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domingo, agosto 31, 2014

Derrame Abdominal - Cachorros.



Derrame Abdominal - Cachorros: A ascite, também conhecido como derrame abdominal, é o termo veterinário utilizado para se referir ao acumulo de líquido acumulado no abdômen de um cachorro. E este acumulo de líquido na cavidade abdominal, é resultante e decorrente de vários fatores, pois a doença hepática tende a alterar a pressão arterial no sistema portal, ocasionando a concentração de albumina e sal no soro, ocasionado a consequente retenção de água no organismo, afetando a função dos órgãos circundantes e da permeabilidade dos vasos. E como resultado de todos esses fatores, o líquido tende a acumular-se no abdómen, com o cachorro acumulando uma grande quantidade de fluido na região abdominal. 



E está situação tende consequentemente a causar sintomas como vômitos , desconforto abdominal e perda de apetite . E devido a uma grande variedade de causas serem responsáveis pela ocorrência da ascite, os tratamentos em consequencia tambem variam de acordo com as causas. E os tipos de sintomas são variados, e podem ser, letargia, anorexia, vômitos, ganho de peso, fraqueza, e por vezes, sinais de desconforto e dor com gemidos quando o abdômem é pressionado. E tambem dificuldade em respirar (ou dispnéia), que podem ocorrer devido à pressão do inchaço abdominal colocando sobre o peito, ou devido a um acúmulo de líquido relacionado no espaço entre a parede torácica e pulmões (conhecido como derrame pleural). 



Sendo que os cachorros machos, por vezes, mostram tambem um acúmulo de líquido no escroto ou no pênis. E existem muitas causas para a ocorrência de acúmulo de líquido (ou edema) no abdômen. Algumas delas incluem sangramento abdominal, câncer abdominal, uma inflamação do revestimento do abdómen, a ruptura da bexiga, danos no fígado, os baixos níveis de proteína no sangue (ou hipoproteinemia), e do lado direito insuficiência cardíaca congestiva, situação em que o coração não consegue mais bombear sangue de forma suficiente para atender às necessidades de todo o corpo. E tambem a condição conhecida como síndrome nefrítica, onde o cachorro tem a proteína em sua urina e colesterol elevado no sangue, podem também ser responsáveis por acúmulo de líquido no abdômen. 



Para diagnosticar a ascite, uma avaliação líquido ascítico é o procedimento geral, e isto envolve a remoção do fluido abdominal para analisar as características decorrentes como a presença de bactérias, maquiagem, proteínas e sangramento. O veterinário também pode analisar a urina, ou realizar raios-X e ultra-som do cachorro, para determinar a causa do acúmulo de líquido abdominal. E o tratamento é diretamente interligado há causa subjacente do caso de ascite, se os sintomas são graves e se o cachorro está tendo grande desconforto, há a necessidade de que seja a remoção do fluido, para diminuir de imediato o desconforto e as dores que consequentemente acometem o cachorro.




E dependendo da gravidade da situação, uma cirurgia corretiva pode ser necessária, principalmente nos casos da presença de um tumor ou para controlar uma hemorragia abdominal. E os medicamentos são determinados de acordo com a causa subjacente, como por exemplo, quando o acúmulo de líquidos é devido à infecção bacteriana, que é conhecida como ascite séptico, e requer terapia com antibióticos. É importante notar que o tratamento medicamentoso agressivo com diuréticos, que são usados para remover o fluido corporal em excesso, pode causar baixos níveis de potássio no sangue, uma condição conhecida como hipocalemia.  Isto pode agravar os sintomas e levar a complicações posteriores no organismo do cachorro. 





Há tambem a necessidade de se continuar a acompanhar atentamente se há continuação dos sintomas e administrar as medicações prescritas pelo veterinário de forma correta e regularmente. Além disso, deve-se restringir o sal na dieta, pois ajuda a acumulação de controle de fluidos relacionados a algumas causas de ascite, tais como danos ao fígado, insuficiência cardíaca , e baixos níveis de proteína no sangue. Devido ao fato da existência de muitas causas diferentes que podem vir a ocasionar a ascite, não há um método de prevenção padrão e abrangente que possa ser recomendada. porem para se poder evitar o acúmulo de líquido abdominal decorrentes de trauma físico, é aconselhável e recomendável que se mantenha os cachorros em locais confinados, ou na coleira, para poder se evitar o seu acesso às estradas e outras áreas perigosas, onde incidentes traumáticos podem vir a ocorrer.



Inflamação dos Rins - Cachorros.




Inflamação dos Rins - Cachorros: O rim é o órgão responsável pela filtragem do sangue do organismo, pois ele retém substâncias importantes, como as proteínas e alguns minerais, e elimina junto com a água resíduos e produtos tóxicos resultantes do metabolismo, como a uréia entre outros. Portanto quando o sistema renal, que é responsável pela filtragem e consequente limpeza do sangue não funciona bem, esse mecanismo de seleção do que é bom ou do que é mal para o organismo fica comprometido. E tambem uma outra função muito importante dos rins é secretar uma substância responsável por estimular a medula óssea a formar sangue. 





