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terça-feira, abril 05, 2011

Raça Akita - Cachorros.



Raça Akita - Cachorros:  O Akita ou Akita Inu é uma raça de cachorros originária do Japão. O nome foi dado em homenagem à província de Akita, de onde a raça é supostamente considerada originária. Pois "Inu" significa cachorro em japonês, e muitas vezes se referem a ele como "Akita-ken" (um trocadilho, pois a palavra "província" é pronunciada "ken" em japonês). Sendo que uma das caracteristicas anatomicas dos cachorros da raça Akita e de possuirem uma aparência muito aparecida com a dos lobos, sendo tambem as fêmeas mais leves e menores que os machos. Com o seu peso variando entre 34 e 50 kg, e a altura na cernelha deve ser entre 64 e 70 cm para os machos, e 58 e 64 cm para as fêmeas. 




E o seu aspecto geral é imponente, robusto e nobre, e com o corpo sendo bem simetrico e proporcional, e o focinho é potente e afilado, porem sem ser pontudo, e com a cana nasal reta e curta. E com dentes fortes, com mordedura em tesoura, porem nunca prognatas, e seus olhos são levemente pequenos e triangulares, fazendo ângulo ligeiramente voltado para cima. As orelhas são pequenas e grossas, triangulares, ligeiramente arrendondadas na extremidade, inseridas moderadamente separadas e inclinadas para frente. A cauda é grossa e forte, com seu comprimento chegando até o jarrete, mas deve portar-se enrolada sobre o dorso. Sua pelagem é dupla, sendo o pêlo de cima duro e reto e o subpêlo macio e denso, o que lhe dá uma bela e magnifica aparência. 


Como possui subpêlo, há uma intensa muda (troca de pêlo) em algumas épocas do ano, devendo então ser muito bem escovado para manter seu belo aspecto e eliminar os pêlos mortos. Suas cores podem ser vermelho-fulvo, sésamo (pêlos vermelhos com as pontas pretas) tigrado e branco, e os exemplares de todas as cores, exceto a branca, devem apresentar o "URAJIRO" que é uma pelagem caracteristica esbranquiçada nas laterais do focinho, nas bochechas, sob o queixo, pescoço e ventre, na face inferior da cauda e face interna do membros. E quanto ao seu temperamento, é um cachorro extremamente protetor, prudente, afetuoso e corajoso, porem diante de brincadeiras insistentes ou bruscas.


Os cachorros desta raça costumam se afastar e se recolher em um de seus locais favoritos, porem se o incomodo persistir, eles podem rosnar em sinal de advertência. E tambem os Akita tem como uma de suas principais caracteristicas latirem muito pouco, inclusive raramente latem desnecessariamente, porem geralmente uivam se precisarem de algo, mas são cachorros com muita personalidade e seguros de si. E são muito possessivos com seu território e com seus responsaveis e familiares, qualidade que faz desta raça uma excelente guardiã, tanto de propriedades para guarda e vigia, quanto das pessoas para proteção pessoal. Na guarda, seu comportamento não é ostensivo, como pode-se observar nos Dobermanns, mas costumam manter-se em um local que ofereça boa visibilidade, deslocando-se apenas se acharem necessário.  


É um cachorro muito preocupado e apegado ao seu resaponsável, sendo considerado inclusive como um cachorro de um só responsável, o que não quer dizer que não possa ser adotado quando adulto, porem sente e sofre muito quando abandonado e  muitas vezes, não consegue se adaptar aos novos responsáveis. Entretanto, uma vez conquistado será um excelente guardião e companheiro por toda a vida, porem precisa de ensinamento e orientação para corresponder ao controle normal pelo chamado do seu responsável. E de acordo com o livro A Inteligência dos Cães, de Stanley Coren, o Akita encontra-se na 54ª posição entre as 79 pesquisadas, e algumas dificuldades em seus resultados podem ser explicados pela sua dificuldade "natural" em não aceitar ou acatar ordens de estranhos. 


Por isso, recomenda-se que desde cedo o próprio responsável invista algum tempo na socialização, orientação e educação de seu Akita. E sobre a origem da raça Akita, e comtemporanea aos tempos antigos à era Meiji, e acredita-se que havia uma grande migração de pessoas entre o Japão e a Ásia antes que estas duas áreas se separassem. E foi durante esta época que os cachorros foram introduzidos no Japão, pois ossos de cachorros do tipo Spitz foram encontrados em sepulturas da Era Jomon (8000 a.C. a 300 a.C). E após a separação das ilhas que compõe o Japão da grande massa de terra, que correspondem a Asia, as embarcações passaram a ser necessárias para se viajar entre as ilhas e o continente, e isso diminuiu muito a migração. 


