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quarta-feira, dezembro 03, 2014

Cachorro Russo/Arabe - Borzoi.



Cachorro Russo/Arabe - Borzoi:  O Borzói é uma raça de cachorros que é originária, e que tambem foi aprimorada e desenvolvida na Rússia. Sendo que os primeiros exemplares utilizados na composição da raça foram importados de países arábes por volta de 1600, por um nobre russo, sendo então cruzados com o Collie e outros cachorros de trabalho da Lapônia. E é um cachorro no mínimo exótico, com a cabeça longa e fina típica dos Lébreis, focinho com stop pouco pronunciado, trufa obrigatoriamente preta, olhos oblíquos, longos e sempre escuros, e tambem com orelhas sempre mantidas para trás, o seu tórax é estreito, o dorso é arqueado e a cauda é portada baixa, ligeiramente curva.





E tem um porte com uma altura medindo entre 71 e 75 cm, sua pelagem é longa, ondulada e com tendencias a formar mechas, e podem ser nas cores branco, amarelo em todas as tonalidades, fulvo sombreado de negro (mantado), as cores podem ser sólidas ou manchadas sobre fundo branco. Seu temperamento é dócil, reservado, sendo extremamente fiel e apegado aos seus responsáveis, e deve ser educado e orientado com delicadeza. Pode viver em tranquilamente em casa ou apartamentos, porem irá necessitar de galopadas eventuais ao ar livre para poder se exercitar, pois foi desenvolvido e treinado para caça a lobos, porem  atualmente é utilizado quase que exclusivamente como um nobre cachorro de companhia.





O Borzoi é conhecido desde a Idade Média na Rússia, onde era a raça preferida pelos nobres na caça a lobos e em corridas. Nos séculos XV e XVI cruzamentos com outras raças foram feitos com o objetivo de se aumentar o seu tamanho e a sua pelagem, com o proposito de melhorar o seu desempenho nas caçadas em clima frio. A crônica francesa do século XI testemunha que três Borzóis seguiram a filha do Grande Duque de Kiew, Anna Iaroslavna, quando ela chegou à França, para se casar com Henrique I. E entre os responsáveis e os criadores, havia muitas pessoas célebres, incluindo Tzars e poetas, e entre eles estavam Ivan "O Terrível", Pedro "O Grande", Nicolas II, Pouchkine, e Tourgueniew entre outros.





Inclusive no início do século XIX, havia sete variações distintas de Borzoi na Rússia, e a que mais se assemelhava ao padrão atual da raça era o Perchino, criada pelo grão-duque Nicolai Nicolayevitch.  Inclusive, o czar russo tinha como costume presentear seus visitantes com exemplares de Borzoi. Porem durante a Revolução Russa, muitos Borzois foram mortos porque eram intrinsecamente relacionados com a nobreza e a aristocracia. Entretanto os exemplares remanescentes conseguiram salvar e propagar a raça, e, levados posteriormente para os Estados Unidos, o Borzoi rapidamente adquiriu o status de um cachorro glamouroso, sendo inclusive visto frequentemente ao lado de celebridades do cinema.





E seu nome vem da palavra russa que significa "rápido", pois ao contrário da grande maioria dos cachorros, que se utiliza de seu faro para rastrear, o Borzoi tem na visão seu sentido principal. E este cachorro de alta estatura, e que quase não sofreu mudanças em 100 anos, e que apesar de ter uma índole reservada, adora caçar. Na Europa, salvo raras exceções, é considerado exclusivamente como um cachorro de luxo, sendo mantido na mais completa inatividade, e consequentemente perdendo as suas qualidades combativas tradicionais. Foi usado algumas vezes para a caça da raposa e da lebre, mas, principalmente nestas últimas, demonstrou poucas aptidões, pois a pequena presa não corresponde à importante estatura e peculiar constituição do Borzói, que foi desenvolvida para a caça de lobos.





É conhecido também como Russian Wolfhound, sendo apresentado pela primeira vez numa exposição em 1891, na Inglaterra. No Brasil há vários criadores da raça, mesmo ela não sendo muito popular por aqui, como é em outros países da Europa. Pode-se dizer que a personalidade do Borzoi combina bem com sua origem aristocrática, pois é um cachorro de uma elegância singular e de temperamento único. E como a maioria dos cachorros da família dos sighthounds (que inclui os Afghans, Salukis e Whippets), é um cachorro bastante inteligente, independente e sensível, que combina qualidades dos cachorros de caça e companhia de maneira mito peculiar.





São muito discretos com pessoas estranhas, porem tambem não são do tipo ´festeiro´ nem mesmo com as pessoas da família, apesar de, ao seu modo, serem extremamente amorosos com seus responsáveis. Sua independência não o indica para uma casa em que tenha que conviver com crianças, uma vez que pode se incomodar com suas brincadeiras. Se forem criados desde cedo em contato com crianças, o convívio pode ser melhor, no entanto, e até em função de seu tamanho (machos com no mínimo 70cm de altura) o contato deve ser sempre supervisionado por um adulto. O Borzoi pode conviver muito bem com outros cachorros e até mesmo com animais de outras espécies.





