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segunda-feira, setembro 12, 2011

Cachorros - Solidão.



Cachorros - Solidão: A solidão é um problema cada vez mais frequente na vida de muitos cachorros  atualmente, devido principalmente a grande dinâmica e ao corre-corre da vida e do cotidiano de seus responsáveis. Pois há muitos cachorros no qual seus responsáveis passam a maior parte do tempo fora de casa, deixando-os sem nenhuma companhia humana por várias horas seguidas, e quase todos os dias. E a situação fica muito pior quando se trata de cachorros filhotes, e muitos só têm contato com as pessoas da casa por 4 ou 5 horas diárias, no máximo, e privar um filhote deste contato pode ocasionar futuramente danos muito sérios e graves na formação do temperamento e da personalidade do cachorro.



Pois os cachorros são animais sociais, e como tal precisam do contato com o grupo ao qual pertencem, para que possam principalmente aprender suas regras, comportamentos e rituais.  E quando se leva um filhote para dentro de uma casa, as pessoas desta casa passam de uma forma expontanea e natural a constituir a nova matilha deste filhote. E seja na matilha canina, ou na matilha humana, o filhote somente consegue assimilar e aprender sobre as normas comportamentais através de estímulos e reprimendas.  Porem se este filhote passa horas sozinho, ele não tem nenhuma referência de comportamento, e acaba tendo que se adaptar a situação, aprender, resolver e tomar decisões sozinho, uma vez que está praticamente ignorado pela matilha.



E isto é muito mais do que ele está preparado emocionalmente para assimilar e entender, pois sendo um filhote, ele deveria estar sendo protegido e educado pelos membros mais velhos da matilha. E como está praticamente sozinho, não tendo a proteção, o estimulo e a orientação necessárias para que possa ter um desenvolvimento social e emocional adequados  e fundamentais a está fase de sua vida como filhote. E em consequencia disto, o filhote não tem qualquer referência para aprender o que é certo e o que é errado, pois os cachorros só conseguem aprender através de ensinamentos e repressões ao erro de forma imediata, e qualquer atitude errada destes filhotes solitários não têm qualquer conseqüência imediata, seja ela positiva ou negativa.



Esta falta de referência faz com que toda sua aprendizagem fique comprometida, a começar pelo lugar certo para fazer xixi e cocô, e tais filhotes raramente aprendem a fazer xixi e cocô no lugar certo. E absolutamente o cachorro não tem culpa alguma por suas atitudes certas ou erradas, pois devido a falta de orientações e referencias no momento necessário, o cachorro acaba agindo de uma forma irregular e inconsequente. Pois não se pode querer ou se exigir um comportamento correto e equilibrado de um cachorro, especialmente de filhotes, que passa a maior parte do seu tempo sem ser isolado e sozinho, sem nenhuma educação ou orientação. E além da questão da orientação e do aprendizado, ainda temos uma questão que é da própria natureza dos cachorros, principalmente quando filhotes, que é adorar brincar.



E os filhotes precisam brincar, e muito, para naturalmente aprender e desenvolver as habilidades necessárias para a sua vida adulta. E neste ponto, os cachorros que são criados solitáriamente perdem muito de sua capacidade e habilidades naturais, pois alem de serem solitários, acabam devido a está condição brincando muito pouco, alem de terem poucos brinquedos e tambem fazerem pouquíssima atividade física. E toda está situação desnaturada é extremamente frustrante e angustiante para o filhote, pois ele precisa e tem uma necessidade natural de se distrair, se iterar e se exercitar, principalmente por terem uma enorme energia acumulada, e precisam dissipa-la brincando, correndo, caçando e tudo isto natural e preferencialmente acompanhados.



Para que possam desenvolver plenamente todo o seu potencial, e possam se transformar naturalmente em verdadeiros cachorros, e não em criaturas artificiais, sem desnorteadas, sem personalidade, sem referencias, revoltadas, deprimidas e melancólicas. Pois filhotes solitários são normalmente extremamente hiperativos e ansiosos, e o motivo de serem tão ansiosos é porque tentam desesperadamente chamar a atenção de seu responsável, já que sofrem muito durante o período em que são deixados sozinhos. Pois na percepção de um filhote, é como se ele fosse abandonado todos os dias, e quando o seu responsável chega em casa, cansado, depois de horas no trabalho e no trânsito, este filhote fará qualquer coisa para obter sua atenção.



