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sexta-feira, novembro 14, 2014

Gestação dos Cachorros.



Gestação dos Cachorros: A gestação nas cadelas dura em torno de 58 a 63 dias, e este tempo é influenciado por diversos fatores como por exemplo, número e tamanho dos filhotes. A gestação pode ser confirmada por ultra-sonografia, que também mostrará o número de fetos e sua posição no útero, e também importante para o acompanhamento do desenvolvimento dos fetos. Já o diagnóstico através de palpação pode ser feito a partir dos 30 dias, com 35 dias já se observa o desenvolvimento das glândulas mamarias, que ficam rosadas e túrgidas, inclusive nesta fase já há um aumento acentuado de peso. E com 40 dias o abdome já está aumentado, aos 45 dias o RX já evidencia ossos da cabeça, vértebras, costelas e ossos longos dos membros. 


E com 49 dias a cabeça dos fetos já é bem palpável e há grande aumento nas glândulas mamarias. E a partir da 8a semana de gestação, o movimento dos filhotes já pode ser visto quando a cadela está deitada, e é um sinal e um indicio de que os filhotes estão bem desenvolvidos e demonstram saude e tambem poderam nascer de forma segura. E uma semana antes do parto, principalmente nas fêmeas em primeira gestação, ocorre secreção aquosa nas glândulas mamarias, nas 3 ultimas semanas de gestação sua alimentação deve ser reforçada. O uso de ração balanceada de boa qualidade e de formulação para filhotes e fêmeas em gestação, é a melhor forma de garantir os nutrientes necessários, sem a necessidade de suplementos extras. 


Durante a gestação, devido a ação da progesterona, o tempo de esvaziamento gástrico da cadela aumenta, mas ao mesmo tempo a motilidade gástrica diminui, conforme o estômago é deslocado pelo útero em crescimento. Portanto o ideal é que se forneça a alimentação em pequenas porções várias vezes ao dia, facilitando a digestão. É normal que no final da gestação a cadela perca o apetite, principalmente quando está próximo da hora do parto. Duas semanas antes do parto prepare o local onde a cadela irá ter seus filhotes e a estimule a deitar e dormir lá, pois isto a deixará mais segura na hora do parto. Inclusive na última semana de gestação, já deve-se estar com tudo preparado, caso os filhotes nasçam antes do tempo. 


Com o carro preparado com toalhas e jornais caso seja necessário levá-la a uma clínica com urgência. A caixa ou local onde ela terá seus filhotes, jornais para manter o local onde ela terá os filhotes sempre limpo durante o trabalho de parto, lixeira para os jornais sujos e materiais que serão usados durante o parto, uma caixinha menor forrada com toalha macia para colocar os filhotes enquanto a mãe está em trabalho de parto dos outros filhotes. um relógio para controlar o tempo de parto, uma lâmpada de 100w para ser colocada próximo a caixa dos filhotes caso esteja fazendo frio, se estiver fazendo muito calor coloque um ventilador para a mãe. 


Fio dental e tesoura afiada e esterilizada para amarrar e cortar os cordões umbilicais, anti-séptico para desinfetar o cordão umbilical cortado, toalhas e panos macios para serem trocados 2 vezes ou mais ao dia, na caixa onde ficarão mãe e filhotes. Os primeiros sinais começam com 48h antes do parto, quando começa a produção de colostro pelas glândulas mamarias e a fêmea começa a construir um ninho. E aproximadamente 12 horas antes ocorre descarga vaginal, decréscimo de 1o C na temperatura, sendo que a temperatura normal do cão é em torno de 38,9 a 39,9o C. É a hora de entrar em contato com o seu veterinário e deixá-lo de sobreaviso, caso você precise de ajuda.


