.

sexta-feira, setembro 12, 2014

Beneficios Psicologicos e Emocionais - Cachorros.





Beneficios Psicologicos e Emocionais - Cachorros: Os cachorros além de serem uma ótima companhia, possuem e dedicam aos seus responsáveis um amor incondicional. E não importa o que se faça ou o que se diga, eles veneram os seus responsáveis como ninguém. Entretanto não é somente o afeto que ele podem oferecer. Pois inúmeras pesquisas apontam que a convivência com os cachorros e tambem outros animais domésticos trazem inúmeros benefícios à saúde física e mental. E um desses estudos, publicado na revista especializada Aids Care, dos Estados Unidos, mostrou que pacientes com Aids que possuíam um cachorro ou outro animal de estimação tinham menos chance de sofrer depressão do que aqueles que não possuíam nenhum animal de estimação.


E mesmo quem não tenha nenhuma doença, mas porem eventualmente sofra de depressão, pode se beneficiar com a companhia de um cachorro. Pois cuidar de um cachorro tambem é uma terapia ocupacional, pois tem que se dar banho, comida e tambem sair para passear, o que favorece um contato social, e em consequencia uma maior socialização, e estas atividades naturalmente ajudam a pessoa a sair da apatia,do tédio e da monotonia. E os cachorros tambem tem uma grande influência emocional dentro de uma família, inclusive quanto um cachorro adoece ou morre, principalmente as crianças e as pessoas muito idosas sentem demasiadamente chegando inclusive tambem a adoecerem devido a doença ou o falecimento de seu cachorro ou outro animal de estimação.


E os cachorros inclusive atualmente são muito utilizados para tratamentos terapêuticos e motivacionais, fazendo visitas a abrigos de idosos, hospitais infantis para servir de companhia e brincar com crianças deficientes ou doentes. E as crianças e os tambem os idosos adoram receber a visita e tambem a presença dos cachorros, pois a alegria fica latente e explicita no semblante e nos olhos das crianças e dos idosos, e é quando eles se soltam, e é possível notar-se uma instantânea e significativa melhora física e mental. Especialmente em crianças que sofrem de câncer, pois muitas vezes estas instituições abrigam crianças doentes cuja família em geral não tem como mantê-las.


E quando os cachorros chegam é uma festa, com as crianças ficando visivelmente muito mais animadas e felizes. Pois a alegria, como se sabe, aumenta imensamente os níveis de endorfina no organismo, e esta substância, é um calmante e relaxante que é produzido naturalmente pelo organismo perante a ocorrência destas circuntancias positivas e alegres. E influencia positivamente e de forma significativa no sistema imunológico, que é responsável pelas defesas do organismo, deixando o paciente mais fortalecido. Dessa maneira, reage-se melhor às doenças. E os cachorros também ajuda .imensamente aos velhinhos que não tem ou não recebem visitas de parentes, pois o cachorro acaba sendo o seu único elo com o mundo Exterior, e muitos inclusive chegam a escrever cartas para o cachorro.


E já está provado que o convívio com os animais são extremamente benéficos à saúde física e emocional, pois em uma pesquisa encomendada por uma companhia de seguro australiana, constatou-se de fato que as pessoas que conviviam com cachorros tinham uma saúde melhor. Pois os pacientes que cuidavam de um cachorro gastavam 16% a menos de medicamentos e saíam dois dias antes dos hospitais do que doentes que não mantinham contato com cachorros e outros animais. Outro estudo, publicado no American Journal of Cardiology tambem mostrou que o convívio com animais ajuda a controlar o stress, diminui a pressão arterial e reduz o risco de problemas cardiovasculares.


E para as crianças, brincar com bichos também é positivo até mesmo quando são animais de fazenda. Uma pesquisa realizada no final de 1999 na Áustria mostrou que os pequenos que brincam com vacas, galinhas, porcos e ovelhas têm menos chance de desenvolver alergias e problemas respiratórios, como a asma. E a explicação é que o contato com os animais aumenta as células de defesa das crianças e deixa o seu organismo mais tolerante e resistente a bactérias e ácaros. Provavelmente foi o que aconteceu com a menina Camila Benedetti, de dez anos.


