.

segunda-feira, março 10, 2014

Cachorros - Efeitos Colaterais Penosos.


Cachorros - Efeitos Colaterais Penosos:  Em meio à agitação da clínica veterinária, Penélope, 7 anos, sem raça definida, chamava a atenção. Deitada no colo da tutora, a aposentada Zuleika Santos Andrade, a cadelinha tinha um ar abatido. Ela havia acabado de receber uma transfusão sanguínea — rotina desde que foi diagnosticada com um linfoma de intestino, em novembro passado. A doença foi descoberta por acaso. Zuleika achava que a Penélope estava prenha por conta do abdome dilatado. Estamos na luta desabafa em voz baixa, como se não quisesse incomodar a tristonha vira-lata.

Pois se for operada, Penélope pode não resistir, ela está em tratamento, começou fazendo quimioterapia uma vez por semana, porem agora é quinzenal.  O câncer teve um regresso, mas infelizmente os médicos falaram que operar seria um risco, relata a dona. Segundo a aposentada, o quadro é instável: há dias de melhora e outros em que a cachorra passa muito mal.. Mas estamos tentando todos os recursos, resigna-se. A cadela Golden, também sem raça definida, é a prova de que não se deve perder a esperança, em 2007, constatou-se que ela tinha um tumor venéreo transmissível (TVT) e, hoje, está curada.  

Lacy Mesquita Oliveira, 57 anos, dona de casa, conta que o animal apareceu na vizinhança e não foi mais embora.  Ela estava suja, com fome e ferida na região da genitália, descreve. A descoberta do câncer não foi imediata, a princípio, uma veterinária falou que era uma bicheira, uma infecção na pele causada por moscas.  Foi tratada com antisséptico e antibióticos, mas o sangramento não parava e a veterinária indicou a castração para que ela não ficasse prenhe. Só que ela já esperava filhotes, de modo que não não pôde ser tratada do câncer até o nascimento da ninhada. pois a quimioterapia, muito provavelmente, provocaria um aborto. 

Assim, durante a gestação, Golden foi tratada com antibióticos e vitaminas para que a fortalecessem. e agora já está plenamente restabelecida.  O cançêr é um mal associado à longevidade, a possibilidade de cães e gatos desenvolverem câncer cresce com o avanço da idade. Houve aumento na expectativa de vida dos animais e, como consequência, as doenças evoluíram, explica o oncologista-veterinário Paulo Tabanez, também especialista em infectologia. A boa notícia é que os tratamentos também se sofisticaram. No passado, não havia medicação para câncer em animais, e os tumores não eram tratados. 

Ou ele morria antes de se diagnosticar o câncer ou era sacrificado, constata o especialista. Atualmente, a eutanásia não é a melhor solução para abreviar o sofrimento do animal há tratamentos curativos e paliativos mais eficientes. De fato, o câncer animal pode ter diferentes prognósticos. Conforme o caso, pode-se optar entre métodos cirúrgicos e medicamentosos, ou lançar mão de ambos.  Quando não é possível operar o animal, há medicamentos que promovem qualidade de vida, trazendo alívio para a dor — complementa.  Todavia, alguns efeitos colaterais podem ser penosos, os quimioterápicos causam desde queda de pelo a náuseas, vômitos e leucopenia (também chamada de aplasia de medula, quadro em que o os sistemas de defesa do organismo ficam debilitados). 

Para minimizar esses efeitos, o veterinário pode prescrever medicações que protejam a mucosa gástrica, complementa Tabanez.
O que pode trazer bem-estar ao animal durante o tratamento

- Medicações para controlar vômitos e proteger a mucosa gástrica

- Sessões de acupuntura

- Alimentação balanceada com fórmulas específicas para cães com alterações gastrointestinais, renais e hepáticas.



Nenhum comentário:

COMPARTILHE A POSTAGEM.

.

.
.

Visualizações de página do mês passado