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terça-feira, março 22, 2011

Pit Bull - Cachorros.



Pit Bull - Cachorros: Pit Bull é na realidade uma denominação utilizada para designar o cruzamento e a missigenação de um conjunto de raças de cachorros, como os American Pit Bull Terrier, o American Staffordshire Terrier, o Staffordshire Bull Terrier, e o Bull Terrier, inclusive o Rottweiler e os respectivos resultado destes cruzamentos, porem não se limitando somente a estas raças. Inclusive de forma errada, costumam confundir e denominar os Pit Bull com sendo a raça American Bull Terrier, pois apesar de sua origem e os seus ancestrais serem comuns, a raça American Bull Terrier é uma raça distinta, enquanto que os Pit Bull como foi já foi dito anteriormente, são a mistura de varias raças. Sem entretanto, a estabilização de um padrão fisico e comportamental definidos, tendo tanto o seu padrão fisico e estetico e o seu temperamento e sua personalidade bastante variaveis e instáveis, de um exemplar para o outro.



Entretanto, a história e a origem dos Pit Bulls é a mesma das do American Staffordshire Terrier e American Bull Terrier, com estas raças possuindo como ancestral comum o Staffordshire Bull Terrier, cuja origem está vinculada à região de Staffordshire na Inglaterra. Estes cachorros, extremamente versáteis foram introduzidos nos Estados Unidos pelos imigrantes ingleses, e tiveram um grande sucesso nas rinhas, que conquistaram muito sucesso no final do século XIX. A chegada dos cachorros aos Estados Unidos, no entanto, marcou também o início da transformação do Staff Bull no American Staffordshire Terrier, que teve seu tamanho aumentado graças aos acasalamentos promovidos pelos criadores, que buscavam um cachorro mais robusto e com um maior porte. Em 1835, com a proibição das rinhas, é que deu-se realmente a dissociação entre os criadores e a partir daí surgem o American Staffordshire Terrier e o American Pit Bull Terrier.


Em 1898 o United Kennel Club (UKC) reconheceu o primeiro exemplar da raça e em 1909 foi fundado nos Estados Unidos a ADBA (American Dog Breeders Association), uma associação exclusiva de criadores da raça Pit Bull. Estas entidades independentes do American Kennel Club foram as principais responsáveis por reunir e direcionar os responsaveis e criadores que tinham como propósito manter o Pit Bull "original",  privilegiando principalmente o seu temperamento destemido, aguerrido e determinado. Entretanto, por um lado foi justamente este temperamento destemido e determinado que fez crescer o interesse pela raça por criadores sérios e conscientes. De outro lado, porem atraiu uma legião de criadores desinformados, irresponsáveis, e inescrupulosos, que incentivavam comportamentos extremamente agressivos, e que não se preocupavem em ter  qualquer dominio ou controle sobre seus cachorros.



E foram justamente, esses exemplares sem nenhum treino, educação ou socialização, totalmente desorientados e descontrolados, e que consequentemente, não desenvolveram, e portanto não conseguiram manter as boas qualidades de temperamento dos Pit Bulls, devido tambem a missigenação sem controle ou rigor, com diversas outras raças. Buscando sempre e de uma maneira inconsequente e irreponsavel, a obtenção de exemplares cada vez mais agressivos e furiosos, verdadeiras maquinas de combate, criados, aprimorados e desenvolvidos pelos proprios seres humanos. Exemplares estes, que vieram a protagonizar diversos acidentes graves, entre eles inclusive, muitos fatais, o que fez com que a raça, como um todo,  viesse a ser estigmatizada e marginalizada. E que de forma precipitada, desinformada e preconceituosa se tornou alvo de inumeros protestos em diversos países, com o intuito e o objetivo da criação de leis com o proposito de uma total e completa extinção da raça.




Preconceito este totalmente infundado e precipitado, já que o responsável direto por está serie de acidentes foram os proprios criadores que promoveram e incentivaram estes exemplares a terem este comportarmento violento, agressivo, desequilibrado e anti-social, O que provocou uma temor sem fundamento, e uma forte discriminação em relação a essa raça, o que vem ocasionando, principalmente no Brasil, um imenso número de Pit-Bulls cruel, covarde e irreponsavelmente abandonados. Inclusive nenhuma das três grandes entidades cinófilas internacionais, tanto a  AKC,  o The Kennel Club (Inglaterra) e a FCI (à qual o Brasil é filiado) reconhecem o Pit Bull, como raça oficial e legitima. Ao menos no Brasil, a CBKC criou um grupo especial para as raças não reconhecidas pela FCI, onde outras raças e tambem os Pit Bulls recebem um pedigree diferenciado, com o proposito de preservar o trabalho dos criadores e incentivar tambem a presença de exemplares destas raças em exposições caninas.



Sendo que no Brasil, os primeiros grupos de criadores a se organizarem para preservar e proteger a raça começou em 1996. E posteriormente, muitos outros clubes regionais de criadores foram criados com o mesmo proposito de disseminar informações positivas e corretas sobre a raça Pit-Bull. Promovendo encontros, exposições, e inclusive atividades como os Game Dog, e tambem formalizando os padrões da raça e organizando o registro dos filhotes. Sendo o Pit Bull,  um cachorro extremamente robusto, entretanto bastante ágil, flexivel e resistente, e com um temperamento muito determinado. E é um cachorro fidelissimo ao seu responsável e tambem a seus familiares. Sendo tambem  um cachorro bastante inteligente, conseguindo  aprender as orientações e instruções com relativa facilidade, porem como tambem pertencem a família dos Terriers, pode ser genioso e temperamental. E apesar de ser um cachorro destemido e determinado, o Pit Bull quando bem educado e orientado, não é desobediente ou agressivo com o seu responsavel, seus familiares e demais pessoas da casa.