Pois ela tinha crises alérgicas constantes e a mãe, Vivian, tentava controlar estas crises com medicamentos.  Porem Camila insistia que queria um cachorro, mas sua mãe relutava, pois tinha medo que os pêlos dos cachorros dessem mais alergia ainda. Mas em uma das suas crises fortes, a mãe se decidiu e resolveu dar um cachorro a ela. E em pouco tempo, as crises diminuíram bastante, e hoje ela só tem rinite quando o tempo muda, E a propria Camila disse que depois da chegada do cachorro que se chama Chobi, a casa está muito mais cheia de amor e alegria.

Cachorro Submisso.



Cachorro Submisso: Sempre que se pensa em um cachorro medroso, imaginamos logo um cachorro sem personalidade, submisso, ou seja, aquele cachorro que por qualquer motivo, literalmente põe o rabo entre as pernas. E que inclusive nem mesmo tem coragem de encarar o seu próprio responsável sem desviar o olhar ou abaixar a cabeça, este, no entanto, é só um estereótipo de uma das varias formas de um cachorro medroso agir. Entretanto há muitos cachorros medrosos que agem de maneira bastante agressiva às situações que os assustam, e que, no entanto, raramente são diagnosticados como tal por seus responsáveis. 


Pois para a grande maioria das pessoas a agressividade dos cachorros está ligada quase que única e exclusivamente à valentia, entretanto muitas vezes temos atrás de toda esta agressividade, um enorme medo do desconhecido. E todo este processo comportamental começa na primeira vez em que o filhote, amedrontado, reage agressivamente, e tem êxito ao afastar o alvo do seu medo, que pode ser outro cachorro, uma criança, ou mesmo seu próprio responsável. E neste momento ele aprende e assimila que sempre que  enfrentar uma situação que lhe causa medo ele pode agir de forma agressiva, pois o "perigo" acabará. 


A palavra "perigo" neste caso é bem própria, pois o cão medroso associa todas as situações desconhecidas como um perigo real, pois ele não sabe discernir. E, para piorar um pouco mais as coisas, raro é o responsável que sabe lidar com este tipo de situação. E há maneiras de se identificar preventivamente o comportamento medroso em filhotes, pois os mesmos agem e tem atitudes caracteristicas mediante determinadas situações. Por exemplo, filhotes que mostram um medo exagerado de situações novas a ele, e qualquer atitude mais rude pode detonar um comportamento típico de submissão, como se assustar facilmente, se agachar, urinar por medo ou virar de barriga para cima. 


Ou qualquer movimento que se faça com a mão, ele já se abaixa, como se tivesse medo de apanhar, ou que se arrepiam (na parte de trás da nuca) sempre que cruzam com outros cachorros. Que não são capazes nos encarar, e desviam sempre o olhar, e tambem reagem agressivamente ao se deparar com tipos humanos diferentes dos quais ele esteja a costumado. E este comportamento submisso, medroso e violento pode variar e serem relativos principalmente à idade, sexo, cor, raça, entre outros fatores. Enfim, toda a questão do medo mora na incapacidade deste filhote de lidar com situações fora do comum (para ele), pois o novo o assusta. 


E devido a estes comportamentos caracteristicos e fáceis de se identificar, porque então é tão difícil, para que os responsáveis conseguirem identifique se o seu cachorro é medroso, pois está é uma questão de conceitos erroneamente pré-definidos. Conceitos como o que cachorros devems ser sempre valentes, e que a agressividade é uma reação esperada (e muito bem aceita) vinda de um filhote de cachorro de guarda, ou que agressividade é sinal de valentia, que filhotes que têm a iniciativa do ataque são cachorros de guarda ideais, que medo é sinal de covardia. Por conta deste conceitos erroneos, as atitudes e ações inadequadas destes filhotes são consideradas normais, ou até mesmo desejáveis.


Então temos um filhote que age agressivamente, sem ter qualquer aptidão para avaliar a real periculosidade da situação, e que não só não é repreendido, como muitas vezes ainda é incentivado a agir desta forma por seu próprio responsável. Porem estes responsáveis, na verdade, acabam inconciêntemente premiando uma ação totalmente errada no comportamento dos seus cachorros, pois os cachorros não tem qualquer orientação ou reprenssão sobre suas ações, pois as julga e as interpreta sozinho e livremente, podendo tomar atitudes violentas para combatê-las, em intervenção ou limites, e depois ainda acaba sendo recompensado por seu responsável.


