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terça-feira, maio 31, 2011

Norfolk Terrier - Cachorros.



Norfolk Terrier - Cachorros: A raça Norfolk Terrier é a de menor tamanho do grupo Terrier, porem somente em 1960 passou a ser reconhecido como uma raça independente, sendo antes considerado uma variação do Norwich Terrier. O Norfolk Terrier é um cachorro pequeno, forte e valente, com instinto para esportes e temperamento constante, e se adapta a qualquer tipo de condição. Apesar ser muito valente nunca tem um comportamento agressivo, inclusive ele é um cachorro de trabalho, não meramente um brinquedo. É um caçador, leal ao seu mestre e portador de grande charme, sua pelagem é dupla com subpêlo espesso. O pêlo é rijo e liso, um pouco mais duro e longo nos ombros e pescoço formando uma juba.



Tem pêlos curtos na cabeça, orelha e na cana nasal, pequenas sobrancelhas, bigodes e cavanhaque, e a cor da pelagem é preto e castanho, acizentado e castanho, vermelho ou vermelho trigueiro. Na aparência geral ele é o menor dos terriers, mas é extremamente dinâmico para o seu talhe, tem substância e ossatura e as orelhas são portadas caídas, e a cauda não obrigatoriamente amputada. A história do Norfolk e do Norwich Terrier são completamente interligadas em sua origem e hoje, o que realmente diferencia ambas as raças é o formato e posicionamento das orelhas, que no caso do Norfolk são caídas, enquanto que as do Norwich são eretas.



A origem de ambas as raças remonta ao final do século passado, quando, nos distritos de Cambridge e de Norwich, no condado de Norfolk, existiam pequenos Terriers cor de fogo, ainda menores que a maioria dos Terriers. Utilizavam-nos na caça à raposa e ao texugo, particularmente, os que Fred Law tinha chegaram inclusive a ganhar uma certa fama no país, a ponto de vir a ceder alguns deles à matilhas de cães que caçavam veados, em especial às matilhas de Jack Cooke e Jodrel Hopkins. Sem dúvida e apesar de toda a audácia de que estes cachorros podiam estar dotados, é pouco provável que fossem usados para ajudar os Staghounds a caçar raposas.



O mais certo é que sua missão consistisse em eliminar os roedores das casas e suas cercanias. Segundo boa parte dos historiadores, a origem dos Norwich e Norfolk Terriers reflete uma série de acasalamentos de raças bastante distintas, como Bedlington Terrier (que ainda não tinha o seu aspecto moderno) e o Staffordshire Bull Terrier, assim como um Terrier Dourado, uma espécie de Irish Terrier de patas curtas. O principal objetivo dos fazendeiros era desenvolver uma raça de cachorros que pudesse trabalhar a terra de maneira eficiente, além de perseguir pequenos animais que invadissem as plantações ou rebanhos. Precisavam de um cachorro que pudesse afugentar animais escondidos no solo, para tanto, este cachorro deveria ter pelagem protetora, espírito aguçado para a caça e constituição forte.



E o Norfolk Terrier apresenta todos estes traços, além disso, por seu pequeno tamanho, estes estupendos e rústicos cachorros também passaram a ser utilizados como cachorros de companhia. Apesar de sua antiguidade, a raça só foi reconhecida oficialmente pelo The Kennel Club em 1932, com o nome de Norwich Terrier. Nesta época não havia uma determinação quanto ao porte das orelhas que variava de exemplar para exemplar conforme o resultado do acasalamento. E mesmo quando se acasalavam 2 exemplares com o mesmo tipo de orelhas, os filhotes não necessariamente portavam o mesmo tipo de orelhas dos pais. Como os criadores realmente não conseguiam chegar a um acordo quanto ao tipo de orelhas que desejavam, foi solicitado ao The Kennel Club que dividisse a raça em duas, e cada uma delas teria um formato específico de orelhas.



Essa divisão ocorreu em 1965, quando ficou definido que todos os Norwich com orelhas empinadas receberiam o nome de Norwich Terrier e os com orelha caída o nome de Norfolk Terrier. Apesar de serem uma das menores raças do grupo, são cachorros "inteiramente Terrier", ou seja, muito energéticos e exímios caçadores. No lar, os Norfolk Terrier têm uma personalidade encantadora e são leais ao seu responsável. São cautelosos com estranhos, mas aceitam bem todos a quem são apresentados, são cachorros bastante inquietos e ativos e essa característica é tão marcante que o padrão da raça inclui o termo "pequeno demônio"  para descrever estes cachorros.