É como se ele tentasse compensar o tempo passado sozinho, e ele fará de tudo para que o seu responsável lhe de atenção, e tambem finalmente assuma a sua posição de líder da matilha, e com isso teremos um filhote que sempre irá associar um ambiente calmo ao tédio, à solidão, ao abandono e ao medo. Por conta disso ele dificilmente conseguirá ter um bom comportamento, tendo sempre que estar fazendo alguma atividade, e tal filhote quando adulto dificilmente conseguirá ficar deitado ao lado do seu responsável tranquilamente, pois sempre exigirá atenção total, o tempo todo. Cansativo, Infelizmente existem muitos cachorros levando este tipo de de vida, ou melhor seria chamar de existência do que podemos supor.



E para completar a situação, os seus não tem a sensibilidade e a percepção de observarem que a interação e o contato social é tão importante para o desenvolvimento físico e emocional de um cachorro, quanto dar vacinas, ração e água. Inclusive muitos tentam se enganar procurando e dando preferência por uma a raça ideal que aceite e possa ficar sozinho o dia inteiro, e a resposta é bastante natural e simples, ou seja nenhuma raça, a não ser obviamente que seja uma raça de cachorros de pelúcia. pois cachorros não foram feitos para viverem sozinhos, e se a pessoa quer um animal de estimação que fique sozinho tranquilamente e sem sofrer, a melhor escolha é um gato.



Pois tambem são excelentes animais de estimação, e são muito carinhosos, aprendem a fazer xixi e cocô no lugar certo, sem que precisemos ensiná-los, e ficam muito bem sozinhos porque são animais muito mais independentes que os cachorros. Entretanto a maioria das pessoas não se interessam, ignoram e acabam não dão a menor importância a estes fatores, e só começam a percebem e dar importância a estas questões quanto elas já se tornaram extremamente problematicas e incontroláveis, e infelizmente quem acaba sendo responsábilizado e recebendo toda a culpa é o inocente do cachorro, que somente age desta forma  por ter o seu instinto natural reprimido e não tem se quer noção de seus atos.



E para ajudar a resolver estas questões, existem algumas dicas podem auxiliar bastante, como contratar uma diarista, que possa estar presente na casa pelo menos três vezes por semana, pois assim o cachorro terá alguma companhia humana regularmente, e aprenderá que ficar sozinho não significa necessariamente que ele esteja abandonado. Se possível é aconselhável contratar os serviços de um adestrador, que possa ajudá-lo a ensinar ao seu filhote a se comportar e que, desta forma, estimule o cachorro a utilizar a sua inteligência em seu benefício. Porem não se deve esperar no entanto, que o adestrador sozinho vá conseguir orientar e educar o cachorro e resolver todos os problemas, pois no tempo em que o responsável estiver com o cachorro é necessário tambem participar do processo de educação do cachorro, como ter voz ativa e fazer atividades físicas ou caminhadas.



E se o responsável não tiver tempo ou disponibilidade pode contratar os serviços de profissionais que são especializados em fazer passeios diários com cachorros, pois é uma opção bastante acessível e interessante, e são uma boa opção para auxiliar a manter o cachorro fisicamente e em forma e mentalmente mais tranquilo, sem ociosidade, tédio ou anciosidade. E o que ajuda bastante tambem para evitar o tédio e a ansiedade é disponibilizar muitos brinquedos para distrair o cachorro, como bolinhas, mordedores, pata de vaca, e ossos de boi e de couros. Porem não se deve recompensar os maus comportamentos de um cachorro, dando atenção a ele quando faz algo de errado, pois acaba se condicionando mal o cachorro, recompensando o se mau comportamento.



Como tambem não se deve recompensar o comportamento ansioso do cachorro, dando atenção e carinho somente quando ele estiver calmo. Pois todo responsável deve fazer uma análise sensível e honesta sobre da vida que está proporcionando ao seu cachorro, e pergunte-se se é o melhor que você pode lhe proprcionar, e se é o melhor que ele merece ter. Ou será que ele merece mais, será que ele poderia ser mais feliz se ele tivesse mais atenção e companhia, se pude-se fazer exercícios ou caminhadas e brincar mais todos os dias. Pois cachorros não são meros objetos inativos, que se pode simplesmente por em algum lugar, e só utilizar quando necessário ou quando houver disponibilidade. São na realidade criaturas hiper sensíveis e com grande grau de emoção, que jamais devem ser deixados só ou abandonados e que precisam de muita atenção, amor e carinho. 







domingo, setembro 11, 2011

Cachorros - Agressividade.



Cachorros - Agressividade:  Há muitas duvidas dos responsáveis e das pessoas em geral sobre a questão dos cachorros agressivos, e de como agir para evitar que os cachorros se envolvam em acidentes graves como ataques a pessoas e crianças. Especialmente devido a divulgação constante pela midia, e na grande maioria das vezes pela midia sensacionalista de diversos casos de acidentes envolvendo cachorros de raças consideradas agressivas, e consequentemente a preocupação dos responsáveis e das pessoas em geral cresceu imensamente, gerando muita ignorância e criando muita incompreensão sobre quais são as reais causas e motivos do porquê estes acidentes acontecem.