Inclusive este cachorro é um grande e potencial candidato a cometer atrocidades, pois age  violentamente sem limites ou reprenssão a qualquer situação que o assuste, e tambem jamais confiará ou acatará qualquer ordem de responsável, que naturalmente deveria ser o seu lider, ou seja ninguém conseguirá dete-lo ele decidir e resolver atacar. Entretanto tudo pode ser bastante simples se este cachorro tiver está tendência comportamental previamente diagnosticado. Quando então o proprietário pode-rá fazer um trabalho direcionado de orientação e socialização que possa vir a aumentar a auto-confiança deste cachorro, mostrando-lhe que nem tudo o que é desconhecido é perigoso.


E o cachorro medroso, seja ele agressivo ou submisso, deve ser tratado com muita delicadeza, sem, no entanto, ser mimado. E o seu responsável deve saber ampará-lo de forma a fazer com que ele se sinta absolutamente seguro ao seu lado. Isto inclui um bom trabalho de socialização com o cachorro, demonstrando de uma maneira segura e firme, de que ele possui um líder que pode protegê-lo, e é capaz de identificar qualquer perigo potencial. Ou seja, cachorros medrosos com comportamentos submissos ou violentos, e principalmente os violentos, precisam de responsáveis muito presentes e seguros, e que mostrem sua liderança de forma incontestável.




Cachorros Solitários.



Cachorros Solitários: A solidão é um problema cada vez mais frequente na vida de muitos cachorros  atualmente, devido principalmente a grande dinâmica e ao corre-corre da vida e do cotidiano de seus responsáveis. Pois há muitos cachorros no qual seus responsáveis passam a maior parte do tempo fora de casa, deixando-os sem nenhuma companhia humana por várias horas seguidas, e quase todos os dias. E a situação fica muito pior quando se trata de cachorros filhotes, e muitos só têm contato com as pessoas da casa por 4 ou 5 horas diárias, no máximo, e privar um filhote deste contato pode ocasionar futuramente danos muito sérios e graves na formação do temperamento e da personalidade do cachorro.


Pois os cachorros são animais sociais, e como tal precisam do contato com o grupo ao qual pertencem, para que possam principalmente aprender suas regras, comportamentos e rituais.  E quando se leva um filhote para dentro de uma casa, as pessoas desta casa passam de uma forma expontanea e natural a constituir a nova matilha deste filhote. E seja na matilha canina, ou na matilha humana, o filhote somente consegue assimilar e aprender sobre as normas comportamentais através de estímulos e reprimendas.  Porem se este filhote passa horas sozinho, ele não tem nenhuma referência de comportamento, e acaba tendo que se adaptar a situação, aprender, resolver e tomar decisões sozinho, uma vez que está praticamente ignorado pela matilha.


E isto é muito mais do que ele está preparado emocionalmente para assimilar e entender, pois sendo um filhote, ele deveria estar sendo protegido e educado pelos membros mais velhos da matilha. E como está praticamente sozinho, não tendo a proteção, o estimulo e a orientação necessárias para que possa ter um desenvolvimento social e emocional adequados  e fundamentais a está fase de sua vida como filhote. E em consequencia disto, o filhote não tem qualquer referência para aprender o que é certo e o que é errado, pois os cachorros só conseguem aprender através de ensinamentos e repressões ao erro de forma imediata, e qualquer atitude errada destes filhotes solitários não têm qualquer conseqüência imediata, seja ela positiva ou negativa.


Esta falta de referência faz com que toda sua aprendizagem fique comprometida, a começar pelo lugar certo para fazer xixi e cocô, e tais filhotes raramente aprendem a fazer xixi e cocô no lugar certo. E absolutamente o cachorro não tem culpa alguma por suas atitudes certas ou erradas, pois devido a falta de orientações e referencias no momento necessário, o cachorro acaba agindo de uma forma irregular e inconsequente. Pois não se pode querer ou se exigir um comportamento correto e equilibrado de um cachorro, especialmente de filhotes, que passa a maior parte do seu tempo sem ser isolado e sozinho, sem nenhuma educação ou orientação. E além da questão da orientação e do aprendizado, ainda temos uma questão que é da própria natureza dos cachorros, principalmente quando filhotes, que é adorar brincar.