Sua personalidade extremamente extrovertida e alegre faz com que estejam sempre absolutamente prontos para qualquer atividade e praticamente incansáveis, o que faz deles bons companheiros para crianças mais velhas, que saberão conviver com estes pequenos cachorros. Apesar do tamanho reduzido e do temperamento alegre, são cachorros bastante rústicos e que não tem nada de ´bichos de pelúcia´ ou cachorros de colo. Inclusive são excelentes como cachorros de alarme, e são cachorros que se adaptam facilmente à vida dentro de casa desde que lhes seja garantido espaço e exercícios para que gastem suas energias, tambem são exímios na prática do agility, dada sua conformação e agilidade.



Na classificação do pesquisador Stanley Coren, em seu livro ‘A Inteligência dos Cães’, o NorfolkTerrier ocupa a 56ª posição entre as 133 raças pesquisadas. Como são cachorros extremamente ativos e determinados, é altamente recomendável que desde cedo o responsável inicie um programa de adestramento de obediência com seu cachorro, com o objetivo de tornar a convivência mais fácil para ambas as partes. A educação do filhote requer, acima de tudo, paciência, especialmente quando o filhote já tiver aproximadamente 6 meses e estiver trocando seus dentes, deve-se evitar que os móveis sejam seu alvo preferencial. Para isso, convém fornecer brinquedos próprios para esta fase.



Como os adultos, os filhotes são muito ativos e curiosos e devem ser educados desde cedo. O adestramento básico de obediência é extremamente recomendável para cachorros que possuam estas características de independência e, de maneira geral, os resultados aparecem tanto mais rápido quanto maior for o envolvimento do responsável no processo de treinamento. Não devem ser deixados sozinhos por longos períodos, uma vez que sua curiosidade e necessidade de atividade farão com que procurem alguma distração, o que nem sempre trará resultados agradáveis para os seus responsáveis. Como seus demais parentes de ´pelo duro, estão entre as raças que não enfrentam a muda na mudança de estações.



Apesar disso, precisam de cuidados para que seu pelo se mantenha saudável e bonito. Sua pelagem repele a maioria do pó e não necessita tosa e escovação freqüentes, algo que o diferencia de outros Terriers. Os cachorros de exposição nunca podem ser cortados com tesoura uma vez que essa prática muda a consistência da pelagem e pode até mesmo a tonalidade original dos marcas. As tosas de exemplares de pista devem ser feitas à base do stripping, que consiste na retirada manual dos pelos com a ajuda de uma faquinha apropriada, inclusive este procedimento só deve ser realizado por profissionais competentes. O Norfolk Terrier, de maneira geral, é um cachorro rústico, sem muitos problemas de saúde. Os registros dos clubes americanos da raça enfatizam especialmente a presença de alguns distúrbios de fundo genético como Epilepsia e Alergias.






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Airedale Terrier - Cachorros.



Airedale Terrier - Cachorros: A Airedale Terrier, oriunda do Reino Unido, é a maior raça entre os Terriers, inclusive sendo grande o bastante para não caçar no subsolo. A raça foi criada através de cruzamentos entre o Old English Broken-Haired e o Cão de lontra, sendo este cachorro classificado como versátil e corajoso. Inicialmente chamado Waterside Terrier e, por seu tamanho, apelidado ainda de o rei dos Terriers, é usado como caçador de pragas como ratos por exemplo, cachorro de guarda e policial. Seu adestramento, é considerado de dificuldade moderada, e a sua teimosia e a tendência a brigas, o tornaram um cachorro pouco popular como companhia.


Fisicamente possui uma boa estatura e peso, podendo chegar aos 23 kg, tem a cauda alta e esticada para cima, e a pelagem, preta e castanha, é densa, dura e conhecida como de arame. De acordo com o livro A Inteligência dos Cães, de Stanley Coren, o Airedale encontra-se na 29ª posição entre as 79 pesquisadas. A origem do Airedale é bastante nebulosa, mas de maneira geral, acredita-se que o Airedale tenha sido desenvolvido pelos ingleses do vale do rio Aire, no condado de Yorkshire no século 19, para a caça de grandes animais aquáticos, especialmente a lontra.


