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domingo, agosto 31, 2014

Derrame Abdominal - Cachorros.



Derrame Abdominal - Cachorros: A ascite, também conhecido como derrame abdominal, é o termo veterinário utilizado para se referir ao acumulo de líquido acumulado no abdômen de um cachorro. E este acumulo de líquido na cavidade abdominal, é resultante e decorrente de vários fatores, pois a doença hepática tende a alterar a pressão arterial no sistema portal, ocasionando a concentração de albumina e sal no soro, ocasionado a consequente retenção de água no organismo, afetando a função dos órgãos circundantes e da permeabilidade dos vasos. E como resultado de todos esses fatores, o líquido tende a acumular-se no abdómen, com o cachorro acumulando uma grande quantidade de fluido na região abdominal. 



E está situação tende consequentemente a causar sintomas como vômitos , desconforto abdominal e perda de apetite . E devido a uma grande variedade de causas serem responsáveis pela ocorrência da ascite, os tratamentos em consequencia tambem variam de acordo com as causas. E os tipos de sintomas são variados, e podem ser, letargia, anorexia, vômitos, ganho de peso, fraqueza, e por vezes, sinais de desconforto e dor com gemidos quando o abdômem é pressionado. E tambem dificuldade em respirar (ou dispnéia), que podem ocorrer devido à pressão do inchaço abdominal colocando sobre o peito, ou devido a um acúmulo de líquido relacionado no espaço entre a parede torácica e pulmões (conhecido como derrame pleural). 



Sendo que os cachorros machos, por vezes, mostram tambem um acúmulo de líquido no escroto ou no pênis. E existem muitas causas para a ocorrência de acúmulo de líquido (ou edema) no abdômen. Algumas delas incluem sangramento abdominal, câncer abdominal, uma inflamação do revestimento do abdómen, a ruptura da bexiga, danos no fígado, os baixos níveis de proteína no sangue (ou hipoproteinemia), e do lado direito insuficiência cardíaca congestiva, situação em que o coração não consegue mais bombear sangue de forma suficiente para atender às necessidades de todo o corpo. E tambem a condição conhecida como síndrome nefrítica, onde o cachorro tem a proteína em sua urina e colesterol elevado no sangue, podem também ser responsáveis por acúmulo de líquido no abdômen. 



Para diagnosticar a ascite, uma avaliação líquido ascítico é o procedimento geral, e isto envolve a remoção do fluido abdominal para analisar as características decorrentes como a presença de bactérias, maquiagem, proteínas e sangramento. O veterinário também pode analisar a urina, ou realizar raios-X e ultra-som do cachorro, para determinar a causa do acúmulo de líquido abdominal. E o tratamento é diretamente interligado há causa subjacente do caso de ascite, se os sintomas são graves e se o cachorro está tendo grande desconforto, há a necessidade de que seja a remoção do fluido, para diminuir de imediato o desconforto e as dores que consequentemente acometem o cachorro.




E dependendo da gravidade da situação, uma cirurgia corretiva pode ser necessária, principalmente nos casos da presença de um tumor ou para controlar uma hemorragia abdominal. E os medicamentos são determinados de acordo com a causa subjacente, como por exemplo, quando o acúmulo de líquidos é devido à infecção bacteriana, que é conhecida como ascite séptico, e requer terapia com antibióticos. É importante notar que o tratamento medicamentoso agressivo com diuréticos, que são usados para remover o fluido corporal em excesso, pode causar baixos níveis de potássio no sangue, uma condição conhecida como hipocalemia.  Isto pode agravar os sintomas e levar a complicações posteriores no organismo do cachorro. 





