia desde o principio , por fatores empíricos, que se cruzasse cachorros com determinadas características e aptidões teria maior chance de encontrar essas mesmas características em suas proles. E esse processo se acentuou ainda mais a partir do surgimento dos Kennel Clubs no século XIX. Desde então, cachorros já não eram cruzados somente para fornecer exemplares mais aptos para realizar determinados trabalhos.
            
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Mas principalmente com o intuito de selecionar exemplares que apresenta-sem determinadas características físicas. e para conseguirem estas características, utilizavam intensivamente o endocruzamento, ou seja, o cruzamento entre irmãos, país e filhos, avôs e netos, etc, o que veio a causar diversos problemas genéticos e anomalias em seus descendentes. Os Kennel Clubs criaram o sistema de registro de raças, onde das milhares de linhagens selecionadas ao longo destes 100 mil anos de domesticação e que persistiram até os dias de hoje, entre 150 e 400 variedades são hoje reconhecidas como raças (o reconhecimento de uma determinada linhagem como raça varia de Kennel Club para Kennel Club). Os próprios cachorros Vira-latas poderiam, portanto, ser incluídos dentro de determinadas raças, ainda que não pudessem ser considerados puros, por desconhecermos sua  procedência.
            
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Apenas esses fatos já servem para demonstrar que o conceito de raças caninas não é um conceito bem fundamentado. Consequências do repetido endocruzamento de cachorros, .Embora a seleção artificial remonte ao paleolítico, o conceito de raças caninas, que devem obedecer a determinados padrões, possui menos de 150 anos. Algumas raças atuais remontam a tempos bastante remotos, como é o caso do cão d´água português, que possivelmente já era criado pelos fenícios, o afghanhound, que remonta ao século III a.C., do Rottweiler, já utilizado pelos romanos e de tantos outros, no entanto essas raças, como foi dito anteriormente, formaram-se a partir de diversos exemplares distintos que expressavam determinadas aptidões e características. Não havia uma pressão para que os cachorros não se misturassem com outras linhagens e endocruzamentos praticamente não ocorriam, e quando ocorriam, eram acidentais.
            
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Mesmo sem conhecer os mecanismos da genética, o ser humano sempre soube, de forma experimental, que o cruzamento entre irmãos ou entre pais e filhos criava uma prole mais frágil. Hoje sabemos que isso acontece porque com o endocruzamento aumenta a possibilidade de que genes raros recessivos se manifestem no organismo. Quando existe uma variabilidade genética, mesmo com a presença de genes raros deletérios na população, estes raramente se manifestam, porque a própria seleção natural cuida de eliminá-los. Mas quando a variabilidade genética é pequena, e os animais se cruzam apenas entre si, então surgem as anomalias e doenças. Podemos então dizer que todos os schnauzers, poodles, dachshounds, cockers, weimaraners e bulldogs são parentes entre si. Não parentes no sentido que todos os cachorros são entre si, Eles são parentes em primeiro grau, no máximo em segundo grau.
             
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Pois um cachorro maltês que nasça na França é praticamente um irmão de sangue de um cachorro maltês que venha a nascer no Brasil. simplesmente porque há pouquíssimo variabilidade dentro desses grupos. E as consequências dessa baixa variabilidade genética dentro das raças caninas é a grande ocorrência de defeitos congênitos (nascimento de animais com defeitos de formação), a manifestação de doenças e a baixa longevidade. Existem mais de 500 doenças genéticas conhecidas que acometem os cachorros, sendo que todas elas são associadas à baixa variabilidade genética existente dentro das raças. Raças como os poodles apresentam diversas doenças endócrinas, tumores de mama, hidrocefalia, epilepsia e outras doenças. Cockers manifestam grande incidência de cataratas, glaucomas e doenças da retina, doenças dos rins e displasia coxo-femural.
            
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Pit Bulls, Rottweilers e Pastores Alemães também apresentam maior incidência de displasia coxo-femural, e outras doenças características do Pit Bull são, a sarna demodécica, problemas de rompimento do ligamento cruzado e parvovirose. A parvovirose também incide com maior frequência nos Rottweilers, que também sofrem com de problemas relacionados ao complexo gastroentérico. E Pastores Alemães, manifestam uma maior incidência de ataxia, epilepsia, doença de Von Willebrand (problemas de coagulação), cegueiras causadas por pannus oftálmico ou queratite superficial crônica. E os Labradores são acometidos por cerca de 20 doenças genéticas, entre elas displasia coxo femoral, retinal, catarata, ausência de testículo, etc.
              