Pois para desempenhar esta função precisavam de um cachorro forte, ágil, com faro apurado e excelente nadador, e para chegarem ao cachorro ideal, cruzaram diversas raças existentes na época e, apesar de não haver consenso sobre todas elas, é certo que foram utilizados um antigo cão chamado English Black-And-Tan Terrier (atualmente extinto) e o Otterhound. Alguns historiadores sustentam ainda a presença de cachorros da raça Bull Terrier e Border Collie. Ainda hoje, existem associações internacionais que treinam e organizam provas de caça especialmente para os Airedales, e o primeiro padrão da raça foi redigido após 1860, mas o The Kennel Clube, que é a entidade inglesa que organiza a criação naquele país, só a reconheceu oficialmente como raça independente em 1886.


Sua atuação como cachorro de caça polivalente, capaz inclusive de apontar a presa e recuperá-la após ter sido abatida pelos caçadores, seu temperamento equilibrado e valente como qualquer Terrier. Fizeram com que este cachorro ganhasse logo uma grande popularidade, não apenas na Inglaterra, como nos demais países da Europa e também nos Estados Unidos. O presidente americano Warren Harding (1921-1923), tinha um Airedale de quem não se separava nunca e que tinha, na Casa Branca, seu próprio acompanhante e uma poltrona exclusiva. Outro dono famoso de Airedales foi o ator americano John Wayne, cujo apelido ‘Duke’ foi herdado do Airedale que possuía na juventude.


Graças à sua resistência física e capacidade de aprendizado, o Airedale foi uma das primeiras raças a serem utilizadas pelas polícias da Inglaterra e Alemanha. Durante as duas Grandes Guerras, muitos Airedales foram treinados pelos exércitos para exerceram as funções de mensageiro e atuarem na busca e salvamento de feridos nos campos de batalha.  No Brasil, talvez por seu tamanho, os Airedales são menos populares que outras raças ‘aparentadas’, como o Fox Terrier de Pelo Duro, Westie, York, entre outras. Dono de uma personalidade equilibrada, os Airedales costumam ser cachorros dóceis e bastante ativos, estão sempre dispostos para qualquer atividade e podem acompanhar seus responsáveis em praticamente qualquer situação.


Sua fama de ‘cavalheiro’ pode ser confirmada a partir do surgimento de uma gíria americana dos anos 20, quando se dizia que ‘tal pessoa era muito Airedale’ quando se queria elogiar a educação de alguém. Com as crianças, os Airedales são especialmente delicados e podem encarar mesmo as brincadeiras mais pesadas sem nenhum traço de agressividade, mas por serem cachorros de porte médio, as brincadeiras devem ser sempre supervisionadas. Seu tamanho e agilidade, aliados à sua valentia fazem deles tambem bons cachorros de guarda, apesar da docilidade com seus próprios responsáveis. Ao contrário de outras raças de Terriers, não são cachorros que latem à toa nem compulsivamente, e o relacionamento dos Airedales com outros cachorros vai depender, em grande parte do trabalho de socialização feito pelos seus responsáveis.


Pois cachorros que forem mal socializados, tendem a não aceitar a presença de outros cachorros, e eventualmente podem agir de maneira agressiva. É um cachorro que tem energia de sobra e que para conservar-se bem não apenas do ponto de vista físico, mas principalmente psicológico, precisa de exercícios constantes. Pode, eventualmente, morar em casas pequenas e até mesmo em apartamentos desde que obedeça a um infalível programa de exercícios. Os filhotes nascem pretos com marcações castanhas, que vão aumentando até chegar à sua coloração definitiva com aproximadamente 1 ano de idade. A cauda deve ser cortada entre 3 e 5 dias, porem na Alemanha e em outros países da Europa, o corte de caudas não é mais aceito e não figura mais no padrão da raça.


