segunda-feira, maio 30, 2011

Podengo Crioulo - Cachorros.



Podengo Crioulo - Cachorros: O Podengo Crioulo é uma raça de cachorros originária do Brasil, seu nome significa "cão de caça a coelhos", que é o significado de pondengo. E é "descendente de cachorros europeus nascidos em colônia de ultramar", e por ter se originado na América, passou a ser chamado tambem de crioulo. Apesar de ainda não ser reconhecida oficialmente pela Confederação Brasileira de Cinofilia, está espalhada por todo o país, em cada região é chamada de maneira diferente, na região nordeste prevalece o nome Pé Duro, entre algumas tribos indígenas sempre foi conhecido como Aracambé, e a sua variedade pequena, por ser muito comum em Minas Gerais, é conhecida como Terrier de Minas (apesar de não ser um Terrier).


E devido as suas excepcionais qualidades na caça também é conhecido como coelheiro, tatuzeiro, paqueiro e rateiro, devido as suas grandes orelhas também é chamado de orelhudo, inclusive era assim que era chamado pelos quilombolas. Os cachorros do tipo podengo tiveram sua origem no antigo Egito, muitas gravuras da época retratam cachorros do tipo podengo naquela civilização, inclusive estes cachorros tinham privilégios na sociedade egípcia por serem associados a divindade Anúbis. E quando morriam, eram enterrados com honras, e apenas o faraó e sua corte podiam utiliza-los para a caça. Posteriormente estes cachorros se espalhariam pela África, e por volta do ano 700 a.C. chegariam até a Península Ibérica através dos fenícios e sua forte vocação naval.


Porem após chegarem a Europa, sofreram modificações devido ao novo clima, ao cruzamentos com cachorros europeus e tambem a sua larga utilização na caça, fazendo surgir novas raças, e consequentemente em Portugal surgia o Podengo Português. No período do Brasil Colônia, os cachorros Podengos Portugueses eram trazidos de Portugal nas caravelas com a missão de controlarem a população de ratos nestas embarcações, e tambem no mesmo período, cachorros primitivos da raça Africanis eram trazidos da África nos navios negreiros com a mesma missão, exterminar ratos. E estes cachorros chegando ao Brasil, cruzavam entre si e tambem com cachorros indígenas nativos e acabarão recebendo novas funções, como a caça e a guarda.


E com o tempo naturalmente e consequentemente surgiu uma nova raça, com fenótipo e temperamento diferente dos ancestrais portugueses e africanos. Inclusive nesta época sua variedade pequena chegou a ser muito comum entre os índios tapuias, O Podengo Crioulo teria se espalhado pelo país conforme a velocidade do povoamento do território brasileiro. E já no século XIX já estavam presentes por todo o país, como confirmam algumas pinturas de Debret. Entretanto atualmente, devido principalmente a grande popularidade de raças estrangeiras, é evidente o sumiço dos Podengos Crioulos devido a miscigenação com estas raças. Principalmente em áreas urbanas, inclusive quase todas as regiões do Brasil, a variedade de tamanho grande está praticamente extinta, e são muito poucos os exemplares das variedades de pelo longo, que também correm um grande risco de extinção.


Porem a raça mesmo que não tenha a mesma população de décadas atrás, ainda é relativamente comum nas áreas rurais, onde são muito usados na caça, na guarda de galinheiros contra ataques de raposas e lobos guará e também como cachorros de guarda e alarme em pequenas propriedades. Os biólogos Marcelo Ribeiro dos Santos e Tiago Abreu Barbosa da Silva percebendo o grande risco de extinção que esta raça autóctone do Brasil corre, encabeçam um trabalho em prol do resgate e do reconhecimento oficial da raça, que é um patrimônio genético brasileiro e testemunha da história do Brasil. Hoje a raça já conta com um padrão rácico, inclusive este documento norteia o trabalho de desenvolvimento da raça, esta é a segunda versão do documento.


Que foi redigido pelos biólogos Marcelo Ribeiro e Tiago Abreu, foi elaborado com base em fotos de dezenas de Podengos Crioulos, e atualmente está sendo apreciado pela CBKC para fins de reconhecimento oficial da raça. E quantos ao temperamento e as características psíquicas, os Podengos Crioulos são cachorros extremamente inteligentes e sociáveis, e se dedicam por instinto a caça de pequenos animais, como coelhos, lebres, pacas, gambás e diversos roedores, em matilha ou acompanhado apenas de seu responsável. Vivem harmoniosamente em matilha, inclusive as femeas ajudam a criar os filhotes das outras femeas da matilha, o latido da raça é fino e contínuo, e bastante pronunciado quando encontra a presa, para avisar os demais cachorros da matilha e ao seu responsável quanto a localização da caça, e devido as suas atividades originais são excelentes farejadores.