A diferenciação entre os cachorros do tipo Spitz iniciou-se a partir do isolamento das regiões, e os cachorros tornaram-se mais apropriados para as necessidades de caça de cada área. Então estes cachorros tornaram-se menos genéricos em aparência com a diminuição da variedade de cruzamentos, porém o tipo básico do Spitz prevaleceu e permaneceu nestes cachorros. A partir do final da Era Jomon, a caça tornou-se popular e muitos ossos de cachorros foram encontrados junto a outros restos mortais, especialmete na parte nordeste do Japão, junto ao Oceano Pacífico. Mais tarde, na Era Yayoi (300 a.C. a 300 d.C), houve uma diminuição do número de ossos caninos encontrados em sepulturas, porém, os cachorros representados em pratos e estatuetas de barro desta era tinham as orelhas eretas e caudas enroladas como os atuais cachorros japoneses. 


Existem referências a cachorros em alguns livros de história japonesa como o Kojiki (uma crônica do Japão Medieval de 712 d.C) e Nihon Shoki (As Crônicas do Japão da era Yayoi). Na Era Kamakura (1192- 2011) há relatos sobre cachorros de briga, pois as briga de cachorros também eram muito populares na Era Edo (1603 a 1868). No início da era Edo, houve um crescimento da influência européia no Japão, com a abertura dos portos a navios estrangeiros, e a importação de cachorros do continente europeu tornou-se um negócio bastante próspero e até mesmo uma nova palavra, kara-inu, com o significando de "cão estrangeiro" foi criada. E a grande maioria dos cachorros importados eram do tipo hound, conta-se que o Xogun Tokugawa Ieyasu possuía uns 70 destes cachorros somente para caçar cervos. 


Inclusive a popularidade dos cachorros estrangeiros poderia ter causado o fim das raças nativas do Japão, caso os descendentes de Tokugawa Ieyasu tivessem o mesmo interesse que ele nos cachorros estrangeiros. E ainda na Era Edo, uma lei bastante curiosa foi criada, em 1685 o quinto Xogun Tokugawa Tsunayoshi promulgou a lei Shorui Awaremi-no-Rei, determinando a compaixão por todas as coisas vivas e proibindo a matança ou abandono de animais, especialmente de cachorros. O resultado foi que milhares de cachorros sem dono passaram a vagar pelas ruas de Edo, hoje a província de Tokyo. E mais de cem mil cachorros sem dono eram mantidos em canis especialmente construídos para tal. 


Porem por volta do ano 1640, o Japão retraiu-se e isolou-se novamente do resto do mundo negociando apenas com a Mongólia, Coréia e China, e este novo isolamento do Japão durou mais de duzentos anos e só terminou em 1853 com a chegada do Comodoro americano Matthew Perry. E mais uma vez o Japão iniciou um ciclo de interesse por todas as coisas estrangeiras, especialmente ocidentais, alguns engenheiros de minas europeus começaram a trabalhar nas minas das montanhas do norte de Honshu. Parte desta área faz parte hoje da Prefeitura de Akita, que nos anos 1800 era chamada de Dewa e sua cidade principal chamava-se Odate, e era bastante distante das cidades da planície ocidental, sendo tambem uma região montanhosa, íngreme e fria. 


E a caça dessa região consistia em javalis, alces e o grande urso Yezo (que chegava a pesar 350Kg). E os cachorros utilizados para caçar no norte sempre foram conhecidos pelo seu grande porte e eram utilizados em pares de macho/fêmea para encurralar a caça até que os caçadores chegassem. Conta-se que um nobre desenvolveu um tipo de cachorro especialmente apropriado para este tipo de caçada, e este esforço de criação pode ter sido o início do grande cachorro de caça japonês.  Pois em contraste com as regiões rurais, nas cidades japonesas, densamente povoadas, geralmente encontrava-se cachorros mestiços de raças nativas e estrangeiras, e ninguém parece ter feito qualquer tipo de esforço para preservar as raças japonesas das cidades, com exceção do Chin Japonês. 


As brigas de cachorros continuaram populares na Era Meiji (1868 a 1911), naquela época os Akitas eram chamados cachorros de Odate por causa do nome da sua cidade. Por volta de 1897, cachorros de briga Tosa foram introduzidos na prefeitura de Akita, e naquela época Tosa, hoje conhecida como Prefeitura de Kochi, era uma das duas áreas mais populares em brigas de cachorros. No início a raça Akita era mais forte do que a Tosa, mas gradualmente a situação se reverteu devido a cruzamentos de cachorros da raça Tosa com cachorros de raças europeias, e com as mudanças trazidas pela ocidentalização, alguns cachorros foram criados especialmente para este esporte. 