E mesmo com amigos e estranhos é bastante calmo e equilibrado, a não ser que algo ou alguem venha a representar uma ameaça ao seu responsável ou ao seus familiares. E devido a energia e a aptidão que a raça Pit-Bull manifesta  para a dinamica e a consequente pratica de esportes. As entidades ligadas à raça desenvolveram provas específicas, que visam a promover e incentivar a raça, a desenvolverem e aprimorarem os seus atributos e o seu desempenho nestas atividades. Atualmente existem diversos clubes que organizam eventos específicos como o Game Dog que envolvem provas de resistência, força e agilidade. Inclusive, os Pit-Bulls são  cachorros recomendados para responsaveis que gostem e tenham disposição para a pratica diaria de exercícios. É uma raça otima praticante de agility, e tambem adoram acompanhar o seu responsavel em caminhadas ou corridas. Entretanto o convívio com outros cachorros, é bastante complicado, inclusive com os da própria raça, pois seu instinto de dominância e combatividade é muito aguçado para com outros cachorros, devido principalmente a sua descendência e origem. Entretanto, com disciplina e orientação é possivel que haja convivência, porem com atenção e cuidados devidos.


È recomendavel, para que haja um relacionamento harmonioso e tranquilo, que os Pit-bulls criados juntos sejam do mesmo sexo, e que tambem preferencialmente convivam juntos desde filhotes. E tambem os Pit-Bulls, devido ao seu temperamento, dinâmica, e o seu alto grau de atividade, não se adaptam comodamente a apartamentos ou a pequenos espaços. Podendo inclusive vir a desenvolverem distúrbios psico-emotivos como depressão e comportamentos destrutivos e anti-sociais. O recomendado e o ideal, é que os Pit-Bulls possam desfrutar de bastante espaço, e tenha a companhia constante de seu responsavel,  e tambem muita atividade fisica, para que possam ter uma vida plena, feliz e saudável. Naturalmente, os Pit-Bulls, são cachorros com temperamento e personalidade dominantes, herança genetica de seus ancestrais inglêses. E devido a isto, seus responsáveis tem que saber impor disciplinas e limites a está tendência a dominância da raça. Orientação, educação e adestramento são essênciais e imprescindiveis para que o responsável tenha um cachorro sociável, tranquilo, controlavel e equilibrado. Não se deve, tambem ignorar a grande influência que o ambiente tem sobre o cachorro. Pois na grande maioria das vezes, o culpado pelo cachorro ser desequilibrado, agressivo e anti-social é justamente do proprio responsável, que não soube se impor,  orientar educar o seu cachorro.



Os Pit-Bulls, são bastante tolerantes com crianças, mas até em função de seu porte físico, não devem ser deixados sem a supervisão de um adulto, uma vez que durante as brincadeiras podem vir a derrubá-las. E como todo terrier, os Pits-Bulls devem ser estimulados à obediência desde cedo, caso contrário podem desenvolver uma personalidade dominante e sair do dominio e controle do seu responsável. Também é fundamental que se promova a socialização do filhote não apenas com pessoas diferentes, como também com outros cachorros. E o adestramento básico de obediência, é quase obrigatório para os cachorros que possuem estas características de dominância e dinamica. E de maneira geral os resultados aparecem tanto mais rápido, quanto maior for a participação e o envolvimento do responsável em todo processo de treinamento.



E assim como os adultos, os filhotes são bastante rusticos e resistentes, e tambem cheios de disposição. No entanto, é muito importante que o Pit-Bull desde jovem, já tenha um desenvolvimento adequado do ponto de vista de exercícios compatíveis com sua idade. E o responsável não deve jamais desenvolver atividades fisicas, com exercicios acima de sua capacidade e que venham esgota-los fisicamente. O que tambem pode vir a comprometer o desenvolvimento do filhote, além de poder provocar lesões musculares ou fraturas osseas. Pois um Pit-Bull bem preparado e condicionado fisicamente, exige um trabalho que envolve um programa bem estruturado de exercícios fisicos, e de preferência com acompanhamento veterinário. Entretanto, os Pit Bulls não são cachorros que causem preocupações a seus responsáveis com relação à sua saúde, e além de seu pelo curto exigir poucos cuidados para escovação e limpeza, não há registros de problemas de saude específicos da raça. Porem, como todas as raças de crescimento rápido e forte musculatura, pode apresentar displasia coxo-femural.







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segunda-feira, março 21, 2011

American Bull Terrier - Cachorros.




American Bull Terrier - Cachorros: A origem da raça American Bull Terrier é recente, pois  foi uma adaptação dentro dos padrões e requisitos apreciados pelos norte-americanos da raça Staffordshire Bull Terrier. Que é uma raça bastante antiga, cuja origem está relacionada à região de Staffordshire na Inglaterra. E esta adaptação, com suas consequentes modificações, feitas na raça Staffordshire Bull Terrier, resultou em algumas mudanças significativas. E entre elas, as principais foram em relação ao seu temperamento e ao seu porte. 


Pois os Americans Bull Terrier, tem um porte bem maior do que os Staffordshire Bull Terrier e tambem possuem mandíbulas mais fortes e desenvolvidas. Com o Staffordshire Bull Terrier, medindo entre 35 e 41 cm, e pesando entre 11 e 17 Kg. Já  o American Bull Terrier, é de porte médio e bem mais robusto,  medindo entre 40 e 48 cm, e pesando entre 18 e 23 Kg.  Há tambem uma variação da raça American Bull Terrier, que é o American Staffordshire Terrier,  que é uma raça que foi desenvolvida com o propósito de se valorizar e enfatizar mais o lado estético, e um temperamento com um padrão mais tranquilo e equilibrado, quando comparados a sua raça de origem que é a American Bull Terrier, que tem um temperamento mais dinâmico e agressivo.  


