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terça-feira, setembro 06, 2011

Cachorros - Guias de Deficientes Visuais.



Cachorros - Guias de Deficientes Visuais: Entre as muitas atividades que os cachorros desempenham com muita dedicação e eficiência em prol do beneficio das pessoas, uma delas é especialmente reconhecida, que é a de cachorros de servem de guia a pessoas que são deficientes visuais, ou cegas. Porem aqui no Brasil ainda são poucas as pessoas que contam que esse precioso auxílio, mas aos poucos as associações começam a investir em projetos de capacitação e treinamento de cachorros para esta função. Para completar o quadro, a ignorância e a falta de solidariedade ainda chegam a impedir que os portadores de deficiência visual possam transitar livremente com seus cachorros em locais públicos. 


Isso mostra a falta de intimidade do Brasil com a questão da inclusão do deficiente à sociedade, basta observar que há somente 16 cachorros-guia em todo o Brasil, sendo que inclusive todos foram treinados no exterior. Ao contrário, nos Estados Unidos e Europa essas associações e fundações tem um trabalho extremamente sofisticado e reconhecido pela comunidade e pelos criadores que doam filhotes para essa função. E vão além, algumas montaram seus próprios canis com o objetivo de garantir que haja sempre a renovação e incorporação de novos cachorros que cumpram essa função. E a escolha das raças caninas a serem utilizadas para a função de cachorro guia é bastante diferente dependendo do país. 


Mas de maneira geral as mais utilizadas são a raça Pastor Alemão, Golden Retriever e Retriever do Labrador, mas isso não quer dizer que apenas estas ração tenham aptidão para serem treinadas. Na Nova Zelândia, por exemplo, até mesmo os simpáticos vira-latas podem ser treinados para serem um cachorro-guia. E as principais qualidades que devem ser procuradas nos cachorros que desempenham está função são temperamento dócil e equilibrado, facilidade de adaptação a novas situações, tamanho, tipo de pelagem, inteligência e facilidade em aprender, uma vez que o cachorro terá que passar por um longo período de treinamento que o capacitará a desempenhar uma série de funções fundamentais para o bem estar do seu responsável. 


E o processo de treinamento inicia-se já logo após o nascimento, quando então o candidato a cachorro-guia é observado até a 8ª semana de vida para verificação da saúde, temperamento e espírito de liderança. Se for aprovado, passa por um período de socialização e convivência com humanos que dura aproximadamente 1 ano, durante o qual será cuidado por uma família voluntária. E enquanto estiver sob os cuidados da família tempóraria, o cachorro deverá ser exposto ao maior número de informações e experiências possíveis, saindo para passear todos os dias, a pé ou de carro, para diferentes lugares, tranquilos e movimentados, tendo bastante contato com muitas pessoas, entrando em lojas e restaurantes, fazendo viagens com a família, participando de todos os acontecimentos familiares e logicamente entrando em casa. 


É também durante esta fase que é feito o adestramento básico de obediência de forma caseira, mas também orientada pelo instrutor, onde o cachorro aprende o "senta", o "deita", o "fica", parar para descer ou subir escadas, parar para atravessar a rua, andar do lado esquerdo e um pouco à frente, saber se comportar educadamente e tranquilamente em todos os lugares por onde andar, como também nos taxis, ônibus, metrôs, entre outros. Somente depois ele voltará para a escola onde será treinado para o trabalho por aproximadamente 7 meses, e os cachorros que não se qualificarem como "guias" serão utilizados como cachorros de companhia para pessoas com dificuldade de locomoção, farejadores ou outras atividades. Neste período de treinamento, os adestradores, com formação técnica específica para esse fim, proporcionam aos cachorros o contato com diversos ambientes e novas situações de uma forma gradual. 


E quando o cachorro atinge a idade de 1 ano, ele deve começar o treinamento específico para a função de cachorro-guia, por mais ou menos 3 meses, vai ser trabalhado pelo adestrador, verificando o aprendizado que recebeu enquanto vivia com a família voluntária, fazendo-se as devidas correções e aperfeiçoando o adestramento básico de obediência. O adestrador reforçará e aperfeiçoará a condução do cachorro em linha reta e posicionado à sua esquerda, fazer o fica a qualquer momento, parar e sentar para atravessar ruas, estar desviando de obstáculos elementares, ou seja, buracos no chão, poças d'águas, latões, sacos de lixo, e estar atento a toda e qualquer situação que possa surgir, durante os treinos. 


E logo assim que o cachorro se adaptou ao seu adestrador, podemos introduzir o peitoral específico de guia, para irmos completando o equipamento de uso. Ao término destes 3 meses iniciais, e dependendo da performance do cachorro, é iniciado a adaptação do cachorro ao uso do peitoral específico de guia. Nesta fase ele dever ir se acostumando ao novo material e também deve ter mais atenção e concentração do cachorro, fazendo os exercícios num percurso mais complicado, diversificando mais situações e reforçando sempre sua atenção aos obstáculos, fazendo com que desvie sem esbarrar e mostrando ao cachorro que deve haver espaço para os 2 poderem passar.  


Após o período de educação específica, o cachorro estará pronto para o contato com o seu futuro respons´vel, situação esta que será personalizada, isto é, respeitará as características do cego e do seu ambiente procurando se adaptar e se adequar da melhor forma as situações de seu cotidiano.  O mais importante, durante todo esse processo é a boa condução do cachorro, levando-se em conta o temperamento do cachorro, e não exigindo dele mais do que de fato esteja preparado a fazer. Até mesmo as repreensões devem que ser equilibradas, pois não podemos ter um cachorro medroso e sem iniciativa. E quando o trabalho do adestrador com o cachorro estiver pronto, é chegada a hora de promover a integração do cachorro com o cego.  Esse processo pode durar cerca de 3 semanas, durante o qual o usuário vai receber todas as orientações necessárias de como cuidar e manter este cachorro e, principalmente, como usá-lo como seu guia. 


Os cachorros-guia tanto machos quanto fêmeas são entregues aos seus usuários já castrados, e esta medida tem como o objetivo evitar os problemas que naturalmente surgirão e que são decorrentes da propria maturidade sexual dos cachorros, que ocorre normalmente entre os 12 e os 18 meses. A principio os cuidados especiais que se devem ter com os cachorros-guias de cego, são de certa forma basicos e simples, como o de não ser tocados por pessoas estranhas durante o seu expediente ou horário de trabalho, e principalmente não se deve distraia-lo ou tentar brincar com ele enquanto ele estiver desempenhando a sua atividade principal, pois o cotidiano do seu dia-a-dia é bastante diversificado e consequentemente estressante, e devido a isto ele deve ser preservado e respeitado.

segunda-feira, setembro 05, 2011

Cachorros - Parto.



Cachorros - Parto: A gestação nas cadelas dura em torno de 58 a 63 dias, e este tempo é influenciado por diversos fatores como por exemplo, número e tamanho dos filhotes. A gestação pode ser confirmada por ultra-sonografia, que também mostrará o número de fetos e sua posição no útero, e também importante para o acompanhamento do desenvolvimento dos fetos. Já o diagnóstico através de palpação pode ser feito a partir dos 30 dias, com 35 dias já se observa o desenvolvimento das glândulas mamarias, que ficam rosadas e túrgidas, inclusive nesta fase já há um aumento acentuado de peso. E com 40 dias o abdome já está aumentado, aos 45 dias o RX já evidencia ossos da cabeça, vértebras, costelas e ossos longos dos membros. 


E com 49 dias a cabeça dos fetos já é bem palpável e há grande aumento nas glândulas mamarias. E a partir da 8a semana de gestação, o movimento dos filhotes já pode ser visto quando a cadela está deitada, e é um sinal e um indicio de que os filhotes estão bem desenvolvidos e demonstram saude e tambem poderam nascer de forma segura. E uma semana antes do parto, principalmente nas fêmeas em primeira gestação, ocorre secreção aquosa nas glândulas mamarias, nas 3 ultimas semanas de gestação sua alimentação deve ser reforçada. O uso de ração balanceada de boa qualidade e de formulação para filhotes e fêmeas em gestação, é a melhor forma de garantir os nutrientes necessários, sem a necessidade de suplementos extras. 