A principio é importante destacar que apesar dos acidentes causados por cachorros de grande porte e de raças consideradas agressivas virarem instantaneamente manchetes das notícias na grande midia. Não é deles o maior índice de ataques a pessoas, mas sim das raças de cachorros de pequeno porte, consideradas do tipo companhia que muitas vezes são muito mais ativas e agressivas que as raças tidas como potencialmente perigosas e agressivas. No entanto, como a gravidade dos ataques causados por estes acidentes é proporcional ao tamanho dos cachorros, e como cachorros de pequeno porte normalmente não causam ferimentos graves e significativos, por causa disto geralmente podem passar desapercebidos.



Porem a questão principal é ter consciência de que qualquer cachorro, independente de seu porte ou a sua raça pode tornar-se agressivo. E as razões para tal comportamento e atitudes são diversas, e vão desde o temperamento do cachorro até as condições ambientais, entretanto a principal sem duvida alguma é devido a falta de educação e orientação e tambem a estimulação a violência e a comportamentos agressivos que são  passados aos cachorros por seus responsáveis. Inclusive há vários tipos de agressividade, e nem todo cachorro reage de forma agressiva aos mesmos tipos de estímulos, pois a reação agressiva de um cachorro vai variar de acordo com a sua personalidade, por isso mesmo é importante que o responsável tenha a honestidade de avaliar a personalidade do seu cachorro a fim de evitar possíveis acidentes e, principalmente, agir de forma a corrigir algum traço desviante.



E na agressivamente por dominância, por exemplo os cachorros que normalmente entram nesta categoria são aqueles de personalidade mais forte, e de raças consideradas mais independentes. Entram também os pequenos de pequeno porte que não são tratados como cachorros por seus responsáveis e acabam desenvolvendo uma personalidade muito dominante. Pois as chances de ataque aumentam muito quando, por exemplo, um cachorro com uma personalidade dominante, que não tenha sido socializado, educado e orientado é contrariado pelo seu responsável. Pois cachorros dominantes podem reagir agressivamente, também, quando pressentem uma disputa ou quando sentem sua posição hierárquica ameaçada.



E na agressividade pela posse, pois inclusive a agressividade pela posse é praticamente uma variante da agressividade por dominância, porem apresenta-se de uma forma mais específica. Neste caso o cachorro sente que precisa defender sua casa, ou seus objetos que ele considera preciosos, que podem ser o seu alimento, um brinquedo, ou um osso, de quem quer que seja. E na agressividade pela defesa do território, a proteção do território é um aspecto instintivo dos cachorros, por isso mesmo é que são usados pelos humanos para a função de guarda. O problema, neste caso, é quando a agressividade pela defesa de território ultrapassa as cercas ou muros que delimitam o território real do cachorro.



Neste caso, uma ocorrência que é muito comum de acontecer no comportamento dos cachorros de guarda e proteção, e a importância de um bom adestramento é fundamental. Pois cachorros de guarda precisam ser, antes de tudo, equilibrados e confiar plenamente em seus responsáveis, que, por sua vez, não devem estimular comportamentos agressivos e não controlados em seus cachorros. E na agressividade para proteção, que é um tipo de agressividade voltada para a proteção do grupo ou da matilha do cachorro, e é um dos principais fatores de acidentes, especialmente porque nestes casos não há o controle do cachorro por seu responsável. Pois o cachorro age por seu próprio e natural instinto de defesa seu e de seu grupo ou matilha e inclusive obviamente não tem o discernimento para saber quando parar.



E na agressividade por medo, o critério utilizado é que a melhor defesa é o ataque, e é está a filosofia presente nas reações de um cachorro quando está com medo. E normalmente ocorre quando o cachorro é ou se sente acuado e teme ser machucado. E nestes casos o cachorro reage por antecipação, ou seja, por puro instinto de defesa. E esta situação é muito comum de ocorrer em consultórios veterinários e durante sessões domésticas de limpeza de ouvidos, dentes e até mesmo quando o responsável precisa dar um remédio que seja por via oral ao seu cachorro. E na agressividade redirecionada, o caso mais típico deste tipo de agressividade é quando cachorros da uma mesma casa brigam entre si sempre que outro cachorro passa próximo ao seu portão.