E nos primórdios de sua origem, a raça Staffordshire Bull Terrier foi aprimorada e desenvolvida com o objetivo de se criar um cachorro, forte e que tivesse um bom desempenho durante os combates nas lutas de cachorros. E para alcançar este propósito, os criadores utilizaram e promoveram cruzamentos entre diversas raças, principalmente variedades de Terries e Bulldogues. Obtendo um grande sucesso, e com o objetivo sendo plenamente realizado, pois a raça Staffordshire Bull Terrier conquistou um enorme prestigio e popularidade na Inglaterra, durante o período das lutas ou rinhas, principalmente enquanto elas foram permitidas oficialmente, o que perdurou até o século XIX. E da Inglaterra os Staffordshire Bull Terrier foram levados para os Estados Unidos, quando então iniciou-se todo o processo de modificações em algumas de suas caracteristicas. 


O que veio culminar com o desenvolvimento da raça American Bull Terrier, com alterações principalmente em relação ao seu porte e ao seu temperamento, e acarretando consequentemente uma diferenciação e uma mudança de nome da raça Staffordshire Bull Terrier para a American Bull Terrier. Inclusive as mudanças, o aprimoramento e o desenvolvimento dos American Bull Terrier estão tambem bastante relacionados ao desenvolvimento de outra raça, que são os Pitt Bull Terrier. Inclusive o responsável por um American Bull Terrier com pedigre legitimo, pode registrar caso queira o seu cachorro no American Pit Bull Terrier, quando  o procedimento inverso não é autorizado ou permitido. E o principal motivo para este impedimento, é que houve uma evolução sensível e significativa na  criação e no aprimoramento das raças de cachorros. 


Onde passou-se a se valorizar mais os exemplares mais equilibrados, e com boa estabilidade e conformação física. E que pudesse tambem frequentar as exposições de beleza de forma sociável e tranquila. Assim, os criadores passaram a dar uma maior preferência aos cachorros com temperamento equilibrado e previsível, e tambem mais adaptados a convivência com as pessoas e outros cachorros. Devido a isto, a seleção tornou-se mais rigorosa e criteriosa, excluindo-se as linhagens com temperamento instável e agressivo. E tambem  aqueles com tendência a desenvolverem problemas genéticos cronicos. Como é caracteristico em todos os Terriers, os American Bull Terrier são destemidos, e possuem bastante energia. Porem divergindo da grande maioria dos Terriers, no entanto, quando bem educados e orientados, são cachorros bastante tranquilos e obedientes. 


Entretanto, são cachorros que ainda mantem uma tendência a ter uma personalidade dominante, caracteristica está herdade de seus ancestrais Terriers. E por isto, seus responsáveis devem educa-los e reprimir qualquer manifestação desta tendência. No entanto, os American Bull Terrier são otimos cachorros, e sendo criados, orientados e educados de forma adequada e correta, levando-se em consideração o seu temperamento. Eles tem inclusive um bom desempenho como cachorros de guarda, sem serem agressivos ou instaveis, principalmente com seus responsáveis, familiares e conhecidos. Pois são cachorros muito dedicados a seus responsáveis, familiares e as pessoas com quem convivem, e sua força e resistência faz com que sejam excelentes companheiros para atividades físicas, alem de serem tambem bastante inteligentes. 


E contrariamente aos Pitts Bull, os American Bull Terrier, aceitam melhor e conseguem conviver tranquila e harmonicamente com outros cachorros, desde que educados de maneira adequada para ter uma melhor sociabilidade com estes, isto dependente tambem da origem de sua linhagem. Pois assim Como todo Terrier, os American Bull Terrier precisam ser orientados à obediência desde filhotes, caso contrário podem desenvolver uma personalidade dominante, e eventualmente não aceitarem o domínio de seu responsável e consequentemente saírem do seu controle. Devido a isto, é essencial e importantíssimo, a socialização dos filhotes não apenas com outros cachorros, mas também com outras pessoas e ambientes. Sendo então o adestramento, mesmo que feito basicamente pelo próprio responsável, obrigatório para os cachorros que possuem este temperamento ativo e com tendência a dominância. 


E os filhotes, assim como os adultos, possuem uma enorme capacidade de resistência e muita dinâmica e disposição para brincadeiras. Por isso é preferível e recomendável, que possuam um bom espaço para se exercitarem e poder se desenvolverem não apenas fisicamente, mas tambem o seu temperamento e sua personalidade. Os American Bull Terrier são tambem bastante tolerantes e afetuosos com as crianças, porem devido a seu porte físico, não devem ser deixados sozinhos com elas, pois mesmo durante uma eventual brincadeira podem vir a derrubá-las ou até machuca-las involuntariamente. Sendo os American Bull Terrier cachorros bastante rústicos e resistentes com relação à sua saúde, alem de não apresentarem problemas de saúde caracteristicos ou específicos da raça. Entretanto como é uma raça de crescimento rápido e com uma forte musculatura, pode eventualmente manifestar a ocorrência de Displasia coxo-femural.



domingo, março 20, 2011

Staffordshire Bul Terrier - Cachorros.






Staffordshire Bull Terrier - Cachorros: A raça Staffordshire Bull Terrier se diferencia e se destaca das demais raças de origem  Terrier principalmente por seu temperamento. Temperamento este, equilibrado, tranquilo e sociável, e que vem a ser uma das suas principais caracteristicas. Pois alem de ser um caçador hábil e corajoso, o Staffordshire Bull Terrier é também muito inteligente. A principio, mesmo possuindo uma semelhança fisica , apesar do menor porte, com as raças familiares e descendentes como os American Bull Terrier,  American Staffordshire Terrier  e inclusive os Pit-Bull. As pessoas leigas, geralmente confundem o Staffordshire Bull Terrier, com estas raças, que são suas descendentes, e principalmente com o American Staffordshire Terrier. Sendo que o Staffordshire Bull Terrier, é bem menor e pesa menos, pois mede entre 35 e 41 cm, e pesa entre 11 e 17 Kg, e o American Staffordshire Terrier, é de porte médio e bem mais robusto, medindo entre 40 e 48 cm, e pesando entre 18 e 23 Kg.