Durante a gestação, devido a ação da progesterona, o tempo de esvaziamento gástrico da cadela aumenta, mas ao mesmo tempo a motilidade gástrica diminui, conforme o estômago é deslocado pelo útero em crescimento. Portanto o ideal é que se forneça a alimentação em pequenas porções várias vezes ao dia, facilitando a digestão. É normal que no final da gestação a cadela perca o apetite, principalmente quando está próximo da hora do parto. Duas semanas antes do parto prepare o local onde a cadela irá ter seus filhotes e a estimule a deitar e dormir lá, pois isto a deixará mais segura na hora do parto. Inclusive na última semana de gestação, já deve-se estar com tudo preparado, caso os filhotes nasçam antes do tempo. 


Com o carro preparado com toalhas e jornais caso seja necessário levá-la a uma clínica com urgência. A caixa ou local onde ela terá seus filhotes, jornais para manter o local onde ela terá os filhotes sempre limpo durante o trabalho de parto, lixeira para os jornais sujos e materiais que serão usados durante o parto, uma caixinha menor forrada com toalha macia para colocar os filhotes enquanto a mãe está em trabalho de parto dos outros filhotes. um relógio para controlar o tempo de parto, uma lâmpada de 100w para ser colocada próximo a caixa dos filhotes caso esteja fazendo frio, se estiver fazendo muito calor coloque um ventilador para a mãe. 


Fio dental e tesoura afiada e esterilizada para amarrar e cortar os cordões umbilicais, anti-séptico para desinfetar o cordão umbilical cortado, toalhas e panos macios para serem trocados 2 vezes ou mais ao dia, na caixa onde ficarão mãe e filhotes. Os primeiros sinais começam com 48h antes do parto, quando começa a produção de colostro pelas glândulas mamarias e a fêmea começa a construir um ninho. E aproximadamente 12 horas antes ocorre descarga vaginal, decréscimo de 1o C na temperatura, sendo que a temperatura normal do cão é em torno de 38,9 a 39,9o C. É a hora de entrar em contato com o seu veterinário e deixá-lo de sobreaviso, caso você precise de ajuda.


1- O filhote é expulso, ainda envolvido na bolsa amniótica

2- A mãe abre a bolsa com os dentes e puxa-a para baixo

3- A cadela corta o cordão umbilical e lambe o filhote

4- Ao lambe-lo, estimula a circulação

5- Os filhotes encontram os mamilos da mãe por instinto 


Quando chega a hora do parto as fêmeas demonstram desconforto, não acham posição para se deitar e dormir, respiram de forma acelerada como se estivessem com dor, lambem e olham para a vulva, recusam comida, procuram o seu "ninho". As contrações podem ser observadas nos músculos das costas, num movimento descendente. E se ela quiser sair e caminhar vá junto, pois caminhar ajuda no trabalho de parto, mas é preciso sempre estar atento para que nenhum filhote nasça no chão e ninguém veja, principalmente se estiver escuro. Após o começo das contrações pode levar até 4h para a saída do primeiro filhote, se até esse tempo nenhum filhote nascer, procure logo seu veterinário. 


É importante observar o comportamento da fêmea, presença de contrações, estado geral da mãe, estado dos filhotes ao nascerem. Qualquer sinal de apatia, falta de contrações uterinas ou contrações sem a saída do feto, indica problemas e o veterinário deve ser procurado imediatamente. Entre as causas de atonia de útero estão: insuficiência de cálcio, déficit energético, fetos muito grandes e obesidade, partos muito prolongados. O intervalo entre os nascimentos podem ser de 15 min. Até 1h, mais do que isso chame o seu veterinário. Para a saída do filhote a bolsa de água aparece e normalmente se rompe, então o filhote sai de dentro dela. 


A placenta pode ou não se soltar nessa hora, nunca puxe o filhote porque você poderá causar nele uma hérnia umbilical. Espere ela se soltar, se a mãe não cortar o cordão você terá que fazê-lo, usando fio dental e tesoura esterilizada. Depois passe um anti-séptico como por exemplo iodo. Importante também é contar o número de placentas, elas devem corresponder ao número de filhotes, se isso não ocorrer é porque houve retenção e caso não seja tratada, ela corre o risco de uma séria infecção uterina. Você pode ajudar a mãe a limpar os filhotes com uma toalhinha macia, os enxugando até que chorem, esfregá-los ao mesmo tempo que limpa, ajuda a estimular a respiração. 


Se isso não fizer o filhote respirar e chorar, segure-o firmemente de cabeça para baixo, protegendo sua cabeça e pescoço e o balance, a força centrífuga irá ajudar a retirar o muco da garganta e narinas dele, para que ele possa respirar. No intervalo entre os nascimentos deixe os filhotes mamarem o colostro, é muito importante para a saúde e imunidade contra infecções, assim como ajuda nas contrações e no trabalho de parto da mãe, e assim que as contrações recomeçarem, coloque-os de novo separados da mãe. Quando termina o trabalho de parto a cadela se acalma, sua respiração volta ao normal e param as contrações. Limpe tudo, passe um pano úmido na cadela para limpá-la e faze-la sentir-se melhor, ofereça água e uma refeição leve como caldo de galinha com arroz. 


Isso lhe dará uma alimentação leve e com bastante líquido. Ideal no pós parto, as mães de primeira viagem podem ficar confusas durante e após o parto, você precisará ter firmeza, paciência e muito carinho com ela, ajudando no parto, no cuidado com os filhotes e na amamentação. É muito importante que todos os filhotes recebam o colostro nas primeiras 24h de vida. Dentro de 24h no mínimo eles devem ser examinados pelo veterinário, para saber se tudo está bem, e a secreção vaginal após o parto dura de 24 a 48h e a cor deve ir clareando. A cadela deve ficar com os seus filhotes em local calmo e tranqüilo. 


Com temperatura ambiente constante por volta de 32o C, sem correntes de vento e sua alimentação deve continuar a ser balanceada e fortalecida, sendo indicado ainda as rações próprias para aleitamento, encontradas no mercado. Deve-se oferecer também bastante água fresca para ajudar na produção de leite. A mãe deve ficar sempre junta dos filhotes para lhes fornecer calor. É bom observar se ela toma o cuidado de não sentar ou deitar sobre eles. Ao nascer os filhotes tem a temperatura baixa, por volta de 35o C, com uma semana de vida ela estará em torno de 38o C. Seus olhos se abrirão com 8 a 10 dias de vida e seus ouvidos com 13 a 17 dias.

domingo, setembro 04, 2011

Cachorros - Abandono Premeditado.



Cachorros - Abandono Premeditado: É comum se observar em vitrines dos grandes shopping cachorros de raça como os Cocker Spaniel sendo ensaboado numa banheira ou assistir a um Poodle Toy estático passando pela tosa. Porem poucas pessoas podem imaginar ou desconfiar de que os pets shop, que são o paraíso de consumo da indústria canina no Brasil, e tambem os hotéis para cachorros estão se transformando em verdadeiros orfanatos de cachorros de raça. Pois ao contrário das "desovas" de filhotes em portas de clínicas, hospitais veterinários, parques e ONGs de defesa animal, quando a autoria é desconhecida, nesse novo tipo de abandono, chamado premeditado, sabe-se exatamente quem o cometeu, só não há como localizá-lo. 

E a cena segue quase sempre o mesmo script, o cliente chega com o bicho no colo, demonstra afeto, faz varias exigências e mil recomendações e depois promete voltar horas depois para buscá-lo. No entanto nunca mais dá as caras, e pra completar tambem geralmente fornece telefone e endereço falsos. Inclusive nos últimos seis meses, vários cachorros de raça sendo a maioria Cockers e Poodles ficaram à espera de seus responsáveis após banho e tosa em vários pet shop, isto somente na cidade de São Paulo. E para tentar coibir novos casos de abandono, as lojas inclusive passaram a exigir RG, CPF e comprovante de residência para clientes sem cadastro, e o número do telefone é checado na hora. 

E quando se consegue ao menos um contato telefonico, o que porem é um fato muito raro, os motivos alegados para o abandono são meras desculpas inconsistentes, que denotam insensibilidade, indiferença e uma grande irresponsabilidade. Alegações como um comportamento destrutivo e barulhento do filhote, pois o mesmo roí moveis e objetos pessoais, chora muito a noite, e urina em local indesejado, que é um comportamento absolutamente natural na grande maioria dos filhotes. Deficiência física do cachorro, desemprego ou crise financeira do responsável, doença crônica ou sequela de acidente,idade avançada do cachorro, mudança de casa para apartamento, fêmeas gravidas, problemas comportamentais como agressividade, ausência de socialização e adestramento, e separação conjugal. 