E a nefrite é justamente uma alteração inflamatória dos rins, que pode ser aguda ou crônica, e que faz com que eles percam total ou parcialmente a sua capacidade de filtragem e consequente eliminação de impurezas do sangue. E a nefrite aguda é um quadro de aparecimento súbito, normalmente causada por uma infecção renal, e esta infecção pode ter se iniciado com uma simples cistite (infecção na bexiga), que, quando não tratada, pode atingir os rins. E os sinais clínicos da doença são apatia, vômitos, falta de apetite e anúria (o animal não urina ou urina pouco). Porem nem sempre todos esses sinais podem estar presentes, mas a falta de urina é um alerta. 




Uma vez que o "filtro" não está funcionando corretamente, produtos tóxicos como a uréia (resultado do metabolismo das proteínas) não são eliminados, intoxicando assim o organismo, daí os vômitos. Exames de urina e sangue irão confirmar o diagnóstico da nefrite e, após o início do tratamento (antibióticos, diuréticos, etc..), os rins voltam a funcionar normalmente na grande maioria dos casos. Já a nefrite crônica é um quadro bem mais preocupante, pois nesse caso a maior parte do rim está lesado e sem capacidade de regeneração. Ao contrário da nefrite aguda, o quadro crônico caracteriza-se por uma produção excessiva de urina, pois o rim não consegue reter a água e substâncias importantes ao organismo, mas retém os produtos tóxicos. 




Assim, teremos um cachorro desidratado, com emagrecimento progressivo, que urina grandes quantidades a todo o momento e ingere muita água. Ocorrem os vômitos, falta de apetite e apatia. Os rins passam a não produzir mais a substância que estimula a medula a produzir glóbulos vermelhos (eritropoetina). E o cachorro consequentemente tambem acaba apresentando um quadro de anemia, sendo que o desequilíbrio orgânico causado pela falência renal será permanente, uma vez que o rim não tem capacidade de se regenerar. Inclusive, o maior problema da nefrite crônica é a retenção de uréia, que é altamente tóxica. 




Sinal comum desse quadro de elevação da uréia é o odor e úlceras (feridas) na boca do cachorro. A uréia tambem pode atingir o sistema nervoso, causando sinais neurológicos como convulsões, porem já é realizada no Brasil a hemodiálise nos animais (filtragem do sangue através de aparelhos), o que permite na maioria dos casos uma sobrevida do cachorro, e com qualidade de vida. O transplante de rins também é uma opção de tratamento para insuficiência renal crônica, e esta cirurgia tambem já é realizada no Brasil, e com grande sucesso.











Doenças do Figado - Cachorros.



Doenças do Figado - Cachorros: Os primeiros sintomas e sinais de presença de doenças no fígado são inespecíficos, e eles incluem perda de apetite, perda de peso crônica e intermitente, vômitos e diarréia. Sendo a ocorrência do vômito, mais comum do que diarréia, beber e urinar com mais frequência do que o normal tambem podem ser indícios dos primeiros sinais, e geralmente é a razão principal para a busca de atendimento veterinário. Sendo que nos estágios iniciais da doença, o fígado fica inchado e consequentemente amplia o seu volume. Conforme a doença progride, as células do fígado vão morrendo, e sendo substituídas por tecido cicatricial.



E o fígado torna-se então com um aspecto e uma consistência como se fosse emborrachado, e quando o fígado chega a esta condição que é considerada como irreverssivel, o diagnóstico é da presença já avançada de cirrose. Porem antes que o fígado chegue a esta fase terminal, se houver um diagnóstico e um tratamento adequado, o fígado tem a capacidade de se recuperar dos danos, e curar a si mesmo ao ponto em que o cachorro possa voltar a ter a sua função hepática normalizada. Isto é possível se o tratamento apropriado for instituído logo no início da doença, sendo que o grau de recuperação depende tambem da causa que originou a lesão hepática.



Pois o fígado é um órgão bastante flexível e resistente, sendo que somente após oitenta por cento das células do fígado terem morrido, é que o órgão começa a dar os primeiros sinais de falhas e insuficiências hepáticas. E entre as diversas doenças que são decorrentes das deficiências e insuficiências hepáticas, encontram-se a Encefalopatia Hepática, sendo que a Encefalopatia hepática, é um tipo de disfunção cerebral causada por altos níveis de amônia e outras toxinas que se encontram consequentemente presentes no sangue. A amônia é um subproduto do metabolismo de proteínas, e normalmente é removida da corrente sanguínea quando o fígado apresenta um desempenho considerado saudável.



Entretanto, quando o fígado se mostra com sua capacidade limitada e insuficiente, devido a manifestação e presença de alguma doença hepática, a amônia se acumula em níveis extrema e altamente tóxicos, e exerce efeitos tóxicos principalmente no cérebro do cachorro acometido pela doença. E cachorros com encefalopatia hepática, manifestam e desenvolvem um comportamento com uma coordenação motora desorientada e quase que totalmente irregular e desequilibrada, fraqueza esporádica, mudanças de comportamento, salivação, estupor e embotamento mental. Sendo que estes sintomas podem variar bastante, e dependendo das circunstâncias, como após uma refeição rica em proteínas, tendem a aumentar em muito a sua intensidade. Inclusive graves convulsões e até coma podem vir há ocorrerem após esta situação, principalmente quando a encefalopatia hepática está em um estagio muito avançado.





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