Sendo que o importante é que tenha sido acostumado desde cedo com eles, para evitar problemas com o instinto caçador do Borzoi. Inclusive a paixão natural de um Borzoi por uma boa corrida, faz com que não seja recomendado andar com um exemplar sem coleira. Pois são cachorros bastante ativos e que necessitam de espaço para serem exercitados, para que possam consequentemente desenvolverem a musculatura adequada para a raça. Na escala de inteligência elaborada por Stanley Coren, em seu livro A Inteligência dos Cães, o Borzoi encontra-se na 75ª posição. Mas se o objetivo for um cachorro obediente no sentido ´tradicional´, ou seja um cachorro que vá seguir todas as suas ordens, o Borzoi, assim como as demais raças deste grupo, não são os mais indicados.





Nos Estados Unidos são frequentemente vistos participando de competições de velocidade e agilidade, onde conseguem obter excelentes resultados. O Borzoi quando filhote é considerado um cachorro muito ativo e dinâmico, podendo inclusive vir a apresentar comportamentos destrutivos se não tiverem como extravasar sua energia. Por isso é fundamental que os filhotes tenham espaço para exercícios, porem o ideal é que eles sejam sempre exercitados em ambientes cercado (mais de 1,60m de altura) ou seguro, pois a qualquer momento ele pode resolver seguir seu instinto de caça e corrida, e você pode acabar ficando sem o seu companheiro.





E tambem são cachorros muito sensíveis e de excelente memória, por isso as repreensões devem ser muito bem dosadas. Apesar de fugirem do estereótipo de cachorros "obedientes", são capazes de rapidamente compreender o que pode e o que não pode. A pelagem do Borzoi é encaracolada e longa, e apesar de seu aspecto viçoso, a pelagem não requer cuidados especiais para sua manutenção, mas é fundamental que sejam bem escovadas com frequência para que se possa evitar a formação de nós. E todas as combinação de cores são aceitas, menos com o azul, o marrom (chocolate) e todos os derivados dessas cores. Ainda no quesito cor, a pelagem pode ter cores uniformes ou separadas em manchas sobre o fundo branco.





As franjas, os culotes e a cauda em forma de penacho são consideravelmente mais claros do que a cor de fundo, para as cores encarvoadas, a máscara preta é típica. E quanto a sua saúde, o Borzoi está propenso a apresentar alguns problemas e doenças tipicas de raças de seu porte como displasia da anca, e torção gástrica. Inclusive este problema caracteristico acontece devido a torção do estômago, causando compressão da circulação na região abdominal, e que pode levar o cachorro ao óbito, caso ele não seja operado o mais rápido possível. Outra característica especialmente grave para todos os cachorros deste grupo, é a sensibilidade a anestesias, que devem ser muito bem estudadas pelos veterinários que eventualmente venham a cuidar de exemplares da raça.






Cachorros - English Mastiff.



Cachorros - English Mastiff: O Mastiff Inglês ou simplesmente Mastiff (em inglês: English Mastiff) é considerado uma raça de cachorros tradicionalmente inglesa. Seu antepassados devem ser buscados entre os Mastins Assírios, descendentes por sua vez do Mastim do Tibete. Dotado de grande força, foi usado intensamente no combate entre cachorros, leões e ursos na antiga Inglaterra. Hoje, é essencialmente um cachorro de guarda e de defesa. A cinofilia lhe tem grande estima, tanto por seus dotes estéticos como pelas qualidades psicofísicas. É, sem dúvida, um cachorro grande, volumoso, vigoroso e simétrico. E de todas as raças caninas, é a mais pesada, sendo que a média mundial para exemplares de boa linhagem e característicos da raça é de 90 kg para machos e 80 kg para fêmeas, isso aos 2 anos.





Aos três anos um Mastiff pode ultrapassar facilmente os 100 kg, havendo registo de um exemplar com mais de 155 kg. Tem um nariz largo, olhos pequenos e afastados, orelhas pequenas, finas e muito sensíveis ao tato. A cauda tem implantação alta, é larga na raiz e vai se afinando até a ponta, sua pelagem é curta e espessa, porem não muito fina nos ombros, no pescoço e no dorso. Raça popular nos Estados Unidos da América, no Brasil o plantel vem crescendo em qualidade e quantidade, persistem, porém, alguns desafios para a criação pois, mesmo nas exposições de estrutura e beleza, observam-se cachorros com pouca estrutura óssea e falta de massa.





Uma vez que se trata de uma raça molossóide, e quanto à marcação (cor), ausência de máscara preta.  Ele pode apresentar cores como fulvo prateado (um tom de bege claro), fulvo abricot (um tom de laranja escuro) e fulvo tigrado, que é uma das cores básicas mais o preto. Todos os Mastiffs devem possuir máscara e orelhas pretas, não existe o preto sólido como cor, e caso isto ocorra, é um sinal claro de que o exemplar é um mestiço. Muitos são os cuidados necessários para com a raça, principalmente devido ao seu peso excessivo, pois o filhote, que nasce com mais ou menos 600 gramas, apresenta já aos seis meses um peso de mais de 50 kg.