A sua submissão ao seu responsável está entre as maiores do reino canino, pois são muito carinhosos e dedicados aos seus responsáveis. E tambem precisam de bastante atividade física diária para se manterem equilibrados e saudáveis. Em um primeiro momento são bastante reservados com estranhos, inclusive sem a presença de seu responsável, não toleram invasões territoriais, a variedade pequena é mais propicia ao alarme, já as variedades médio e grande podem chegar a morder um invasor. Mesmo assim, agem de maneira mais ostensiva, tentando acuar ou expulsar o invasor, e somente chegam ao ataque com mordida em ultimo caso, quando os latidos não fazem o intruso recuar, também são muito observadores, e geralmente não permitem a retirada de objetos de seu território.


E tambem segundo o padrão da raça Podengo Crioulo, há algumas diferenças de comportamento entre os Podengos Crioulos standard e os miniaturas, o documento descreve o menor como mais ativo e excitável que o standard, demonstrando no entanto, as mesmas características de reserva para com estranhos, além de grande adestrabilidade e capacidade de trabalho. E a respeito de suas caracteristicas físicas, a cabeça do Podengo Crioulo é forte sem ser massuda, e proporcional ao corpo, o focinho é afilado em direção a trufa, as orelhas são grandes, eretas, de inserção alta e dotadas de grande mobilidade. Os maxilares são fortes porém não excessivamente salientes, a mordedura é em tesoura e os dentes são consideravelmente grandes e sólidos.


O Podengo Crioulo é um cachorro de aspecto esbelto sem no entanto parecer muito magro, ossatura forte mas proporcional a sua massa muscular. São em três variedades de tamanho, pequeno, médio e grande, possuem também três variações de pelagem para cada variedade de tamanho, podem ser de pelo curto, duro ou longo, podem ser de várias cores, a mais comum é o fulvo, que pode variar do claro ao escuro, mas há outras cores como preto, preto e fogo, preto fosco ou azeviche, cinza, branco, tricolor ou malhado em todas as cores descritas. Herdou da raça africanis a cor tigrada e também um risco escuro que vai dos olhos em direção ao maxilar. Além do tamanho, o padrão oficial da raça Podengo Crioulo também descreve algumas outras diferenças entre as variedades na região da cabeça, o documento descreve a variedade miniatura com crânio um pouco mais abaulado que no Podengo Crioulo Standard.


Com olhos mais arredondados e arcadas superciliares mais salientes, porém não exageradas. Devido a estas características, a chanfradura nasal (stop) é um pouco mais pronunciada que nos standard.  Devido ao seu desenvolvimento em ambiente externo, a raça conservou genes de resistência ao longo dos séculos de seu desenvolvimento. Como vários destes cachorros viveram nas ruas ou campos sem possuir responsáveis, a seleção natural permitia apenas que os mais fortes e saudáveis sobrevivessem, devido a isto, esta raça é muito rústica e raramente adoece. Não são poucos os exemplares que nunca precisaram ir até um veterinário, geralmente apenas na velhice é quando começam a apresentar algum problema de saúde. Nesta fase da vida destes cachorros o problema mais comum é a catarata, mas sem no entanto ser considerada uma doença endêmica na raça.







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Ovelheiro Gaúcho - Cachorros.



Ovelheiro Gaúcho - Cachorros: O Ovelheiro Gaúcho é uma raça de cão pastor, originária dos pampas gaúchos no Brasil. Apesar de ainda não ser reconhecida pela FCI, porem já obteve o reconhecimento da CBKC. E é uma raça muito resistente e ágil, sendo portanto um cachorro com as caracteristicas ideais para as atividades de pastoreio. O ovelheiro foi e ainda é grandemente utilizado para o pastoreio de ovelhas e de outros rebanhos, em especial na região sul, que inclusive são atividades tradicionais desta região do país. Entretanto, a raça foi originada no Rio Grande do Sul ao acaso, sem qualquer planejamento que não fosse a de ser utilizada em para o trabalho de pastoreio.