E os filhotes precisam brincar, e muito, para naturalmente aprender e desenvolver as habilidades necessárias para a sua vida adulta. E neste ponto, os cachorros que são criados solitáriamente perdem muito de sua capacidade e habilidades naturais, pois alem de serem solitários, acabam devido a está condição brincando muito pouco, alem de terem poucos brinquedos e tambem fazerem pouquíssima atividade física. E toda está situação desnaturada é extremamente frustrante e angustiante para o filhote, pois ele precisa e tem uma necessidade natural de se distrair, se iterar e se exercitar, principalmente por terem uma enorme energia acumulada, e precisam dissipa-la brincando, correndo, caçando e tudo isto natural e preferencialmente acompanhados.


Para que possam desenvolver plenamente todo o seu potencial, e possam se transformar naturalmente em verdadeiros cachorros, e não em criaturas artificiais, sem desnorteadas, sem personalidade, sem referencias, revoltadas, deprimidas e melancólicas. Pois filhotes solitários são normalmente extremamente hiperativos e ansiosos, e o motivo de serem tão ansiosos é porque tentam desesperadamente chamar a atenção de seu responsável, já que sofrem muito durante o período em que são deixados sozinhos. Pois na percepção de um filhote, é como se ele fosse abandonado todos os dias, e quando o seu responsável chega em casa, cansado, depois de horas no trabalho e no trânsito, este filhote fará qualquer coisa para obter sua atenção.


É como se ele tentasse compensar o tempo passado sozinho, e ele fará de tudo para que o seu responsável lhe de atenção, e tambem finalmente assuma a sua posição de líder da matilha, e com isso teremos um filhote que sempre irá associar um ambiente calmo ao tédio, à solidão, ao abandono e ao medo. Por conta disso ele dificilmente conseguirá ter um bom comportamento, tendo sempre que estar fazendo alguma atividade, e tal filhote quando adulto dificilmente conseguirá ficar deitado ao lado do seu responsável tranquilamente, pois sempre exigirá atenção total, o tempo todo. Cansativo, Infelizmente existem muitos cachorros levando este tipo de de vida, ou melhor seria chamar de existência do que podemos supor.


E para completar a situação, os seus não tem a sensibilidade e a percepção de observarem que a interação e o contato social é tão importante para o desenvolvimento físico e emocional de um cachorro, quanto dar vacinas, ração e água. Inclusive muitos tentam se enganar procurando e dando preferência por uma a raça ideal que aceite e possa ficar sozinho o dia inteiro, e a resposta é bastante natural e simples, ou seja nenhuma raça, a não ser obviamente que seja uma raça de cachorros de pelúcia. pois cachorros não foram feitos para viverem sozinhos, e se a pessoa quer um animal de estimação que fique sozinho tranquilamente e sem sofrer, a melhor escolha é um gato.


Pois tambem são excelentes animais de estimação, e são muito carinhosos, aprendem a fazer xixi e cocô no lugar certo, sem que precisemos ensiná-los, e ficam muito bem sozinhos porque são animais muito mais independentes que os cachorros. Entretanto a maioria das pessoas não se interessam, ignoram e acabam não dão a menor importância a estes fatores, e só começam a percebem e dar importância a estas questões quanto elas já se tornaram extremamente problematicas e incontroláveis, e infelizmente quem acaba sendo responsábilizado e recebendo toda a culpa é o inocente do cachorro, que somente age desta forma  por ter o seu instinto natural reprimido e não tem se quer noção de seus atos.


E para ajudar a resolver estas questões, existem algumas dicas podem auxiliar bastante, como contratar uma diarista, que possa estar presente na casa pelo menos três vezes por semana, pois assim o cachorro terá alguma companhia humana regularmente, e aprenderá que ficar sozinho não significa necessariamente que ele esteja abandonado. Se possível é aconselhável contratar os serviços de um adestrador, que possa ajudá-lo a ensinar ao seu filhote a se comportar e que, desta forma, estimule o cachorro a utilizar a sua inteligência em seu benefício. Porem não se deve esperar no entanto, que o adestrador sozinho vá conseguir orientar e educar o cachorro e resolver todos os problemas, pois no tempo em que o responsável estiver com o cachorro é necessário tambem participar do processo de educação do cachorro, como ter voz ativa e fazer atividades físicas ou caminhadas.