1- O filhote é expulso, ainda envolvido na bolsa amniótica

2- A mãe abre a bolsa com os dentes e puxa-a para baixo

3- A cadela corta o cordão umbilical e lambe o filhote

4- Ao lambe-lo, estimula a circulação

5- Os filhotes encontram os mamilos da mãe por instinto 


Quando chega a hora do parto as fêmeas demonstram desconforto, não acham posição para se deitar e dormir, respiram de forma acelerada como se estivessem com dor, lambem e olham para a vulva, recusam comida, procuram o seu "ninho". As contrações podem ser observadas nos músculos das costas, num movimento descendente. E se ela quiser sair e caminhar vá junto, pois caminhar ajuda no trabalho de parto, mas é preciso sempre estar atento para que nenhum filhote nasça no chão e ninguém veja, principalmente se estiver escuro. Após o começo das contrações pode levar até 4h para a saída do primeiro filhote, se até esse tempo nenhum filhote nascer, procure logo seu veterinário. 


É importante observar o comportamento da fêmea, presença de contrações, estado geral da mãe, estado dos filhotes ao nascerem. Qualquer sinal de apatia, falta de contrações uterinas ou contrações sem a saída do feto, indica problemas e o veterinário deve ser procurado imediatamente. Entre as causas de atonia de útero estão: insuficiência de cálcio, déficit energético, fetos muito grandes e obesidade, partos muito prolongados. O intervalo entre os nascimentos podem ser de 15 min. Até 1h, mais do que isso chame o seu veterinário. Para a saída do filhote a bolsa de água aparece e normalmente se rompe, então o filhote sai de dentro dela. 


A placenta pode ou não se soltar nessa hora, nunca puxe o filhote porque você poderá causar nele uma hérnia umbilical. Espere ela se soltar, se a mãe não cortar o cordão você terá que fazê-lo, usando fio dental e tesoura esterilizada. Depois passe um anti-séptico como por exemplo iodo. Importante também é contar o número de placentas, elas devem corresponder ao número de filhotes, se isso não ocorrer é porque houve retenção e caso não seja tratada, ela corre o risco de uma séria infecção uterina. Você pode ajudar a mãe a limpar os filhotes com uma toalhinha macia, os enxugando até que chorem, esfregá-los ao mesmo tempo que limpa, ajuda a estimular a respiração. 


Se isso não fizer o filhote respirar e chorar, segure-o firmemente de cabeça para baixo, protegendo sua cabeça e pescoço e o balance, a força centrífuga irá ajudar a retirar o muco da garganta e narinas dele, para que ele possa respirar. No intervalo entre os nascimentos deixe os filhotes mamarem o colostro, é muito importante para a saúde e imunidade contra infecções, assim como ajuda nas contrações e no trabalho de parto da mãe, e assim que as contrações recomeçarem, coloque-os de novo separados da mãe. Quando termina o trabalho de parto a cadela se acalma, sua respiração volta ao normal e param as contrações. Limpe tudo, passe um pano úmido na cadela para limpá-la e faze-la sentir-se melhor, ofereça água e uma refeição leve como caldo de galinha com arroz. 


Isso lhe dará uma alimentação leve e com bastante líquido. Ideal no pós parto, as mães de primeira viagem podem ficar confusas durante e após o parto, você precisará ter firmeza, paciência e muito carinho com ela, ajudando no parto, no cuidado com os filhotes e na amamentação. É muito importante que todos os filhotes recebam o colostro nas primeiras 24h de vida. Dentro de 24h no mínimo eles devem ser examinados pelo veterinário, para saber se tudo está bem, e a secreção vaginal após o parto dura de 24 a 48h e a cor deve ir clareando. A cadela deve ficar com os seus filhotes em local calmo e tranqüilo. 




Com temperatura ambiente constante por volta de 32o C, sem correntes de vento e sua alimentação deve continuar a ser balanceada e fortalecida, sendo indicado ainda as rações próprias para aleitamento, encontradas no mercado. Deve-se oferecer também bastante água fresca para ajudar na produção de leite. A mãe deve ficar sempre junta dos filhotes para lhes fornecer calor. É bom observar se ela toma o cuidado de não sentar ou deitar sobre eles. Ao nascer os filhotes tem a temperatura baixa, por volta de 35o C, com uma semana de vida ela estará em torno de 38o C. Seus olhos se abrirão com 8 a 10 dias de vida e seus ouvidos com 13 a 17 dias.