Há tambem a necessidade de se continuar a acompanhar atentamente se há continuação dos sintomas e administrar as medicações prescritas pelo veterinário de forma correta e regularmente. Além disso, deve-se restringir o sal na dieta, pois ajuda a acumulação de controle de fluidos relacionados a algumas causas de ascite, tais como danos ao fígado, insuficiência cardíaca , e baixos níveis de proteína no sangue. Devido ao fato da existência de muitas causas diferentes que podem vir a ocasionar a ascite, não há um método de prevenção padrão e abrangente que possa ser recomendada. porem para se poder evitar o acúmulo de líquido abdominal decorrentes de trauma físico, é aconselhável e recomendável que se mantenha os cachorros em locais confinados, ou na coleira, para poder se evitar o seu acesso às estradas e outras áreas perigosas, onde incidentes traumáticos podem vir a ocorrer.



Inflamação dos Rins - Cachorros.




Inflamação dos Rins - Cachorros: O rim é o órgão responsável pela filtragem do sangue do organismo, pois ele retém substâncias importantes, como as proteínas e alguns minerais, e elimina junto com a água resíduos e produtos tóxicos resultantes do metabolismo, como a uréia entre outros. Portanto quando o sistema renal, que é responsável pela filtragem e consequente limpeza do sangue não funciona bem, esse mecanismo de seleção do que é bom ou do que é mal para o organismo fica comprometido. E tambem uma outra função muito importante dos rins é secretar uma substância responsável por estimular a medula óssea a formar sangue. 





E a nefrite é justamente uma alteração inflamatória dos rins, que pode ser aguda ou crônica, e que faz com que eles percam total ou parcialmente a sua capacidade de filtragem e consequente eliminação de impurezas do sangue. E a nefrite aguda é um quadro de aparecimento súbito, normalmente causada por uma infecção renal, e esta infecção pode ter se iniciado com uma simples cistite (infecção na bexiga), que, quando não tratada, pode atingir os rins. E os sinais clínicos da doença são apatia, vômitos, falta de apetite e anúria (o animal não urina ou urina pouco). Porem nem sempre todos esses sinais podem estar presentes, mas a falta de urina é um alerta. 




Uma vez que o "filtro" não está funcionando corretamente, produtos tóxicos como a uréia (resultado do metabolismo das proteínas) não são eliminados, intoxicando assim o organismo, daí os vômitos. Exames de urina e sangue irão confirmar o diagnóstico da nefrite e, após o início do tratamento (antibióticos, diuréticos, etc..), os rins voltam a funcionar normalmente na grande maioria dos casos. Já a nefrite crônica é um quadro bem mais preocupante, pois nesse caso a maior parte do rim está lesado e sem capacidade de regeneração. Ao contrário da nefrite aguda, o quadro crônico caracteriza-se por uma produção excessiva de urina, pois o rim não consegue reter a água e substâncias importantes ao organismo, mas retém os produtos tóxicos. 




Assim, teremos um cachorro desidratado, com emagrecimento progressivo, que urina grandes quantidades a todo o momento e ingere muita água. Ocorrem os vômitos, falta de apetite e apatia. Os rins passam a não produzir mais a substância que estimula a medula a produzir glóbulos vermelhos (eritropoetina). E o cachorro consequentemente tambem acaba apresentando um quadro de anemia, sendo que o desequilíbrio orgânico causado pela falência renal será permanente, uma vez que o rim não tem capacidade de se regenerar. Inclusive, o maior problema da nefrite crônica é a retenção de uréia, que é altamente tóxica. 




Sinal comum desse quadro de elevação da uréia é o odor e úlceras (feridas) na boca do cachorro. A uréia tambem pode atingir o sistema nervoso, causando sinais neurológicos como convulsões, porem já é realizada no Brasil a hemodiálise nos animais (filtragem do sangue através de aparelhos), o que permite na maioria dos casos uma sobrevida do cachorro, e com qualidade de vida. O transplante de rins também é uma opção de tratamento para insuficiência renal crônica, e esta cirurgia tambem já é realizada no Brasil, e com grande sucesso.











Doenças do Figado - Cachorros.