E se o responsável não tiver tempo ou disponibilidade pode contratar os serviços de profissionais que são especializados em fazer passeios diários com cachorros, pois é uma opção bastante acessível e interessante, e são uma boa opção para auxiliar a manter o cachorro fisicamente e em forma e mentalmente mais tranquilo, sem ociosidade, tédio ou anciosidade. E o que ajuda bastante tambem para evitar o tédio e a ansiedade é disponibilizar muitos brinquedos para distrair o cachorro, como bolinhas, mordedores, pata de vaca, e ossos de boi e de couros. Porem não se deve recompensar os maus comportamentos de um cachorro, dando atenção a ele quando faz algo de errado, pois acaba se condicionando mal o cachorro, recompensando o se mau comportamento.


Como tambem não se deve recompensar o comportamento ansioso do cachorro, dando atenção e carinho somente quando ele estiver calmo. Pois todo responsável deve fazer uma análise sensível e honesta sobre da vida que está proporcionando ao seu cachorro, e pergunte-se se é o melhor que você pode lhe proprcionar, e se é o melhor que ele merece ter. Ou será que ele merece mais, será que ele poderia ser mais feliz se ele tivesse mais atenção e companhia, se pude-se fazer exercícios ou caminhadas e brincar mais todos os dias. Pois cachorros não são meros objetos inativos, que se pode simplesmente por em algum lugar, e só utilizar quando necessário ou quando houver disponibilidade. São na realidade criaturas hiper sensíveis e com grande grau de emoção, que jamais devem ser deixados só ou abandonados e que precisam de muita atenção, amor e carinho. 








Fuga de Cachorros.





Fuga de Cachorros: Poucos são os cachorros que demonstram equilíbrio e tranquilidade e consequentemente sabem se comportar ao verem um portão aberto. Pois na grande maioria das vezes, muitos cachorros assim que percebem o portão sendo aberto, já saem imediatamente em disparado correndo para a rua, e é um verdadeiro sufoco até que se consiga traze-los em segurança de volta para casa. 

E ao contrário do que a maioria das pessoas pensam, os cachorros não saem correndo pra rua para fugir. Pois não é da natureza dos cachorros fugir e abandonar a matilha, pois tendo um comportamento genuinamente gregário, eles consequentemente dependem diretamente da matilha para sobreviver, e, portanto não haveria qualquer explicação lógica para que eles simplesmente abandonassem a matilha. 

Pois nem mesmo quando um cachorro é maltratado ele abandona a matilha, tamanha é a sua lealdade para com o grupo. O que realmente acontece, é que nós humanos costumamos classificar como fugas situações em que o cachorro se perde e não consegue voltar para casa. Invariavelmente o cachorro simplesmente sai correndo, e, quando se dá conta, percebe que está numa região desconhecida. 

Algumas circunstâncias que podem provocar este tipo de resultado são quando os cachorros saem em disparada perseguindo gatos, ou outros animais, machos farejando fêmeas no cio, ou simplesmente o cachorro querendo brincar com o seu responsável. Nas duas primeiras situações, pouco se pode fazer em termos de adestramento, pois não existe treinamento que faça com que um cachorro ou qualquer animal agir de forma diversa ao seu instinto. 

Porém, com algumas orientações e ensinamentos dadas aos cachorros, pode-se melhorar em muito o seu comportamento em relação as suas fugas pelo portão, fazendo com que os cachorros se acostumem a ver o portão da rua aberto, sem que eles saiam correndo pela rua, e quando mais jovem for o cachorro, mais fácil será o seu aprendizado. 

Pois inclusive o cachorro não sai correndo pelo portão com a intenção de desobedeçer ou criar problemas, ele simplesmente o faz por puro instinto natural. Pois ele nestas situações, não pensa, simplesmente age, e quando o portão é aberto ele simplesmente sai. E, como em várias outras situações com cachorros, é a reação dos responsáveis que acaba complicando tudo. 

Pois ao saírem correndo atrás do cachorro, dão a ele a impressão de que tudo não passa de uma boa brincadeira de pega-pega, que inclusive os cachorros adoram. E se não houvesse o perigo do cachorro ser atropelado, o ideal é que nem mesmo se devesse dar importância ao fato ocorrido, e simplesmente ignorasse-mos. Porém, como nossas ruas são muito perigosas, a coisa toda deve ser feita de forma bem diferente. 

