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domingo, dezembro 28, 2025

Cachorros do Império Romano.

 Os cães no Império Romano eram multifuncionais, variando de cães de guarda e guerra (como os extintos Canis Pugnax, ancestrais do Cane Corso) a companheiros de estimação (com laços afetivos fortes, inclusive com raças de focinho achatado como os pugs). 

Usados na caça (canes venatici), pastoreio (canes pastorales) e até em rituais, sendo honrados com epitáfios e representados na arte como símbolos de lealdade e proteção, mostrando uma relação pragmática e afetuosa com os humanos. 

Tipos e Funções:

Canis Pugnax: Um grande cão de combate, tipo mastim, usado para guarda em acampamentos, ataque em batalhas e até intimidação de prisioneiros. É considerado um ancestral do Cane Corso moderno.

Canes Venatici: Cães de caça, divididos por velocidade e capacidade de rastreio, auxiliavam na caça de javalis e outros animais.

Canes Pastorales: Cães de pastoreio, cuidavam dos rebanhos no campo.

Cães de Companhia (Catuli/Catellae): Pequenos cães eram mimados, recebiam nomes e eram parte da família, com registros de epitáfios emocionantes e achados arqueológicos de cães enterrados com seus tutores.

Cães Braquicefálicos (Focinho Curto): Achados recentes mostram que raças com características de Pug e Buldogue Francês já existiam como pets de nobres, não apenas de trabalho. 

Simbolismo e Cultura:

Proteção e Lealdade: Cães simbolizavam vigilância e lealdade, aparecendo na arte e mitologia (como Cérbero, o guardião do submundo).

Rituais: Eram oferecidos aos deuses ou usados em rituais de fundação de construções, como visto em achados arqueológicos.

Honra: Cães de estimação recebiam sepulturas e epitáfios, demonstrando o profundo vínculo emocional. 

Os romanos viam os cães de forma utilitária, mas também os amavam, tratando-os como membros da família, cuidando deles e celebrando sua lealdade e utilidade em diversas áreas da vida. 




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