E um dos favoritos era o Cachorro de Briga Tosa, que era uma mistura entre o Tosa nativo (Shikoku) e várias outras raças como Buldogue, Dogue Alemão, Pointer, Mastiff etc. E para aumentar o seu tamanho e o seu instinto de briga, o mesmo tipo de cruzamentos foi feito no norte com os cachorros nativos da região Dewa/Akita. As raças provavelmente utilizadas nesses cruzamentos foram os Dogue Alemão, trazidos pelos engenheiros de minas alemães e os Mastiff Tibetanos trazidos por comerciantes Mongóis. A partir da Era Meiji até a Era Taisho (1912 a 1925), os cachorros no Japão eram classificados em três categorias, Uma era o cachorro de caça japonês, que era grande, com orelhas eretas e cauda enrolada. 




O segundo eram os pequenos cachorros vindos da China, chamados Chin, e o terceiro eram os mestiços com raças asiáticas e européias, verdadeiros SRD. Do Início da Era Showa até hoje, deu-se inicio ao movimento de preservação dos cachorros nativos japoneses, motivado principalmente pelo crescente nacionalismo japonês no século XX. A medida em que o interesse dos japoneses começou a focar-se em sua própria história e cultura, eles começaram a prestar mais atenção aos cachorros nativos e tradicionais que sempre estiveram presentes durante toda a historia do Japão. Felizmente o isolamento rural do norte do país permitiu que a caça continuasse a ser uma importante fonte de alimentos. 


E quando a atenção voltou-se para os cachorros nativos, os Matagi Inu (cachorros de caça) ainda podiam ser encontrados para servir como base de criação. Um nome de grande importância no movimento preservacionista foi o do Professor Shozaburo Watase, que publicou um artigo sobre os cachorros japoneses em 1915. Ele também começou a palestrar sobre este asssunto e fundou um comitê histórico preservacionista para o Ministério de Assuntos de Estado. E em 1919, sob sua liderança, uma lei para a preservação de espécies do Japão foi aprovada, nesta época a raça Akita encontrava-se em grande declínio dentre as raças japonesas, não só em números como também em pureza, devido aos diversos cruzamentos com cachorros de briga Tosa e com cachorros de diversas raças ocidentais. 


Em 1920 o Dr. Watase foi a Odate para pesquisar os cachorros Akitas da região. Porém ficou desapontado ao constatar que devido à falta de uniformidade dos cães Akita, ele não poderia designar nenhum deles como monumento nacional. Nessa época as brigas de cachorros ainda eram muito populares e a ênfase na criação dos cachorros era muito maior na habilidade de briga do que na aparência dos mesmos. porem antes de deixar Odate, o Dr. Watase convocou os apreciadores dos cachorros Akita a preservar a raça antes que a mesma se tornasse extinta. No início da Era Showa (1926 a 1988), em 1927, o prefeito de Odate, Sr. Shigeie Izumi, contrário aos cruzamentos entre os cachorros de Odate com outras raças, principalmente com o Tosa, fundou a Sociedade Akita Inu Hozankai (AKIHO) num esforço para preservar a pureza da raça de Odate. 


Ao mesmo tempo, as brigas de cachorros gradualmente foram perdendo sua popularidade. Devido a uma grande preocupação da população com a sobrevivência dos cachorros japoneses, em junho de 1928 fundou-se o Nipponken Hozonkai (NIPPO), uma organização para os cães Akita, Hokkaido, Shiba, Kai, Kishu e Shikoku). O NIPPO passou a registrar cachorros japoneses, a publicar um boletim e a organizar exposições. Na primavera de 1931, um grupo liderado pelo Dr. Tokio Kaburagi foi a Odate pela segunda vez com a disposição de que o Akita deveria ser restaurado ao que se acreditava ser o tipo puro do cachorro japonês. 


Finalmente, em Julho de 1931 o governo japonês declarou o grande cachorro do Japão como um Monumento Natural do Japão. A raça foi finalmente batizada com o nome da região onde se originou passando a ser conhecida como Akita Inu. No Japão as raças caninas são tipicamente associadas com as áreas de onde se originaram, como Akita, Hokkaido, Shiba, Kai e Shikoku, e a palavra inu significa cachorro em japonês. Assim, Akita Inu significa cachorro de Akita. O interesse nos Akitas recebeu um grande incremento com a publicidade sobre a raça, primeiramente em 1932 pela publicação em primeira página nos jornais de Tóquio, da história de Hachi-Ko. 


Depois pela muito divulgada visita da escritora americana cega, surda e muda Helen Keller ao Japão, ela expressou interesse na raça e foi presenteada com dois filhotes de Akita, o primeiro morreu ainda novo, mas o segundo tornou-se companheiro inseparável de Hellen até sua morte. Felizmente essa atenção da mídia coincidiu com o crescente nacionalismo japonês, ou de outro modo os cachorros nativos do Japão poderiam ter desaparecido definitivamente. Para ajudar a determinar se um cão verdadeiramente representava um tipo nativo, o NIPPO desenvolveu um padrão escrito da raça publicado em setembro de 1934. A Akiho, que colaborou com a NIPPO durante seus primeiros anos, publicou seu primeiro padrão do Akita em 1938. 