E é muito triste observar e acompanhar de perto a angustia, o desespero e a ansiedade de um cachorro esperando pelo responsável, que no entanto o abando-nou e nunca mas virá. Os cachorros filhotes ou mais jovens ainda se consegue encaminhar para a adoção, porem no caso de cachorros já adultos, idosos ou fêmeas gravidas, a situação já fica bem mais difícil e desesperadora para estas cachorros. Pois nem sempre casos assim têm um final feliz, pois existem varios cachorros das raças Border Collie, Lhasa Apso, alem das raças tradicionalmente abandonados Poodle e Cocker Spaniel que foram abandonados nestas condições e estão à espera de adoção. 

E todos esses cachorros deram entrada como clientes dos pet shops ou hóspedes dos hotéis caninos, mas os seus responsáveis alem de  não pagarem pelos serviços ou pelas diárias, tambem não voltaram lá para buscá-los. E este tipo de abandono, está se tornando um problema grave, pois apesar de todos os cuidados e precauções já se tornou cronico e está aumentando cada vez mais. E infelizmente, a adoção não é o destino de todos os cachorros abandonados, pois os que tem principalmente problemas de saúde, ou idade avançada, por exemplo, são muito rejeitados, e ninguém os quer. E este novo tipo ou modalidade de abandono, tem a sua ação executada por um novo perfil de abandonador, que são constituídos por pessoas de classe média e alta. 

Que não tem a menor sensibilidade e responsabilidade, e tambem nenhuma noção do possa ser uma posse responsável, pois estas pessoas tratam o cachorro como se fosse um descartavel brinquedinho de luxo. Inclusive há situações em que o cliente chega a pagar a conta do banho e da tosa antes do serviço ser feito, alega que está com pressa, e estipu-la um horário para poder pegar o cachorro, somente para não despertar suspeitas, e depois simplesmente desaparece. É bom lembrar que os casos de abandono premeditado não se restringem aos somente a pet shops ou a hotéis para cachorros. Pois há relatos de clientes que levam o seu cachorro para o veterinário examinar e nunca mas retornam. 

E nestes casos a grande maioria são de cachorros sem raça definida, e que geralmente tambem são deixados desnutridos, com pulgas e carrapatos. Entretanto nem todos os cachorros tem a sorte de ter alguém que se sensibiliza e os acabe adotando, pois muitas clínicas, pet shops e hotéis de cachorros acabam não conseguindo conter a demanda de cachorros e outros animais abandonados. Inclusive, infelizmente as próprias clínicas acabam tendo que praticar a eutanásia, por não têm como cuidar, e onde colocar tantos cachorros. E só para citar como exemplo, o problema do abandono em São Paulo é extremamente crítico, e é reflexo de um crescimento desordenado do segmento de cachorros e outros animais domésticos. Pois só para se ter uma idéia, cerca de 60 cachorros e gatos são recolhidos das ruas da cidade diariamente pelo CCZ (Centro de Controle de Zoonoses). 

E cerca de 80% deles acabam não sendo resgatados pelos seus responsáveis, e que infelizmente tem um terrível destino, que é o sacrifico. E mesmo que o abandono de cachorros ou outros animais, seja considerado crime ambiental por maus-tratos, com pena prevista de detenção de três meses a um ano, além de multa a ser estipulada pelo juiz, está é mais uma lei inócua, que não tem aplicação real, e somente existe no papel. E estimativa do Ipab mostram que, de cada cem cachorros e gatos adquiridos em São Paulo, ao menos 50 são abandonados de diferentes formas em até 30 meses. Tanto pelos números oficiais quanto pelos da ONG ainda não se sabe ao certo o percentual especifico de abandono premeditado, mas as próprias entidades reconhecem que ele vem crescendo.

O que levar em conta antes de adquirir um cachorro ou outro animal:

- Defina qual bicho você deseja, levando em conta raça, tamanho e temperamento do animal

- Evite comprar de criadouros irresponsáveis, que vendem animais doentes. Na dúvida, opte pela adoção

- Sua casa ou apartamento precisa ter espaço suficiente para a espécie escolhida

- Certifique-se estar disposto a cuidar dele por toda vida, pois cachorros e gatos chegam a viver de dez a 20 anos, incluindo férias e períodos de ausência.

- Não se esqueça de que ele é um ser vivo e não um produto que se pode trocar, jogar fora ao apresentar "problemas" ou tornar-se "obsoleto"

- Toda a família deve estar de acordo em receber o novo integrante, inclusive a empregada

- Além de alimentação e abrigo, precisa de carinho e atenção e deve ser levado sempre ao veterinário, o que implica custos.

- Assim como o responsável, o bicho também necessita de exercício físico com regularidade e tambem gosta de passear.

- Eles tambem não devem ficar sozinhos em casa por longos períodos, pois cachorros quando deixados sozinhos, se sentem abandonados e latem, choram e incomodam a vizinhança.

- Se não deseja filhotes, a melhor solução é castrá-los, enquanto isso não ocorre, prenda o animal na época do cio.

Entretanto este tipo de problema não é exclusividade brasileira, pois segundo Elizabeth Mac Gregor, representante da WSPA (sigla em inglês para Sociedade Mundial de Proteção Animal), com sede em Londres, os casos aumentam nesta época do ano em países como França, Espanha e Portugal no período das férias de verão, quando as famílias saem em viagem e deixam os animais sozinhos em parques e estradas, apesar das leis contra o abandonador. Nos EUA, no Canadá, na Inglaterra, na Suíça e na Suécia, novos mecanismos vêm sendo adotados para tentar frear o número de cachorros abandonados, como o uso externo de chapas de identificação e microchip. 

Com isso, é possível localizar o dono e puni-lo diante de uma irresponsabilidade, mas ainda é muito difícil de ser praticado em países que ainda não tem um certo nível cultural, como é o caso do Brasil.  E tambem no Brasil, um dos principais motivos do abandono tambem são o desemprego e a crise econômica, pois quando o orçamento aperta, o bicho de estimação também é coisificado e entra na lista de itens dispensáveis e cortáveis. E em uma clínica em São Paulo, um Poodle teve que passar por uma cirurgia no tórax depois de ter sido atropelado, e acabou ficando 30 dias esperando pelo seu responsável. E o responsável pelo Poodle dizendo depois que não tinha como pagar a conta, e que tambem não o queria de volta, como se o cachorro fosse um produto descartável. E muitas vezes o cachorro é abandonado na hora da consulta, pois o responsável sai com a desculpa de que irá buscar dinheiro em casa, e acaba nunca mais voltando. 

Pois o abandono premeditado envolve uma sucessão de atos de insensibilidade, irresponsabilidades e mentiras, e não somente o cachorro que é fria e insensivelmente enganado e abandonado como qualquer pessoa ou entidade que inconsciente e involuntariamente possa vir a dar suporte ao abandono. Pois o "boom" da indústria pet acabou transformando os cachorros e outros animais domésticos em  objetos de moda e consumo. Inclusive determinadas raças se tornaram grifes e viraram mania, mas porem, tempos depois ficam fora de moda, e são descartados e jogados fora como se fossem objetos como roupas e sapatos velhos. E muitas pessoas acabam comprando o cachorro só por impulso, sem a mínima reflexão, e irresponsávelmente, acabam os abandonando justamente em lugares criados para atender também a seus caprichos.

sábado, setembro 03, 2011

Cachorros - Homeopatia.



Cachorros - Homeopatia: O uso da homeopatia para o tratamento de cachorros e outros animais vem tendo um bom desenvolvimento, e tem demonstrado de uma forma clara, simples e natural como esta prática pode ser benéfica. Atualmente no ocidente tem se presenciado de uma maneira explicita a eficácia deste modo de tratamento, que é quase que uma filosofia. Pois para promover a cura, o homeopata precisa conhecer todos os  sintomas de seu paciente. Estes sintomas irão  revelar o modo como cada indivíduo interage com o meio que o cerca, e qual a solução para o mal que lhe aflige. E pelos sintomas apresentados e observados no cachorro, o homeopata irá escolher, com base na totalidade sintomática deste mesmo cachorro, aquele medicamento que o espelhe, e que, portanto, será capaz de curá-lo. 

Podemos destacar então basicamente três grupos de sintomas que o profissional homeopata, tanto seja ele médico ou veterinário irá pesquisar.  Que podem ser os sintomas mentais, o que não quer dizer que seja uma doença mental, na concepção que estamos acostumados a definir. E sim se referem a  um modo pessoal de reagir a determinadas situações; como por exemplo ao medo, pois alguns cachorros quando se deparam com situações de perigo recuam, enquanto que outros já partem para o ataque. E o que dificulta a coleta destes sintomas por parte do médico veterinário é devido ao fato da inexistência de comunicação falada entre o cachorro e o homem. Alguns sintomas podem até ser percebidos, mas outros já são de difícil percepção. 