Isso acontece quando o cachorro, impedido de atacar o verdadeiro alvo de sua agressividade, ataca outro indivíduo mais próximo a ele. E na agressividade predatória, que é o caso quando um cachorro persegue uma pessoa quando ela simplesmente passa por ele correndo. É possível, inclusive, que quando a pessoa pare de correr, ele pare também, sem latir ou machucá-la. Nesta situação o cachorro age naturalmente por puro instinto de caça, sem a mínima intenção de intimidar ou machucar. E as principais razões que podem levar um cachorro a se mostrar agressivo são muitas, e mesmos situações corriqueiras do dia-a-dia podem levar um cachorro a atacar uma pessoa, entretanto basicamente há 3 fatores que podem ser considerados como os principais:




- Cachorros que são maltratados, e que devido a isto passam a encarar os seres humanos, de uma maneira geral, como fonte de mal-estar e maus tratos. Nestes casos, para o cachorro, a melhor defesa é o ataque.


- Cachorros treinados para terem comportamento agressivo e que são entregues a pessoas com pouca ou nenhuma responsabilidade e/ou experiência. Nestes casos, é comum que o cachorro passe a ser o líder da matilha quando percebe a falta de autoridade do seu responsável.


- Distúrbios de comportamento devido a razões genéticas, nesta situação pode-se encontrar os casos de acidentes envolvendo cachorros de raças sem a menor tradição de agressividade e que se tornaram muito populares, como os cachorros de caça como o Cocker e o Labrador, por exemplo, e cachorros de companhia como os Poodles e os Yorks. E pode-se citar como o motivo principal destes problemas a atuação de pessoas que acasalam e vendem cachorros sem nenhuma preocupação, conhecimento ou critérios. 


Entretanto, a educação, orientação e a própria influência comportamental que são transmitidas aos cachorros por seus responsáveis, é que irão nortear o próprio comportamento e atitudes dos seus cachorros. Devido a isto, é de fundamental importância, principalmente nas raças com instinto de dominância, que sejam feitos adequadamente os processos de educação e socialização com paciência e de uma forma segura e equilibrada, inclusive sem que haja a necessidade da presença de violência verbal ou física para com o cachorro. Pois com toda a certeza, procedendo desta forma, independente da raça do cachorro, e mesmo que ela tem uma fama de violenta e agressiva, se terá a gratificante companhia de um cachorro fiel, amigo, tranquilo e equilibrado. Pois independente de qualquer teoria ou situação, na realidade quem destroi ou constroi a personalidade e a índole de um cachorro é o seu próprio responsável.    




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sábado, setembro 10, 2011

Cachorros - Depressão.




Cachorros - Depressão: Durante bastante tempo, e até no passado muito recente, tanto as pessoas em geral quanto os próprios veterinários ignoravam que o cachorro poderia ser passível de sofrer de depressão. Pois qualquer diminuição voluntária de suas atividades motoras era logo atribuída a uma patologia subjacente ou ao envelhecimento. Entretanto, a depressão já era induzida experimentalmente em cachorros há tempos em laboratórios de pesquisas para o teste de novos medicamentos destinados à psiquiatria humana. Porem somente recentemente a possibilidade de ocorrência de depressão começou a ser considerada e diagnosticada em cachorros e consequentemente tratada, quando então se começou a dar maior importância e consequentemente houve um maior desenvolvimento no estudo das patologias do comportamento canino.



Pois a depressão canina é um estado particular das estruturas emocionais que se pode manifestar clinicamente de várias maneiras. O sistema nervoso compõe-se de células especiais, os neurônios, interligadas por prolongamentos citoplasmáticos, as dendrites, bastante curtas, e os axônios, multo mais longos. Em cada ponto de "ligação" entre dois neurônios, existe um espaço microscópico, o espaço sináptico, ocupado pelos transmissores químicos ou "neurotransmissores’. Em um cachorro, ou igualmente em um ser humano deprimido, o mau funcionamento das conexões é devido a uma insuficiência de neurotransmissores, impedindo a condução normal do impulso nervoso.



É por causa disso que o cachorro ou a pessoa acometida pela depressão se torna indiferente ao ambiente que o rodeia e é incapaz de agir voluntariamente. Sendo assim, o cachorro deprimido se torna apático, inativo, que não se interessa absolutamente pelo que o rodeia e que manifesta um estado de angústia permanente. No entanto, este estado pode se alternar com outros de agitação, característicos de uma das outras manifestações e formas clínicas. Pois na verdade realmente, existem diferentes formas de manifestação da depressão. Como a depressão de reação, que como o próprio nome indica, trata-se de uma depressão provocada por um stress ou um choque emocional grave.