Inclusive o Ovelheiro descende de cachorros de pastoreio sem raça específica da região, mas também descende das raças Border Collie e Collie, estes ultimos chegaram com os colonos europeus no século XIX, quando os campos gaúchos foram sendo enriquecidos com animais de fazenda, como bois, cavalos e ovelhas. Os peões gaúchos sempre buscavam os cachorros com maior aptidão para o pastoreio de ovinos, sendo assim, os mais aptos ao pastoreio tiveram melhores condições de procriar, porque seus filhotes eram mais procurados por outros peões, e os melhores pastores eram procurados para cobrir boas fêmeas pastoras, com esta seleção natural e expontânea feita nos campos gaúchos, em pouco tempo surgia um nova raça, com fenótipo e temperamento diferentes de seus ancestrais, mas conservava excelente aptidão para o pastoreio de rebanhos.



E quanto a sua aparência, morfologicamente são parecidos com cachorros da raça Border Collie, por descenderem destes. Seu tamanho e estatura são medianos, maiores que os Border Collies e menores que os Collies. A sua pelagem não é muito longa, e pode ser em várias cores. E seu temperamento não é a de um cachorro agressivo, porem é muito bom como cachorro de alarme, pois late a qualquer ruído estranho, apesar de dificilmente atacar o invasor. É inteligente, e se adapta fácilmente a novas situações. Aprende comandos muito rapidamente, não sendo agressivo com o rebanho, e com as pessoas com quem convive é dócil e amigável.







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Pastor da Mantiqueira - Cachorros.


Pastor da Mantiqueira - Cachorros: O cachorro Pastor da Mantiqueira é uma raça antiga que teve origem na serra da mantiqueira na região sudeste do Brasil. Porem ainda não são conclusivas as suas origens, mas acredita-se que descendam dos antigos cachorros que existiam no Brasil, e que eram chamados de "policial", e até hoje herda este nome, inclusive este é um dos nomes pelo qual é conhecido em sua região de origem. Pela aparência e por sua aptidão para pastoreio o Pastor da Mantiqueira, provavelmente descendam do mesmo tronco canino das raças Pastor Alemão, Pastor Belga, Pastor Branco Suíço e Pastor Holândes. Seus ascendentes teriam chegado a serra da mantiqueira, e nesta região teriam sido selecionados na lida diária pelos peões e pelos tropeiros.




Pois estes profissionais precisavam de um bom e rústico cachorro de pastoreio que fosse agil, forte e resistente para que pude-se conduzir a boiada por caminhos em que o peão em seu cavalo tinham dificuldade para chegar. Devido principalmente ao relevo acidentado com declives muito acentuados da serra da mantiqueira, e dentro do que sabiam, sempre buscavam acasalar os cachorros que melhor atendiam as suas necessidades, e decorrente desta seleção, que ocorreu durante os séculos tornou-se possivel a criação desta nova raça. Inclusive a dificuldade de acesso a serra da mantiqueira também ajudou a manter o plantel da raça relativamente puro de genes exóticos de outras raças.



Entretanto a serra da mantiqueira a poucos anos atrás, teve uma mudança significativa e de uma forma contínua e permanete até os dias atuais em suas atividades econômicas. Com a pecuaria bovina sendo substituído pela agricultura, devido a isto o uso destes cachorros tem sido cada vez menor e a atividade turística tem também ganho força na região, atraindo cada vez mais pessoas interessadas em mudar-se de vez para a região, trazendo consigo consequentemente seus cachorros. E devido a estas circunstancias, o Pastor da Mantiqueira esta cada vez mais ameaçado de extinção, seja pela pouca procura de seu talento na pecuária ou pela miscigenação com raças estrangeiras. Apesar de a serra da mantiqueira localizar-se em território dos estados de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, a maior incidência de cachorros desta raça está em munícipios mineiros, sendo menor sua distribuição em municípios paulistas e fluminenses respectivamente.



Pois as cidades com a maior população de exemplares da raça em Minas Gerais são os municípios de Virgínia, Passa Quatro, Marmelópolis, Delfim Moreira, Venceslau Brás, Itajubá, Piranguçu, Brasópolis, Gonçalves, Sapucaí Mirim, Paraisópolis, Conceição dos Ouros, Cachoeira de Minas, Santa Rita do Sapucaí, Piranguinho, Natércia, Pedralva, São José do Alegre, Heliodora, Cristina, Maria da Fé e Conceição das Pedras, já em São Paulo os municípios de maior incidência da raça são Monteiro Lobato, São Bento do Sapucaí, e Campos do Jordão. E quanto as suas características físicas, o Pastor da Mantiqueira Possui pelagem em três variedades de tamanho, curto, médio e longo, podendo ser de pelo liso ou crespo, e as cores desta pelagem são preto, branco, creme em vários tons do escuro ao amarelo claro, e a cor mais comum é o azulego (base amarela em qualquer tom com pelos pretos interpolados) em suas várias nuances.