Como por exemplo, podemos perceber quando o cachorro está triste, mas não conseguimos, por falta de comunicação saber o porque, e tambem podemos perceber quando o cachorro sente medo, porem muitas vezes não sabemos de que ele tem medo. E os veterinários podem contar apenas com a sua observação e a observação dos responsáveis pelo, que deve ser a mais detalhada possível, mas este deve ter o cuidado de somente relatar ao veterinário exatamente o que viu, sem tentar interpretar de uma forma personalizado o que observou. Os sintomas gerais se referem ao cachorro como um todo, englobando várias esferas, tais como suas preferências alimentares, sua piora ou melhora diante de alguma situação, fato, hora do dia ou clima, por exemplo. 

E os sintomas físicos se referem àquilo que conhecemos como doenças convencionais, ou seja, são as doenças que o cachorro eventualmente tenha manifestado durante a sua vida. E pode-se Verificar que determinados cachorros têm uma maior tendência a desenvolverem determinadas doenças. Alguns têm otite por várias vezes, enquanto que outros têm pneumonias, enquanto outros têm insuficiência renal. Isto se deve ao fato de que cada organismo apresenta facilidade de exteriorizar seu mal desta ou daquela forma. Também se faz necessário se qualificar o motivo pelo qual os sintomas desta enfermidade se manifestaram, e em todos as suas nuances. 

Pois quanto mais detalhado for um sintoma, maiores serão as chances de conseguirmos individualizá-lo, portanto mais facilmente chegaremos ao medicamento correto. Pois Nestas nuances deve-se procurar descobrir o que existe que piore ou melhore o quadro, horários em que sintoma aparece mais evidente, determinadas atitudes que o agravem ou o melhorem. O paciente que chega ao Médico Veterinário Homeopata, vem ou porque o proprietário já se trata com Homeopatia, ou porque apresenta alguma doença onde a alopatia está falhando, tais como problemas dermatológicos ou problemas de comportamento. Precisamos mudar esta visão da homeopatia, esta onde dizem que ela é ótima para este tipo de doenças, realmente ela é ótima para isto, mas não somente para isto. 

Pois inclusive você pode tratar o seu cachorro com a Homeopatia para qualquer doença que seja tratável com a alopatia sendo os resultados mais duradouros e os medicamentos mais inócuos. E os profissionais que se utilizam da homeopatia na medicina veterinária também examinam o paciente, fazem diagnósticos, se utilizam de exames complementares (radiografias, exames de sangue, ultrassonografias, etc.) e usam outras terapias quando necessário, não dispensando as novas descobertas da medicina veterinária. O homeopata também recomenda uma cirurgia, sendo ela realmente necessária, inclusive no arsenal de medicamentos homeopáticos existem drogas que podem ser utilizadas para minimizar os efeitos traumáticos da cirurgia, bem como os efeitos indesejáveis da anestesia. 

Ou seja, o médico veterinário homeopata é um Veterinário como outro qualquer, apenas vê o seu cachorro por um outro ângulo, mais complexo e mais completo. Pois a homeopatia atua em todas as áreas, não existindo nenhuma contra indicação para a sua utilização. E a única contra indicação ocorre quando pessoas leigas em homeopatia fazem prescrições, normalmente porque já se utilizaram deste ou daquele medicamento e conseguiram resultados. pois isto não é uma garantia para que o tratamento funcione em outro indivíduo, Pois os medicamentos, na homeopatia, não são para este ou aquele quadro clínico, e sim para determinado indivíduo com aquele determinado quadro clínico. Justamente por isto, muitas pessoas que já fizeram uso de medicação homeopática não ficaram satisfeitas com o resultado. 

Porem a culpa não é da homeopatia, e sim destas prescrições realizadas sem a correta individualização do quadro e do paciente, que neste caso, obviamente não recebeu o medicamento correto. O que acontece é que, na alopatia, qualquer um que tenha uma dor de cabeça, por exemplo, pode se utilizar de uma série de medicamentos. Já na homeopatia a dor de cabeça de um indivíduo será combatida com um medicamento escolhido para esta dor dele, enquanto que a dor de cabeça de outro paciente poderá não ceder com aquele mesmo medicamento, visto que não são a mesma dor de cabeça, terão nuances diferentes. E é isto tudo que torna o ato de saber prescrever medicamentos homeopáticos algo muito serio e complexo, pois requer muita observação e estudo.

sexta-feira, setembro 02, 2011

Cachorro - Portões/Fugas.



Cachorros - Portões/Fugas: Poucos são os cachorros que demonstram equilíbrio e tranquilidade e consequentemente sabem se comportar ao verem um portão aberto. Pois na grande maioria das vezes, muitos cachorros assim que percebem o portão sendo aberto, já saem imediatamente em disparado correndo para a rua, e é um verdadeiro sufoco até que se consiga traze-los em segurança de volta para casa. 

E ao contrário do que a maioria das pessoas pensam, os cachorros não saem correndo pra rua para fugir. Pois não é da natureza dos cachorros fugir e abandonar a matilha, pois tendo um comportamento genuinamente gregário, eles consequentemente dependem diretamente da matilha para sobreviver, e, portanto não haveria qualquer explicação lógica para que eles simplesmente abandonassem a matilha. 

Pois nem mesmo quando um cachorro é maltratado ele abandona a matilha, tamanha é a sua lealdade para com o grupo. O que realmente acontece, é que nós humanos costumamos classificar como fugas situações em que o cachorro se perde e não consegue voltar para casa. Invariavelmente o cachorro simplesmente sai correndo, e, quando se dá conta, percebe que está numa região desconhecida. 

Algumas circunstâncias que podem provocar este tipo de resultado são quando os cachorros saem em disparada perseguindo gatos, ou outros animais, machos farejando fêmeas no cio, ou simplesmente o cachorro querendo brincar com o seu responsável. Nas duas primeiras situações, pouco se pode fazer em termos de adestramento, pois não existe treinamento que faça com que um cachorro ou qualquer animal agir de forma diversa ao seu instinto. 

Porém, com algumas orientações e ensinamentos dadas aos cachorros, pode-se melhorar em muito o seu comportamento em relação as suas fugas pelo portão, fazendo com que os cachorros se acostumem a ver o portão da rua aberto, sem que eles saiam correndo pela rua, e quando mais jovem for o cachorro, mais fácil será o seu aprendizado. 

Pois inclusive o cachorro não sai correndo pelo portão com a intenção de desobedeçer ou criar problemas, ele simplesmente o faz por puro instinto natural. Pois ele nestas situações, não pensa, simplesmente age, e quando o portão é aberto ele simplesmente sai. E, como em várias outras situações com cachorros, é a reação dos responsáveis que acaba complicando tudo. 

Pois ao saírem correndo atrás do cachorro, dão a ele a impressão de que tudo não passa de uma boa brincadeira de pega-pega, que inclusive os cachorros adoram. E se não houvesse o perigo do cachorro ser atropelado, o ideal é que nem mesmo se devesse dar importância ao fato ocorrido, e simplesmente ignorasse-mos. Porém, como nossas ruas são muito perigosas, a coisa toda deve ser feita de forma bem diferente. 

E para iniciar todo o processo de treinamento, você precisará de uma corda que possa ser presa em algum ponto fixo dentro da sua casa. Esta corda deve ter um comprimento grande o suficiente para que possa ultrapassar o portão, mas não tão comprido que permita que seu cachorro chegue até o asfalto. Também é fundamental que você tenha alguns petiscos com você. 

Prenda então o seu cachorro nesta corda e abra o portão, e assim que ele ameaçar sair do lugar diga um “NÃO” bem firme e se ele obedeçer e parar no meio do caminho, dê um petisco a ele como forma de recompensa e depois faça muito carinho. Inclusive você não precisa esperar até que ele passe pelo portão para dar a bronca, pois assim que você perceber que ele está se encaminhando para o portão, você já pode dar a bronca. 

E se seu cachorro ainda insistir em sair, não insiste e tambem não vá atrás dele. Simplesmente vire de costas e vá embora, pois ele provavelmente irá atrás de você, pois o que ele quer realmente é brincar com você, e não fugir de você. Então brinque um pouco com ele, feche o portão, e comece tudo novamente. Faça este treinamento várias vezes, e nunca se esqueça de elogiá-lo muito quando ele ficar dentro do terreno da sua casa. 