Pois perante a ocorrência de qualquer agressão violenta, o organismo saudável pode responder com um estado depressivo transitório, que não ultrapassa os oito ou dez dias e evitando que o sistema nervoso receba uma sobrecarga de estímulos negativos. E esta situação regride de forma natural e espontanêamente e, portanto, geralmente que não é preciso se tratar a depressão reativa, pois em alguns dias ou semanas o trauma é dissipado e superado. E a depressão, isto, é reação do cachorro poderá começar a ser patológica depois de ultrapassado esse prazo. Que caracteriza-se por uma indiferença total pelo que o rodeia, pois o cachorro fica prostrado, e eventualmente deixa escapar alguns lamentos e tambem não tem qualquer atividade, não come e tambem bebe muito pouco ou até mesmo deixa de beber.


- E as principais causas podem ser divididas em dois grupos:

- Situações de perda, tais como o desaparecimento ou morte de um membro da família, abandono, e tambem a morte de outro cachorro com o qual tinha uma relação preferencial.

- Conseqüência de agressão, corno um treinamento violento, pequenos acidentes na via pública, erros de educação acompanhados de castigos severos (violência) por um comportamento agressor.


E se não houver uma volta espontânea à normalidade, ocorrera uma evolução para o agravamento do estado depressivo, com passagem à outra forma de depressão que é a regressiva. Porem, o tratamento desta forma de depressão tem resultados muito satisfatórios, com percentagens de sucesso que variam entre setenta e oitenta por cento dos casos, e geralmente com recuperação total e definitiva ao fim de quatro a seis semanas de tratamento e tambem com a supressão definitiva da medicação. E o tratamento consiste basicamente da administração de medicamentos antidepressivos, e se necessário associado tambem a uma terapia comportamental.



E qualquer cachorro em aparente estado de depressão de reação, ou de qualquer outra forma deve ser examinado por um veterinário, que fará uma analise para poder verificar da possibilidade da existência alguma causa para a apatia. É importante assegurar-se de que o cachorro esteja se alimentando normalmente, caso contrário, deve-se forçar a alimentação, podendo ser necessária a administração parenteral. É outra forma de depressão é a depressão de regressão, que é um tipo de depressão muito grave, que é caracterizada por um progressivo desaparecimento dos comportamentos adquiridos, em particular as ordens simples e a higiene, e pelo regresso a comportamentos infantis em particular a exploração oral, como lambidas melancólicas, insistentes e excessivas.



E se manifesta, principalmente em cachorros já muito idosos, e geralmente os primeiros sintomas aparecem por volta dos sete ou oito anos, principalmente em quem antes já tenha tido uma depressão reativa. E o cachorro cessa, quase que totalmente, as seus movimentos e atividades, chora sem motivos durante horas, faz as suas necessidades fisiológicas debaixo de si mesmo, e engole tudo o que encontrar nos seus escassos deslocamentos. E não é raro o cachorro que manifesta este tipo de depressão, precisar ser tratado pela ingestão de corpos diversos corpos estranhos.  E as origens deste tipo de depressão pode ser motivada por varias causas:


- Como uma depressão de reação não tratada.

- Um antigo estado ansioso que tenha evoluído, progressivamente, para a depressão (processo de regressão).

- Uma síndrome de privação.


E quando o quadro clínico se completa, o estado do cachorro acometido deixa de evoluir, embora esta patologia seja de uma gravidade suficiente para modificar profundamente a vida do cachorro e causar muitos transtornos. No entanto, o tratamento dá resultados espetaculares, e na realidade, registram-se mais de setenta e cinco por cento de curas e o desaparecimento dos sintomas mais penosos em uma ou duas semanas. E consiste, essencialmente, na administração de antidepressivos e ansiolíticos, completada com ergoterapia. Porem a sua eficácia será tanto maior quanto mais precocemente for diagnosticada a doença.



Das patologias depressivas que não parecem estar associadas a qualquer predisposição genética, duas já foram vistas. A primeira é a depressão reativa, que, em um estágio primário, pode ser uma reação de proteção do organismo, sendo por isso espontaneamente reversível. A segunda, a depressão de involução, é um agravamento da depressão reativa quando não ocorre a regressão, acarretando um estado de extrema desestruturação psíquica. Fora estes dois casos, os outros tipos de depressão verificados no cachorro adulto parecem estar associados a algum fator hereditário. Como a depressão cíclica, que inclusive é relativamente frequente, e afeta os cachorros na faixa etária entre os sete e os dez anos, observando-se mais nas fêmeas com 65 a 70% dos casos, do que nos machos com 32 a 35% somente.