Doenças do Figado - Cachorros: Os primeiros sintomas e sinais de presença de doenças no fígado são inespecíficos, e eles incluem perda de apetite, perda de peso crônica e intermitente, vômitos e diarréia. Sendo a ocorrência do vômito, mais comum do que diarréia, beber e urinar com mais frequência do que o normal tambem podem ser indícios dos primeiros sinais, e geralmente é a razão principal para a busca de atendimento veterinário. Sendo que nos estágios iniciais da doença, o fígado fica inchado e consequentemente amplia o seu volume. Conforme a doença progride, as células do fígado vão morrendo, e sendo substituídas por tecido cicatricial.



E o fígado torna-se então com um aspecto e uma consistência como se fosse emborrachado, e quando o fígado chega a esta condição que é considerada como irreverssivel, o diagnóstico é da presença já avançada de cirrose. Porem antes que o fígado chegue a esta fase terminal, se houver um diagnóstico e um tratamento adequado, o fígado tem a capacidade de se recuperar dos danos, e curar a si mesmo ao ponto em que o cachorro possa voltar a ter a sua função hepática normalizada. Isto é possível se o tratamento apropriado for instituído logo no início da doença, sendo que o grau de recuperação depende tambem da causa que originou a lesão hepática.



Pois o fígado é um órgão bastante flexível e resistente, sendo que somente após oitenta por cento das células do fígado terem morrido, é que o órgão começa a dar os primeiros sinais de falhas e insuficiências hepáticas. E entre as diversas doenças que são decorrentes das deficiências e insuficiências hepáticas, encontram-se a Encefalopatia Hepática, sendo que a Encefalopatia hepática, é um tipo de disfunção cerebral causada por altos níveis de amônia e outras toxinas que se encontram consequentemente presentes no sangue. A amônia é um subproduto do metabolismo de proteínas, e normalmente é removida da corrente sanguínea quando o fígado apresenta um desempenho considerado saudável.



Entretanto, quando o fígado se mostra com sua capacidade limitada e insuficiente, devido a manifestação e presença de alguma doença hepática, a amônia se acumula em níveis extrema e altamente tóxicos, e exerce efeitos tóxicos principalmente no cérebro do cachorro acometido pela doença. E cachorros com encefalopatia hepática, manifestam e desenvolvem um comportamento com uma coordenação motora desorientada e quase que totalmente irregular e desequilibrada, fraqueza esporádica, mudanças de comportamento, salivação, estupor e embotamento mental. Sendo que estes sintomas podem variar bastante, e dependendo das circunstâncias, como após uma refeição rica em proteínas, tendem a aumentar em muito a sua intensidade. Inclusive graves convulsões e até coma podem vir há ocorrerem após esta situação, principalmente quando a encefalopatia hepática está em um estagio muito avançado.





sábado, agosto 30, 2014

Cachorros - Qualidade da Alimentação.



Cachorros - Qualidade da Alimentação: A alimentação é um dos fatores mais importantes para se garantir uma perfeita saúde para os cachorros, pois os nutrientes dos alimentos não atuam somente como fornecedor de energia e repositor celular através dos carboidratos e aminoácidos (proteínas) e tambem os sais minerais e as vitaminas. Pois tambem fortalecem o seu sistema imunológico e consequentemente prevenindo e evitando que os cachorros fiquem suscetiveis e vulneráveis a contraírem doenças ou infecções oportunistas. Entretanto, muitas vezes este aspecto tão importante e fundamental para a saúde dos cachorros que é a alimentação, é relevado e negligenciado pelos responsáveis, o que posteriormente acaba refletindo negativamente na saúde e consequentemente na qualidade de vida e na longevidade do cachorro. 