Pois o importante aqui é que ele perca o ímpeto de tentar sair só porque o portão está sendo aberto. E outra coisa muito importante e fundamental aqui, é que ele se acostume a ver o portão aberto, e inclusive acostume-se a brincar com ele com o portão aberto. Depois do treinamento, deixe-o ainda preso na corda, e brinque com ele com uma bolinha, ou simplesmente sente-se com ele fazendo bastante carinho e brincadeiras. 

Desta forma, o fato do portão estar aberto deixa de ser tão importante, e, portanto, não chamará a atenção dele. E a segunda parte deste treinamento também vai ajudar a seu cachorro a se acostumar a ver o portão aberto e você do lado de fora da casa, sem que ele tente ir atrás de você. Comece o treinamento estando você fora da casa, e o cachorro dentro. 

Abra o portão, e se ele ameaçar sair diga Não, feche o portão novamente, espere alguns segundos e abra-o de novo. Se seu cachorro ficar no lugar, dê petiscos a ele. Aguarde alguns segundos, dê um passo atrás e diga com firmeza FICA com sua palma da mão virada para ele, para que ele não avance. Dê um passo em direção ao seu cachorro e dê um petisco. 

Se ele ameaçar cruzar a linha do portão, diga não, mas enquanto ele estiver dentro do seu terreno, fale com ele com uma voz bastante suave, elogie-o e dê petiscos. O ideal é que se faça este exercício várias vezes por semana, cada vez ficando mais longe dele. Lógico que na hora de dar o petisco você deve chegar perto do cachorro, e não simplesmente jogar o petisco para ele. 

Pois isso poderia provocar sem querer a passagem dele pelo portão, caso o petisco caia do lado de fora do seu terreno. E a última parte do treinamento é mostrar a ele que o errado não é simplesmente passar pelo portão, mas sim passar pelo portão sem a sua ordem. Mantenha-o preso na corda, abra o portão e dê o comando VEM. E assim que ele cruzar o portão dê um petisco e elogie-o muito! 

Se ele ficar indeciso sobre o que fazer, comece esticando o braço (com o petisco) para perto dele. Depois vá fazendo os exercícios próprios do comando VEM, fazendo com que ele passe pelo portão para tocar a sua mão. Comece, então, a alternar abrir o portão e não falar nada, com abrir o portão e brincar com ele sem que ele saia do seu terreno, e abrir o portão junto com o comando VEM. 

Seja o mais claro possível na diferenciação entre as 3 situações, mostrando de forma bem clara que só será permitido a ele passar pelo portão quando você der o comando. Inclusive você poderá usar esta mesma técnica para ensinar o seu cachorro a não entrar dentro de casa só porque a porta estiver aberta, como também no caso de você morar em um apartamento para que seu cachorro não corra para o elevador, ou mesmo pelo hall e escadas do prédio. É só uma questão de você ter paciência e adaptar o treinamento.

quinta-feira, setembro 01, 2011

Cachorros - Luxação da Patela.



Cachorros - Luxação da Patela: A Luxação da Patela é uma das doenças ortopédicas mais comuns em cachorros de raças de pequeno porte. Pois quando Um cachorro de pequeno porte, durante o ato de correr ou saltar, repentinamente emite um ganido de dor e puxa a perna tirando-a do solo, e depois continua com a sua atividade porem  andando em apenas 3 patas. E após alguns minutos, ela volta a encostar perna no chão e sai andando normalmente, como se nada tivesse acontecido. Sendo que este processo pode se repetir diversas vezes ao dia, e até mesmo durante semanas sem que o cachorro venha demonstrar grandes manifestações de dor ou qualquer desconforto, a não ser aquele uma pequena manifestação inicial de dor. Esta situação é bastante comum de acontecer em raças de pequeno porte, como Lhasa Apso, Pequinês, Pomerania, Poodle. 

Entretanto, a luxação da patela pode afetar alguns cachorros com maior intensidade e muito mais gravemente. Em alguns casos, os cachorros afetados não conseguem sequer encostar a pata no chão por muitos dias e apresentam claros indícios de dor e desconforto. E cachorros que tiveram a luxação da patela nas duas patas traseiras, vão ter sua postura totalmente modificada. Nos casos mais graves, é como se toda a parte traseira do corpo do cachorro 'caísse', ficando suas pernas largadas no chão mesmo enquanto ele anda. Nestes casos mais graves o cachorro não consegue usar as patas para se locomover, e passa a se mover, arrastando-se como se fosse uma foca. A patela é um osso mais conhecido como rótula, e uma fenda na cabeça do fêmur permite que a patela deslize de cima para baixo quando a articulação se flexiona. 

Desta forma a rótula guia a ação do músculo do quadriceps na parte inferior da perna, e a rótula também exerce a função de proteger a articulação do joelho. E se olhando para a porção frontal do fêmur em um cachorro normal, pode-se notar que há a formação de uma fenda bem profunda, onde a patela estará posicionada e que permite que ela deslize para cima e para baixo. E essas estruturas anatómicas servem de guia e direcionam o movimento da patela a um curso determinado, fazendo com que ela sirva de pivo e controle a ação do músculo. E todo esse sistema anatómico é constantemente lubrificado por fluidos corporais, que proporcionam com que haja contato e movimento entre as partes e estruturas anatómicas sem ocorra excessos de atrito. 

Entretanto em alguns cachorros, por causa de malformações ou devido a traumas, a fenda da cabeça do fêmur que acondiciona a patela não é suficientemente proeminente e a fenda através da qual a patela se move fica muito rasa e assim a patela acaba 'pulando para fora' do local correto, indo normalmente na direção interna da perna. É isso que causa aquele espécie de travamento da perna que ocasiona a luxação da patela, e que leva o cachorro a puxar a pata, não apoiando-a no chão. E quando este tipo de travamento ocorre, causando consequentemente a luxação, a sua estrutura não volta ao lugar correto até que o músculo fique novamente relaxado e se estire novamente, aumentando assim seu comprimento. 

É está é a explicação do porque em alguns cachorros, a perna passe a ficar como se estive-se pendurada e depois de alguns minutos volte ao lugar correto. Enquanto os músculos estão contraídos e a patela está luxada ou fora do lugar, a articulação do joelho permanece dobrada ou em posição ligeiramente retorcida. O ganido de dor é causado pelo deslocamento da rótula, esbarrando nas arestas da cabeça do fêmur. Uma vez que ela esteja completamente fora do lugar, deixa de causar dor ao animal que pode até mesmo continuar se movimentando em apenas 3 patas. E em os cachorros de raças pequenas, especialmente as miniaturas, como o Poodle, o Chihuahua, há inclusive uma certa predisposição genética que acarreta uma maior incidência de manifestação desta anomalia ou problema ortopedica, que é a luxação da patela. 

E em outras raças, que apresentam pernas extremamente curtas em relação ao corpo, como o Basset Hound ou o Dachshund, a luxação da patela é quase uma consequência do formato típico do femur e da tíbia. As curvaturas dos ossos nestas raças trabalham em conjunto com o músculo quadriceps e acabam ajudando a empurrar a rótula para fora do lugar correto. No entanto é preciso ficar claro que nem TODOS os cachorros destas raças vão ser afetados pelo problema, pois apenas uma pequena parte percentual de cachorros destas raças acabam por desenvolver o problema. E a maior parte dos cachorros acometidos pela luxação da patela estão na meia-idade e apresentam um histórico intermitente de dor e desconforto nas pernas afetadas. 

E as principais caracteristicas dos sintomas manifestados pelos cachorros que apresentam este problema, são as frequentes paradas durante uma caminhada, devido a ocorrência do problema e a consequencia manifestação de desconforto e chora. Sendo que a perna afetada fica estendida para frente, e o cachorro é incapaz de flexioná-la de volta, para que possa retornar à sua posição normal. E se o problema não for corrigido, ele irá se agravar cada vez mais, e o cachorro em consequencia apresenta-rá progressivamente maior dificuldade em poder andar normalmente, ficando cada vez mais manco. Facilitando tambem o aparecimento prematuro da artrite que pode afetar seriamente o joelho, causando um sintoma permanente de inchaço que pode prejudicar e limitar em muito a liberdade de movimentação do cachorro. 