E caracteriza-se pela sucessão de ciclos de depressão e de hiperatividade estereotipada, com uma duração que vai de quinze dias a dois meses. As fases de depressão não se manifestam de um modo especial e o cachorro apresenta as características reativas de todos os cachorros deprimidos como indiferença, tristeza, anorexia, e tambem o abandono ou perda dos comportamentos aprendidos. Em compensação, as fases de hiperatividade estereotipada são surpreendentes, pois o cachorro apresenta um período de hipersensibilidade a todos os estímulos. Mostra-se muito expansivo’, ofegante e está sempre alerta. Inclusive as suas horas de sono reduzem-se muito, e é comum se observar cachorros que dormem apenas três horas por dia, e que não venha a apresentar  absolutamente nenhum cansaço.



A manifestação mais típica, no entanto, é, sem dúvida, a repetição de uma mesma sequência comportamental, que se classifica como estereotipada, durante os períodos em que o cachorro está intensamente estimulado. E este estado pode se revelar em um grande número de atividades, como dar voltas atrás da própria cauda, levantar ritmicamente uma pata, dar pequenas mordidas em um objeto, caminhar durante horas seguindo um mesmo trajeto. As fêmeas são particularmente mais afetadas, e tem-se observado o aparecimento da doença em fêmeas de três gerações sucessivas da mesma linhagem.



E com relação aos anti-depressivos, ou outro medicamento similar, somente devem ser utilizados quando prescritos pelo médico veterinário, pois cabe a ele analisar e escolher o mais adequado e estabelecer a dose de acordo com o peso do cachorro. E tambem o efeito dos anti-depressivos não é imediato, pois são necessários alguns dias para que o medicamento atinja os níveis eficazes. Inclusive eles podem causar dependência, e tambem não se deve parar bruscamente de administrá-los ao cachorro. Pois a sua administração e dosagem devem ir sendo diminuindas progressivamente, até que possam, com o acompanhamento e autorização do medico veterinário ser totalmente suprimidas. 


sexta-feira, setembro 09, 2011

Cachorros - Terapias Antidepressivas/Estimulantes.



Cachorros - Terapias Antidepressivas/Estimulantes: Os cachorros além de serem uma ótima companhia, possuem e dedicam aos seus responsáveis um amor incondicional. E não importa o que se faça ou o que se diga, eles veneram os seus responsáveis como ninguém. Entretanto não é somente o afeto que ele podem oferecer. Pois inúmeras pesquisas apontam que a convivência com os cachorros e tambem outros animais domésticos trazem inúmeros benefícios à saúde física e mental. E um desses estudos, publicado na revista especializada Aids Care, dos Estados Unidos, mostrou que pacientes com Aids que possuíam um cachorro ou outro animal de estimação tinham menos chance de sofrer depressão do que aqueles que não possuíam nenhum animal de estimação.


E mesmo quem não tenha nenhuma doença, mas porem eventualmente sofra de depressão, pode se beneficiar com a companhia de um cachorro. Pois cuidar de um cachorro tambem é uma terapia ocupacional, pois tem que se dar banho, comida e tambem sair para passear, o que favorece um contato social, e em consequencia uma maior socialização, e estas atividades naturalmente ajudam a pessoa a sair da apatia,do tédio e da monotonia. E os cachorros tambem tem uma grande influência emocional dentro de uma família, inclusive quanto um cachorro adoece ou morre, principalmente as crianças e as pessoas muito idosas sentem demasiadamente chegando inclusive tambem a adoecerem devido a doença ou o falecimento de seu cachorro ou outro animal de estimação.


E os cachorros inclusive atualmente são muito utilizados para tratamentos terapêuticos e motivacionais, fazendo visitas a abrigos de idosos, hospitais infantis para servir de companhia e brincar com crianças deficientes ou doentes. E as crianças e os tambem os idosos adoram receber a visita e tambem a presença dos cachorros, pois a alegria fica latente e explicita no semblante e nos olhos das crianças e dos idosos, e é quando eles se soltam, e é possível notar-se uma instantânea e significativa melhora física e mental. Especialmente em crianças que sofrem de câncer, pois muitas vezes estas instituições abrigam crianças doentes cuja família em geral não tem como mantê-las.


E quando os cachorros chegam é uma festa, com as crianças ficando visivelmente muito mais animadas e felizes. Pois a alegria, como se sabe, aumenta imensamente os níveis de endorfina no organismo, e esta substância, é um calmante e relaxante que é produzido naturalmente pelo organismo perante a ocorrência destas circuntancias positivas e alegres. E influencia positivamente e de forma significativa no sistema imunológico, que é responsável pelas defesas do organismo, deixando o paciente mais fortalecido. Dessa maneira, reage-se melhor às doenças. E os cachorros também ajuda .imensamente aos velhinhos que não tem ou não recebem visitas de parentes, pois o cachorro acaba sendo o seu único elo com o mundo Exterior, e muitos inclusive chegam a escrever cartas para o cachorro.