Assim como o cachorro adulto, o filhote é um poço de energia e de desejo de descobrir o mundo, por isso é bastante recomendável que participe desde cedo de aulas de obediência para que a convivência seja mais fácil e agradável para com todos. Se os cachorros em geral não devem receber treinamentos monótonos, no caso do Airedale essa recomendação é ainda mais importante, uma vez que podem ser facilmente distraídos durante atividades consideradas repetitivas. Não é o tipo ideal de cachorro para quem não quer, não tem tempo para educá-los ou ainda para quem deseje um cachorro que possa ficar o tempo todo longe do contato com a família.


Suas raízes de caçador, fazem com que esteja sempre procurando algo para fazer e, caso não encontrem nada ‘útil’, certamente poderão inventar brincadeiras que nem sempre serão aprovadas pelos seus responsáveis, como roer móveis, roubar roupas do varal ou escavar enormes buracos no jardim. A cor da pelagem do Airedale deve ser sempre castanha, com o manto preto ou grisalho, o pelo deve apresentar uma textura áspera, bastante adequada à sua função original que tambem é de proteger o cachorro. Os cachorros de exposição nunca podem ser cortados com tesoura ou mesmo com máquina, uma vez que essa prática muda a consistência da pelagem e até mesmo a tonalidade original do pelo.


Cachorros que frequentam exposições devem ter seus pelos arrancados à base do stripping, que consiste na retirada manual dos pelos com a ajuda de uma faquinha apropriada, inclusive este procedimento só deve ser realizado por profissionais competentes. Para os cachorros que não participam de exposições, a tosa deve ser feita a cada 45 ou 60 dias, mas a escovação deve ser, no mínimo, feita duas vezes por semana, para que os pelos mortos sejam retirados. Normalmente não são cachorros que costumam perder pêlo, a não ser na época da muda, que ocorre mais ou menos duas vezes por ano.


Outro cuidado importante é com relação aos banhos, além de serem apenas esporádicos, os cachorros devem ser muito bem secos para que não haja problemas de pele causados por fungos. No aspecto da saúde, os Airedales são cachorros bastante resistentes e não estão propensos à problemas específicos como outras raças, apesar disso, deve-se ter especial atenção para Dermatites e Eczemas, que são normalmente causados pelo aparecimento de fungos, a Displasia Coxo-femural, Otite que é causada por um ‘abafamento’ dos canais auditivos.







Dogo Canário - Cachorros.



Dogo Canário - Cachorros: O Dogue Canário ou Dogo Canário, conhecido também como Perro de Presa Canário ou Presa Canário, é um cachorro molossóide originário das Ilhas Canárias, principalmente das ilhas Tenerife, Gran Canaria e Fuerteventura na Espanha. Nestas ilhas existia o Perro de Ganado Majoreiro ou Cão de Gado Majorero também chamado de Perro de la Tierra ou simplesmente Majoreiro, valente guardião e boiadeiro, sendo um dos principais ancestrais do Dogo Canário. A formação da raça começou a partir do século XVI, com a chegada dos colonos, que trouxeram cachorros molossóides e de tipo Bull (molossóide e terrier) para auxiliá-los na lida com o gado, que necessitava sempre ser subjugado para ser arrebanhado.



Foi a partir do cruzamento desses cachorros com o Perro de Ganado Majoreiro e outros cachorros nativos que surgiram exemplares com ossatura e cabeça mais pesadas, mas que mantiveram a valentia e a aptidão para a lida com o gado. Além dos cachorros, os colonos trouxeram consigo o hábito das rinhas, e essa também se tornou umas das funções desses cachorros. Foi este ambiente que deu origem ao Perro de Presa Canario que hoje chamamos de Dogo Canário. Já no século XX, a proibição das rinhas e os novos costumes na lida com o gado, além da popularidade de raças estrangeiras, fizeram a popularidade do cão nativo decair, e a raça quase foi extinta.



Porém, a partir da década de 70, alguns criadores, com o intuito de preservar a raça, criaram o Clube Espanhol do Presa Canário. Na sua aparência, O Dogo Canário apresenta-se como um cachorro de porte médio, mesomorfo, rústico e bem proporcionado, com máscara negra que lhe dá um perfil de aspecto intimidador. Sendo inclusive muitas vezes confundido com Pit Bull, porém com o dobro do tamanho das linhagens mais comuns desta ultima raça. Pois o tamanho do Dogo Canário é algo que realmente impressiona, com os machos tendo entre 60 a 65 cm na altura da cernelha e as fêmeas de 56 a 61 cm, e quanto ao peso, o padrão refere-se ao peso mínimo, que deve ser 50 kg para os machos e 40 kg para as fêmeas.