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Os Dachshunds, apresentam alta incidência de artrite, além disso, sua coluna longa ocasiona em maior incidência de problemas vertebrais, hérnia de disco, sendo tambem mais propensos a desenvolver problema de cálculos renais, tumores mamários e otites. Como os animais com pernas mais curtas são mais valorizados, essa característica é selecionada pelos criadores, ocasionando em animais com pernas tão curtas que acabam arrastando a  barriga e as orelhas no chão. Entre os Yorkshires existe maior propensão à endocardiose, hidrocefalia, diversas afecções dermatológicas, musculoesqueléticas, cânceres de testículo e de hipófise, colabamento traqueal, hiperadrenocorticismo, nefropatias e afecções urinárias diversas, várias gastroenteropatias, catarata, atrofia da retina, distrofia da córnea, conjuntivite. O Pinscher, além da sarna demodécica, com frequência apresenta epilepsia, problemas cardíacos e problemas de luxação de patela (rótula), que pode até demandar uma cirurgia.
           
      Cachorros -  Melhor Raça.




Além dessas doenças genéticas, há ainda outro problema relacionado ao cruzamento endogâmico, que é o favorecimento de características estéticas que resultam em comprometimento da propria qualidade de vida do cachorro. Por exemplo, o padrão de raça estabelecido para o dachshunds diz que quanto mais baixo, melhor. Então os criadores buscam produzirem cachorros que literalmente se arrastam pelo chão, pois esses são os mais valorizados. É óbvio que para o cachorro isso resulta em péssimas condições de vida, limitando e consequentemente reduzindo em muito a locomoção dos dachshunds, conhecidos popurlamente como “salsichinhas”. Cachorros da raça rhodesian ridgeback necessitam, por padrões raciais, apresentar uma faixa saliente no dorso, e para isso que são selecionados.
        
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Essa faixa apenas se forma nestes cachorros como consequência de uma espinha bífida, portanto, selecionar exemplares para que apresentem essa crista nas costas é selecionar para que nasçam com esse problema. Essa crista ainda propicia que um quisto (sino dermóide) se  desenvolva entre os tecidos subcutâneos e o tecido muscular, causando infecção. Nos canis comerciais, quando um rhodesian ridgeback nasce sem esta crista, frequentemente ele é morto, pois exemplares assim comprometem a qualidade do plantel. Raças como o sharpei e o mastiff napolitano tem como padrão racial a necessidade de apresentar pregas na pele. E quanto mais pregas melhor. Ocorre que essas pregas são regiões propensas ao acúmulo de sujeira e umidade e, como consequência, ao surgimento de dermatite, seborréia e micoses.
             
                    Cachorros - Melhor Raça. 



Além disso, pregas demais limitam os movimentos do cachorro, comprometendo também sua visão. Muitas vezes são necessárias cirurgias para remover pregas da frente dos olhos. Adicionalmente, sharpeis apresentam problemas de tireóide, problemas de pele e pelo e mal funcionamento do fígado e dos rins, o que ocasiona em dificuldade de biotransformar e eliminar toxinas do organismo. Sharpeis também com frequência apresentam mordedura prognata, ou seja, os incisivos da arcada inferior se fecham à frente dos incisivos da arcada superior. Algumas raças de cachorros, como os bulldogs, o boxer, o pequinês e o pug apresentam mordedura prognata como padrão de sua raça. Em muitos casos o prognatismo é tão acentuado que, mesmo quando o cachorro está com a boca fechada, pode-se ver seus dentes e a sua língua.

