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quarta-feira, maio 18, 2011

Dingo - Cachorros.



Dingo - Cachorros: O Dingo (Canis lupus dingo) é uma sub-espécie de lobo, assim como o cachorro doméstico, sendo originária da Ásia. Se encontrando atualmente em estado selvagem na Austrália e no sudeste asiático. Porem a origem dos Dingos permanece incerta, inclusive especula-se que resultem de uma das primeiras domesticações do lobo. E quanto a sua estatura e peso, os Dingos são considerados como tendo um porte entre o pequeno e o medio, e pesam entre 10 a 24 kg, apresentando um pelo curto e amarelado. E ao contrário dos demais cachorros, os Dingos só se reproduzem uma vez por ano.



Não ladram e tambem têm os dentes caninos mais desenvolvidos. Inclusive os Dingos não formam alcateias, pois vivem ou sozinhos, ou em pequenos grupos familiares. Entretanto,  há tambem outras teorias sobre a sua origem, defendendo que os Dingos chegaram à Austrália há cerca de 4000 anos, trazidos por navegadores austronésios, e não com os primeiros aborígenes. E de imediato espalharam-se rapidamente por todo  o continente australiano, inclusive consequentemente afetando significativamente todo o ecossistema. E contribuindo significadamente para a aumentar ainda mais  a recessão dos carnívoros marsupiais nativos.



Que na propria época já estavam  em declínio, porem com a chegada dos colonos europeus e os seus rebanhos de ovelhas, os Dingos começaram a ser perseguidos e caçados, pois representavam uma ameaça a estes rebanhos, e quase foi extinto, assim como aconteceu com o tigre-da-tasmânia, que porem foi extinto. Inclusive nos anos da década de 1880, construiu-se a uma barreira de cerca de 8500 km de comprimento, com o objetivo não sómente de se evitar o total exterminio dos Dingos, mas tambem mante-los afastados do sudeste australiano, onde se concentravam as quintas (fazendas), e tambem consequentemente proteger os rebanhos. Inclusive até aquela data,  era considerada a maior estrutura já construída pelo homem.








Australian Cattle Dog - Cachorros.



Australian Cattle Dog - Cachorros: Australian Cattle Dog - Cachorros: A Australian Cattle Dog, tambem conhecida como Boiadeiro Australiano, Queensland Heeler, Blue Heeler ou Red Heeler, é uma raça de cachorros originária da Austrália, reconhecido pela Fédération Cynologique Internationale. É um cachorro de médio porte e com muita energia, a pelagem do Boiadeiro Australiano vem com uma variedade de marcas, inclusive com algumas bem surpreendentes. A cor primária é normalmente o azul e o vermelho, a distribuição aleatória das cores e padrões, especialmente na face, sendo que o Australian Cattle Dog apresenta uma grande variedade de marcações, porem basicamente a sua cor se divide em Blue ou Red.



Da onde vem os nomes pelos quais também são conhecidos Blue Heller e Red Heller. Inclusive o Australian Cattle Dog tem um pelo médio para curto e que não necessita de nenhum cuidado especial para a manutenção de sua pelagem, além de banhos eventuais e escovações. E a sua estranha e exótica tonalidades e combinações de cores, podem muitas vezes aparecerem estranhos para muitas pessoas, principalmente para quem não está acostumado com as suas misturas e combinações, o que as vezes ocasionalmente acaba lhe angariando o título de "O cachorro mais feio e estranho", apesar de muitos responsáveis gostarem do fato de seus cachorros possuírem as marcas e colorações mais originais e distintas do qualquer outro cachorro.



O Australian Cattle Dog é uma raça relativamente recente, os principais registros foram feitos por Robert Kaleski, que se apaixonou pela raça ainda na adolescência e dedicou sua vida ao seu estudo e desenvolvimento. Apesar disso, há grande controvérsia sobre quais as raças que teriam contribuído para a formação definitiva do Australian Cattle Dog. Pois esta dificuldade se explica pelo grande número de tentativas e combinações que foram feitas até se chegar ao resultado final. Originária da Austrália, acredita-se que seu desenvolvimento aconteceu a partir da colonização inglesa na região. Durante a migração, os ingleses levaram seus cachorros de trabalho para a Austrália, e tentaram aproveitar as raças que possuíam grande habilidade no pastoreio nas ilhas britânicas num ambiente totalmente diferente que é o deserto australiano.