E tambem o Staffordshire Bull Terrier possuem ao contrario destes, uma personalidade e um comportamento extremamente fiel, afetuoso, sociável, tranquilo e pacifico. Inclusive se relacionam, aceitam e são totalmente dedicados e confiáveis para conviver com crianças, idosos, sendo usados tambem intensivamente em terapias, entre outras funções. Sendo estas características fácil e claramente identificáveis e percebíveis na raça, pois os Staffordshire Bull Terrier são cachorros companheiros , carinhosos, equilibrados , inteligentes, obedientes e totalmente confiáveis. Inclusive, no seu país de origem, que é a Inglaterra, são chamados de "Nanny-Dogs", que traduzindo significa "babá de crianças". E entre as mais de 190 raças Britânicas, somente duas são descritas, aceitas e indicadas especificamente dentro de um padrão comportamental considerado ideal para se relacionar sem riscos ou problemas com as crianças, mas somente o Staffordshire Bull Terrier é considerado totalmente confiável.




Outro fato importante é que se adaptam tranquilamente e muito bem em apartamentos, pois quase não latem, e tambem aprendem com muita facilidade, são de porte médio e ainda  possuem o pêlo curto, o que facilita em muito o banho, a escovação, a tosa e tambem quase não se soltam. A Staffordshire Bull Terrier, é uma raça rústica, sendo considerada como uma das mais resistentes entre os cachorros de raça pura. E os Staffordshire Bull Terrier estão sempre dispostos e com bom humor e tambem adoram brincadeiras e exercícios físicos. E quanto a sua adaptação climática, eles conseguem viver muito bem, tanto no verão tropical quanto no inverno europeu. Pois alem de serem muito populares na Inglaterra e nos EUA, tambem o são na Austrália e na África do Sul e em vários outros países europeus. E no Brasil tambem, os Staffordshire Bull Terrier vem conquistando seu espaço, e atualmente estão entre as raças que tem o maior índice de crescimento.




Os Staffordshire Bull Terrier são cachorros de uma raça originária da Inglaterra, sendo descendentes dos Molossos e dos Terries, foi uma raça criada e aprimorada através de sucessivos cruzamentos entre os antigos Bull Dogs e alguns Terries Ingleses. Juntando-se assim, a força e a estrutura física dos Bulldogues, com o temperamento e a agilidade dos Terriers. O primeiro registro de um Stafford Bull Terrier, deu-se em 1935 em Londres, sendo oficialmente reconhecida em 1935, e seu padrão estabelecido em 1939, sendo que o objetivo era se conseguir um cachorro com atributos como obediência, equilíbrio, tranquilidade, inteligência e totalmente livres de qualquer traço de agressividade. E este objetivo foi alcançado com sucesso, pois os Staffordshire Bull Terrier obtiveram bastante êxito com suas qualidades marcantes e elogiáveis em shows e exposições, se tornando campeões de agilidade, e em torneios e provas de Fly Ball, Show Dog, Heelwork, Working Trials, provas de obediência e conformação.




Participando também, com muita eficiência de terapias com pessoas deficientes físicos, deficientes mentais e pessoas com traumas ou problemas emocionais. A sua aparência geral, é bastante robusta, harmonica e equilibrada, possuindo uma pelagem lisa, curta, macia, muito bem distribuída e simétrica, e apesar de ser muito robusto e musculoso e consequentemente muito forte, estas caracteristicas porem não o impedem de ser extremamente ágil e ativo. E sobre a origem dos Staffordshire Bull Terrier, existe um consenso entre historiadores e criadores, de que eles teriam surgido durante o século XVIII, no Condado de Staffordshire, na região central da Inglaterra. E partir do cruzamento de Old English Bulldog, Old English Terrier e outros cachorros tipos de Terriers ingleses. E o objetivo dos criadores era desenvolver uma raça que fosse muito forte e ao mesmo tempo muito ágil e resistente, já que seria destinada a participar das rinhas de cachorros, que cresciam em popularidade na Inglaterra.




Inicialmente ficaram conhecidos como Bull And Terrier, depois Bull Terrier, até que finalmente foram batizados de Staffordshire Bull Terrier, em homenagem a sua região de origem. Em 1870, alguns exemplares foram levados por colonos ingleses e de outros países europeus para América do Norte, onde passaram a trabalhar nas fazendas na função de cachorros de guarda e vigia protegendo pessoas, outros animais como gado, ovelhas e tambem propriedades. E estes cachorros acabaram dando origem a duas outras raças, que seguiram caminhos bastante distintos, de um lado, o American Pit Bull Terrierseleção era mais voltada para combates e, de outro lado, o American Staffordshire Terrier, que tinha como objetivo as provas de conformação e exposições e tambem era muito utilizado como cachorro de guarda e companhia.




O Staffordshire Bull Terrier foi reconhecido como raça independente pelo The Kennel Club Inglês apenas na década de 30, e o padrão oficial, que é adotado pela FCI até hoje é datado de 1939, e nos Estados Unidos a raça foi reconhecida em 1978. Apesar de sua antiguidade e de ser bastante popular nos Estados Unidos, Inglaterra, África do Sul, e Austrália, no Brasil a raça ainda está se desenvolvendo, sendo que os primeiros exemplares chegaram apenas em 1999 e a primeira ninhada em 2000. E os Staffordshire Bull Terrier ou Staffbulls, são cachorros de grande agilidade e disposição, porem seu temperamento é bastante equilibrado e tranquilo, juntamente com seu porte pequeno, faz com que possam viver em praticamente qualquer espaço, até mesmo em apartamentos, desde que tenham porem atividade física regular e atenção com a presença constante de seus responsáveis.