E já está provado que o convívio com os animais são extremamente benéficos à saúde física e emocional, pois em uma pesquisa encomendada por uma companhia de seguro australiana, constatou-se de fato que as pessoas que conviviam com cachorros tinham uma saúde melhor. Pois os pacientes que cuidavam de um cachorro gastavam 16% a menos de medicamentos e saíam dois dias antes dos hospitais do que doentes que não mantinham contato com cachorros e outros animais. Outro estudo, publicado no American Journal of Cardiology tambem mostrou que o convívio com animais ajuda a controlar o stress, diminui a pressão arterial e reduz o risco de problemas cardiovasculares.


E para as crianças, brincar com bichos também é positivo até mesmo quando são animais de fazenda. Uma pesquisa realizada no final de 1999 na Áustria mostrou que os pequenos que brincam com vacas, galinhas, porcos e ovelhas têm menos chance de desenvolver alergias e problemas respiratórios, como a asma. E a explicação é que o contato com os animais aumenta as células de defesa das crianças e deixa o seu organismo mais tolerante e resistente a bactérias e ácaros. Provavelmente foi o que aconteceu com a menina Camila Benedetti, de dez anos.


Pois ela tinha crises alérgicas constantes e a mãe, Vivian, tentava controlar estas crises com medicamentos.  Porem Camila insistia que queria um cachorro, mas sua mãe relutava, pois tinha medo que os pêlos dos cachorros dessem mais alergia ainda. Mas em uma das suas crises fortes, a mãe se decidiu e resolveu dar um cachorro a ela. E em pouco tempo, as crises diminuíram bastante, e hoje ela só tem rinite quando o tempo muda, E a propria Camila disse que depois da chegada do cachorro que se chama Chobi, a casa está muito mais cheia de amor e alegria.

quinta-feira, setembro 08, 2011

Cachorros - Tétano.



Cachorros - Tetano: O Tétano é uma doença aguda do sistema nervoso e muitas vezes fatal, que é causada por uma bactéria chamada Clostridium tetani, e que é anaeróbias,ou seja não necessita de oxigênio, e inclusive não resiste a sua presença. E que pode ser encontrada nas fezes dos cachorros, pois estas bactérias em forma de bacilos podem formar esporos, tornando-se arredondados e podendo sobreviver em condições adversas. E tais esporos conseguem sobreviver no intestino dos cachorros e de outros animais e tambem até dos seres humanos, sem prejudicar-lhes o organismo.



Porém suas evacuações levam com os dejetos os esporos tetânicos para o solo, contaminando o meio ambiente, e os esporos permanecem nos locais, contaminando também os objetos que se encontram no solo como pregos, arames farpados, facas, tesouras, espinhos, cacos de vidro, etc. Assim, quando o cachorro ou alguma pessoa se fere, os esporos penetram junto com a sujeira dos objetos contundentes, indo alojar-se sob a pele e, portanto, livre de contato com o ar. Nestas condições, os esporos liberam os bacilos que se reproduzem e passam a produzir toxinas que invadem o sangue e, posteriormente, o sistema nervoso central que controla os movimentos musculares.



E alem de cortes na pele, o tétano tambem pode ser transmitido através de mordidas dos cachorros, porem ela não é uma doença contagiosa. Feridas contaminadas, profundas ou com tecido morto e desvitalizados são particularmente propensos à infecção por tétano onde há baixo índice de oxigenio, pois essas bactérias são anaeróbias. E inclusive feridas com cortes ou furos contusos como aqueles causados por pregos, mordidas, lascas ou picadas de insetos são os locais favoritos para estas bactérias se instalarem. E o tétano também pode ser um risco para os filhotes, principalmente no momento do parto quando a mãe corta o cordão umbilical do filhote e tem os filhotes direto na terra.



Entretanto apesar de todo este aspecto propicio a contaminação, a ocorrência de tétano nos cachorros não é comum, sendo inclusive até mesmo muito rara. E a potente toxina que é produzida pela bactéria do tétano é a que causa os sintomas desta doença, pois a toxina do tétano afeta os nervos e os músculos na região chamada de junção neuromuscular. A toxina tetânica aumenta o estimulo da contração muscular causando um espasmo continuo. O período de incubação entre a exposição a bactéria em uma ferida contaminada e o desenvolvimento dos sintomas iniciais do tétano varia de 2 dias a 2 meses, mas geralmente se manifestam 14 dias após da lesão, sendo que num período de 1 a 7 dias, espasmos musculares progressivos causado pela toxina do tétano começam a aparecer.