Estes primeiros cachorros eram conhecidos como Smithfields, que é o nome do mercado central de carnes em Londres. Genericamente, estes cachorros eram descritos como sendo pesados, pretos, com orelhas caídas e pelagem longa. Entretanto apesar de serem excelentes pastores em sua terra natal, não conseguiam a mesma performance no novo ambiente, especialmente porque a pelagem densa e longa aliada ao calor australiano dificultava sua atuação no trabalho com o gado. E diante da dificuldade de adaptação destes cachorros, os fazendeiros locais iniciaram os acasalamentos entre estes cachorros ingleses com os cachorros nativos da Austrália, conhecidos como Dingos.



O resultado não foi o esperado, uma vez que, apesar dos cachorros obtidos serem realmente silenciosos como o esperado, eram pouco confiáveis porque com freqüência mostravam-se muito mordedores, o que atrapalhava o trabalho com o gado. A tentativa seguinte foi o do acasalamento dos Dingos com os Collies, porem mais uma vez o resultado não agradou completamente porque desta vez, a grande maioria dos cachorros latia em excesso, o que também prejudicava a condução dos rebanhos. Finalmente, em 1840, Mr. Thomas Hall of Muswelbrook, importou um casal de Blue Smooth Highland Collies, que são cachorros muito parecidos com os Border Collies ou Bearded Collies atuais.



Estes cachorros descritos como de coloração blue merle, foram acasalados com os Dingos nativos, e a partir destes acasalamentos, se obteve cachorros merle ou vermelhos, que ficaram conhecidos como "Hall's Heelers". Estes cachorros, possuíam uma grande habilidade em conduzir o gado em silêncio, e inclusive deitavam-se no chão a fim de evitar que o gado saísse da trilha desejada. Sendo que o trabalho deste pioneiro foi reproduzido até sua morte, em 1870. O trabalho de Mr. Tomas Hall e seu cachorros, que passaram a ser conhecidos como "Blue Heelers" ou "Queensland Heelers", deu frutos para o desenvolvimento da raça e incluindo alguns acasalamentos com Bull Terrier, visando aumentar a tenacidade dos cachorros e até mesmo Dálmatas.



E no ano de 1902, Robert Kaleski, escreveu o primeiro padrão da raça, baseando-se para isso no tipo físico dos dingos australianos, que acreditava serem os mais bem adaptados ao trabalho na região. Porem a raça só foi reconhecida pelo American Kennel Club no grupo ´Miscelaneous´ no final da década de 60 e graças aos esforços dos criadores, e em 1980 a raça foi finalmente reconhecida plenamente. No Brasil, a raça só começou a ser conhecida bem mais recentemente, e ainda há poucos registros e criadores oficiais. A principal característica dos Australian Cattle Dogs é sua versatilidade e inteligência, que o colocaram em 10º lugar no ranking de inteligência elaborado pelo pesquisador Stanley Coren em seu livro "A Inteligência dos Cães".



Sua inteligência inata e a sua grande facilidade em aprender rapidamente comandos mais complexos, fizeram com que a raça ganhasse destaque especialmente entre os fazendeiros que precisavam de cachorros altamente confiáveis no trabalho com os seus rebanhos. Mas além de serem excelentes em suas funções originais, os Australian Cattle Dog destacam-se em várias outras atividades, como o Agility e as competições de obediência e Schutzhund, onde podem aproveitar todas as melhores qualidades da raça. Os Australian Cattle Dog se caracterizam por serem reservados com estranhos, mas sem porem demonstrarem qualquer agressividade.



Já com seus responsáveis, são devotados ao extremo, a quem seguem como verdadeiras sombras. Como são cachorros bastante inteligentes e que constante e freqüentemente precisam tomar ´suas próprias´ decisões na condução dos rebanhos, podem se tornar um tanto insubordinados se perceberem que seus responsáveis não lhe transmitem a liderança necessária. São tambem bastante silenciosos, latindo somente quando necessario, pois inclusive uma de suas características básicas, em sua função original é trabalhar em silêncio. Porem não são cachorros para um responsável pouco experiente ou que proporcione pouca atividade física e mental a seus cachorros.



Da mesma forma, não suportam bem a solidão ou a vida isolada de um quintal, pois precisam de contato constante com a sua família, e caso não possam desfrutar desta experiência, podem vir a desenvolver sérios problemas de comportamento. Na atividade de pastoreio, são cachorros especialistas em gado, não sendo a raça mais adequada, por exemplo, para trabalhar com ovelhas, mas com o treinamento adequado, podem realizar o este tipo de pastoreio sem grandes problemas. E tambem o relacionamento destes cachorros com crianças e outros animais é bastante bom, lembrando sempre que, pois por se tratarem de cachorros de pastoreio, a tendência é que eles naturalmente encarem crianças e os demais animais como seres a serem pastoreados. Inclusive os Australian Cattle Dog, independente da cor de seus pais, nascem completamente brancos, e com a sua cor definitiva se fixando em aproximadamente 1 semana, porem a tonalidade de sua cor só se confirma após 1 ano.