De acordo com muitos dos estudiosos dos cachorros  japoneses, o tipo puro original do cão Akita era provavelmente do tamanho dos cachorros Matagi (caça) encontrados nas aldeias nas montanhas do Japão. Estes cachorros Matagi era ligeiramente maiores que os cachorros médios. O objetivo dos criadores sérios de Akitas passou a ser aumentar o tamanho dos cachorros, mantendo-se a aparência dos cães japoneses. A Segunda Guerra Mundial quase causou a completa extinção dos Akitas devido à escassez de alimentos e à demanda da pele dos animais pelo exército japonês. Porém, algumas pessoas esconderam seus Akita-Inus e os mantiveram em segredo, mas poucos cachorros sobreviveram à Guerra. 


Porem após o termino Guerra, alguns oficiais das forças de ocupação na Prefeitura de Akita interessaram-se pelos Akitas, e os americanos ajudaram a alimentar e a cuidar desses Akitas. E mesmo nesses tempos difíceis, a restauração da raça foi reiniciada e para preserva-la, foram feitos alguns cruzamentos, especialmente com Pastores Alemães, e outros cães japoneses também foram utilizados, entretanto os criadores japoneses passaram a tentar erradicar qualquer sinal desses cruzamentos. E duas linhagens principais emergiram após a Guerra e foram utilizadas no processo de restauração da raça, a Dewa e a Ichinoseki, A linhagem Dewa veio do cachorro Dewa-go, do canil do comerciante de cachorros Yozaburo Ito. 


E a linhagem Ichinoseki iniciou-se com o cachorro Ichinosekitora-go, de propriedade do Sr. Kuniro Ichinoseki. Porem devido à falta de uniformidade na aparência dos Akitas durante os anos iniciais da restauração da raça, os criadores japoneses encontraram muitos problemas em seus esforços iniciais para restaurar o Akita como um autentico e genuino cachorro japonês. A linhagem Dewa era estereotipada como os Akitas tipo "Pastor Alemão" e a linhagem Ichinoseki como os Akitas tipo "Mastiff", e em 1948 foi fundada em Tóquio a Akitainu Kyokai (AKIKYO), uma outra sociedade objetivando a restauração do Akita, com a publicação de seu padrão no mesmo ano. 


Hoje ainda existem três organizações que registram os Akitas, a AKIHO é a maior e mais influente, a AKIKYO foi reconhecida em 1988 e mantém-se ativa, a NIPPO, porém, passou a focar-se principalmente nos cachorros de raças japonesas médias e pequenas, o padrão atual do Kennel Club Japonês e da FCI baseia-se nos padrões NIPPO, AKIHO e AKIKYO. E devido a todas estas situações, a raça Akita sofreu grandes mudanças até chegar ao padrão atual, porém os esforços para a melhoria da raça continuam firme a fim de melhorar os diversos problemas encontrados, tais como tórax estreito, baixa estatura, pelagem muito longa ou muito curta, falta de dentes, língua manchada, forma dos olhos defeituosa, desvios de temperamento, etc. 


Utilização originalmente, no Japão, era empregado em rinhas, o que quase extinguiu a raça. Também já foi usado na caça a grandes animais, mas hoje serve como cão de guarda, onde destaca-se devido à sua grande força e sentimento de fidelidade ao dono. E enquanto a raça foi quase extinta durante a Segunda Guerra Mundial, e para recuperá-la, teve que ser feito no Japão um intenso trabalho de seleção com os exemplares remanescentes. Porem de forma simultanea e paralelamente, exemplares mestiçados com Pastor Alemão e Mastins foram para a América, onde foram selecionados, e a criação foi direcionada para formar uma nova raça, que foi então denominada Akita Americano. 


Existe também uma lindíssima história (real) de pura lealdade, onde o protagonista é um Akita chamado Hachiko Monogatari. Ele acompanhava seu dono todos os dias à estação, retornando no horário exato que o trem retornava, para voltar junto com o dono para casa. Em um desses dias seu dono não retornou, pois teve um AVC e veio a falecer no local onde trabalhava. Hachiko continuou esperando, uma espera de 9 anos e 10 meses, até que suas forças não o permitiram continuar, ele morreu a espera do dono. Hoje, no local ainda existe uma estátua de bronze em homenagem a Hachi, que se tornou símbolo de lealdade para o povo japones.[Hachi foi enterrado junto ao dono, e sua espera chegou ao fim. Sua pele foi preserva e empalhada. Faz parte do acervo do museu de Ueno. Essa historia é contada no filme Sempre ao seu lado.





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segunda-feira, abril 04, 2011

Raça Dobermann - Cachorros.