E para iniciar todo o processo de treinamento, você precisará de uma corda que possa ser presa em algum ponto fixo dentro da sua casa. Esta corda deve ter um comprimento grande o suficiente para que possa ultrapassar o portão, mas não tão comprido que permita que seu cachorro chegue até o asfalto. Também é fundamental que você tenha alguns petiscos com você. 

Prenda então o seu cachorro nesta corda e abra o portão, e assim que ele ameaçar sair do lugar diga um “NÃO” bem firme e se ele obedeçer e parar no meio do caminho, dê um petisco a ele como forma de recompensa e depois faça muito carinho. Inclusive você não precisa esperar até que ele passe pelo portão para dar a bronca, pois assim que você perceber que ele está se encaminhando para o portão, você já pode dar a bronca. 

E se seu cachorro ainda insistir em sair, não insiste e tambem não vá atrás dele. Simplesmente vire de costas e vá embora, pois ele provavelmente irá atrás de você, pois o que ele quer realmente é brincar com você, e não fugir de você. Então brinque um pouco com ele, feche o portão, e comece tudo novamente. Faça este treinamento várias vezes, e nunca se esqueça de elogiá-lo muito quando ele ficar dentro do terreno da sua casa. 

Pois o importante aqui é que ele perca o ímpeto de tentar sair só porque o portão está sendo aberto. E outra coisa muito importante e fundamental aqui, é que ele se acostume a ver o portão aberto, e inclusive acostume-se a brincar com ele com o portão aberto. Depois do treinamento, deixe-o ainda preso na corda, e brinque com ele com uma bolinha, ou simplesmente sente-se com ele fazendo bastante carinho e brincadeiras. 

Desta forma, o fato do portão estar aberto deixa de ser tão importante, e, portanto, não chamará a atenção dele. E a segunda parte deste treinamento também vai ajudar a seu cachorro a se acostumar a ver o portão aberto e você do lado de fora da casa, sem que ele tente ir atrás de você. Comece o treinamento estando você fora da casa, e o cachorro dentro. 

Abra o portão, e se ele ameaçar sair diga Não, feche o portão novamente, espere alguns segundos e abra-o de novo. Se seu cachorro ficar no lugar, dê petiscos a ele. Aguarde alguns segundos, dê um passo atrás e diga com firmeza FICA com sua palma da mão virada para ele, para que ele não avance. Dê um passo em direção ao seu cachorro e dê um petisco. 

Se ele ameaçar cruzar a linha do portão, diga não, mas enquanto ele estiver dentro do seu terreno, fale com ele com uma voz bastante suave, elogie-o e dê petiscos. O ideal é que se faça este exercício várias vezes por semana, cada vez ficando mais longe dele. Lógico que na hora de dar o petisco você deve chegar perto do cachorro, e não simplesmente jogar o petisco para ele. 

Pois isso poderia provocar sem querer a passagem dele pelo portão, caso o petisco caia do lado de fora do seu terreno. E a última parte do treinamento é mostrar a ele que o errado não é simplesmente passar pelo portão, mas sim passar pelo portão sem a sua ordem. Mantenha-o preso na corda, abra o portão e dê o comando VEM. E assim que ele cruzar o portão dê um petisco e elogie-o muito! 

Se ele ficar indeciso sobre o que fazer, comece esticando o braço (com o petisco) para perto dele. Depois vá fazendo os exercícios próprios do comando VEM, fazendo com que ele passe pelo portão para tocar a sua mão. Comece, então, a alternar abrir o portão e não falar nada, com abrir o portão e brincar com ele sem que ele saia do seu terreno, e abrir o portão junto com o comando VEM. 

Seja o mais claro possível na diferenciação entre as 3 situações, mostrando de forma bem clara que só será permitido a ele passar pelo portão quando você der o comando. Inclusive você poderá usar esta mesma técnica para ensinar o seu cachorro a não entrar dentro de casa só porque a porta estiver aberta, como também no caso de você morar em um apartamento para que seu cachorro não corra para o elevador, ou mesmo pelo hall e escadas do prédio. É só uma questão de você ter paciência e adaptar o treinamento.

COMPARTILHE A POSTAGEM.

.

.
.

Visualizações de página do mês passado