Como são cachorros muito ativos e com grande necessidade de atividade, é fundamental que se inicie desde cedo o seu adestramento de obediência. E tambem para os cachorros que forem destinados ao trabalho com o gado, é absolutamente essêncial que além do adestramento de obediência, o cachorro receba juntamente o treinamento especifico para a função do pastoreio onde aprimora-rá seus instintos básicos. E quanto a sua saude, os Australian Cattle Dog são cachorros extremamente resistentes, rústicos e robustos, e que consequentemente, de uma maneira geral, gozam de uma excelente saúde. Sendo que os principais problemas de saude enfrentados pela raça são a Atrofia Progressiva da Retina, Luxação da Patela e Surdez congênita.





terça-feira, maio 17, 2011

Borzoi - Cachorros.



Borzoi - Cachorros: Borzoi - Cachorros:  O Borzói é uma raça de cachorros que é originária, e que tambem foi aprimorada e desenvolvida na Rússia. Sendo que os primeiros exemplares utilizados na composição da raça foram importados de países arábes por volta de 1600, por um nobre russo, sendo então cruzados com o Collie e outros cachorros de trabalho da Lapônia. E é um cachorro no mínimo exótico, com a cabeça longa e fina típica dos Lébreis, focinho com stop pouco pronunciado, trufa obrigatoriamente preta, olhos oblíquos, longos e sempre escuros, e tambem com orelhas sempre mantidas para trás, o seu tórax é estreito, o dorso é arqueado e a cauda é portada baixa, ligeiramente curva.



E tem um porte com uma altura medindo entre 71 e 75 cm, sua pelagem é longa, ondulada e com tendencias a formar mechas, e podem ser nas cores branco, amarelo em todas as tonalidades, fulvo sombreado de negro (mantado), as cores podem ser sólidas ou manchadas sobre fundo branco. Seu temperamento é dócil, reservado, sendo extremamente fiel e apegado aos seus responsáveis, e deve ser educado e orientado com delicadeza. Pode viver em tranquilamente em casa ou apartamentos, porem irá necessitar de galopadas eventuais ao ar livre para poder se exercitar, pois foi desenvolvido e treinado para caça a lobos, porem  atualmente é utilizado quase que exclusivamente como um nobre cachorro de companhia.



O Borzoi é conhecido desde a Idade Média na Rússia, onde era a raça preferida pelos nobres na caça a lobos e em corridas. Nos séculos XV e XVI cruzamentos com outras raças foram feitos com o objetivo de se aumentar o seu tamanho e a sua pelagem, com o proposito de melhorar o seu desempenho nas caçadas em clima frio. A crônica francesa do século XI testemunha que três Borzóis seguiram a filha do Grande Duque de Kiew, Anna Iaroslavna, quando ela chegou à França, para se casar com Henrique I. E entre os responsáveis e os criadores, havia muitas pessoas célebres, incluindo Tzars e poetas, e entre eles estavam Ivan "O Terrível", Pedro "O Grande", Nicolas II, Pouchkine, e Tourgueniew entre outros.



Inclusive no início do século XIX, havia sete variações distintas de Borzoi na Rússia, e a que mais se assemelhava ao padrão atual da raça era o Perchino, criada pelo grão-duque Nicolai Nicolayevitch.  Inclusive, o czar russo tinha como costume presentear seus visitantes com exemplares de Borzoi. Porem durante a Revolução Russa, muitos Borzois foram mortos porque eram intrinsecamente relacionados com a nobreza e a aristocracia. Entretanto os exemplares remanescentes conseguiram salvar e propagar a raça, e, levados posteriormente para os Estados Unidos, o Borzoi rapidamente adquiriu o status de um cachorro glamouroso, sendo inclusive visto frequentemente ao lado de celebridades do cinema.