Como todos os Terriers, são cachorros dinâmicos e destemidos, e com muita energia, porem ao contrário da maioria dos Terriers, são cachorros bastante confiáveis, sociaveis e tranquilos. Sendo tambem cachorros muito resistentes, sendo capazes de acompanhar com facilidade qualquer atividade física com seus responsáveis, sendo especialmente indicados para participar de provas como agility, flyball, caminhadas longas e tambem passeios de bicicleta. E se relacionam muito bem com pessoas de todas as idades, sendo inclusive bastante serenos, tolerantes carinhosos e confiáveis em seu convívio com as crianças. Entretanto com outros cachorros, assim como a maioria da família dos Terriers, a convivência é complicada, especialmente se o outro cachorro for do mesmo sexo.




Pois os machos da raça tem uma postura dominante e equiparam  uma disputa com outro cachorro macho como algo relacionado a sua própria sobrevivência, entretanto este é um traço de seu histórico genético. E tambem por serem cachorros muito apegados a seus responsáveis, apesar de muito inteligentes, não conseguem se adaptar e suportar tranquilamente longos períodos de solidão. E como todo Terrier, os Staffordshire Bull Terriers precisam ser orientados a serem obedientes desde filhotes, caso contrário podem desenvolver uma tendência a terem em determinadas ocasiões e circunstancias uma personalidade dominante e sair momentaneamente em certas situações do domínio e do controle do seu responsável. Devido a isto, é fundamental a socialização do filhote não apenas com outros cachorros, como também com outras pessoas e ambientes.




Se um Staffordshire Bull Terrier adulto precisa de atenção, orientação, carinho e espaço para desenvolver plenamente suas atividades e seu potencial. Um filhote necessita, além disso, de muita autoridade e de limites para se educar e se socializar. E orientação e treinamento, são fundamentais  para uma boa educação e obediência, de preferência com o adestramento sendo realizada pelo próprio responsável, e são essenciais para um bom convívio e relacionamento futuro com o Staffordshire Bull Terrier. O Staffordshire Bull Terrier são cachorros bastante rústicos e resistentes e não criam muitos problemas e tambem não dão muito trabalho aos seus responsáveis com relação à sua saúde, e no geral tem muito boa saúde. Entretanto os criadores da raça e os veterinários recomendam que se tomem certos cuidados com a incidência de determinadas doenças genéticas e caracteristicas da raça como a displasia coxo-femural, catarata e a sarna demodécica.




E os Staffordshire Bull Terrier tem como principais características físicas e peculariedades o fato de não precisarem cortar o rabo, nem as orelhas, como a maioria das raças de sua descêndencia, sendo que no Brasil inclusive estas praticas são proibidas. E tambem não necessitam de cuidados especiais como ser tosados ou escovados, pois sua pelagem é lisa, curta, macia e tambem não embola ou fica encaracolada. Sendo as cores desta pelagem, vermelho, castanho claro, grafite, branco, preto ou qualquer dessas cores com branco. E em relação ao peso, os machos variam em media entre 12 a 17 kg, e as fêmeas entre 11,8 e 15, kg. E com a altura ideal variando entre  35,5 a 40,5 cm, sendo que estas medidas estão co-relacionadas com o próprio peso do cachorro.




E no aspecto relacionados a saude e a higiene,  os Staffordshire Bull Terrier são considerados uma raça bastante resistente, não sendo necessário e consequentemente dispensando maiores cuidados veterinários. Entretanto, apesar de não ter grande incidência, alguns problemas específicos acometem a raça, e entre os maiores problemas podemos citar algumas doenças genéticas neurológicas que são o L2 HGA e o HC, que são a Catarata Hereditária.  O L2 HGA é uma enfermidade neurológica que afeta a espinha dorsal, causando desde ataques epiléticos até ataques convulsivos, algumas vezes consegue-se controlar a enfermidade, e amenizar seus sintomas com tratamento medicamentoso. Porem muitas vezes os cachorros afetados tem que ser sacrificados devido a grande intensidade de dor ocasionado pelos sintomas manifestados por está doença.  E a HC é a conhecida catarata hereditária, que faz com que gradualmente o cachorro acometido vá deixando de enxergar.




Existindo para está enfermidade 2 tipos de  situações, uma em que o cachorro manifesta a doença, outra em que ele é apenas o portador . Sendo que os cachorros que são somente portadores nunca irão eles mesmos manifestar a doença, mas eles transmitirão a doença caso a cadela com qual venham a cruzar, seja tambem portadora. No entanto, o cruzamento entre cachorros e cadelas saudáveis, produzirão filhotes totalmente livres desta enfermidade. E tambem em decorrencia de seu focinho achatado, os Staffordshire Bull Terrier, têm uma certa tendência a um excessivo aquecimento corporal, por isso é necessário ter uma certa precaução e um pouco de cuidado, especialmente nos dias mais quentes. E apesar de bastante saudável, exigem contudo alguns cuidados, mesmo que menores, em relação a determinadas doenças características da raça, principalmente a Displasia coxo-femural, e os problemas oculares como a Catarata e tambem cutâneos como a Sarna Demodética..



















sábado, março 19, 2011

Emergência/Primeiros Socorros - Cachorros.




Emergência/Primeiros Socorros - Cachorros: Estar preparado para uma emergência é muito importante, pois um atendimento rápido e adequado, dependendo da gravidade do acidente pode fazer a diferença e salvar a vida do cachorro. Porem deve-se enfatizar que, na eventualidade da ocorrerencia de um acidente, tem que se fazer imediatamente os procedimentos de emergência e os primeiros socorros. Entretanto se o cachorro estiver muito machucado ou muito doente, è mais correto e prudente, não intervir e não fazer nenhum tratamento emergêncial. Pois nestes casos, alem de se perder tempo, pode piorar ainda mais a gravidade da situação, deve-se então levar o cachorro com urgência a um medico veterinário, que fará o atendimento correto e profissional, sem riscos de se agravar ainda mais as condições de saúde do cachorro. E para auxiliar na melhor maneira de se preparar para qualquer emergência que possa vir a acontecer, segue abaixo algumas orientações de como proceder em casos de emergência e primeiros socorros.