E devido a alimentação ter uma influencia tão significativa na saúde dos cachorros, de aos mesmos somente rações ou alimentos de boa qualidade. e evite oferecer comida caseira ou resto de comida, pois mesmo que sejam bem preparadas, elas não possuem todos os nutrientes necessários a dieta dos cachorro, que uma ração de boa qualidade pode fornecer e proporcionar aos cachorros. Inclusive, em relação as rações, ofereça somente rações fabricadas por Empresas idôneas e renomadas. Cuidado com produtos. Evite as rações de marcas desconhecidos e/ou muito baratos. Pois Geralmente não são rações de boa qualidade, e alem de não fornecerem os nutrientes necessários ainda possuem um percentual muito grande de corantes e conservantes em sua formulação. o que consequentemente causa grandes danos a saúde dos cachorros a médio e longo prazo. 


E tambem de Preferência as rações do tipo seca, em relação as rações umidas que são vendidas em latas ou as semi-úmidos que possui uma consistencia mais macia. pois mesmo que as rações umidas e semi-umidas sejam mais saborosas para os cachorros, as rações secas são melhores, pois tem menos conservantes e são mais completos nutricionalmente e tambem ajudam na limpeza e higienização dos dentes e consequentemente na prevenção de doenças e problemas bucais, principalmente o tártaro. Elimine as rações da vasilha que não foram consumidos no mesmo dia pelo cachorro, e no caso das rações semi-úmidos, estas devem ser consumidos na mesma hora, e o restante deve ser eliminado. e as latas já abertas devem ser consumidas de preferência no mesmo dia, e tambem não se deve deixar na geladeira por mais que 2 dias. 


Se possível, preferencialmente Coloque a ração para o cachorro somente na hora de sua alimentação. procure orientar E Criar no mesmo o hábito de se alimentar em horários determinados. Divida o intervalo das refeições em 2 vezes ao dia para cachorros adultos, No caso de filhotes de 2 a 4 meses, deve-se mudar este espaçamento para 4 vezes ao dia e em 3 vezes para filhotes de 4 a 8 meses. De preferência tambem em comprar rações em embalagens fechadas, pois possuem a sua pureza e integridade garantidas e tambem se conservam melhor que as rações que são vendidas por quilo (à granel).Existem tambem vários tipos e qualidade de rações, pois alem das rações secas, umidas e semi umidas, há as rações apropriadas para o biótipo do cachorro (tamanho/porte), a sua faixa etária ( filhote/adulto/idoso), rações especificas, terapêuticas entre outras. 


Variando tambem na sua qualidade que pode ser ração popular ou standard, ração premium ou super premium etc... Ou seja, os cachorros filhotes devem comer rações para filhotes, e os cachorros adultos devem comer rações para adultos, deve-se então fornecer respectivamente a ração apropriada a cada cachorro especificadamente. Evite tambem dar doces, ou outras guloseimas (pipocas, sorvetes, pizzas etc) para o cachorros. Existem disponíveis no mercado vendidos em pet shops ou supermercados, snacks ou petiscos que são apropriados para os cachorros. 


De Preferência aos que sejam tambem funcionais, ou sejam, aqueles que ajudam a previnir o tártaro, a melhorar o hálito ou diminuir o odor das fezes. do que aqueles que são simples petiscos sem funcionalidade.Não dê tambem ossos de galinha, ou qualquer outro tipo de osso que possa soltar lascas, para o cachorro, pois as pontas e lascas destes ossos podem perfurar o seu sistema digestivo e feri-lo gravemente. Se possível tambem, Não o alimente o cachorro muito tarde da noite, e principalmente tambem não brinque ou agite o cachorro logo após as suas refeições, pois pode causar problemas digestivos e tambem a grave torção de estômago.Faça tambem a limpeza das vasilhas de agua e comida diariamente, e troque e forneça agua fresca diversas vezes ao dia.

Cachorros - Sentido mais Aguçado.