Cachorros Deprimidos.



Cachorros Deprimidos: Durante bastante tempo, e até no passado muito recente, tanto as pessoas em geral quanto os próprios veterinários ignoravam que o cachorro poderia ser passível de sofrer de depressão. Pois qualquer diminuição voluntária de suas atividades motoras era logo atribuída a uma patologia subjacente ou ao envelhecimento. Entretanto, a depressão já era induzida experimentalmente em cachorros há tempos em laboratórios de pesquisas para o teste de novos medicamentos destinados à psiquiatria humana. Porem somente recentemente a possibilidade de ocorrência de depressão começou a ser considerada e diagnosticada em cachorros e consequentemente tratada, quando então se começou a dar maior importância e consequentemente houve um maior desenvolvimento no estudo das patologias do comportamento canino.



Pois a depressão canina é um estado particular das estruturas emocionais que se pode manifestar clinicamente de várias maneiras. O sistema nervoso compõe-se de células especiais, os neurônios, interligadas por prolongamentos citoplasmáticos, as dendrites, bastante curtas, e os axônios, multo mais longos. Em cada ponto de "ligação" entre dois neurônios, existe um espaço microscópico, o espaço sináptico, ocupado pelos transmissores químicos ou "neurotransmissores’. Em um cachorro, ou igualmente em um ser humano deprimido, o mau funcionamento das conexões é devido a uma insuficiência de neurotransmissores, impedindo a condução normal do impulso nervoso.



É por causa disso que o cachorro ou a pessoa acometida pela depressão se torna indiferente ao ambiente que o rodeia e é incapaz de agir voluntariamente. Sendo assim, o cachorro deprimido se torna apático, inativo, que não se interessa absolutamente pelo que o rodeia e que manifesta um estado de angústia permanente. No entanto, este estado pode se alternar com outros de agitação, característicos de uma das outras manifestações e formas clínicas. Pois na verdade realmente, existem diferentes formas de manifestação da depressão. Como a depressão de reação, que como o próprio nome indica, trata-se de uma depressão provocada por um stress ou um choque emocional grave.



Pois perante a ocorrência de qualquer agressão violenta, o organismo saudável pode responder com um estado depressivo transitório, que não ultrapassa os oito ou dez dias e evitando que o sistema nervoso receba uma sobrecarga de estímulos negativos. E esta situação regride de forma natural e espontanêamente e, portanto, geralmente que não é preciso se tratar a depressão reativa, pois em alguns dias ou semanas o trauma é dissipado e superado. E a depressão, isto, é reação do cachorro poderá começar a ser patológica depois de ultrapassado esse prazo. Que caracteriza-se por uma indiferença total pelo que o rodeia, pois o cachorro fica prostrado, e eventualmente deixa escapar alguns lamentos e tambem não tem qualquer atividade, não come e tambem bebe muito pouco ou até mesmo deixa de beber.


- E as principais causas podem ser divididas em dois grupos:

- Situações de perda, tais como o desaparecimento ou morte de um membro da família, abandono, e tambem a morte de outro cachorro com o qual tinha uma relação preferencial.

- Conseqüência de agressão, corno um treinamento violento, pequenos acidentes na via pública, erros de educação acompanhados de castigos severos (violência) por um comportamento agressor.


E se não houver uma volta espontânea à normalidade, ocorrera uma evolução para o agravamento do estado depressivo, com passagem à outra forma de depressão que é a regressiva. Porem, o tratamento desta forma de depressão tem resultados muito satisfatórios, com percentagens de sucesso que variam entre setenta e oitenta por cento dos casos, e geralmente com recuperação total e definitiva ao fim de quatro a seis semanas de tratamento e tambem com a supressão definitiva da medicação. E o tratamento consiste basicamente da administração de medicamentos antidepressivos, e se necessário associado tambem a uma terapia comportamental.