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No padrão dessas raças também há uma valorização de cachorros com cabeça curta, alta e enrugada, focinho curto, enrugado e voltado para cima, com narinas amplas, o que torna sua respiração pesada e difícil. Com frequência esses cachorros apresentam prolapso dos olhos (olhos saltados da órbita, ou caídos) e pernas tortas. Esses cachorros tem maior propensão a apresentarem problemas cardíacos, com grande incidência de cânceres, problemas articulares e epilepsia. Portanto, ao buscarmos por cachorros que obedecem a determinados padrões raciais estamos buscando pela expressão de características artificialmente selecionadas e que com frequência representam doenças e má qualidade de vida para os mesmos. Ao selecionar exemplares de acordo com suas características raciais, agimos como nazistas ou eugenistas. E estamos tambem contribuindo para toda uma cadeia de negócios inescrupulosos fundamentados na ganância e na exploração de indefesos e inocentes cachorros.

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Cachorros - Origens.

                    Cachorros - Origem.


Cachorros - Origem: As origens do cachorro doméstico baseiam-se em suposições, por se tratar de ocorrências de milhares de anos, cujos crescentes estudos mudam em ambiente e datação dos fósseis. Uma das teorias aponta para um início anterior ao processo de domesticação, apresentando a separação entre os lobos e cachorros há cerca de 135 000 anos, baseados nos restos encontrados de canídeos com uma morfologia próxima à do cinzento, misturados com ossadas humanas. Outras teorias, cujas cronologias são mais recentes, sugerem que a domesticação em si começou há cerca de 30 000 anos. Os primeiros trabalhos caninos, e o início de uma acentuada evolução entre 15 000 e 12 000, e por volta de 20% das raças encontradas atualmente, entre 10 000 e 8000 anos no Oriente Médio. Além das imprecisões do período, há também discordâncias sobre a verdadeira origem. 

                       Cachorros - Origem.



Enquanto especula-se que os cachorros sejam descendentes de uma outra variação canídea, as mais aceitáveis são a descendência direta do lobo cinzento ou dos cruzamentos entre lobos e chacais. As evidências baseiam-se também em achados arqueológicos, já que foram encontrados cachorros enterrados com humanos em posições que sugerem afetividade. Segundo estes trabalhos de pesquisa, o surgimento das variações teria ocorrido por seleção artificial de filhotes de lobos-cinzentos e chacais que viviam em volta dos acampamentos pré-históricos, alimentando-se de restos de comida ou carcaças deixadas como resíduos pelos caçadores-coletores. Os seres humanos perceberam a existência de certos lobos que se aproximavam mais do que outros e reconheceram certa utilidade nisso, pois eles alertavam para a presença de animais selvagens, como outros lobos ou grandes felinos.

                      Cachorros - Origem.



Mais sedentários devido ao desenvolvimento da agricultura, os seres humanos então deram um novo passo na relação com os caninos. Eventualmente, alguns filhotes foram capturados e levados para os acampamentos na tentativa de serem utilizados. Com o passar dos anos, os animais que, ao atingirem a fase adulta, mostravam-se ferozes, não aceitando a presença humana, eram descartados ou impedidos de se acasalar. Deste modo, ao longo do tempo, houve uma seleção de exemplares dóceis, tolerantes e obedientes aos seres humanos, aos quais era permitido o acasalamento e que, quando adultos, eram de grande utilidade, auxiliando na caça e na guarda. Esse gradual processo, baseado em tentativas e erros, levou eventualmente à criação dos cachorros domésticos. Na antiga Roma, haviam mosaicos com o aviso Cave canem ("Cuidado com o cão"), e este era um aviso bastante comum nas vilas romanas, já que os cachorros eram muito utilizados para vigiar e guardar as casas.

                       Cachorros - Origem.



Foi ainda durante a pré-história, que surgiram os primeiros trabalhos caninos, e com isso começaram a fortalecer os laços com o ser humano. Pois cachorros de caça e de guarda ajudavam as tribos em troca de alimento e abrigo. Com o tempo, aperfeiçoaram o rastreio e dividiram o abate das presas com os humanos. Por possuírem alta capacidade de adaptação, espalharam-se ao redor do mundo, levados durante as migrações humanas e aparecendo em antigas culturas romanas, egípcias, assírias, gaulesas e pré-colombianas, tendo então sua história contada ao lado da do homem. No Egito Antigo, os cachorros eram reverenciados como conhecedores dos segredos do outro mundo, bem como utilizados na caça e adorados na forma do deus Anúbis. No continente europeu, mais precisamente na Grécia Antiga, os cachorros eram relacionados aos deuses da cura, e tinham templos destinados especialmente a eles.