A sua mordedura deve ser preferencialmente em tesoura, suas orelhas podem ser cortadas ou não, a cauda deve ser sempre íntegra, reta e com ligeira curvatura na ponta quando relaxada, ou em forma de sabre quando em ação. Sua pelagem é curta, rústica, áspera ao toque, e as cores podem ser tigrado em todos os tons, fulvo em todos os tons. A cor branca pode aparecer no peito, na base do pescoço ou na garganta, nas patas e dedos posteriores, sendo que quanto menos tiver melhor, apresenta sempre máscara preta, sem contudo ultrapassar os olhos. E no seu temperamento, a raça Dogo Canário é conhecida pelo seu comportamento calmo, inclusive sendo referido frequentemente como "temperamento insular".



É considerado "gentil e nobre" com a família, e desconfiado com estranhos, cria laços fortes com o seu responsável e sua família e é extremamente protetor. É muito inteligente e apresenta um "olhar severo" que lhe é característico, em algumas situações, pode ser agressivo para com outros cachorros e animais, e mesmo humanos em casos raros. Desde que o cachorro tenha sido treinado e socializado, este comportamento constituirá excepção e não regra. Entretanto sendo educado e orientado o Dogo Canário coabitam tranquilamente com pássaros, gatos, cães, cavalos, répteis e outros animais. Apegado à família, porém desconfiado com estranhos, entretanto o Dogo Canário em qualquer situação demonstra ter grande confiança.



De aspecto sereno mas sempre atento, é especialmente dotado para as funções de guarda, sendo considerado por especialistas como o guardião ideal, por ser muito territorialista, equilibrado, predisposto a obediência e com um grau de atividade elevado para um Molosso. Possui latido grave e, quando em alerta, sua atitude é muito firme e seu olhar vigilante. Inclusive houve um caso de ataque muito conhecido e que recebeu muita atenção da mídia, que envolveu dois cachorros que na verdade se tratavam de mestiços de Dogo Canário Presa com Mastiff. Pois estes dois cachorros mataram Diane Whipple em 26 de janeiro de 2001, entretanto consta que estes cachorros foram treinados para rinhas, fator que os teria tornado particularmente agressivos.  Porem apesar de seu temperamento dominante, o Dogo Canário é um ótimo cachorro para se treinar, muito leal e devotado raramente se confronta com o seu próprio responsável.



É mais adequado mantê-lo em ambiente externo, porem se adapta tranquilamente ao ambiente interno, sendo porem necessário levá-lo para realizar exercícios nesta última situação. Porem como qualquer cachorro, os representantes desta raça poderão apresentar desvios de comportamento quando manejados incorretamente, e, devido ao seu porte avantajado, acidentes tendem a ser de maior gravidade. Isto, somado ao seu porte e sua aparência, que inclusive é tida por leigos como sendo idêntica a do Pit bull. Poderiam gerar a mesma polêmica que levou as raças Pit Bull, Fila Brasileiro, Tosa e Dogo Argentino a serem proibidas em certos países. Entretanto, no Brasil, como esta raça ainda não sofreu devido à popularização e nem chegou em massa às mãos de pessoas irresponsáveis, não teve suas qualidades físicas e psíquicas degeneradas.





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Buldogue Campeiro - Cachorros.



Buldogue Campeiro - Cachorros: O Buldogue campeiro, podendo também Bulldog Campeiro é uma raça que nasceu a partir do antigo Buldogue Inglês (raça já extinta), que sendo selecionado na lida com o gado por peões nas regiões sul e centro-oste do Brasil, se tornou um cachorro de trabalho muito bem adaptado às condições regionais. Esta raça já foi extremamente comum no Estado do Mato Grosso do Sul e no sul do Brasil até o fim da década de 60, onde desempenhava largamente o papel de cão boiadeiro em fazendas e em matadouros, capturando e dominando o gado ou suíno que havia se desgarrado do grupo ou os mais ariscos. Na década de 70 esteve em via de extinção devido à introdução de novas leis e medidas sanitárias (e sua aplicação mais efetiva).