Cachorros - Sentido mais Aguçado: O olfato é o sentido mais aguçado e desenvolvido nos cachorros, tendo este sentido nos mesmos um grande grau de evolução e complexidade, sendo portanto o olfato o sentido mais importante e consequentemente o mais utilizado, possibilitando aos cachorros se protegerem e tambem a sua matilha, por poderem perceber e identificar com facilidade e rapidez a aproximação ou a presença de predadores inimigos, a farejar e caçar as suas presas ou na busca e reconhecimento de outros alimentos, a encontrar filhotes perdidos ou outros integrantes da matilha. exercendo então o olfato uma função essencial, na sua dinâmica de ação e no seu comportamento , proporcionando aos cachorros uma percepção e uma sensibilidade olfativa sofisticadas e com uma capacidade e um potencial de percepção e distinção de odores extraordinarios. 


Sendo constituído o sofisticado e evoluído sistema alfativo dos cachorros, por narinas pares, que são os orifícios externos, por narinas internas ou coanas, câmaras ou cavidades nasais, células receptoras, nervos alfativos e os bulbos olfativos do cérebro. E há diferenças marcantes e significativas entre o sistema olfativo dos cachorros e outros mamíferos, tanto quanto as dimensões e a anatomia das estruturas olfativas, quanto ao potencial de percepção e identificação dos odores. Pois os cachorros alem de terem uma capacidade de percepção e distinção de odores muito superior a grande maioria dos mamíferos, incluindo os seres humanos, tambem são capaz de fazê-lo com uma quantidade ínfima de concentração de odores. E todo este evoluído e sofisticado sistema olfativo, ainda é auxiliado por um movimento respiratorio diferenciado e especifico. 


Que difere do padrão respiratorio normal dos cachorros que é o farejamento, pois o farejamento possibilita que uma maior quantidade de substancias odorificas concentradas chegue próxima à mucosa olfativa. Aumentando ainda mais, e de maneira significativa o seu potencial de percepção de odores. E através do farejamento, o ar é inspirado profundamente, ficando aprisionado nas cavidades nasais, ao contrário do ar inspirado através da respiração padrão normal, que é conduzido para os pulmões. O aprisionamento das moléculas das substancias odorificas, ocorre através de uma câmara formada por uma estrutura óssea presente no focinho dos cachorros. As células olfativas encontram-se situadas em uma área sensorial, denominada mucosa olfativa. 


Em termos comparativos, nos seres humanos esta mucosa tem uma dimensão media de aproximadamente 5cm², já nos cachorros está mesma mucosa olfativa possui uma dimensão de aproximadamente 150cm². Ou seja, uma dimensão incomparavelmente superior, alcançando inclusive está extensa área devido ao grande número de conexões e invaginações. A mucosa olfativa é coberta por uma camada de muco, secretado pelas glândulas de Bowman, dentro do qual as moléculas transportadas pelo ar, que criam a sensação de odor, penetram e ficam concentradas de maneira que, mesmo quando as concentrações de moléculas das substancias odorificas são pequenas, há facilmente a possibilidade da percepção e da distinção do odor destas substancias. 


No epitélio do sistema olfativo dos cachorros estão presentes aproximadamente 24 tipos diferentes de células olfativas, existindo assim a possibilidade de percepção de mais de um milhão de odores. Cada célula olfativa possui entre 100 e 150 cílios, que são protuberâncias na membrana da célula, responsáveis por captar as moléculas que causam o odor e transmitir esta informação para as células. Assim, os receptores estão, em sua maior parte, localizados nos cílios das células olfativas. Os seres humanos possuem cerca de 5 milhões de receptores olfativos, enquanto que os cachorros possuem uma quantidade imensamente superior, que é de cerca de 220 milhões. Inclusive nos cachorros estes cílios são mais longos e em maior número do que nos seres humanos, e tambem tambem da grande maioria de outras espécies. 


Aumentando de forma significativa, a sua sensibilidade e a capacidade perceptiva e seletiva de seu sentido do olfato. Cada célula receptora é um neurônio que transmite as informações olfativas para o bulbo olfativo, que é a parte do cérebro responsável pela interpretação dos odores. A sensibilidade aos odores é fortemente influenciada pela genética, isso significa que há variações entre as diversas raças. A raça Bloodhound é considerada a de melhor olfato, seguida do Pastor Alemão, ambas as raças possuem mais de 200 milhões de células olfativas. Portanto a acuidade olfativa é variável, e de acordo com a raça do cachorro, pois ela depende da superfície da mucosa olfativa, do número de receptores, assim como a anatomia facial que determina a direção da corrente aérea. 