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Neste período, também combateram junto aos exércitos de Alexandre, o Grande, espalhando-se pela Ásia e Europa. Na Gália, além de guardiões e caçadores, detinham a honra de serem sacrificados aos deuses e enterrados nos túmulos de seus donos. Durante o período do Império Romano, os exemplares de cachorros fortes e de grande porte, foram utilizados para a diversão do público em grandes combates no Coliseu de Roma. Trazidos da Bretanha e da parte ocidental da Europa, eram bastante sanguinarios e agressivos durante os combates, pois eram treinados para matar, principalmente prisioneiros, escravos e cristãos. E sua fama de cachorros ferozes e mortais, ficou tão grande que as raças da época quase foram extintas. Devido a sua exagerada e incontrolável agressividade, motivo pelo qual foi tambem muito utilizado durante as guerras.

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Atualmente, os cachorros têm sido criados em uma variedade de formas, cores e tamanhos tão grande que a variação pode ser ampla mesmo dentro de uma só raça, como acontece com os Cavalier King Charles Spaniel. No princípio, após a sua domesticação, os cachorros eram criados por suas habilidades de trabalho. E durante o fim do Império Romano, e com o mundo entrando na Idade Média, nesta época já haviam cachorros espalhados por todo continente europeu. Levados pelos mercadores fenícios do Oriente Médio à região mediterrânea, e adentrado as regiões conquistadas pelos exércitos romanos. E foi durante esta época que os cachorros perderam o relativo prestígio conquistado anteriormente. Já que doenças como a peste negra assolavam a Europa, e eram os cachorros que comiam os cadáveres nas periferias das cidades.

Cachorros - Origem.



A Igreja Católica, enquanto instituição mais influente, passou a relacioná-los à morte e considerá-los criaturas das trevas. Sua mentalidade supersticiosa popularizou-os como animais de bruxas, vampiros e lobisomens. Tal influência, por incentivo da inquisição, resultou em matanças de lobos, cachorros e híbridos. Indo ainda mais além, estipulou decretos que diziam que se qualquer preso acusado de bruxaria fosse visitado por um cachorro, gato ou pássaro, seria imediatamente considerado culpado de bruxaria e queimado na fogueira. Mas apesar de toda esta perseguição, os cachorros conseguiram sobreviver, e com o fim da perseguição os remanescentes já começavam a ser vistos inclusive como otimos animais de companhia. E durante o período do renascimento, a visão negativa sobre os cachorros foi desaparecendo, já que caíram no gosto dos nobres.

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Durante este período, os cachorros eram utilizados para a caça esportiva, e Guilherme Orange, soberano atividades. Estes cachorros, importados da Sibéria, ajudaram o ser humano na conquista dos pólos pelos primeiros homens a pisar no Polo Sul e Polo Norte, puxando seus trenós. No período das grandes navegações, os homens migraram ao Novo Mundo com seus cachorros. Apesar de não serem desconhecidos dos povos pré-colombianos, porem não havia nas Américas uma variedade tão grande de raças. Também durante a conquista, a presença dos cachorros teve grande utilidade, pois nas guerras contra os nativos, farejadores eram utilizados para encontrar e matar os índios.

                     Cachorros - Origem.



A respeito disso, há a lenda de que, na atual República Dominicana, milhares de indígenas foram exterminados por uma tropa de 150 soldados de infantaria, trinta cavaleiros e vinte cachorros rastreadores. Durante o século XIX, apesar de polêmicos, os treinamentos dos cachorros para lutas e guerras, ganhou popularidade como na época de Alexandre Magno. Nessa fase, algumas raças foram compostas por cachorros menores, mais brutos e de musculatura mais forte, como o bull terrier. No século seguinte, eventos tornaram a marcar a evolução dos cachorros. As guerras mundiais extinguiram as raças das regiões mais afetadas e ajudaram a popularizar as variedades militares, como o pastor alemão e o dobermann, enquanto rastreadores. No Japão, em plena guerra, o imperador decretou que todos os cachorros que não pastores alemães fossem mortos para a confecção de uniformes militares com seu couro.

                       Cachorros - Origem.





