Na Grécia Antiga, os cães eram valorizados como companheiros, guardiões e caçadores, com destaque para os Molossos (grandes, protetores) e Laconianos (rápidos, de caça), sendo representados em mitos (Argos, Cérbero) e filosofias (cínicos, de Diógenes).
Eles tinham nomes curtos e descritivos, serviam em funções de pastoreio e proteção, e eram até considerados membros da família, como mostram epitáfios, refletindo um forte vínculo com os humanos.
Usos e Funções
Guarda e Proteção: Cães robustos como os Molossos protegiam rebanhos de lobos e ladrões, sendo símbolos de bravura.
Caça: Cães Laconianos eram famosos por sua velocidade e faro, usados em caçadas.
Companhia: Cães pequenos, como os Melitanos, eram queridos como pets, recebendo nomes carinhosos.
Guerra: Alexandre, o Grande, usou Molossos em campanhas militares.
Raças e Tipos
Molossos: Cães grandes e fortes do Epiro, semelhantes a mastins, usados para guarda e caça.
Laconianos (Laconian): Cães rápidos e de caça, valorizados por sua habilidade.
Melitanos (Cão de Malta): Pequenos e dóceis, para companhia.
Cultura e Mitologia
Mitologia: Cérbero (guardião do Hades) e os cães de Ártemis (Sírio e Fócion) e Hécate (molossos negros).
Fidelidade: O cão Argos, da Odisseia, que reconheceu Odisseu disfarçado, é o epítome da lealdade.
Filosofia: O termo "cínico" (kynikos) vem de "kynos" (cão), inspirando-se na vida despojada dos cães, como Diógenes.
Nomes e Relação
Nomes: Curtos (duas sílabas) e descritivos, como Skilax, Ferox, Tigres, Lupa, ou "Branco", "Veloz".
Vínculo Afetivo: Cães eram tratados como membros da família, como mostram epitáfios dedicados a eles.