O encurtamento do crânio dos cachorros braquicefálicos ( Buldogs e Pugs), cria um obstáculo à circulação do ar. Da mesma forma, a sensibilidade olfativa está correlacionada com a pigmentação da mucosa olfativa, sendo que, quanto mais escura, melhor é esta sensibilidade. E a fêmea tambem é mais sensível aos odores que o macho, e esta sensibilidade varia de acordo com o ciclo sexual, sendo maior durante a fase do cio. E quando o cachorro envelhece, o olfato é o primeiro sentido a declinar devido à atrofia das mucosas nasais e à degradação do tecido nervoso. Os cachorros ainda possuem narinas móveis que facilitam ainda mais a sua capacidade de percepção dos odores. 


Os odores exercem uma forte influência na fisiologia e no comportamento dos cachorros, e as suas memórias alfativas podem durar toda uma vida. Assim como o cérebro humano é estruturado para aprender idiomas, grande parte do cérebro do cachorros é voltado para a interpretação de odores. Pelo olfato os cachorros conseguem detectar um conjunto muito grande de animais de sua espécie, através dos odores liberados junto da urina e das fezes de outros animais. As fezes, por sua vez, trazem muito mais informações e num nível maior de detalhes que a urina, explicitando o seu status dentro de sua matilha e seu nível de segurança. E quanto maior a quantidade de marcas deixadas por um cachorro, mais poderosa é a sua posição dentro da sociedade canina. 













Cachorros - Emergencia.




Cachorros - Emergencia: Estar preparado para uma emergência é muito importante, pois um atendimento rápido e adequado, dependendo da gravidade do acidente pode fazer a diferença e salvar a vida do cachorro. Porem deve-se enfatizar que, na eventualidade da ocorrerencia de um acidente, tem que se fazer imediatamente os procedimentos de emergência e os primeiros socorros. Entretanto se o cachorro estiver muito machucado ou muito doente, è mais correto e prudente, não intervir e não fazer nenhum tratamento emergêncial. Pois nestes casos, alem de se perder tempo, pode piorar ainda mais a gravidade da situação, deve-se então levar o cachorro com urgência a um medico veterinário, que fará o atendimento correto e profissional, sem riscos de se agravar ainda mais as condições de saúde do cachorro. E para auxiliar na melhor maneira de se preparar para qualquer emergência que possa vir a acontecer, segue abaixo algumas orientações de como proceder em casos de emergência e primeiros socorros.


Ferimentos por mordida: Aproxime-se do cachorro calmamente para evitar uma reação do mesmo, e para maior segurança coloque uma mordaça ou focinheira. Pois é natural que a maioria dos cachorros, quando com dor extrema, possa vir a morder o próprio responsável, por receio ou medo de que este possa lhe causar mais dor. E caso não tenha uma focinheira, e tenha que fazer uma mordaça, tome cuidado para não apertar demasiadamente e dificultar a respiração do cachorro. Limpe cuidadosamente os ferimentos com bastante água limpa, e cubra-os para que permaneçam limpos. Pois os ferimentos causados por mordidas, geralmente infeccionam e precisam de cuidados profissionais, e após estes procedimentos leve o cachorro imediatamente ao medico veterinário. 