Raça Dobermann - Cachorros:   A Dobermann é uma raça relativamente recente, pois foi criada, desenvolvida e aprimorada durante o século XIX na Alemanha. E o criador da raça chamava-se Louis Dobermann, que era um cobrador de impostos na cidade de Apolda, e devido a suas funções, que o obrigava a fazer diversas viagens pela região, Louis Dobermann sentiu a necessidade de um cachorro para protegê-lo. E ele precisa-vá para acompanha-lo e protege-lo de um cachorro que fosse forte, ágil, inteligente e corajoso. Inclusive Louis Dobermann também trabalhava como zelador no canil municipal de Apolda, e tinha consequentemente um grande conhecimento sobre cachorros. 


Então a partir de 1870 começou a realizar cruzamentos entre os cachorros dito "dos açougueiros", que eram os ancestrais do Rottweiler, Pinscher, Pastor Alemão, Weimaraner, Greyhound e o Manchester Terrier. Contudo, Louis Dobermann morreu aproximadamente dez anos após ter iniciado a seleção do Dobermann e não teve a oportunidade de ver seu trabalho concluído. Porem seus trabalhos foram continuados por Otto Goeller, que inclusive estabeleceu um padrão para a raça em 1899, e dando o nome de Dobermann Pinscher em homenagem ao seu criador. E atualmente os Dobermanns são uns dos cachorros mais utilizados não somente pela Polícia da Alemanha, como tambem varias outras forças policiais de todo mundo. 


E como era a intenção inicial do criador da raça, o Dobermann é realmente um cachorro de grande coragem, inteligência e agilidade. E o seu temperamento é bastante equilibrado e é um cachorro muito determinado, sendo extremamente fiel ao dono e à sua família, porem muito desconfiado com estranhos e possui um grande instinto protetor, sendo considerado uma das melhores raças de cachorros de guarda do mundo. E é tambem um cachorro muito sensível e inteligente, e que possui uma grande facilidade de aprendizado que é utilizado em diversas funções no mundo todo, desde cachorro policial, cachorro militar até cão guia, embora esta não seja a sua maior aptidão. 


Contudo esta não é uma raça que seja indicada para responsáveis inexperientes, pois seu responsável deve ter bastante equilíbrio e saber como se impor com paciência e suavidade. E tambem os Dobermanns são cachorros que precisam de fazer bastante atividade física ou exercícios e necessitam de um certo espaço. E o seu pêlo deve ser escovado regularmente, para a retirada de fios mortos, e com relaççao a sua saúde, os Dobermans estão sujeitos à incidência de torção gástrica, por isso deve-se tomar certos cuidados com sua alimentação, e de atrofia progressiva da retina, um problema que pode ser evitado com a escolha consciente do filhote e dos pais da ninhada. E as características físicas da raça, são de um cachorro de grande porte, com aproximadamente 70 cm, com uma constituição física quase quadrada, com linhas elegantes, postura ereta e imponente, sendo um cachorro muito forte e musculoso. 


E sua pelagem é simples, curta, dura, espessa e bem assentada, sua pele retesada e aderente, enaltecendo sua modelagem seca e refinada. A cor varia entre preto, marrom escuro e azul, cor que não é aceita pelo padrão oficial FCI, com marcação castanho, claramente definida, isenta de pêlos pretos, no focinho, lábios, uma em cada bochecha e acima de cada olho, na garganta, duas marcas no ante-peito, pernas e patas, na face interna das coxas e sob a cauda, e suas orelhas posicionam-se para cima. Nos machos, a altura na parte mais alta do garrote é de 68 a 72 cm, enquanto nas fêmeas vai de 63 a 68 cm. e o peso também é diferente entre machos e fêmeas, sendo cerca de 40 a 45 kg para os machos e de 32 a 35 kg para as fêmeas. 


E as fêmeas tendem a ser mais tranquilas e pacíficas, enquanto que os machos tem uma tendência a ser mais agressivos. Porem, como em todas as raças, mais do que a genética, é o responsável que oriente e molda o comportamento e as atitudes dos cachorros, sendo absolutamente comum encontrar dobermann extremamente pacíficos e disciplinados. Inclusive há poucas raças de cachorros no mundo, que apresentem tanta eficiência e aptidão para a o exercício da função de defesa e de guarda, pois as qualidades físicas e psíquicas do Dobermann os credenciam e os colocam entre a elite dos cachorros de defesa e guarda. E são dotado de grande desconfiança com desconhecidos, sempre preferindo estarem próximos do seu responsável. 


E com um grande instinto de proteção, sempre atentos e com uma vigilância incessante, inclusive o seu olhar vivaz investiga sem descanso ao seu redor, de modo que possa proteger e advertir o responsável de qualquer perigo eventual. Pois é uma raça destemida, que não conhece o medo em um eventual momento de perigo, o seu corpo musculoso põe-se tenso, sua fisionomia se endurece, o olho se acende e ao menor sinal ou ordem do responsável ataca de forma destemida, furiosa e implacável o seu adversário. E o que é bastante surpreendente no caso desta raça, é que a a obra de seleção, desenvolvimento e aprimoramento da raça tenha sido lograda em um período muito breve, obtendo com grande rigor características excepcionais. 