Mas voltou a ter expressividade após um duro trabalho de resgate liderado pelo cinófilo Ralf Schein Bender. O antigo Buldogue Inglês foi bastante comum, encontrado em boa parte da Europa Ocidental durante a segunda metade do século XIX, ao ponto de em estados como o Vaticano existir legislação própria para regulamentar o trânsito desse tipo de animal em vias públicas. Simultaneamente, despertava em setores abastados da sociedade européia o interesse no desenvolvimento sério da criação e conformação de várias raças distintas e todas derivadas do antigo buldogue inglês, como o Buldogue Inglês moderno e o Bulldog Francês. No Brasil a imigração européia (alemães, italianos, poloneses, etc.).



Que foi incentivada em vários momentos durante o início do século XIX e meado do século XX, trouxe além de seres humanos, muitos animais, dentre estes, cachorros, certamente muitos do tipo Buldogue, como o próprio antigo Buldogue Inglês. Ao passo que nesta época, na Europa, com algumas exceções, a orientação em busca da padronização da maior parte das raças pautava-se principalmente na beleza, já os animais trazidos para o novo mundo tinham que provar na labuta diária sua eficiência e excelência física, além do ótimo temperamento que deveriam conservar e desenvolver, sendo portanto selecionados e procriados de maneiras diversas, gerando raças distintas daquelas que surgiam na Europa na mesma época.



Assim, esse tipo de cachorro Buldogue em terras brasileiras se preservou, sobretudo, graças ao seu talento para a guarda e o trabalho com gado, os melhores cachorros para o trabalho de submeter bois e porcos eram os mais apreciados, e também aqueles que sabiam guardar a carroça e o cavalo do tropeiro enquanto este descansava. Conservou os traços funcionais de seu antecessor, o antigo Buldogue Inglês, podendo arrastar porcos pelas orelhas até o local do abate ou dominar sozinho um boi arisco de até 400 kg, esta aptidão foi muito utilizada em antigos abatedouros da região sul e da região onde hoje é o Estado do Mato Grosso do Sul, nestes estabelecimentos, foram utilizados para subjugar gado e porcos no momento do abate.



Porém com o desenvolvimento destas atividades, medidas da vigilância sanitária impediram o uso de cachorros nestes estabelecimentos, e com o também desenvolvimento da pecuária, estes cachorros tiveram seu uso cada vez menor, e com isto chegaram a quase extinção.
E no final da década de 70, este cachorro estava em via de extinção, então o cinófilo Ralf Schein Bender começou um trabalho de resgate da raça, que veio a ser concretizado em 2001 quando a CBKC passou a reconhecer a raça Buldogue Campeiro.  E quanto o porte e a aparencia o Buldogue Campeiro é um cachorro de compleição média, muito robusto e ligeiramente pesado para sua altura (atarracado).



Tem um focinho curto (devendo ter 1 / 3 do comprimento do crânio), orelhas pequenas, pendentes, inseridas altas na cabeça e voltadas para trás, com uma cauda curta e torta.  O seu pelo é liso, curto, e todas as cores são aceitas, inclusive há cachorros inteiramente brancos, mas isto o desfavorece quando utilizado para o trabalho. Pesa entre 35 a 45 kg, aproximadamente, e tem uma altura variando entre 48 a 58 cm na cernelha. E no seu temperamento destaca-se pela fidelidade ao seu responsável, pela facilidade de adaptação e principalmente pela afetuosidade com  crianças. Sua rusticidade e coragem o tornam ótimo guardião, porem pelo seu amor às pessoas de sua convivência, pode ser um pouco ciumento.
Desconfiado com estranhos, tranquilo, não é conhecido por latir sem necessidade, porem necessita de algum exercício diário, se não utilizado diretamente na lida com gado ou outro tipo de trabalho, aliás a lida rural é uma função em que tem excelente destaque.