Corte ou mordida com hemorragia: Um corte pode ocasionalmente não ser muito profundo, mas mesmo assim pode vir a sangrar bastante, principalmente se atingir uma artéria. Nestas situações o sangramento é muito mais perigoso do que o próprio corte em si, e deve-se primeiramente parar com está hemorragia. Primeiramente, deve-se manter o cachorro na posição deitado, se possível ponha gelo e comprimi-ma de maneira suave, porem firme o local da hemorragia. Pois e compressão tampa os vasos rompidos, diminui a velocidade da hemorragia e facilita a coagulação do sangue, e o gelo: através do frio também comprime os vasos sanguíneos, facilitando o estancamento do sangue. E caso tenha que fazer um torniquete, faça-o com cuidado e sem pressionar demasiadamente o local, pois pode impedir a circulação sanguínea e piorar ainda mais a situação. E produtos em pó, como pó-de-café ou borra de café, açúcar, farinhas, nunca devem ser utilizados, pois podem causar infecções e consequentemente gangrena, podendo levar o cachorro a perder o membro atingido, ou dependendo da gravidade causar até o óbito no cachorro. E após estes procedimentos emergênciais, leve o cachorro imediatamente ao veterinário. 


Parada Respiratoria: Verifique se o cachorro está engasgado com um corpo estranho, e caso seja constatado que o cachorro não esteja respirando, coloque-o em uma superfície firme com o lado esquerdo para cima. Cheque o batimento cardíaco colocando seu ouvido no seu peito, e para localizar o ponto certo , dobre cuidadosamente a pata dianteira até que o "cotovelo" encoste nas costelas, este é o ponto ideal para detectar os sons cardíacos. Se o coração estiver batendo, mas o cachorro não estiver respirando, feche a boca do animal, ponha sua mão bem próximo ao focinho, para dar mais firmeza, e sopre diretamente no nariz dele, e não na boca até que você veja o tórax se expandindo. Repita este procedimento de 12 a 15 vezes por minuto, ao mesmo tempo, se não houver batimentos cardíacos, faça massagem cardíaca. O coração se localiza na metade inferior do tórax, atrás do "cotovelo" da pata dianteira esquerda. Coloque uma mão por debaixo do cachorro para aparar o tórax e coloque a outra mão por cima do coração. Faça compressão do coração com firmeza e continuamente, repita o procedimento da massagem cardíaca 60 vezes por minuto, ou seja, uma vez por segundo e alterne com a respiração artificial. E após ter conseguido reanimar o cachorro, leve-o imediatamente para o veterinário. 


Queimaduras: As queimaduras podem ser por temperatura (calor ou frio), ou por agentes químicos como um ácido, soda cáustica ou similares. Para queimaduras ocasionadas por frio, o melhor é manter a região afetada imersa em água morna, e para queimaduras por calor, utilize bastante água corrente (não muito forte) escorrendo na lesão. E queimaduras por produtos químicos, deve-se tambem utilizar bastante, porem deixando-a escorrer suavimente sobre o local. Em qualquer dos casos, deve-se proceder com bastante cuidado, pois trata-se de ferimentos muito dolorosos. E após a limpeza inicial, não ponha compressas com panos ou gazes, pois podem grudar, e tambem não passe nenhuma pomada, leve imediatamente o cachorro para o atendimento veterinario. . 


Engasgos: Sintomas como dificuldade respiratória, constante movimento de pata na boca, deve-se olhar dentro da boca e procurar se há algum corpo estranho visível. E caso seja encontrado, deve-se tentar remove-lo, preferencialmente com uma pinça ou alicate de ponta fina e comprida para que o cachorro tambem possa respirar. Tendo tambem cuidado de não empurrar o corpo estranho mais para dentro da garganta. Porem se o corpo estranho, estiver apresentando dificuldade para sair, coloque o cachorro deitado de lado e faça pressão na altura das costelas com a palma da mão, 3 ou 4 vezes, repita mais algumas vezes até a retirada do corpo estranho. E a seguir, leve o cachorro, imediatamente ao veterinário, mesmo que tenha conseguido retirar o corpo estranho, pois ele pode ter causado ferimentos internos. 

Febre: Com respiração acelerada e dificultosa, vômitos, diarreias e temperatura muito elevada, deve-se levar o cachorro imediatamente ao veterinario. 