Ferimentos por mordida: Aproxime-se do cachorro calmamente para evitar uma reação do mesmo, e para maior segurança coloque uma mordaça ou focinheira. Pois é natural que a maioria dos cachorros, quando com dor extrema, possa vir a morder o próprio responsável, por receio ou medo de que este possa lhe causar mais dor. E caso não tenha uma focinheira, e tenha que fazer uma mordaça, tome cuidado para não apertar demasiadamente e dificultar a respiração do cachorro. Limpe cuidadosamente os ferimentos com bastante água limpa, e cubra-os para que permaneçam limpos. Pois os ferimentos causados por mordidas, geralmente infeccionam e precisam de cuidados profissionais, e após estes procedimentos leve o cachorro imediatamente ao medico veterinário. 


Corte ou mordida com hemorragia: Um corte pode ocasionalmente não ser muito profundo, mas mesmo assim pode vir a sangrar bastante, principalmente se atingir uma artéria. Nestas situações o sangramento é muito mais perigoso do que o próprio corte em si, e deve-se primeiramente parar com está hemorragia. Primeiramente, deve-se manter o cachorro na posição deitado, se possível ponha gelo e comprimi-ma de maneira suave, porem firme o local da hemorragia. Pois e compressão tampa os vasos rompidos, diminui a velocidade da hemorragia e facilita a coagulação do sangue, e o gelo: através do frio também comprime os vasos sanguíneos, facilitando o estancamento do sangue. E caso tenha que fazer um torniquete, faça-o com cuidado e sem pressionar demasiadamente o local, pois pode impedir a circulação sanguínea e piorar ainda mais a situação. E produtos em pó, como pó-de-café ou borra de café, açúcar, farinhas, nunca devem ser utilizados, pois podem causar infecções e consequentemente gangrena, podendo levar o cachorro a perder o membro atingido, ou dependendo da gravidade causar até o óbito no cachorro. E após estes procedimentos emergênciais, leve o cachorro imediatamente ao veterinário. 


Parada Respiratoria: Verifique se o cachorro está engasgado com um corpo estranho, e caso seja constatado que o cachorro não esteja respirando, coloque-o em uma superfície firme com o lado esquerdo para cima. Cheque o batimento cardíaco colocando seu ouvido no seu peito, e para localizar o ponto certo , dobre cuidadosamente a pata dianteira até que o "cotovelo" encoste nas costelas, este é o ponto ideal para detectar os sons cardíacos. Se o coração estiver batendo, mas o cachorro não estiver respirando, feche a boca do animal, ponha sua mão bem próximo ao focinho, para dar mais firmeza, e sopre diretamente no nariz dele, e não na boca até que você veja o tórax se expandindo. Repita este procedimento de 12 a 15 vezes por minuto, ao mesmo tempo, se não houver batimentos cardíacos, faça massagem cardíaca. O coração se localiza na metade inferior do tórax, atrás do "cotovelo" da pata dianteira esquerda. Coloque uma mão por debaixo do cachorro para aparar o tórax e coloque a outra mão por cima do coração. Faça compressão do coração com firmeza e continuamente, repita o procedimento da massagem cardíaca 60 vezes por minuto, ou seja, uma vez por segundo e alterne com a respiração artificial. E após ter conseguido reanimar o cachorro, leve-o imediatamente para o veterinário. 


Queimaduras: As queimaduras podem ser por temperatura (calor ou frio), ou por agentes químicos como um ácido, soda cáustica ou similares. Para queimaduras ocasionadas por frio, o melhor é manter a região afetada imersa em água morna, e para queimaduras por calor, utilize bastante água corrente (não muito forte) escorrendo na lesão. E queimaduras por produtos químicos, deve-se tambem utilizar bastante, porem deixando-a escorrer suavimente sobre o local. Em qualquer dos casos, deve-se proceder com bastante cuidado, pois trata-se de ferimentos muito dolorosos. E após a limpeza inicial, não ponha compressas com panos ou gazes, pois podem grudar, e tambem não passe nenhuma pomada, leve imediatamente o cachorro para o atendimento veterinario. . 


Engasgos: Sintomas como dificuldade respiratória, constante movimento de pata na boca, deve-se olhar dentro da boca e procurar se há algum corpo estranho visível. E caso seja encontrado, deve-se tentar remove-lo, preferencialmente com uma pinça ou alicate de ponta fina e comprida para que o cachorro tambem possa respirar. Tendo tambem cuidado de não empurrar o corpo estranho mais para dentro da garganta. Porem se o corpo estranho, estiver apresentando dificuldade para sair, coloque o cachorro deitado de lado e faça pressão na altura das costelas com a palma da mão, 3 ou 4 vezes, repita mais algumas vezes até a retirada do corpo estranho. E a seguir, leve o cachorro, imediatamente ao veterinário, mesmo que tenha conseguido retirar o corpo estranho, pois ele pode ter causado ferimentos internos. 

Febre: Com respiração acelerada e dificultosa, vômitos, diarreias e temperatura muito elevada, deve-se levar o cachorro imediatamente ao veterinario. 


Convulsão: As principais causas que ocasionam, a manifestação de convunções em cachorros são por intoxicações, infecções, infestações de parasitas, doenças genéticas, acidentes, ou simplesmente uma motivação idiopática (causa desconhecida). Embora de aspecto repugnante, uma convulsão em si não é motivo de emergência, porem pode acarretar emergências, podendo por exemplo, o cachorro se ferir em uma queda ou mesmo morder a própria língua, causando com isto, graves lesões ou uma seria hemorragia. A melhor providência é a de se colocar um pedaço de madeira, como um pedaço de cabo de vassoura, na boca do cachorro, entre os dentes incisivos superiores e inferiores. E se evitar tambem, que estes fiquem próximos a barrancos, degraus, ou desníveis, procure mante-lo em um local seguro. E jamais introduza a mão na boca de um cachorro em convulsão, pois no ato da convulsão, não existe consciência, e o cachorro não reconhece o seu responsavel, podendo morde-lo gravemente. Depois destas providências, e apos passada a crise de convulção, deixe o animal descançar, em paz e em silêncio, para posteriormente leva-los ao veterinario. 