O Mastiff requer cuidados especiais com alimentação, que nos seus primeiros 18 meses de vida deve ser a melhor possível, e nas quantidades recomendadas pelos veterinários. Inclusive qualquer excesso pode acarretar problemas como a displasia coxo-femural. Não deve haver suplementação de cálcio, pois isso pode acarretar problemas de postura. Recomendam-se exercícios físicos adequados a cada fase da vida e acompanhamento de um médico veterinário para que se respeitem os limites do cachorro. A sua expectativa média de vida é de aproximadamente doze anos.










Cachorro Coreano - Sapsali.





Cachorro Coreano - Sapsali: O Sapsali que significa ‘cachorro que afasta os maus espíritos e infortunios’ em coreano, e está as três raças de cachorros mais tradicionais da Coreia, junto com Jindo e o Poongsan. Sendo que o primeiro registro desses cachorros aparece em um mural do período dos Três Reinos, que durou de 37 a.C. até 668 d.C. Entretanto a Sapsali é uma raça que quase foi extinta na Coréia, durante o período de décadas de ocupação japonesa na Coréia do Sul (1910-1945), quando então eram mortos por militares japoneses para a produção de casacos.  E é considerada como a mais leal das raças, inclusive há a existência de um memorial de 300 anos de idade, na região sudeste da Coreia do Sul.


Que conta a história de um aristocrata que tirou um cochilo à beira de um rio depois de ter bebido muito em uma festa. Enquanto o homem dormia, as brasas de seu cachimbo deram início a um incêndio, porem seu fiel sapsali pulou no rio e usou o pelo encharcado para apagar o fogo, conseguindo então salvar seu responsável, porem ao custo da sua própria vida. E a crença na lealdade dos cachorros da raça, combinada com seu temperamento gentil, fizeram da Sapsali uma raça perfeita para ser utilizada principalmente em terapias, inclusive a raça é utilizada com muito sucesso em hospitais desde 1999. Lee Dong-Hoon, um pesquisador da raça disse que a sua personalidade e tambem o seu tamanho.


Pois os Sapsali possuem entre 46 a 56 centímetros de altura, e pesam entre 16 e 26 quilos, caracteristicas estas que fazem dos Sapsalis os preferidos entre os pacientes de hospitais. E crianças que estão se recuperando de graves doenças, mostram grandes melhoras depois do contato com os animais, e principalmente com os Sapsalis, salienta Lee Dong-Hoon. Inclusive a raça Sapsali foi considerada como tesouro nacional na Coreia do Sul, a partir do início da década de 1990. Inclusive Ji-Hong e sua equipe de pesquisadores, começaram a coletar amostras de DNA de todos os cachorros da raça, com o intuito de eliminar características indesejadas para poder fortificar e estabilizar a raça.


E uma das características eliminadas, foi a presença de uma classe de vírus especialmente letal para os filhotes, que acompanhava a espécie desde a sua origem. Além disto, tambem foi preciso desenvolver vacinas mais eficientes, apesar das dificuldades para se manter um projeto desta envergadura e consequentemente tão dispendioso, e inicialmente sem nenhum financiamento. porem uma grande ajuda surgiu em 1992, quando então o governo da Coreia do Sul reconheceu os Sapsalis como tesouro nacional, e forneceu recursos para compra de alimentos e vacinas. Atualmente, Ja-Hong possui 500 cães de excelente capacidade reprodutiva, e existem mais de 1.200 espalhados em casas de famílias sul-coreanas.


Porem, quando iniciou sua missão quase que solitariamente ainda na década de 1960, o pai de Ji-Hong, que era um especialista em reprodução e criação de animais, construiu um canil para tentar proteger e preservar os últimos Sapsalis puro-sangue existentes na Coreia do Sul, que na época contavam com apenas 30 exemplares. Porem quando o jovem Ji-Hong voltou do seu doutorado nos Estados Unidos, 25 anos depois, restavam apenas oito Sapsalis. A ideia de que a raça pudesse desaparecer para sempre, motivou Ji-Hong a embarcar em uma missão para salvá-la, apesar da falta de recursos. “Meu pai me dizia que recuperar uma raça demandaria um capital que meu salário de professor universitário não aguentaria”, disse Ji-Hong.


E ele estava certo, pois o pesquisador teve que vender todos os bens familiares, inclusive uma grande e produtiva fazenda que havia herdado do seu pai. Inicialmente, Ji-Hong utilizou técnicas de reprodução para aumentar a população de cachorros de 50 para 100, e depois de cinco anos, já eram mais 500. E a missão que havia sido de uma forma solitária e heróica iniciada por seu pai a décadas atrás, havia finalmente conseguido alcançar o seu nobre proposito, que era salvar a raça Sapsali da eminente extinção, e coloca-la em uma posição de prestigio e grande destaque em seu pais de origem, a Coreia do Sul.





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