Convulsão: As principais causas que ocasionam, a manifestação de convunções em cachorros são por intoxicações, infecções, infestações de parasitas, doenças genéticas, acidentes, ou simplesmente uma motivação idiopática (causa desconhecida). Embora de aspecto repugnante, uma convulsão em si não é motivo de emergência, porem pode acarretar emergências, podendo por exemplo, o cachorro se ferir em uma queda ou mesmo morder a própria língua, causando com isto, graves lesões ou uma seria hemorragia. A melhor providência é a de se colocar um pedaço de madeira, como um pedaço de cabo de vassoura, na boca do cachorro, entre os dentes incisivos superiores e inferiores. E se evitar tambem, que estes fiquem próximos a barrancos, degraus, ou desníveis, procure mante-lo em um local seguro. E jamais introduza a mão na boca de um cachorro em convulsão, pois no ato da convulsão, não existe consciência, e o cachorro não reconhece o seu responsavel, podendo morde-lo gravemente. Depois destas providências, e apos passada a crise de convulção, deixe o animal descançar, em paz e em silêncio, para posteriormente leva-los ao veterinario. 


Parto: As fêmeas precisam de um ambiente calmo, seguro e confortável para realizar o seu parto, e a duração media do parto normalmente é de cerca de 14 horas, da preparação ao nascimento dos filhotes. E após o nascimento de cada filhote, as proprias fêmeas mesmo cuidam deles, lambendo-lhes e ingerindo não apenas as placentas como também os líquidos aminióticos, o que é muito importante para a reposição de eletrólitos, e o cordão umbilical a fêmea tambem corta. E se após o nascimento dos filhotes, caso seja observado algum problema com a fêmea ou com os fihotes, deve-se leva-los imediatamente ao veterinario. 

Atropelamentos e Brigas: Os cachorros quando na rua, devem estar sempre presos por guias e coleiras. Sendo que o maior problema que um cachorro pode apresentar em decorrência de atropelamentos ou brigas está nas fraturas e hemorragias, nestes casos deve-se levar o cachorro imediatamente para o atendimento medico veterinário. 


Envenenamento: Não se deve deixar o cachorro comer nada durante os passeios, muito menos, deixa-los soltos sozinhos na rua, principalmente cachorros jovens, que têm tendência para comer qualquer coisa diferente e que lhes pareça interessante. Retire todas as plantas venesosas de sua casa e jardim ou coloque-as fora do alcance do cachorro. Guarde e mantenha os produtos químicos e de limpeza, os inseticidas e os medicamentos tambem em lugares inacessiveis aos cachorros, e de preferência em local trancado. Ao fazer uma desparasitação, por banho no cachorro ou pulverisação do local, tenha sempre atenção à quantidade de inseticida que se vai utilizar. E os sintomas variam conforme o tipo de veneno ingerido, pode-se considerar todos ou alguns dos descritos adiante. Como o cachorro salivar fortemente, ter vômitos recorrentes e, por vezes, também diarreia, com sangue no vômito, nas fezes ou na urina. Com o cachorro apático, com dificuldade para respirar, com pulsação rapida, tonturas, convulsôes e/ou desmaio. E como procedimento inicial deve-se anotar o que foi ingerido pelo cachorro e a quantidade (se for um produto químico ou veneno que você tinha em casa, leve a caixa para o veterinário, muitas vezes as caixas trazem além da base química do produto, procedimentos de emergência e telefones de centrais toxicológicas). Primeiro verifique o rótulo do produto ingerido, e se o vômito é aconselhável, porem se não obtiver as informações do tratamento indicado, não provoque o vômito, pois geralmente nestes casos o vômito não é aconselhável. E no caso de envenenamento de pele, lave com bastante água e um sabonete neutro, e tambem de bastante água para o cachorro, pois a água tem um efeito diluente no veneno. E após estes procedimentos, leve o cachorro, imediatamente ao veterinario. 





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