E sem duvida alguma, a melhor forma de lidar com este problema é uma boa e preventiva avaliação do veterinário que poderá elaborar um plano de longo prazo para reduzir os efeitos da artrite. E o tratamento da luxação da patela, quando ocorre sem que tenha sido feita uma prevenção adequada, é bastante limitado e restrito, pois a terapia médica possui uma pequena capacidade corretiva neste tipo de problema e normalmente é necessária uma cirurgia antes de realizar outro tipo de terapia e nem em todos os casos este será o recurso indicado. E tambem o procedimento cirúrgico pode afetar tanto a estrutura como a movimentação da patela. E a fenda na base do fêmur pode ser cirurgicamente aprofundada para conter melhor a rótula, assim como pode-se estabelecer uma ligação externa entre esta estrutura prevenindo que ela se desvie para dentro novamente. 

A protuberância no local da ligação do tendão do quadriceps sobre a tibia pode ser cortada e re-ligada numa posição mais lateral. Todos estes procedimentos podem ter bons resultados dependendo do caso individual de cada cão. Normalmente a recuperação da cirurgia é bastante rápida, sendo que em 30 dias o cachorro já está completamente recuperado e caminhando normalmente. Devido à forte determinância genética, é recomendando que os cachorros portadores desta doença não sejam acasalados. Eles podem ser, com certeza, excelentes companheiros e mesmo os que não precisem passar por uma cirurgia podem levar uma vida sem restrições. 

quarta-feira, agosto 31, 2011

Cachorros - Acasalamento.



Cachorros - Acasalamento: A idade correta e mais indicada para o acasalamento de cachorros deve levar em conta principalmente o desenvolvimento e amadurecimento dos mesmos. No caso dos cachorros machos, a partir dos 12 meses eles já estão aptos e podem acasalar, porem raças de porte pequeno com idade de 7 a 8 meses já possuem espermatozóides capazes de fertilizar a fêmea. E no caso das fêmeas devem acasalar somente após 18 meses ou do terceiro cio. Pois antes disto, ambos ainda estão imaturos e não completaram todo o seu desenvolvimento físico e psicológico necessários. E o período ideal para a reprodução nas cadelas é de 1 ano e meio e 6 a 7 anos de idade. 

E cadelas que tiveram várias crias nesse período podem se manter em reprodução até ao redor dos 10 anos sem maiores riscos de ter problemas. Como muitas cadelas podem ter ciclos férteis às vezes até aos 12 anos de idade, existe a possibilidade de acasalamentos acidentais. De um modo geral é contra-indicado acasalar pela primeira vez cadelas após os 6 anos de idade, pela possibilidade de problemas no parto (perda de elasticidade na cervix e vagina) e a eventual necessidade de uma cesariana. Mesmo às cadelas multíparas (que deram cria muitas vezes), não se recomenda o acasalamento após os 10 anos de idade, pelos mesmos motivos. 

E inclusive tambem entre os cachorros pode haver escolhas entre eles para o acasalamento, pois entre as cadelas e os machos pode existir preferências e simpatias mutuas uns com os outros. E tambem durante e logo após o cruzamento os dois normalmente ficam bem sossegados. Porem depois tudo volta ao normal, portanto não passa de uma lenda a teoria de que os machos ou as fêmeas precisam acasalar para mudar de comportamento. Inclusive as cadelas não têm menopausa, o que pode ocorrer é um aumento do intervalo entre cios, nascimentos com menor quantidade de filhotes, nascimento de filhotes mais fracos e tambem uma maior tendência a terem problemas de parto 

E tambem os machos são férteis a vida toda, porem a faixa etária ideal o ideal é de cachorros com no máximo 11 e 12 anos, que podem produzir filhotes com todo vigor e potêncial, sem apresentar grandes problemas de saúde. Entretanto eles estando bem de saúde e a qualidade do sêmen sendo o mínimo desejável não tem grandes problemas. E inclusive não é recomendável os machos acasalarem mais de uma vez por dia, a não ser que seja uma situação extraordinária, pois o ideal e o recomendado são acasalamentos com intervalo de dois dias. E a duração do periodo do cio é variável assim como a frequência entre um cio o outro. De forma geral dura de 15 a 20 dias. 

O melhor período do cio para o acasalamento varia um pouco de raça para raça. Normalmente para nas raças de porte pequeno, inicia-se no 8° dia e para as raças maiores, no 11° dia, indo até o 15° dia. Nesta fase a vulva continua inchada, mas normalmente, o corrimento é bastante reduzido e quase inexistente. Portanto,este é o periodo mais indicado para acasalar a uma fêmea que esteja no cio.  E caso haja duvidas, existem exames de citologia vaginal realizados por veterinários que podem dar a melhor indicação sobre o período mais indicado para o acasalamento das fêmeas que estejam no cio. E caso haja a ocorrência de cio seco ou silencioso, que é um tipo de cio que pode ser manifestado pela fêmea é que não se consegue perceber ou visualizar. 

Pois a cadela não sangra e tambem a sua vulva não fica com edema ou inchada. E a ocorrência deste tipo de cio nas cadelas normalmente pode estar associado a problemas hormonais. E somente o macho, ou testes como citologia vaginal e dosagens hormonais conseguem identificar a presença do cio nas cadelas. Inclusive este tipo de cio pode sim interferir na gravidez no sentido que não se conseguir identificar o momento ideal para cruzá-la. Podendo inclusive causar uma gravides indesejada na fêmea, caso ela cruze sem programação e ocasionalmente com um macho oportunista e indesejado. E interromper uma gravidez indesejada é até possível, porem é um procedimento de risco e nem todos os veterinários concordão em realizá-lo. 

E se for o caso de não SE querer filhotes, a melhor solução é fazer a castração da fêmea e/ou a vasectomia no macho. É tambem não é recomendável nem seguro se estimular o cio de uma cadela, inclusive é extremamente perigoso e tambem ineficaz a tentativa de se utilizar remédios, pois ainda não existem medicamentos seguros e eficientes para isso. E normalmente o acasalamento de ser repetido de 2 ou 3 vezes, com intervalo de 24 horas. E o prazo necessário para a confirmação de que a fêmea está grávida, é a partir de 28 a 30 dias. Com um exame clínico de apalpação feito pelo veterinário, ele consegue identificar e confirmar a presença da gravidez na fêmea. 

Entretanto se a fêmea for muito grande ou estiver muito obesa, este tipo de exame de toque pode ser enganoso. E a melhor forma nestes casos, de se garantir a presença dos filhotes é com o exame de ultrassom, a partir do 30° dia. E o tempo de duração da gestação ocorre entre 58 e 63 dias, e caso o tempo ultrapasse este período, deve-se procurar imediatamente o veterinário. E quanto ao intervalo ideal entre uma gravidez e outra, de uma forma geral não é recomendável que se acasale uma fêmea em dois cios seguidos. Pois todo o processo desde o inicio da gestação até o final da amamentação é muito desgastante para as fêmeas, e é bastante aconselhável que entre uma gestação e outra, a fêmea tenha um cio de descanso. 

E quanto as modificações na alimentação da fêmea gestante, deve-se inicialmente se consultar um veterinário para que ele possa fazer um exame clínico geral  na mesma. Sendo que geralmente durante a ocorrência da gravides as fêmeas devem receber alimentação utilizando-se ração para filhotes, que são ricas em cálcio e proteínas, e apenas após o primeiro mês de gestação. E os suplementos vitamínicos só devem ser dados sob orientação expressa do médico veterinário. Pois uma alimentação equilibrada, correta e sem exageros, vai ajudar a sua cadela a produzir filhotes saudáveis. Porem uma alimentação com excessos pode contribuir para o aumento exagero do peso da gestante, sem acrescentar nada em relação a sua saúde e dos filhotes e inclusive podendo tambem dificultar o parto.




terça-feira, agosto 30, 2011

Cachorros - Fraturas Dentárias.