Pois a origem do Dobermann é recente, e tal como a conhecemos, a raça existe desde há pouco decênios, e ainda antes, quando se apresentava menos refinada, a sua origem não ia mais além da metade do século passado. Não obstante, há controversias tambem quanto a sua origem, pois muitos alegam não ter sido Louis Doberman o criador da raça, e reivindicam a sua criação e origem. pois os franceses consideram que a raça derive do seu cachorro pastor de Beauce, e é certo que entre ambas as raças há uma notável semelhança. Por sua vez, os próprios cinófilos alemães preferem derivar o Dobermann de diversos antepassados, por exemplo o consideram originário da Teringia e, precisamente da aldeia de apold, onde um simples porteiro de palácio tambem com o nome Dobermann  teria conseguido obter este cachorro pelo cruzamento de várias raças, entre elas o pastor alemão antigo e o pincher alemão. 

No princípio, a raça tivera por nome "belling", aparente mente o apelido daquele porteiro, mas há quem diga que o belling era um cão completamente diferente. Segundo outros especialistas , o velho pastor alemão haveria sido a raça básica para criar o Dobermann, mas empregando, além do pincher, o braco de Weimar, e não falta tambem, finalmente, quem supõe a intervenção do black and tan terrier e do Rottweiler. Entretanto toda está especulação foi desmentida e rejeitada categoricamente por Otto Goller, que seguiu na continuação da criação da raça Dobermann, diz-se que Goller foi o verdadeiro selecionador, o que fixou a raça. 


É provável também, que mais adiante o Dobermann tenha recebido sangue inglês no sentido de que, num primeiro momento, era um pouco tosco e longo afinou-se através do cruzamento com o terrier preto fogo (blanck and tan), presente na Alemanha com dimensões consideráveis. Parece que somente em 1900 o dobermann adquiriu a conformação ágil que ostenta hoje. Já nos referimos aos dotes psíquicos e as aptidões da raça. Agreguemos que possui grande capacidade de aprendizagem e é bastante fácil de adestrar. De constituição muito robusta, suporta facilmente fadigas e intempéries e, em qualquer circunstância, está disposto a sacrificar a vida para proteger o responsável e seus familiares.



PADRÃO DA RAÇA:

Aspecto geral - tamanho médio, construção quase quadrada, forte e musculoso. Linhas elegantes, postura ereta e orgulhosa, temperamento firme e expressão determinada.
Talhe   - altura: machos 68 a 72 cm. e fêmeas 63 a 68 cm.
            - comprimento: a fêmea pode ser um pouco mais alongada.
            - peso: machos 40 a 45 quilos e fêmeas 32 a 35 quilos.

Pelagem - simples, pêlo curto, duro, espesso e bem assentado. Pele retesada e aderente, enaltecendo sua modelagem seca e refinada.


Cor - preto, marrom escuro e azul, com marcação castanho, claramente definida, isenta de pêlos pretos: no focinho; lábios; uma em cada bochecha e acima de cada olho; na garganta; duas marcas no antepeito; pernas e patas: na face interna das coxas e sob a cauda.

Cabeça de constituição anatomica cuneiforme, com paralelismo de crânio/focinho. Nitidamente destacada do pescoço
Crânio - de perfil, a linha superior plana se desnivela da do nariz até o topo, descendo, do
osso frontal em suave curva até a nuca, de frente é plano e horizontal, sem caimento na direção das orelhas.
Stop - suave declive.


Olhos - ovais, tamanho médio o mais escuros possível. Para cães marrons e azuis é permitida uma tonalidade mais clara, mas devem parecer escuros.
Orelhas - inserção alta, portada dobrada e caída rente às faces, quando cortadas, ficam eretas.
Focinho - profundo e largo.
Trufa - preta e nos marrons e azuis, deve parecer escura.
 Lábios - bem cerrados.
 Mordedura - em tesoura.


Tronco - é curto e firme, com a cernelha bem evidenciada, especialmente nos machos, define, pela altura e comprimento, o traçado da linha superior descendente até a garupa.
Pescoço - de bom comprimento seco e musculoso eleva-se do peito e dos ombros, em harmoniosa e arqueada linha,  portado alto em notável expressão de nobreza.
Dorso - largura adequada.
Lombo - bem musculoso.
Costelas - ligeiramente arqueadas.
Peito - boa largura antepeito bem desenvolvido, profundidade superior a 50% da altura. O
antepeito, projeta-se à frente da articulação dos ombros.
Ventre - linha inferior levemente esgalgada.
Garupa - arredondada sem ser caída.