A neurotoxina tetânica faz os músculos se contraírem continuamente, a mandíbula  fica enrigecida como os membros também e o cachorro acaba morrendo por dificuldade de respirar pois a musculatura do diafragma também é afetada. Pois o tétano pode causar contrações musculares no pescoço e nos músculos da mastigação, causando um grande enrigecimento e uma grande aspereza, até chega a atingir os músculos respiratórios. E nestes casos o cachorro para ter chances de sobreviver, deve receber suporte respiratório, ficar sedado, e tambem medicações para combater a bactéria e seus efeitos nocivos. E se após estes procedimentos médicos veterinários, e passados alguns dias, o cachorro conseguir superar e sobreviver ao tétano, deverá começar a fazer fisioterapia para recuperar os seus movimentos musculares, para inclusive reaprender até a andar.





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quarta-feira, setembro 07, 2011

Cachorros - Anestesia.



Cachorros - Anestesia: Atualmente com a evolução e com os os avanços na área de anestesia veterinária, faz-se necessário um profissional bem preparado e com treinamento atualizado para a realização de diferentes técnicas de anestesia, e está é uma condição fundamental para o sucesso destes procedimentos no tratamento anestésico de cachorros e outros animais. Pois nos últimos anos ocorreram vários avanços que proporcionaram melhorias na segurança e na eficácia do processo de anestesia, entretanto tais avanços geraram a necessidade de profissionais bem preparados e  treinados. Pois todos os anestésicos oferecem algum tipo de risco, e tambem cada cachorro individualmente reage de forma diferente a estes. 


Desta forma, os agentes anestésicos são preparados de forma individual, devendo ser específicos para cada cachorro, variando de acordo com a sua idade, o seu estado de saúde, o seu condicionamento físico e todas estas diferentes variáveis irão servir de parâmetros para os procedimentos anestésicos a serem efetuados. E para um bom procedimento na realização desta prática, é de suma importância que o profissional tenha o devido conhecimento sobre os fármacos receitados anteriormente e da fisiologia dos cachorros, tendo que ter a capacidade de identificar as particularidades existentes. Pois anestesiar um cachorro, para que se possa fazer qualquer procedimento, desde um exame clínico mais minucioso até uma intervenção cirúrgica. 


É algo muito serio e arriscado, e dependendo da situação e das circunstancias pode até significar um grande risco a vida do cachorro. E não pode pura e simplesmente se resumir a uma ação de dopar o cachorro, sem se informar sobre o seu histórico de vida e as reais condições de saúde do cachorro, para que sejam tomadas todas as precauções necessárias. Para que se possa se aplicar com tranquilidade e sem riscos, as mais avançadas técnicas e conceitos de fisiologia e farmacologia nos procedimentos de aplicação da anestesiologia veterinária. Pois para um procedimento seguro, correto e adequado, para a aplicação da anestesia veterinária para se sedar ou induzir cachorros e outros animais, há a necessidade de se analisar e interpretar previamente vários parâmetros como:  


-Exames pré-operatórios hematológicos e cardiorrespiratórios para que se possa determinar as necessidade e as condições cirúrgicas.

-Procedimentos específicos e individualizados com os pré-anestésicos, para que se possa calcular doses e administrá-los de acordo com as caracteristicas de cada cachorro. 

-Inserir correta e assepticamente e manter e estabilizar o cateter, calcular com precisão a administração de fluidos intravenosos e medicamentos, para anestesia geral ou anestesia local.

-Aplicar técnicas de anestesia inalatória, aplicar técnicas de eliminação de resíduos e do potencial de toxicidade humana.

-Anestesiar casos emergenciais, reconhecer e tomar medidas para evitar emergências anestésicas.

-Monitorar o paciente anestesiado. Isso inclui a manutenção de registros, testes de reflexo, e a utilização dos equipamentos disponíveis como estetoscópio esofágico, o eletrocardiograma, monitores de apneia, etc.

-Saber atuar corretamente em situações normais e de emergência, e fazer uma monitorização e avaliação do paciente no pós-operatório.


Pois os procedimentos anestésicos aplicados aos cachorros e outros animais, são tão complexos, sérios e arriscados quanto aos procedimentos anestésicos aplicados aos seres humanos. Devido a isto, é de fundamental importância que os responsáveis pelos cachorros se informem e cobrem junto a seu veterinário, quando de uma eventual necessidade da utilização de um procedimento anestésico, sobre os pré-requisitos e parâmetros necessários para um perfeito e seguro procedimento anestésico, como idade do cachorro, suas reais condições de saúde, e informem ao veterinário se o cachorro é acometido por alguma doença cronica e tambem se faz  utilização de algum tipo de medicação especifica de forma frequente.      



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