Cachorros - Fraturas Dentárias: A dor sentida pelo cachorro no momento da fratura é semelhante a dor provocada pela cárie profunda em seres humanos. O estímulo doloroso atinge a polpa dentária, presente no interior do dente, ou como é chamada popularmente de nervo do dente. A polpa é o tecido vivo, responsável pela nutrição, amadurecimento e sensibilidade do dente. Constitui-se de vasos sangüíneos, linfáticos, feixes nervosos e tecido conjuntivo frouxo, que compõe o Sistema Endodôntico. Todos os dentes são susceptíveis de serem fraturados, no entanto, os dentes caninos inferiores e superiores, seguidos dos quarto-pré-molares e incisivos são os que mais apresentam tal tipo de lesão. E os cachorros geralmente fraturam os seus dentes, quando roem brinquedos muito duros, ossos ou mesmo grades, brincando com freesbies e até em brigas. Outra causa são os acidentes, atropelamentos ou queda de grandes alturas. Nos casos onde o dente é fraturado ocorre uma exposição desta polpa a microorganismos e restos de alimentos que irão ocupar esse canal pulpar. E quando isso ocorre, o cachorro normalmente sentirá um desconforto, dificuldade de apreender objetos e alimentos, e ao utilizar os dentes para a mastigação, ele tambem senti-rá uma dor aguda. Porem com a extinção da polpa a dor tende a cessar e o cachorro volta a se alimentar normalmente, não sentindo mais incomodo causado por ela, e passando a impressão que esta aparentemente sadio. E este é um dos principais motivos dos responsáveis pelo cachorro não notarem que o mesmo está com um dente fraturado. E quando ocorre a fratura da coroa, a exposição do canal e a morte pulpar, as bactérias invadem o dente e podem chegar ao osso e se espalharem para todo o organismo do cachorro. Pois aquele espaço onde estava presente a polpa, o canal, agora está preenchido por tecido morto e detritos. Para as bactérias, este espaço é tudo o que elas queriam e não contentes com isso, elas tendem a se dirigir à extremidade da raiz, invadindo o osso em torno do dente, desenvolvendo uma lesão periapical (osteólise). Esta lesão progride para um abscesso, podendo formar uma fistula dentro ou fora da boca. A mais conhecida pelos Médicos Veterinários é a "Fístula do Carniceiro", que comumente surge na região infra-orbitária devido a problema endodôntico no dente carniceiro que é o 4º pré-molar superior. E quando a infecção dentária chega a este ponto, realmente é necessário a realização do tratamento do canal, deve-se lembrar que as bactérias ali presentes acabam indo para a circulação sangüinea podendo causar lesões em outros órgãos como rins, fígado e coração dos cachorros acometidos. Inclusive uma pesquisa recente demonstrou que 40% das endocardites (problema cardíaco) em humanos estão diretamente relacionados com as más condições de saúde bucal. Assim o tratamento do canal também se faz necessário para prevenir afecções sistêmicas. Estando cientes então dos malefícios que um dente fraturado e consequentemente infeccionado pode causar, concluí-se que é de fundamental importancia a realização do tratamento de um dente fraturado para eliminar o foco de infecção. O tratamento preconizado até certo tempo atrás era a extração dentária (exodontia). E é realmente uma opção, mas hoje em dia, existe a possibilidade de se realizar um tratamento endodôntico. Desta forma é possível manter o elemento dentário desempenhando suas funções de mastigação, apreensão e estética. Além disso, dependendo do dente, a cirurgia de extração é muito mais complicada e traumática, para o cachorro, que a de tratamento endodôntico. O tratamento de canal, na Odontologia Veterinária, é realizado em uma única sessão, onde o dente tem seu interior desinfetado (retira-se o material necrótico e contaminado), em seguida é preenchido com material obturador e restaurado com resina, amálgama ou prótese metálica. Isto só é possível pelo fato do procedimento ser realizado sob anestesia geral, logo, não é conveniente submeter o cachorro a várias sessões, como é feito na Odontologia Humana. Com isto, podemos considerar que a Odontologia vem se firmando dentro da Medicina Veterinária, não se resumindo a simples "limpeza de tártaro", propondo novas terapias para antigos problemas, e oferecendo e proporcionando uma melhor qualidade de vida para os cachorros.

segunda-feira, agosto 29, 2011

Cachorros - Sindrome da Lagrima Colorida.



Cachorros - Síndrome da Lágrima Colorida: É bastante frequente nas clínicas veterinárias a presença de cachorros apresentando uma mancha escura ao redor dos olhos. Embora este seja um problema, na maioria das vezes apenas estético, que não traz problemas ou grandes implicações na saúde cachorro, esta porem é uma questão bastante incômoda para os responsáveis pelos cachorros. E devido a isto é necessário e muito importante que se faça o diagnostico da causa, para que se possa fazer o tratamento adequado. Normalmente a manifestação da síndrome da lágrima ocorre devido ao excesso de transbordamento das lágrimas, que é denominado epífora, e pode ocorrer seja por superprodução ou por deficiência no sistema de drenagem lacrimal. Pois a lágrima tem um papel muito importante, dentre outras coisas, ela lubrifica a superfície ocular e o excedente é levado até o focinho por meio de um canal denominado ducto naso-lacrimal. Pois bem, esta enfermidade é denominada cromodacriorréia ou simplesmente síndrome da lágrima colorida, e se traduz clinicamente por manchas nos pêlos faciais criando uma faixa lacrimal de cor marrom avermelhada, que é bastante evidente em cachorros de pêlo branco, devido a  oxidação da lágrima.  Esta síndrome ocorre principalmente em raças miniaturas como Maltês, Yorkshire terrier, Poodle Toy e raças braquicefálicas, que são aquelas que possuem o focinho achatado como Pug, Buldog e tambem gatos da raça Persa. As causas deste extravasamento lacrimal podem ser congênitas, ou seja, o cachorro já nasce com o problema, devido a má formação do ducto nasolacrimal, defeitos palpebrais entre outros. E que geralmente a sua manifestação e ocorrência é notado logo nos primeiros meses de idade, ou tambem podem ser adquiridas, como no caso de conjuntivites ou produtos químicos no ambiente, principalmente os que causam irritação nos olhos. Inclusive tambem estudose pesquisas recentes têm relacionado fatores nutricionais e variação da flora bacteriana local como possíveis causas. A primeira providência do responsável pelo cachorro ao observar a presença deste tipo de mancha ao redor dos olhos de seu cachorro é levá-lo a uma clínica veterinária, onde serão realizados exames específicos para verificar a capacidade de drenagem e de produção da lágrima, assim como determinar a causa e gravidade do problema. E o tratamento vai depender da intensidade da enfermidade, em casos mais brandos, pode ser indicada apenas correção do problema primário, como tratar a conjuntivite, mudar os produtos de limpeza, ou mudanças na dieta associado a medicação tópica. O uso de medicação por via oral pode ser efetivo na diminuição da mancha, provavelmente porque altera a composição lacrimal. Mas é necessário ficar atento, pois dependendo do caso, quando suspensa a medicação o processo tende a retornar ainda mais severos. Também existem no mercado produtos de aplicação externa que corrigem a cor da pelagem, e impermeabilizam a superfície do pêlo, evitando contato com a lágrima. Vale lembrar que esses produtos podem corrigir provisoriamente a estética, mas não eliminam a causa da doença. Em casos mais graves, é necessário restabelecer o fluxo lacrimal normal, seja através de lavagem para remoção de debris, seja por meio cirúrgico. O ato cirúrgico requer material especial para uso oftalmológico e um cirurgião com treino em microcirurgia. Porém, a cirurgia é pouco realizada devido a complexidade da técnica aliada as complicações pós-operatórias, incluindo o temperamento do cachorro, e tambem a facilidade para o responsável aplicar as medicações. Sendo assim, quando não for possível a cirurgia, cabe ao veterinário buscar meios alternativos para solução da epífora de modo a estabelecer o conforto do cachorro e a satisfação do responsável. E para os responsáveis pelos cachorros, fica um alerta para estes e para outros casos: Não mediquem seu cachorro por conta própria, pois em vez de solucionar, pode agravar ainda mais o problema. Apenas o médico veterinário poderá determinar qual terapia é a mais indicada para o seu cachorro.

domingo, agosto 28, 2011

Cachorros - Disfunção Pancreática.



Cachorros - Disfunção Pancreática: O pâncreas exócrino produz o suco pancreático, que é formado por enzimas lipolíticas e proteolíticas, sendo fundamental no processo digestivo. E a disfunção pancreatica é uma enfermidade que se constitui numa redução, ausência ou atividade inadequada destas enzimas digestivas. No cachorro jovem, esta doença é conseqüência de uma anomalia no desenvolvimento do pâncreas que pode ser aplasia ou hipoplasia. E acomete principalmente os cachorros do tipo pastores, em particular o Pastor Alemão, embora afete também outras raças, em especial o Pinscher e o Labrador. E no cachorro adulto, a insuficiência pancreática ocorre por causa de uma inflamação crônica do pâncreas, que se denomina pancreatite. E em ambos os casos a doença se manifesta por diarréia e má digestão.