E qualquer cachorro em aparente estado de depressão de reação, ou de qualquer outra forma deve ser examinado por um veterinário, que fará uma analise para poder verificar da possibilidade da existência alguma causa para a apatia. É importante assegurar-se de que o cachorro esteja se alimentando normalmente, caso contrário, deve-se forçar a alimentação, podendo ser necessária a administração parenteral. É outra forma de depressão é a depressão de regressão, que é um tipo de depressão muito grave, que é caracterizada por um progressivo desaparecimento dos comportamentos adquiridos, em particular as ordens simples e a higiene, e pelo regresso a comportamentos infantis em particular a exploração oral, como lambidas melancólicas, insistentes e excessivas.



E se manifesta, principalmente em cachorros já muito idosos, e geralmente os primeiros sintomas aparecem por volta dos sete ou oito anos, principalmente em quem antes já tenha tido uma depressão reativa. E o cachorro cessa, quase que totalmente, as seus movimentos e atividades, chora sem motivos durante horas, faz as suas necessidades fisiológicas debaixo de si mesmo, e engole tudo o que encontrar nos seus escassos deslocamentos. E não é raro o cachorro que manifesta este tipo de depressão, precisar ser tratado pela ingestão de corpos diversos corpos estranhos.  E as origens deste tipo de depressão pode ser motivada por varias causas:


- Como uma depressão de reação não tratada.

- Um antigo estado ansioso que tenha evoluído, progressivamente, para a depressão (processo de regressão).

- Uma síndrome de privação.


E quando o quadro clínico se completa, o estado do cachorro acometido deixa de evoluir, embora esta patologia seja de uma gravidade suficiente para modificar profundamente a vida do cachorro e causar muitos transtornos. No entanto, o tratamento dá resultados espetaculares, e na realidade, registram-se mais de setenta e cinco por cento de curas e o desaparecimento dos sintomas mais penosos em uma ou duas semanas. E consiste, essencialmente, na administração de antidepressivos e ansiolíticos, completada com ergoterapia. Porem a sua eficácia será tanto maior quanto mais precocemente for diagnosticada a doença.



Das patologias depressivas que não parecem estar associadas a qualquer predisposição genética, duas já foram vistas. A primeira é a depressão reativa, que, em um estágio primário, pode ser uma reação de proteção do organismo, sendo por isso espontaneamente reversível. A segunda, a depressão de involução, é um agravamento da depressão reativa quando não ocorre a regressão, acarretando um estado de extrema desestruturação psíquica. Fora estes dois casos, os outros tipos de depressão verificados no cachorro adulto parecem estar associados a algum fator hereditário. Como a depressão cíclica, que inclusive é relativamente frequente, e afeta os cachorros na faixa etária entre os sete e os dez anos, observando-se mais nas fêmeas com 65 a 70% dos casos, do que nos machos com 32 a 35% somente.



E caracteriza-se pela sucessão de ciclos de depressão e de hiperatividade estereotipada, com uma duração que vai de quinze dias a dois meses. As fases de depressão não se manifestam de um modo especial e o cachorro apresenta as características reativas de todos os cachorros deprimidos como indiferença, tristeza, anorexia, e tambem o abandono ou perda dos comportamentos aprendidos. Em compensação, as fases de hiperatividade estereotipada são surpreendentes, pois o cachorro apresenta um período de hipersensibilidade a todos os estímulos. Mostra-se muito expansivo’, ofegante e está sempre alerta. Inclusive as suas horas de sono reduzem-se muito, e é comum se observar cachorros que dormem apenas três horas por dia, e que não venha a apresentar  absolutamente nenhum cansaço.



A manifestação mais típica, no entanto, é, sem dúvida, a repetição de uma mesma sequência comportamental, que se classifica como estereotipada, durante os períodos em que o cachorro está intensamente estimulado. E este estado pode se revelar em um grande número de atividades, como dar voltas atrás da própria cauda, levantar ritmicamente uma pata, dar pequenas mordidas em um objeto, caminhar durante horas seguindo um mesmo trajeto. As fêmeas são particularmente mais afetadas, e tem-se observado o aparecimento da doença em fêmeas de três gerações sucessivas da mesma linhagem.