O Buldogue Campeiro é uma raça rústica que desfruta de uma otima saude, e, apesar de muitos exemplares apresentarem displasia coxofemural severa, poucos são os que apresentam algum tipo de incômodo por serem portadores desta condição. Até a pouquíssimo tempo atrás a displasia não era sequer conhecida por muitos criadores e proprietários, que só vieram a começar o controle desta doença genética após a incrível constatação de que esta doença não era rara ou incomum. Exceto por isto, que no Buldogue Campeiro nem mesmo chega a ser um problema, não há outras doenças específicas do Buldogue Campeiro que o acometam em larga escala. Recomenda-se a prevenção de parasitas externos e internos através da vermifugação e de doenças infecto-contagiosas através da vacinação.







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segunda-feira, maio 30, 2011

Podengo Crioulo - Cachorros.



Podengo Crioulo - Cachorros: O Podengo Crioulo é uma raça de cachorros originária do Brasil, seu nome significa "cão de caça a coelhos", que é o significado de pondengo. E é "descendente de cachorros europeus nascidos em colônia de ultramar", e por ter se originado na América, passou a ser chamado tambem de crioulo. Apesar de ainda não ser reconhecida oficialmente pela Confederação Brasileira de Cinofilia, está espalhada por todo o país, em cada região é chamada de maneira diferente, na região nordeste prevalece o nome Pé Duro, entre algumas tribos indígenas sempre foi conhecido como Aracambé, e a sua variedade pequena, por ser muito comum em Minas Gerais, é conhecida como Terrier de Minas (apesar de não ser um Terrier).


E devido as suas excepcionais qualidades na caça também é conhecido como coelheiro, tatuzeiro, paqueiro e rateiro, devido as suas grandes orelhas também é chamado de orelhudo, inclusive era assim que era chamado pelos quilombolas. Os cachorros do tipo podengo tiveram sua origem no antigo Egito, muitas gravuras da época retratam cachorros do tipo podengo naquela civilização, inclusive estes cachorros tinham privilégios na sociedade egípcia por serem associados a divindade Anúbis. E quando morriam, eram enterrados com honras, e apenas o faraó e sua corte podiam utiliza-los para a caça. Posteriormente estes cachorros se espalhariam pela África, e por volta do ano 700 a.C. chegariam até a Península Ibérica através dos fenícios e sua forte vocação naval.


Porem após chegarem a Europa, sofreram modificações devido ao novo clima, ao cruzamentos com cachorros europeus e tambem a sua larga utilização na caça, fazendo surgir novas raças, e consequentemente em Portugal surgia o Podengo Português. No período do Brasil Colônia, os cachorros Podengos Portugueses eram trazidos de Portugal nas caravelas com a missão de controlarem a população de ratos nestas embarcações, e tambem no mesmo período, cachorros primitivos da raça Africanis eram trazidos da África nos navios negreiros com a mesma missão, exterminar ratos. E estes cachorros chegando ao Brasil, cruzavam entre si e tambem com cachorros indígenas nativos e acabarão recebendo novas funções, como a caça e a guarda.


E com o tempo naturalmente e consequentemente surgiu uma nova raça, com fenótipo e temperamento diferente dos ancestrais portugueses e africanos. Inclusive nesta época sua variedade pequena chegou a ser muito comum entre os índios tapuias, O Podengo Crioulo teria se espalhado pelo país conforme a velocidade do povoamento do território brasileiro. E já no século XIX já estavam presentes por todo o país, como confirmam algumas pinturas de Debret. Entretanto atualmente, devido principalmente a grande popularidade de raças estrangeiras, é evidente o sumiço dos Podengos Crioulos devido a miscigenação com estas raças. Principalmente em áreas urbanas, inclusive quase todas as regiões do Brasil, a variedade de tamanho grande está praticamente extinta, e são muito poucos os exemplares das variedades de pelo longo, que também correm um grande risco de extinção.


Porem a raça mesmo que não tenha a mesma população de décadas atrás, ainda é relativamente comum nas áreas rurais, onde são muito usados na caça, na guarda de galinheiros contra ataques de raposas e lobos guará e também como cachorros de guarda e alarme em pequenas propriedades. Os biólogos Marcelo Ribeiro dos Santos e Tiago Abreu Barbosa da Silva percebendo o grande risco de extinção que esta raça autóctone do Brasil corre, encabeçam um trabalho em prol do resgate e do reconhecimento oficial da raça, que é um patrimônio genético brasileiro e testemunha da história do Brasil. Hoje a raça já conta com um padrão rácico, inclusive este documento norteia o trabalho de desenvolvimento da raça, esta é a segunda versão do documento.