Causas do Déficit das Enzimas Pancreáticas:

Secreção ausente
- aplasia congênita;
- necrose total

Secreção insuficiente
- atrofia, fibrose;
- hipoplasia, necrose parcial
- doença da mucosa duodenal
- obstruções do ducto pancreático

Redução da ativação das enzimas
- déficit de enteroquinase duodenal;
- Insuficiência biliar causadora da redução da ativação da lipase, redução da ativação do tripsogêneo pela enteroquinase

Fatores da ativação das enzimas
Um pH muito baixo:
- aumento dop esvaziamento gástrico devido a a) uma inibição do reflexo enterogástrico;
b) superalimentação (carga gástrica);
- redução da secreção pancreática
- déficit da secreção dos bicarbonatos.
Aumento da deterioração das enzimas por proteases bacterianas (proliferação bacteriana devido a paradas ou retardamentos do trânsito).

Os cachorros que sofrem de insuficiência pancreática apresentam uma diarréia crônica acompanhada de emagrecimento, que muitas vezes é significativo e bastante notável. Inclusive em virtude principalmente de o cachorro apresentar maior apetite, as fezes podem ser abundantes e tambem mal-cheirosas e apresentam quase sempre uma consistência pastosa, uniforme e uma tonalidade clara. Mas estes sintomas tão característicos nem sempre são muito evidentes, e pode acontecer que o cachorro afetado por insuficiência pancreática tenha fezes totalmente líquidas e de uma cor menos típica. Além disso, não é raro nestas situações o cachorro comer suas próprias fezes, apresentando problemas de pele e pelo relacionados com a má assimilação dos alimentos.  E na origem desta doença está a redução e até mesmo a falta de secreção pancreática, a redução da ativação, ou da atividade das enzimas pancreáticas. Em condições normais, o suco pancreático permite a digestão dos açúcares (glicídeos), dos protídeos e das gorduras (lipídios) de origem alimentar, graças às enzimas que contém (principalmente a tripsina, a amilase e a lipasa pancreáticas). A doença é diagnosticada, geralmente, através de um exame clínico, sendo na maior parte dos casos confirmada por exames complementares e laboratorais. Os exames procuram nas fazes a presença de glicídeos, lipídeos e protídeos. A gravidade da doença depende da irreversibilidade das lesões, e é tanto maior quanto mais jovem for o cachorro, já que a insuficiência pancreática provoca um atraso considerável no crescimento e no aumento de peso, inclusive o tratamento é menos eficaz no filhote do que no adulto. E o tratamento da insuficiência pancreática requer uma modificação na dieta e uma terapia medicamentosa. E no tratamento dietético, é preciso respeitar duas regras básicas, as refeições devem ser divididas e o seu conteúdo em gorduras deve ser consideravelmente reduzido (dieta magra). A divisão das refeições tem por finalidade reduzir o esvaziamento do estômago para se conseguir uma melhor estimulação da secreção pancreática residual, favorecendo-se, ao mesmo tempo, a sua ativação. Quanto ao regime hipolipídico, justifica-se porque o maior problema no decurso da doença é a digestão das gorduras. A fim de que não se restringirem as calorias, convém compensar a falta de lipídeos com um aumento da ração de glicídeos. Tratamento medicamentoso. Consiste na reposição por via oral das enzimas pancreáticas. Uma vez que as enzimas pancreáticas são muito facilmente destruídas pelo ácido clorídrico estomacal, teoricamente poderiam ser administrados sob a forma de cápsulas protegidas (glutinizadas ou queratinizadas), de modo que passem pelo estômago e só liberem as enzimas na primeira parte do intestino (duodeno), onde dever exercer sua atividade fisiológica. Infelizmente, as condições existentes no duodeno, quando existe uma insuficiência pancreática, não permitem a liberação e a ativação das enzimas contidas nesses preparados. Por isso é que, na prática grânulos de pancreatina são colocados em contato com a comida normal 20 minutos antes de oferecê-la ao animal. Além disso, a administração de substâncias que neutralizem a atividade gástrica podem atenuar a degradação das enzimas ministradas por via oral, embora o elevado custo desses produtos limite sua utilização. A absorção de gorduras é melhorada pela administração de um agente emulsificante às refeições. Também se recomenda a administração de vitaminas lipossolúveis, cuja absorção é mais lenta quando existe insuficiência pancreática. E geralmente a eficácia das medidas terapêuticas mede-se pelo aumento de peso ou, pelo menos, por sua estabilização.

sábado, agosto 27, 2011

Cachorros - Sindrome de Cushing.



Cachorros - Síndrome de Cushing: A Síndrome de Cushing é uma doença endócrina que se caracteriza por uma produção excessiva de cortisol pelas glândulas supra-renais, e pela manifestação de diversos sintomas simultâneamente. E que inclusive acomete e se manifesta mais frequentemente em cachorros das raças Poodles, Dachshunds, Boxers e alguns Terries na faixa etária acima de seis anos, mas que entretanto pode acometer outras raças tambem.  E são vários os sintomas apresentados pela Síndrome de Cushing, pois cinicamente esta doença associa simultâneamente numerosos sintomas. E mesmo que aparentemente o estado geral dos cachorros que são acometidos pela síndrome de Cushing pareça satisfatório, eles apresentam-se frequentemente obesos. 

Isso é perceptível pela distribuição peculiar da gordura, que se localiza principalmente na região inferior do abdômen, criando o que se denomina como ventre pendular e tambem na altura do pescoço que se denomina de pescoço de bisonte. Além disso, observam-se, na maior parte dos casos, transtornos cutâneos como alopecia que é a falta de pelo em determinadas áreas, que se distribui de forma simétrica nos flancos e no abdômen, hiperpigmentação da pele criando manchas negras, geralmente finas mas com algumas áreas espessas, observando-se nelas numerosas pequenas bolhas. A estes sintomas associa-se uma poliúria e polidipsia, situação em que o cachorro urina e bebe agua bem mais do que o normal. No entanto, geralmente é por outros sintomas que geralmente se acaba levando o cachorro ao veterinário. 

Como perturbações musculares ou dos ligamentos, anomalias da função da reprodução, dificuldades cardiovasculares, respiratórios e tambem sintomas neurológicos, principalmente quando a doença é originada por lesões tumorais da hipófise. E as causa da Síndrome de Cushing muitas vezes é conseqüência de um tumor hipofisário funcional, localizado na região que controla a atividade supra-renal e, em particular, a secreção de glicorticóides, entre eles o cortisol. E em condições fisiológicas normais, um hormônio hipofisário, o ACTH, regula a síntese de cortisol nas supra-renais, porem quando há ocorrência de tumor da hipófise, a secreção de ACTH torna-se excessiva e, consequentemente, a produção de cortisol é elevada de forma anormal. 

Entretanto a secreção excessiva de ACTH também pode ser devida a um mau funcionamento da hipófise, que se encontra na dependência de um fato hipotalâmico. Pode-se ter tambem ainda uma hiperplasia idiopática do córtex adrenal, que é um aumento do córtex da supra-renal, que ocorre  comumente no tratamento prolongado de doenças crônicas onde se utilizam corticóides. Podendo tambem ser ocasionado por uma causa muita rara na espécie canina, que é devido aumento excessivo do nível de cortisol, que é decorrente de um tumor nas grandulas supra-renais. E o diagnóstico da Síndrome de Cushing deve ser feito duas etapas, em que a primeira consiste em identificar a doença baseando-se nos sintomas clínicos e a segunda, em determinar a sua causa, a fim de se escolher o tratamento mais adequado. 

Sendo que o exame clínico não deve se descuidar de nenhum dos sintomas citados anteriormente e prestar uma particular atenção às perturbações cutâneas e urinárias. E os exames de laboratório, que devem enfatizar as análises hormonais, têm por objetivo revelar o excesso de cortisol no sangue.  A estas dosagens segue-se uma exploração endócrina, mais cuidadosa que permite localizar, com precisão, o nível de lesão, que quase sempre é hipofisária, podendo ocorrer excepcionalmente na grandula supra-renal, que é a causadora do excesso de cortisol. Nos raros casos em que se suspeite de um tumor supra-renal, pode-se acrescentar aos exames anteriores um exame radiológico do abdômen, ou mesmo uma ultrassonografia, para procurar a eventual presença de uma massa na frente dos rins. 

E o tratamento basicamente depende da lesão que tiver produzido a doença, e na maior parte dos casos, a terapêutica é médica e visa procurar reduzir a produção de cortisol, entretanto nos cachorros somente alguns medicamentos são eficazes. Com o tratamento, os sintomas regridem, progressivamente; a poliuria e polidipsia desaparecem no fim de duas ou três semanas e os sintomas cutâneos, num prazo de 3 a 6 meses. Entretanto apesar de todas as precauções que se possam tomar, o tratamento pode ter efeitos colaterais e secundários. E em caso de tumor hipofisário ou supra renal, pode haver a necessidade de se fazer uma intervenção cirúrgica.


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