E seu nome vem da palavra russa que significa "rápido", pois ao contrário da grande maioria dos cachorros, que se utiliza de seu faro para rastrear, o Borzoi tem na visão seu sentido principal. E este cachorro de alta estatura, e que quase não sofreu mudanças em 100 anos, e que apesar de ter uma índole reservada, adora caçar. Na Europa, salvo raras exceções, é considerado exclusivamente como um cachorro de luxo, sendo mantido na mais completa inatividade, e consequentemente perdendo as suas qualidades combativas tradicionais. Foi usado algumas vezes para a caça da raposa e da lebre, mas, principalmente nestas últimas, demonstrou poucas aptidões, pois a pequena presa não corresponde à importante estatura e peculiar constituição do Borzói, que foi desenvolvida para a caça de lobos.



É conhecido também como Russian Wolfhound, sendo apresentado pela primeira vez numa exposição em 1891, na Inglaterra. No Brasil há vários criadores da raça, mesmo ela não sendo muito popular por aqui, como é em outros países da Europa. Pode-se dizer que a personalidade do Borzoi combina bem com sua origem aristocrática, pois é um cachorro de uma elegância singular e de temperamento único. E como a maioria dos cachorros da família dos sighthounds (que inclui os Afghans, Salukis e Whippets), é um cachorro bastante inteligente, independente e sensível, que combina qualidades dos cachorros de caça e companhia de maneira mito peculiar.



São muito discretos com pessoas estranhas, porem tambem não são do tipo ´festeiro´ nem mesmo com as pessoas da família, apesar de, ao seu modo, serem extremamente amorosos com seus responsáveis. Sua independência não o indica para uma casa em que tenha que conviver com crianças, uma vez que pode se incomodar com suas brincadeiras. Se forem criados desde cedo em contato com crianças, o convívio pode ser melhor, no entanto, e até em função de seu tamanho (machos com no mínimo 70cm de altura) o contato deve ser sempre supervisionado por um adulto. O Borzoi pode conviver muito bem com outros cachorros e até mesmo com animais de outras espécies.



Sendo que o importante é que tenha sido acostumado desde cedo com eles, para evitar problemas com o instinto caçador do Borzoi. Inclusive a paixão natural de um Borzoi por uma boa corrida, faz com que não seja recomendado andar com um exemplar sem coleira. Pois são cachorros bastante ativos e que necessitam de espaço para serem exercitados, para que possam consequentemente desenvolverem a musculatura adequada para a raça. Na escala de inteligência elaborada por Stanley Coren, em seu livro A Inteligência dos Cães, o Borzoi encontra-se na 75ª posição. Mas se o objetivo for um cachorro obediente no sentido ´tradicional´, ou seja um cachorro que vá seguir todas as suas ordens, o Borzoi, assim como as demais raças deste grupo, não são os mais indicados.



Nos Estados Unidos são frequentemente vistos participando de competições de velocidade e agilidade, onde conseguem obter excelentes resultados. O Borzoi quando filhote é considerado um cachorro muito ativo e dinâmico, podendo inclusive vir a apresentar comportamentos destrutivos se não tiverem como extravasar sua energia. Por isso é fundamental que os filhotes tenham espaço para exercícios, porem o ideal é que eles sejam sempre exercitados em ambientes cercado (mais de 1,60m de altura) ou seguro, pois a qualquer momento ele pode resolver seguir seu instinto de caça e corrida, e você pode acabar ficando sem o seu companheiro.



E tambem são cachorros muito sensíveis e de excelente memória, por isso as repreensões devem ser muito bem dosadas. Apesar de fugirem do estereótipo de cachorros "obedientes", são capazes de rapidamente compreender o que pode e o que não pode. A pelagem do Borzoi é encaracolada e longa, e apesar de seu aspecto viçoso, a pelagem não requer cuidados especiais para sua manutenção, mas é fundamental que sejam bem escovadas com frequência para que se possa evitar a formação de nós. E todas as combinação de cores são aceitas, menos com o azul, o marrom (chocolate) e todos os derivados dessas cores. Ainda no quesito cor, a pelagem pode ter cores uniformes ou separadas em manchas sobre o fundo branco.



As franjas, os culotes e a cauda em forma de penacho são consideravelmente mais claros do que a cor de fundo, para as cores encarvoadas, a máscara preta é típica. E quanto a sua saúde, o Borzoi está propenso a apresentar alguns problemas e doenças tipicas de raças de seu porte como displasia da anca, e torção gástrica. Inclusive este problema caracteristico acontece devido a torção do estômago, causando compressão da circulação na região abdominal, e que pode levar o cachorro ao óbito, caso ele não seja operado o mais rápido possível. Outra característica especialmente grave para todos os cachorros deste grupo, é a sensibilidade a anestesias, que devem ser muito bem estudadas pelos veterinários que eventualmente venham a cuidar de exemplares da raça.




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