Os cães no Império Romano eram multifuncionais, variando de cães de guarda e guerra (como os extintos Canis Pugnax, ancestrais do Cane Corso) a companheiros de estimação (com laços afetivos fortes, inclusive com raças de focinho achatado como os pugs).
Usados na caça (canes venatici), pastoreio (canes pastorales) e até em rituais, sendo honrados com epitáfios e representados na arte como símbolos de lealdade e proteção, mostrando uma relação pragmática e afetuosa com os humanos.
Tipos e Funções:
Canis Pugnax: Um grande cão de combate, tipo mastim, usado para guarda em acampamentos, ataque em batalhas e até intimidação de prisioneiros. É considerado um ancestral do Cane Corso moderno.
Canes Venatici: Cães de caça, divididos por velocidade e capacidade de rastreio, auxiliavam na caça de javalis e outros animais.
Canes Pastorales: Cães de pastoreio, cuidavam dos rebanhos no campo.
Cães de Companhia (Catuli/Catellae): Pequenos cães eram mimados, recebiam nomes e eram parte da família, com registros de epitáfios emocionantes e achados arqueológicos de cães enterrados com seus tutores.
Cães Braquicefálicos (Focinho Curto): Achados recentes mostram que raças com características de Pug e Buldogue Francês já existiam como pets de nobres, não apenas de trabalho.
Simbolismo e Cultura:
Proteção e Lealdade: Cães simbolizavam vigilância e lealdade, aparecendo na arte e mitologia (como Cérbero, o guardião do submundo).
Rituais: Eram oferecidos aos deuses ou usados em rituais de fundação de construções, como visto em achados arqueológicos.
Honra: Cães de estimação recebiam sepulturas e epitáfios, demonstrando o profundo vínculo emocional.
Os romanos viam os cães de forma utilitária, mas também os amavam, tratando-os como membros da família, cuidando deles e celebrando sua lealdade e utilidade em diversas áreas da vida.
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