Parto: As fêmeas precisam de um ambiente calmo, seguro e confortável para realizar o seu parto, e a duração media do parto normalmente é de cerca de 14 horas, da preparação ao nascimento dos filhotes. E após o nascimento de cada filhote, as proprias fêmeas mesmo cuidam deles, lambendo-lhes e ingerindo não apenas as placentas como também os líquidos aminióticos, o que é muito importante para a reposição de eletrólitos, e o cordão umbilical a fêmea tambem corta. E se após o nascimento dos filhotes, caso seja observado algum problema com a fêmea ou com os fihotes, deve-se leva-los imediatamente ao veterinario. 

Atropelamentos e Brigas: Os cachorros quando na rua, devem estar sempre presos por guias e coleiras. Sendo que o maior problema que um cachorro pode apresentar em decorrência de atropelamentos ou brigas está nas fraturas e hemorragias, nestes casos deve-se levar o cachorro imediatamente para o atendimento medico veterinário. 


Envenenamento: Não se deve deixar o cachorro comer nada durante os passeios, muito menos, deixa-los soltos sozinhos na rua, principalmente cachorros jovens, que têm tendência para comer qualquer coisa diferente e que lhes pareça interessante. Retire todas as plantas venesosas de sua casa e jardim ou coloque-as fora do alcance do cachorro. Guarde e mantenha os produtos químicos e de limpeza, os inseticidas e os medicamentos tambem em lugares inacessiveis aos cachorros, e de preferência em local trancado. Ao fazer uma desparasitação, por banho no cachorro ou pulverisação do local, tenha sempre atenção à quantidade de inseticida que se vai utilizar. E os sintomas variam conforme o tipo de veneno ingerido, pode-se considerar todos ou alguns dos descritos adiante. Como o cachorro salivar fortemente, ter vômitos recorrentes e, por vezes, também diarreia, com sangue no vômito, nas fezes ou na urina. Com o cachorro apático, com dificuldade para respirar, com pulsação rapida, tonturas, convulsôes e/ou desmaio. E como procedimento inicial deve-se anotar o que foi ingerido pelo cachorro e a quantidade (se for um produto químico ou veneno que você tinha em casa, leve a caixa para o veterinário, muitas vezes as caixas trazem além da base química do produto, procedimentos de emergência e telefones de centrais toxicológicas). Primeiro verifique o rótulo do produto ingerido, e se o vômito é aconselhável, porem se não obtiver as informações do tratamento indicado, não provoque o vômito, pois geralmente nestes casos o vômito não é aconselhável. E no caso de envenenamento de pele, lave com bastante água e um sabonete neutro, e tambem de bastante água para o cachorro, pois a água tem um efeito diluente no veneno. E após estes procedimentos, leve o cachorro, imediatamente ao veterinario. 



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sexta-feira, março 18, 2011

Origens e Evolução - Cachorros.



Origens e Evolução - Cachorros: As origens do cachorro doméstico baseiam-se em suposições, por se tratar de ocorrências de milhares de anos, cujos crescentes estudos mudam em ambiente e datação dos fósseis. Uma das teorias aponta para um início anterior ao processo de domesticação, apresentando a separação entre os lobos e cachorros há cerca de 135 000 anos, baseados nos restos encontrados de canídeos com uma morfologia próxima à do cinzento, misturados com ossadas humanas. Outras teorias, cujas cronologias são mais recentes, sugerem que a domesticação em si começou há cerca de 30 000 anos. Os primeiros trabalhos caninos, e o início de uma acentuada evolução entre 15 000 e 12 000, e por volta de 20% das raças encontradas atualmente, entre 10 000 e 8000 anos no Oriente Médio. Além das imprecisões do período, há também discordâncias sobre a verdadeira origem. 


Enquanto especula-se que os cachorros sejam descendentes de uma outra variação canídea, as mais aceitáveis são a descendência direta do lobo cinzento ou dos cruzamentos entre lobos e chacais. As evidências baseiam-se também em achados arqueológicos, já que foram encontrados cachorros enterrados com humanos em posições que sugerem afetividade. Segundo estes trabalhos de pesquisa, o surgimento das variações teria ocorrido por seleção artificial de filhotes de lobos-cinzentos e chacais que viviam em volta dos acampamentos pré-históricos, alimentando-se de restos de comida ou carcaças deixadas como resíduos pelos caçadores-coletores. Os seres humanos perceberam a existência de certos lobos que se aproximavam mais do que outros e reconheceram certa utilidade nisso, pois eles alertavam para a presença de animais selvagens, como outros lobos ou grandes felinos.


Mais sedentários devido ao desenvolvimento da agricultura, os seres humanos então deram um novo passo na relação com os caninos. Eventualmente, alguns filhotes foram capturados e levados para os acampamentos na tentativa de serem utilizados. Com o passar dos anos, os animais que, ao atingirem a fase adulta, mostravam-se ferozes, não aceitando a presença humana, eram descartados ou impedidos de se acasalar. Deste modo, ao longo do tempo, houve uma seleção de exemplares dóceis, tolerantes e obedientes aos seres humanos, aos quais era permitido o acasalamento e que, quando adultos, eram de grande utilidade, auxiliando na caça e na guarda. Esse gradual processo, baseado em tentativas e erros, levou eventualmente à criação dos cachorros domésticos. Na antiga Roma, haviam mosaicos com o aviso Cave canem ("Cuidado com o cão"), e este era um aviso bastante comum nas vilas romanas, já que os cachorros eram muito utilizados para vigiar e guardar as casas.