Que foi redigido pelos biólogos Marcelo Ribeiro e Tiago Abreu, foi elaborado com base em fotos de dezenas de Podengos Crioulos, e atualmente está sendo apreciado pela CBKC para fins de reconhecimento oficial da raça. E quantos ao temperamento e as características psíquicas, os Podengos Crioulos são cachorros extremamente inteligentes e sociáveis, e se dedicam por instinto a caça de pequenos animais, como coelhos, lebres, pacas, gambás e diversos roedores, em matilha ou acompanhado apenas de seu responsável. Vivem harmoniosamente em matilha, inclusive as femeas ajudam a criar os filhotes das outras femeas da matilha, o latido da raça é fino e contínuo, e bastante pronunciado quando encontra a presa, para avisar os demais cachorros da matilha e ao seu responsável quanto a localização da caça, e devido as suas atividades originais são excelentes farejadores.


A sua submissão ao seu responsável está entre as maiores do reino canino, pois são muito carinhosos e dedicados aos seus responsáveis. E tambem precisam de bastante atividade física diária para se manterem equilibrados e saudáveis. Em um primeiro momento são bastante reservados com estranhos, inclusive sem a presença de seu responsável, não toleram invasões territoriais, a variedade pequena é mais propicia ao alarme, já as variedades médio e grande podem chegar a morder um invasor. Mesmo assim, agem de maneira mais ostensiva, tentando acuar ou expulsar o invasor, e somente chegam ao ataque com mordida em ultimo caso, quando os latidos não fazem o intruso recuar, também são muito observadores, e geralmente não permitem a retirada de objetos de seu território.


E tambem segundo o padrão da raça Podengo Crioulo, há algumas diferenças de comportamento entre os Podengos Crioulos standard e os miniaturas, o documento descreve o menor como mais ativo e excitável que o standard, demonstrando no entanto, as mesmas características de reserva para com estranhos, além de grande adestrabilidade e capacidade de trabalho. E a respeito de suas caracteristicas físicas, a cabeça do Podengo Crioulo é forte sem ser massuda, e proporcional ao corpo, o focinho é afilado em direção a trufa, as orelhas são grandes, eretas, de inserção alta e dotadas de grande mobilidade. Os maxilares são fortes porém não excessivamente salientes, a mordedura é em tesoura e os dentes são consideravelmente grandes e sólidos.


O Podengo Crioulo é um cachorro de aspecto esbelto sem no entanto parecer muito magro, ossatura forte mas proporcional a sua massa muscular. São em três variedades de tamanho, pequeno, médio e grande, possuem também três variações de pelagem para cada variedade de tamanho, podem ser de pelo curto, duro ou longo, podem ser de várias cores, a mais comum é o fulvo, que pode variar do claro ao escuro, mas há outras cores como preto, preto e fogo, preto fosco ou azeviche, cinza, branco, tricolor ou malhado em todas as cores descritas. Herdou da raça africanis a cor tigrada e também um risco escuro que vai dos olhos em direção ao maxilar. Além do tamanho, o padrão oficial da raça Podengo Crioulo também descreve algumas outras diferenças entre as variedades na região da cabeça, o documento descreve a variedade miniatura com crânio um pouco mais abaulado que no Podengo Crioulo Standard.


Com olhos mais arredondados e arcadas superciliares mais salientes, porém não exageradas. Devido a estas características, a chanfradura nasal (stop) é um pouco mais pronunciada que nos standard.  Devido ao seu desenvolvimento em ambiente externo, a raça conservou genes de resistência ao longo dos séculos de seu desenvolvimento. Como vários destes cachorros viveram nas ruas ou campos sem possuir responsáveis, a seleção natural permitia apenas que os mais fortes e saudáveis sobrevivessem, devido a isto, esta raça é muito rústica e raramente adoece. Não são poucos os exemplares que nunca precisaram ir até um veterinário, geralmente apenas na velhice é quando começam a apresentar algum problema de saúde. Nesta fase da vida destes cachorros o problema mais comum é a catarata, mas sem no entanto ser considerada uma doença endêmica na raça.







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