Membros - Ombros - escápula longa, inclinada, angulação escápuloumeral em angulo quase reto. A escápula,bem musculada e firmemente acoplada ao tórax, aparece acima do nível do dorso, marcando a linha superior.
Anteriores - fortemente constituídos e bem aprumados, com os cotovelos trabalhando bem acoplados ao tórax e os metacarpos  corretamente direcionados para a frente.


Posteriores - coxas de boa largura, fortemente musculadas e anguladas a 130°. As pernas fazem ângulo obtuso com os Jarretes.
Patas - pés de gato, curtas, fechadas e arqueadas. Sem ergôs nos posteriores.
Cauda - (padrão não comenta). ( N.R.: amputada deixando 2 ou 3 vértebras).

Movimentação - elástica, elegante, ágil, livre, com boa cobertura de solo e movimentos simultâneos, de um membro anterior de um lado com um posterior do outro. A passada dos anteriores têm bom alcance e os posteriores com propulsão vigorosa e elástica.



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domingo, abril 03, 2011

Raça Dogo Argentino - Cachorros.



Raça Dogo Argentino - Cachorros: O Dogo Argentino, como o próprio nome diz, é uma raça de cachorro que é originaria, e que foi desenvolvida e aprimorada na Argentina, na região de Córdoba. E que foi fruto de um grande esforço e trabalho feito por Antonio Nores Martínez, auxiliado por seu irmão Agustin Nores Putrinez. Que em 1928 formalizou e estabeleceu um padrão para a raça, porem apenas no ano de 1950 a Federação de Cinofilia Argentina reconheceu a raça Dogo Argentino, e atualmente está é a única raça de cachorros reconhecida internacionalmente com origem na Argentina. E inicialmente na busca de um cachorro que fosse imbatível nas arenas e insuperável na caça de javalis e pumas, selecionaram então varias raças, porem foi escolhido como cachorro "base" o Viejo Perro de Pelea Cordobés, raça hoje extinta mas que na época era muita popular na Argentina nas brigas entre cachorros. 




Iniciou então a criação a partir de fêmeas d Viejo Perro de Pelea Cordobés, por serem tambem uma raça de cachorros quase que totalmente brancos, e que tambem tinham um grande prestigio e tradição nos combates, sendo que frequentemente morriam lutando, pois não recuavam jamais. E a raça Viejo Perro de Pelea Cordobés, foram acrescentadas a raça Dogue Alemão, com o objetivo de aumentar o peso e o tamanho da raça, o Bulldogue Inglês e o Bull Terrier, para acrescentar caracteristicas como uma maior intrepidez, resistência, e insensibilidade à dor, o Boxer para conferir uma maior vivacidade e inteligência, o Mastim dos Pirineos tambem para aumentar o seu porte, a rusticidade, olfato e o seu manto branco, ampliando também a capacidade de adaptação a todos os climas. 



O Pointer Inglês contribuiu principalmente pelo bom olfato que caracteriza a raça em seu uso na caça a grande animais. O Irish Wolfhound foi o responsável, junto com o Dogue Alemão e o Mastim dos Pirineus na definição do seu tamanho. E o Dogue de Bordeaux, contribuiu inicialmente com a força de sua mandíbula, cabeça potente e a aptidão para o combate, porem foi logo abandonado pois gerava filhotes com pelo amarelado, que era uma das características que eram consideravas indesejáveis para a futura raça. E todo dedicação, cuidado e empenho foram direcionados para o desenvolvimento, evolução e o aprimoramento da raça Dogo Argentino, durante vários anos, até que em 1928 foi redigido o primeiro padrão da raça pelo próprio Antonio, e apresentado por ele próprio numa reunião da Associação de Caçadores local. 


No entanto, sua morte precoce fez com que a tarefa de consolidação da raça coubesse ao seu irmão, Augustin, que nos anos seguintes cuidou para que o Dogo Argentino se popularizasse especialmente entre os caçadores. E as principais características e qualidades da raça, são a sua agilidade e combatividade, que inclusive fizeram com que ele fosse rapidamente adotado como principal cachorro entre os caçadores de pumas e javalis, e seu desempenho o consagrou e o transformou em um cachorro muito requisitado e um grande sucesso no seu pais de origem. E uma das qualidades mais apreciadas do Dogo Argentino pelos caçadores, é a sua forma caracteristica de farejar a sua presa, pois ao contrário de muitas raças, o Dogo herdou do Pointer a habilidade de farejar o ar, em busca de sua presa, o que impedia que fosse enganado pelos pumas, por exemplo, que poderiam andar em círculos e subir em árvores para escapar da perseguição. 


E tambem um dos principais traços da personalidade do Dogo Argentino é sua versatilidade, pois foi inicialmente criado e desenvolvido para ser um cachorro especializado em luta e caça, funções nas quais tinha um desempenho excepcional, porem adaptou-se igualmente bem a uma série de novas tarefas. Pois atualmente é utilizado pela Polícia Federal da Argentina como cachorro de guarda e de patrulha, e até mesmo como guia de cegos. Pois o Dogo Argentino desempenha muitas outras funções além da caça, como guarda, guia de cegos e busca e salvamento, além de ser muito utilizado como cachorro de polícia em vários países alem da Argentina, como México, Estados Unidos, Holanda e Israel. 