O corpo é quadrangular denotando grande agilidade, e o porte é médio, a cabeça possui orelhas eretas e voltadas para frente, o focinho é fino e os olhos podem ou não ser de cores diferentes. E suas habilidades como pastor de bovinos é apreciada entre os peões da serra da mantiqueira, formando um tripé entrosado e homogêneo, peão, cavalo e cachorro, e que tem contribuído com a econômia da região durante séculos. São cachorros rústicos e ageis, e que se dedicam por instinto as lida com o gado, auxiliando com habilidade a tocar o gado pelas íngremes montanhas da serra da mantiqueira, ou a reunir o gado nos currais quando chegam a seu destino. Diz-se entre os habitantes desta região que o Pastor da Mantiqueira é uma ferramenta de trabalho indispensável para o peão na serra da Mantiqueira.







Barbudo - Cachorros.



Barbudo - Cachorros: O Barbudo é uma raça de cachorros brasileira, mas que porem atualmente corre um sério risco de extinção. Possui tambem uma versão menor conhecida por barbudinho, entretanto porem ainda não é reconhecida por nenhuma entidade cinófila, devido principalmente à falta de um criador interessado em organizar a criação da raça em busca de um desenvolvimento e um consequente reconhecimento desta raça, que é um patrimônio genético brasileiro. Inclusive a grande maioria dos exemplares dos cachorros desta raça, pertencem a pessoas desligadas do mundo cinófilo, que os utilizam para companhia, pastoreio de gado e ovelhas e principalmente para a caça.



E há três hipóteses para seu surgimento, a primeira é levantada pelo médico veterinário Edo Cécere de Carvalho, e diz que na década de 30, cachorros do tipo Griffon eram muito comuns no Uruguai, e acredita-se que estes cachorros frequentemente atravessavam a fronteira com o Brasil auxiliando peões a tocar o gado, e já em território brasileiro teriam na campanha gaúcha aleatoriamente cruzado com cachorros das raças Ovelheiro Gaúcho e Perdigueiro Gaúcho. E seus descendentes geravam excelentes cachorros pastores de bois e ovelhas e principalmente cachorros de caça a paca, a capivara,  ao tatu e ao javali. Com isto foram muito apreciados e difundidos no sul do Estado do Rio Grande do Sul, gerando uma nova raça de cachorros brasileira.



É sabido tambem que esta raça também teria chegado aos estados de Santa Catarina e posteriormente ao Paraná e ao Uruguai, provavelmente isto teria ocorrido devido a boa fama da raça na atividade de caça, o que contribuiu que tenha chegado a estes dois outros estados e também ao país de onde vieram os ancestrais da raça. Outra hipótese é defendida pelo cinófilo Milton Almeida, ex-presidente do Rio Grande Cassino Kennel Clube, ele se baseia apenas nas características fenotípicas e comportamentais do Barbudo, ele acredita que os possíveis ancestrais do Barbudo tenham sido cachorros das raças Schnauzer, Old English Sheepdog e Airedale Terrier.



Inclusive segundo ele, a aparência, o pelo duro com textura de "arame" grosso e a cor preta ou cinza do Barbudo, remetem ao Schnauzer, já as cores baio (cinza, dourado e branco), bicolor (preto e branco) e tricolor (preto, castanho e branco) e mais o instinto de caça e de pastoreio são evidências da presença de genes de outras raças. E a densidade da pelagem crespa, a estrutura física e o instinto de pastoreio, segundo Milton provavelmente vem do Old English. E tambem uma terceira hipótese também pode ser provável, devido principalmente a sua semelhança com algumas raças portuguesas, possivelmente estas raças foram trazidas ao Brasil durante a época colonial, por isso o Barbudo caçador pode perfeitamente descender de raças como o Barbado da Ilha Terceira de quem teria tambem herdando o nome, Cão da Serra de Aire e do Cão D'água Português, herdando deste ultimo também o gosto pelo ambiente aquático.



Entretanto a raça é conhecida por diversos nomes, dependendo do município ou da região onde existam exemplares, que podem ser Barbudo ou Barbudo caçador, Barbudinho é como são chamados os exemplares da variedade pequena, mas a raça também é conhecida por Barba de Arame, Barbicha, Javalizeiro, Capivareiro e por serem mais comuns nos municípios localizados na fronteira com o Uruguai, também são chamados de Uruguaio. Quanto a aparência, os Barbudos tem porte médio, com altura na cernelha variando entre 55 a 65 cm, e pesando entre 30 e 40kg, já sua versão menor, como o próprio nome sugere, são de pequeno porte pesando entrem 5 e 12kg.