Devido a isso, muitos criadores de akitas cruzaram seus animais com pastores alemães, para tentar fugir ao decreto. Os resultantes destes cruzamentos, levados aos Estados Unidos pelos soldados, foram os primeiros na criação de mais uma nova raça. Foi também após as guerras mundiais que surgiram os primeiros centros de treinamento de cães-guia de cego. Modernamente, apesar de fazer parte da história humana desde a imagem divina aos soldados das guerras, o cachorro tornou-se um animal de estimação apenas no século XX, já adaptado aos modos de vida dos seres humanos, devido a sua habilidade de fazer de diversos ambientes os melhores possíveis, e ao voltar suas capacidades de aprendizado à domesticação. Diz-se que esta mútua relação entre os dois mais numerosos carnívoros do mundo deve-se à compreensão e à evolução cerebral canina em entender e se adaptar a personalidade dos seres humanos.

Cultivar Jardins - cachorros.


             Cultivar Jardins - Cachorros.



Cultivar Jardins - Cachorros: Muitas pessoas que gostam de cultivar jardins, hortas ou canteiros de plantas, não apreciam a presença de cachorros próximo a estes locais, pois estes tem por habito instintivo escavar ou revirar a a terra para procurar ou esconder alguma coisa, ou simplesmente usar como banheiro, e preferencialmente os cachorros procuraram por áreas de terreno que possuam terras mais macias, que são consequentemente mais fáceis de cavar, E normalmente são estes os espaços em que são cultivadas as flores e plantas, que possuem a terra macia e fofa, e são os tipos de terra que os cachorros simplesmente adoram, e se tiverem oportunidade irão desenterrar as flores e as hortaliças, pelo puro instinto de escavar. 

Cultivar Jardins - Cachorros.



Ou adubar as plantas fazendo as suas necessidades fisiológicas e tambem marcar o seu território em toda a área e consequentemente tambem nas flores e hortaliças. E para se evitar estes aborrecimentos e transtornos, que são considerados "verdadeiros pesadelos", por quem cultivou a horta ou o jardim. deve-se treinar, ensinar e deixar bem claro para cachorro os locais onde ele não pode frequentar em prol da integridade do local e tambem da sua própria segurança Pois inclusive ao revirar jardins o cachorro pode se envenenar ao ingerir determinados tipos de plantas que lhe são tóxicas como azaléias ou bulbos de tulipas, entre outras. 

               Cultivar Jardins - Cachorros.



Entretanto, dependendo da capacidade de assimilação do que lhe é ensinado, ou do próprio temperamento e porte do cachorro, pode haver a necessidade de se cercar o local, ou pelo menos se isolar alguns trechos cultivados que se queira preservar, como pequenos jardins ou hortas. E deve-se por o cercado de acordo com o tamanho do cachorro, pois algumas raças conseguem pular até três vezes a sua própria altura, e tambem fincar a cerca a uma boa profundidade no chão, para impedir que o cachorro simplesmente abra um túnel por baixo dela. 

              Cultivar Jardins - Cachorros.



Ou seja, tomando certos cuidados e se fazendo um planejamento adequado, é perfeitamente possível a pessoa possuir um ou mais cachorros e tambem cultivar seu jardim ou sua horta em perfeita harmonia. Basta planejar e organizar a horta ou jardim, de forma que evite ou dificulte o acesso do cachorro ao local das mesmas. Evitando cultivar flores e plantas que ele possa sair mastigando ou pisoteando, ou então dar preferência a mudas mais resistentes, tanto ao contato físico, quanto a própria amônia da urina do cachorro. 

Cultivar Jardins - Cachorros.



E tambem muito importante possibilitar e proporcionar ao cachorro ter o seu próprio espaço. Para que ele possa cavucar, brincar e tambem fazer as suas necessidades fisiologicas. Com todo conforto e tranquilidade, sem ser incomodado e sem incomodar aos outros. Porem não são todos os cachorros que consideram as hortas e os jardins o seu parque de diversão ou a sua área de lazer. Pois conforme o seu ensinamento e consequente educação, e uma com socialização adequada, eles podem perfeitamente ficar quietos e tranquilos simplesmente fazendo companhia para o seu responsável, enquanto este cultiva a sua horta ou o seu jardim. 





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