E com relação aos anti-depressivos, ou outro medicamento similar, somente devem ser utilizados quando prescritos pelo médico veterinário, pois cabe a ele analisar e escolher o mais adequado e estabelecer a dose de acordo com o peso do cachorro. E tambem o efeito dos anti-depressivos não é imediato, pois são necessários alguns dias para que o medicamento atinja os níveis eficazes. Inclusive eles podem causar dependência, e tambem não se deve parar bruscamente de administrá-los ao cachorro. Pois a sua administração e dosagem devem ir sendo diminuindas progressivamente, até que possam, com o acompanhamento e autorização do medico veterinário ser totalmente suprimidas. 



Cachorros Agressivos.



Cachorros Agressivos:  Há muitas duvidas dos responsáveis e das pessoas em geral sobre a questão dos cachorros agressivos, e de como agir para evitar que os cachorros se envolvam em acidentes graves como ataques a pessoas e crianças. Especialmente devido a divulgação constante pela midia, e na grande maioria das vezes pela midia sensacionalista de diversos casos de acidentes envolvendo cachorros de raças consideradas agressivas, e consequentemente a preocupação dos responsáveis e das pessoas em geral cresceu imensamente, gerando muita ignorância e criando muita incompreensão sobre quais são as reais causas e motivos do porquê estes acidentes acontecem.



A principio é importante destacar que apesar dos acidentes causados por cachorros de grande porte e de raças consideradas agressivas virarem instantaneamente manchetes das notícias na grande midia. Não é deles o maior índice de ataques a pessoas, mas sim das raças de cachorros de pequeno porte, consideradas do tipo companhia que muitas vezes são muito mais ativas e agressivas que as raças tidas como potencialmente perigosas e agressivas. No entanto, como a gravidade dos ataques causados por estes acidentes é proporcional ao tamanho dos cachorros, e como cachorros de pequeno porte normalmente não causam ferimentos graves e significativos, por causa disto geralmente podem passar desapercebidos.



Porem a questão principal é ter consciência de que qualquer cachorro, independente de seu porte ou a sua raça pode tornar-se agressivo. E as razões para tal comportamento e atitudes são diversas, e vão desde o temperamento do cachorro até as condições ambientais, entretanto a principal sem duvida alguma é devido a falta de educação e orientação e tambem a estimulação a violência e a comportamentos agressivos que são  passados aos cachorros por seus responsáveis. Inclusive há vários tipos de agressividade, e nem todo cachorro reage de forma agressiva aos mesmos tipos de estímulos, pois a reação agressiva de um cachorro vai variar de acordo com a sua personalidade, por isso mesmo é importante que o responsável tenha a honestidade de avaliar a personalidade do seu cachorro a fim de evitar possíveis acidentes e, principalmente, agir de forma a corrigir algum traço desviante.



E na agressivamente por dominância, por exemplo os cachorros que normalmente entram nesta categoria são aqueles de personalidade mais forte, e de raças consideradas mais independentes. Entram também os pequenos de pequeno porte que não são tratados como cachorros por seus responsáveis e acabam desenvolvendo uma personalidade muito dominante. Pois as chances de ataque aumentam muito quando, por exemplo, um cachorro com uma personalidade dominante, que não tenha sido socializado, educado e orientado é contrariado pelo seu responsável. Pois cachorros dominantes podem reagir agressivamente, também, quando pressentem uma disputa ou quando sentem sua posição hierárquica ameaçada.



E na agressividade pela posse, pois inclusive a agressividade pela posse é praticamente uma variante da agressividade por dominância, porem apresenta-se de uma forma mais específica. Neste caso o cachorro sente que precisa defender sua casa, ou seus objetos que ele considera preciosos, que podem ser o seu alimento, um brinquedo, ou um osso, de quem quer que seja. E na agressividade pela defesa do território, a proteção do território é um aspecto instintivo dos cachorros, por isso mesmo é que são usados pelos humanos para a função de guarda. O problema, neste caso, é quando a agressividade pela defesa de território ultrapassa as cercas ou muros que delimitam o território real do cachorro.