Foi ainda durante a pré-história, que surgiram os primeiros trabalhos caninos, e com isso começaram a fortalecer os laços com o ser humano. Pois cachorros de caça e de guarda ajudavam as tribos em troca de alimento e abrigo. Com o tempo, aperfeiçoaram o rastreio e dividiram o abate das presas com os humanos. Por possuírem alta capacidade de adaptação, espalharam-se ao redor do mundo, levados durante as migrações humanas e aparecendo em antigas culturas romanas, egípcias, assírias, gaulesas e pré-colombianas, tendo então sua história contada ao lado da do homem. No Egito Antigo, os cachorros eram reverenciados como conhecedores dos segredos do outro mundo, bem como utilizados na caça e adorados na forma do deus Anúbis. No continente europeu, mais precisamente na Grécia Antiga, os cachorros eram relacionados aos deuses da cura, e tinham templos destinados especialmente a eles.


Neste período, também combateram junto aos exércitos de Alexandre, o Grande, espalhando-se pela Ásia e Europa. Na Gália, além de guardiões e caçadores, detinham a honra de serem sacrificados aos deuses e enterrados nos túmulos de seus donos. Durante o período do Império Romano, os exemplares de cachorros fortes e de grande porte, foram utilizados para a diversão do público em grandes combates no Coliseu de Roma. Trazidos da Bretanha e da parte ocidental da Europa, eram bastante sanguinarios e agressivos durante os combates, pois eram treinados para matar, principalmente prisioneiros, escravos e cristãos. E sua fama de cachorros ferozes e mortais, ficou tão grande que as raças da época quase foram extintas. Devido a sua exagerada e incontrolável agressividade, motivo pelo qual foi tambem muito utilizado durante as guerras.


Atualmente, os cachorros têm sido criados em uma variedade de formas, cores e tamanhos tão grande que a variação pode ser ampla mesmo dentro de uma só raça, como acontece com os Cavalier King Charles Spaniel. No princípio, após a sua domesticação, os cachorros eram criados por suas habilidades de trabalho. E durante o fim do Império Romano, e com o mundo entrando na Idade Média, nesta época já haviam cachorros espalhados por todo continente europeu. Levados pelos mercadores fenícios do Oriente Médio à região mediterrânea, e adentrado as regiões conquistadas pelos exércitos romanos. E foi durante esta época que os cachorros perderam o relativo prestígio conquistado anteriormente. Já que doenças como a peste negra assolavam a Europa, e eram os cachorros que comiam os cadáveres nas periferias das cidades.


A Igreja Católica, enquanto instituição mais influente, passou a relacioná-los à morte e considerá-los criaturas das trevas. Sua mentalidade supersticiosa popularizou-os como animais de bruxas, vampiros e lobisomens. Tal influência, por incentivo da inquisição, resultou em matanças de lobos, cachorros e híbridos. Indo ainda mais além, estipulou decretos que diziam que se qualquer preso acusado de bruxaria fosse visitado por um cachorro, gato ou pássaro, seria imediatamente considerado culpado de bruxaria e queimado na fogueira. Mas apesar de toda esta perseguição, os cachorros conseguiram sobreviver, e com o fim da perseguição os remanescentes já começavam a ser vistos inclusive como otimos animais de companhia. E durante o período do renascimento, a visão negativa sobre os cachorros foi desaparecendo, já que caíram no gosto dos nobres.


Durante este período, os cachorros eram utilizados para a caça esportiva, e Guilherme Orange, soberano atividades. Estes cachorros, importados da Sibéria, ajudaram o ser humano na conquista dos pólos pelos primeiros homens a pisar no Polo Sul e Polo Norte, puxando seus trenós. No período das grandes navegações, os homens migraram ao Novo Mundo com seus cachorros. Apesar de não serem desconhecidos dos povos pré-colombianos, porem não havia nas Américas uma variedade tão grande de raças. Também durante a conquista, a presença dos cachorros teve grande utilidade, pois nas guerras contra os nativos, farejadores eram utilizados para encontrar e matar os índios.


A respeito disso, há a lenda de que, na atual República Dominicana, milhares de indígenas foram exterminados por uma tropa de 150 soldados de infantaria, trinta cavaleiros e vinte cachorros rastreadores. Durante o século XIX, apesar de polêmicos, os treinamentos dos cachorros para lutas e guerras, ganhou popularidade como na época de Alexandre Magno. Nessa fase, algumas raças foram compostas por cachorros menores, mais brutos e de musculatura mais forte, como o bull terrier. No século seguinte, eventos tornaram a marcar a evolução dos cachorros. As guerras mundiais extinguiram as raças das regiões mais afetadas e ajudaram a popularizar as variedades militares, como o pastor alemão e o dobermann, enquanto rastreadores. No Japão, em plena guerra, o imperador decretou que todos os cachorros que não pastores alemães fossem mortos para a confecção de uniformes militares com seu couro.


Devido a isso, muitos criadores de akitas cruzaram seus animais com pastores alemães, para tentar fugir ao decreto. Os resultantes destes cruzamentos, levados aos Estados Unidos pelos soldados, foram os primeiros na criação de mais uma nova raça. Foi também após as guerras mundiais que surgiram os primeiros centros de treinamento de cães-guia de cego. Modernamente, apesar de fazer parte da história humana desde a imagem divina aos soldados das guerras, o cachorro tornou-se um animal de estimação apenas no século XX, já adaptado aos modos de vida dos seres humanos, devido a sua habilidade de fazer de diversos ambientes os melhores possíveis, e ao voltar suas capacidades de aprendizado à domesticação. Diz-se que esta mútua relação entre os dois mais numerosos carnívoros do mundo deve-se à compreensão e à evolução cerebral canina em entender e se adaptar a personalidade dos seres humanos.


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