E tambem é um cachorro com muita personalidade e bastante corajoso, porem extremamente equilibrado, sendo inclusive muito aclamado por criadores e responsáveis como um cachorro que se necessário, principalmente na defesa de seu responsável e familiares extremamente destemido e feroz. Dedicado, leal e sempre interessado em todas as atividades da família, é sensível e inteligente o bastante para reconhecer as pessoas que não fazem parte do círculo familiar, e ainda assim, permitir, porem de forma sempre alerta que elas possam integrar e participar da vida dos seus responsáveis, e tambem adora crianças sendo extremamente tolerante com as mesmas. E na sua função principal, que é de cachorro de guarda, caracteriza-se por ter uma postura silenciosa e independente. 


Por isso não é recomendado para proprietários inexperientes ou mesmo que não consigam se impor como líder ao seu cachorro. Porem é extremamente dedicado e fiel aos seus responsáveis, e responde com facilidade aos comandos e é bastante paciente com crianças, mas como é um cachorro de grande porte, deve-se evitar que fiquem sozinhos com as crianças muito pequenas. E com pessoas estranhas em companhia de seu responsável, o Dogo não é agressivo, porem também aceitará afagos e ficara sempre alerta antes de conhecer a visita em questão. Sua índole e instinto acentuado para guarda, fazem com que não tolere que seu espaço seja invadido por estranhos, inclusive precisa ser socializado e acostumado desde cedo com outros cachorros e animais domésticos para que possa conviver com eles. 


Pois seus instintos de luta e caça, fazem com que dificilmente se consiga uma harmonia entre 2 machos num mesmo território. Seu porte físico e história fazem com que eles precisem de espaço para exercitarem seus músculos, por isto não é recomendável que vivam em pequenos ambientes. E caminhadas e brincadeiras com a família fazem com que se desenvolva adequadamente, e não se deve, nunca, isolá-lo nos fundos do quintal, pois o Dogo Argentino precisa do contato estreito com os membros da família para que possa ser um cachorro equilibrado. Entretanto o seu temperamento e aspecto feroz, fizeram com que frequentasse constantemente as listas de raças proibidas em diversos países, como a Inglaterra, e nos Estados Unidos a raça ainda não é reconhecida oficialmente, estando colocada entre as raças raras a té  como SRD ou seja, sem raça definida. 


E assim como o cachorro adulto, o filhote tambem precisa de bastante espaço para exercitar-se, e poder desenvolver a musculatura e o temperamento típicos da raça. E um dono inexperiente, ou pouco dominante com relação ao cachorro não é adequado para esta raça, pois os Dogos Argentinos precisam de limites claros e consistentes. Até em razão de seu tamanho, os filhotes devem ser estimulados à obediência e devidamente socializados o mais cedo possível, evitando que se transforme num cachorro rebelde e que com certeza será difícil de controlar. E deve-se imediatamente reprimir, porem de forma tranquila e equilibrada, sem violência ou gritos, qualquer comportamento agressivo dirigido a outros animais ou pessoas assim como acostumá-los à crianças e outros cachorros desde cedo. 


E o corte das orelhas é obrigatório segundo o padrão da raça, e deve ser feito em torno dos 2 meses. E é recomendável tambem que o futuro responsável preste especial atenção à pigmentação dos filhotes. pois O pelo dos Dogos deve ser totalmente branco, e a ponta do nariz deve ser preta, sinal de boa pigmentação. Esta pigmentação do nariz normalmente se completa até o filhote atingir a idade de 3 meses. Podem haver pequenas manchas escuras na pele do Dogo e em pequenas áreas no pelo da cabeça, apesar de ser preferível que seja totalmente branca, mas são aceitas estas pequenas mancha, porem elas jamais devem aparecer no pelo do corpo do cachorro. 


E ao escolher um filhote, prefira sempre os mais velhos, com mais de 60 dias, quando já se pode observar a cor dos olhos, que devem ser escuros e ambos da mesma cor. Inclusive o Dogo Argentino é um cachorro bastante rústico e que apresenta poucos problemas genéticos, e o principal ponto que deve ser observado pelo responsável diz respeito a uma das principais características da raça, que é a sua pele branca, e que pode facilmente sofrer com o sol em excesso e apresentar dermatites. Recomenda-se aos responsáveis de Dogos Argentinos que vivam em climas excessivamente quentes que procurem orientações quanto ao uso de protetor solar nas épocas de verão. Outro problema relativamente frequente que acomete a raça é a surdez congênita, inclusive recomenda-se um teste de audição quando da ocasião da aquisição de um filhote.



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