.

domingo, dezembro 28, 2025

Cachorros no Imperio Persa.

 No Império Persa (aprox. 550–330 a.C.), os cachorros ocupavam uma posição de altíssima estima, sendo considerados criaturas sagradas, puras e protegidas por lei, intrinsecamente ligadas à religião zoroatrista. 

Eles não eram vistos apenas como animais de estimação, mas como seres espirituais com poderes sobrenaturais, capazes de proteger contra demônios e guiar as almas dos mortos. 

Aqui estão os principais aspectos dos cachorros no contexto persa antigo:

1. Importância Religiosa e Espiritual (Zoroastrismo)

Criaturas de Ahura Mazda: Eram considerados criações diretas da divindade suprema, Ahura Mazda, e eram reverenciados por sua lealdade e pureza.

Sagdid ("Olhar do Cão"): Ritual funerário essencial onde um cachorro era levado para ver o corpo do recém-falecido. Acreditava-se que o olhar do cão afugentava maus espíritos e purificava a alma.

Guardiões da Ponte Chinvat: Na crença zoroatrista, os cães guardavam a ponte que as almas atravessavam para o céu. 

2. Papel Social e Proteção Legal

Direitos dos Cães: O Vendidad (texto sagrado persa) prescrevia punições severas para quem ferisse um cão. Machucar um cachorro era considerado um pecado grave.

Responsabilidade: Os persas eram instruídos a cuidar de cães de rua e domésticos da mesma forma que cuidavam de membros da família.

O "Cão de Quatro Olhos": Cães com manchas acima dos olhos eram considerados os mais sagrados e respeitados. 

3. Funções Práticas e Raças

Os persas mantinham cães para diversas finalidades, com raças específicas associadas a cada função: 

Caça: O Saluki (ou galgo persa) era altamente valorizado pela nobreza para caçar gazelas e lebres. O Afghan Hound também era usado para essa finalidade.

Guarda: O Mastim Persa (Sarabi) e o Mastim Curdo eram usados para proteger rebanhos e casas, sendo conhecidos por seu tamanho enorme e força.

Pastoreio: O Alabai (pastor da Ásia Central) era comum para cuidar de gado. 

4. Comparações e Mitos

A "Trindade" do Cão: Acreditava-se que a alma de um cão era constituída de um terço de fera selvagem, um terço de humano e um terço de divino.

Cães de Guarda vs. Hades: Embora frequentemente confundidos com referências mitológicas gregas como Cérbero, os cães na Pérsia tinham um foco mais prático e protetor da vida e da alma no cotidiano. 

Em resumo, a cultura persa antiga tratava os cachorros com um nível de respeito e cuidado que superava o de muitas outras civilizações contemporâneas, tratando-os como guardiões da saúde, da ordem cósmica e da purificação. 






Nenhum comentário:

COMPARTILHE A POSTAGEM.

Visualizações de página do mês passado