Neste caso, uma ocorrência que é muito comum de acontecer no comportamento dos cachorros de guarda e proteção, e a importância de um bom adestramento é fundamental. Pois cachorros de guarda precisam ser, antes de tudo, equilibrados e confiar plenamente em seus responsáveis, que, por sua vez, não devem estimular comportamentos agressivos e não controlados em seus cachorros. E na agressividade para proteção, que é um tipo de agressividade voltada para a proteção do grupo ou da matilha do cachorro, e é um dos principais fatores de acidentes, especialmente porque nestes casos não há o controle do cachorro por seu responsável. Pois o cachorro age por seu próprio e natural instinto de defesa seu e de seu grupo ou matilha e inclusive obviamente não tem o discernimento para saber quando parar.



E na agressividade por medo, o critério utilizado é que a melhor defesa é o ataque, e é está a filosofia presente nas reações de um cachorro quando está com medo. E normalmente ocorre quando o cachorro é ou se sente acuado e teme ser machucado. E nestes casos o cachorro reage por antecipação, ou seja, por puro instinto de defesa. E esta situação é muito comum de ocorrer em consultórios veterinários e durante sessões domésticas de limpeza de ouvidos, dentes e até mesmo quando o responsável precisa dar um remédio que seja por via oral ao seu cachorro. E na agressividade redirecionada, o caso mais típico deste tipo de agressividade é quando cachorros da uma mesma casa brigam entre si sempre que outro cachorro passa próximo ao seu portão.



Isso acontece quando o cachorro, impedido de atacar o verdadeiro alvo de sua agressividade, ataca outro indivíduo mais próximo a ele. E na agressividade predatória, que é o caso quando um cachorro persegue uma pessoa quando ela simplesmente passa por ele correndo. É possível, inclusive, que quando a pessoa pare de correr, ele pare também, sem latir ou machucá-la. Nesta situação o cachorro age naturalmente por puro instinto de caça, sem a mínima intenção de intimidar ou machucar. E as principais razões que podem levar um cachorro a se mostrar agressivo são muitas, e mesmos situações corriqueiras do dia-a-dia podem levar um cachorro a atacar uma pessoa, entretanto basicamente há 3 fatores que podem ser considerados como os principais:




- Cachorros que são maltratados, e que devido a isto passam a encarar os seres humanos, de uma maneira geral, como fonte de mal-estar e maus tratos. Nestes casos, para o cachorro, a melhor defesa é o ataque.


- Cachorros treinados para terem comportamento agressivo e que são entregues a pessoas com pouca ou nenhuma responsabilidade e/ou experiência. Nestes casos, é comum que o cachorro passe a ser o líder da matilha quando percebe a falta de autoridade do seu responsável.


- Distúrbios de comportamento devido a razões genéticas, nesta situação pode-se encontrar os casos de acidentes envolvendo cachorros de raças sem a menor tradição de agressividade e que se tornaram muito populares, como os cachorros de caça como o Cocker e o Labrador, por exemplo, e cachorros de companhia como os Poodles e os Yorks. E pode-se citar como o motivo principal destes problemas a atuação de pessoas que acasalam e vendem cachorros sem nenhuma preocupação, conhecimento ou critérios. 


Entretanto, a educação, orientação e a própria influência comportamental que são transmitidas aos cachorros por seus responsáveis, é que irão nortear o próprio comportamento e atitudes dos seus cachorros. Devido a isto, é de fundamental importância, principalmente nas raças com instinto de dominância, que sejam feitos adequadamente os processos de educação e socialização com paciência e de uma forma segura e equilibrada, inclusive sem que haja a necessidade da presença de violência verbal ou física para com o cachorro. Pois com toda a certeza, procedendo desta forma, independente da raça do cachorro, e mesmo que ela tem uma fama de violenta e agressiva, se terá a gratificante companhia de um cachorro fiel, amigo, tranquilo e equilibrado. Pois independente de qualquer teoria ou situação, na realidade quem destroi ou constroi a personalidade e a índole de um cachorro é o seu próprio responsável.    




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