E a pelagem é predominantemente cinza, mas várias outras cores estão presentes na raça, como o preto, branco, cobre, castanho e amarelo em várias tonalidades, do amarelo claro passando pelo dourado até o amarelo escuro, e em várias combinações, sendo muitos bicolores e alguns tricolores, e também há os de cor sólida. O pêlo é de arame, bastante grosso e em maior quantidade no maxilar e focinho, e para manter a higiene é necessário a tosa para os que vivem dentro das residências, já para os que vivem no campo não é necessário, a pelagem grossa e abundante protege o cachorro das intempéries, e as orelhas são dobradas, pendentes e de tamanho médio, também podem ser eretas.



E o temperamento é de um cachorro com grande aptidão para a caça, sendo porem tambem excelentes cachorros de companhia, alegres, brincalhões, porem um tanto quanto geniosos. E como cachorro de companhia, devido a seu porte e sua beleza, são tambem bastante utilizados, pois são cachorros dóceis com seres humanos, porem tambem com grande instinto de guarda nos exemplares grandes e de alarme nos pequenos. Inclusive atualmente são pouco utilizados na pratica como cachorro pastor, porem antigamente eram intensamente utilizados como pastores de gado e ovelhas, sendo os de tamanho grande mais aptos aos rebanhos de gado, e os pequenos aos de ovinos. Inclusive há cerca de trinta anos, várias estâncias da campanha gaúcha tinham pelo menos um Barbudo trabalhando como cachorro pastor, porem com o tempo foram sendo substituídos por raças especializadas no pastoreio, como o Ovelheiro Gaúcho.



E por ser uma raça de caça, a principal aptidão do barbudo é a caça, principalmente de tatu, paca, capivara,e javali, onde tem excelente destaque, coragem e grande resistência física para longas caçadas, sua principal característica nas caçadas é a tenacidade com que procuram, perseguem e atacam a caça, ao contrário da maioria das raças de caça que procuram acuar com latidos a caça para que o caçador possa abatê-la. O Barbudo entretanto procura ataca-la para ele mesmo abater a caça, mesmo que sejam grandes, pois são cachorros de muita coragem, e nesta tarefa geralmente atuam em duplas, trios ou até mais cachorros.



Movimentam-se com muita destreza em terrenos de difícil circulação como charcos, grotas e cursos d'água, devido a serem excelentes nadadores são uma das melhores raças para a caça da capivara e outros animais de ambientes onde se encontra água em quantidade. E apesar de serem geniosos, vivem tranquilamente em matilha, principalmente se forem acostumados a viver desta maneira desde filhotes. Entretanto apesar de todas estas qualidades, a raça hoje sofre sério risco de extinção, pois segunda a médica veterinária Lisiane dos Santos Horstmann, de Santana do Livramento, há cerca de 20 anos, 10% dos cachorros atendidos em sua clinica eram  da raça Barbudo, porem atualmente não passam de 2%.  E segundo tambem o médico veterinário, Edo Césere de Carvalho, do município de Dom Pedrito, há 10 anos cerca de 5% dos cachorros atendidos por ele eram da raça Barbudo, e de um ano para cá não viu mais nenhum.




Porém exemplares legitimos de Barbudos ainda podem ser vistos perambulando pelas áreas urbanas e rurais do interior do Sul do Brasil, porem infelizmente a maioria são de cachorros sem responsável, e somente alguns pertencem à caçadores da região. inclusive cerca de 20% dos 250 cachorros de rua recolhidos mensalmente em Bagé são Barbudos ou mestiços de Barbudos, esta é a estimativa do Núcleo Bageense de Proteção dos Animais São Francisco de Assis. A maioria são mestiços de Barbudo com outras raças, mas ainda é possivel encontrar exemplares puros, que reunem todas as caracteristicas fisicas do Barbudo. Porem infelizmente, mantendo-se está tendencia, está raça deve chegar nos próximos anos a extinção, devido principalmente a falta de alguém interessado em trabalhar pelo resgate e oficialização da raça, e pelas castrações promovidas pelos centro de controle de zoonoses e outras organizações não governamentais da região, que não distinguem Barbudos dos cachorros sem raça definida no momento da castração.












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