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sábado, janeiro 03, 2026

Cachorros Viadinhos.

 O termo "cachorro viadinho" é uma forma pejorativa e errada de descrever comportamentos caninos, como monta ou falta de interesse em acasalar, que na verdade são expressões normais de excitação, brincadeira, frustração, ou até mesmo socialização, e não indicam homossexualidade, pois cães vivem em um mundo de instintos e sinais sociais que vão além da sexualidade humana. 

Com comportamentos diversos que incluem monta entre machos ou fêmeas, machos montando pernas, e até mesmo demonstrações de afeto que podem ser mal interpretadas, sendo importante entender a motivação real por trás do comportamento para não julgar ou punir o animal. 

Por que os cães têm esses comportamentos?

Monta (Montar em outros cães/objetos/pernas): Pode ser um sinal de excitação (emocional ou sexual), brincadeira, dominância, busca por atenção, ou até mesmo frustração.

Interesse em outros machos (ou fêmeas): Em animais, comportamentos sexuais são complexos e não se limitam à reprodução, podendo ocorrer em diversas espécies, incluindo machos com machos ou fêmeas com fêmeas, por prazer, laços sociais ou outras razões, como visto em golfinhos e outros animais.

Não acasalamento: Um cão que não "demonstra interesse" por fêmeas pode ter outras prioridades, ser imaturo, estar estressado ou ter incompatibilidade de porte, e não ser "viado". 

O que fazer:

Não use termos humanos: Cães não têm conceitos de orientação sexual como os humanos; seus comportamentos são instintivos.

Identifique a causa: Observe quando o comportamento ocorre. É quando chegam visitas? Quando brinca?

Redirecione: Se for por excesso de energia ou busca de atenção, redirecione para um brinquedo ou atividade.

Consulte um profissional: Se o comportamento for excessivo ou problemático, um adestrador pode ajudar a entender e manejar. 

Em resumo: O termo "cachorro viadinho" é um erro de interpretação. Observe o comportamento do seu cão, entenda o contexto e ofereça o manejo correto, sem julgamentos ou rótulos humanos. 

domingo, dezembro 28, 2025

Cachorros na Grécia Antiga.

 Na Grécia Antiga, os cães eram valorizados como companheiros, guardiões e caçadores, com destaque para os Molossos (grandes, protetores) e Laconianos (rápidos, de caça), sendo representados em mitos (Argos, Cérbero) e filosofias (cínicos, de Diógenes). 

Eles tinham nomes curtos e descritivos, serviam em funções de pastoreio e proteção, e eram até considerados membros da família, como mostram epitáfios, refletindo um forte vínculo com os humanos. 

Usos e Funções

Guarda e Proteção: Cães robustos como os Molossos protegiam rebanhos de lobos e ladrões, sendo símbolos de bravura.

Caça: Cães Laconianos eram famosos por sua velocidade e faro, usados em caçadas.

Companhia: Cães pequenos, como os Melitanos, eram queridos como pets, recebendo nomes carinhosos.

Guerra: Alexandre, o Grande, usou Molossos em campanhas militares. 

Raças e Tipos

Molossos: Cães grandes e fortes do Epiro, semelhantes a mastins, usados para guarda e caça.

Laconianos (Laconian): Cães rápidos e de caça, valorizados por sua habilidade.

Melitanos (Cão de Malta): Pequenos e dóceis, para companhia. 

Cultura e Mitologia

Mitologia: Cérbero (guardião do Hades) e os cães de Ártemis (Sírio e Fócion) e Hécate (molossos negros).

Fidelidade: O cão Argos, da Odisseia, que reconheceu Odisseu disfarçado, é o epítome da lealdade.

Filosofia: O termo "cínico" (kynikos) vem de "kynos" (cão), inspirando-se na vida despojada dos cães, como Diógenes. 

Nomes e Relação

Nomes: Curtos (duas sílabas) e descritivos, como Skilax, Ferox, Tigres, Lupa, ou "Branco", "Veloz".

Vínculo Afetivo: Cães eram tratados como membros da família, como mostram epitáfios dedicados a eles. 


Cachorros no Imperio Persa.

 No Império Persa (aprox. 550–330 a.C.), os cachorros ocupavam uma posição de altíssima estima, sendo considerados criaturas sagradas, puras e protegidas por lei, intrinsecamente ligadas à religião zoroatrista. 

Eles não eram vistos apenas como animais de estimação, mas como seres espirituais com poderes sobrenaturais, capazes de proteger contra demônios e guiar as almas dos mortos. 

Aqui estão os principais aspectos dos cachorros no contexto persa antigo:

1. Importância Religiosa e Espiritual (Zoroastrismo)

Criaturas de Ahura Mazda: Eram considerados criações diretas da divindade suprema, Ahura Mazda, e eram reverenciados por sua lealdade e pureza.

Sagdid ("Olhar do Cão"): Ritual funerário essencial onde um cachorro era levado para ver o corpo do recém-falecido. Acreditava-se que o olhar do cão afugentava maus espíritos e purificava a alma.

Guardiões da Ponte Chinvat: Na crença zoroatrista, os cães guardavam a ponte que as almas atravessavam para o céu. 

2. Papel Social e Proteção Legal

Direitos dos Cães: O Vendidad (texto sagrado persa) prescrevia punições severas para quem ferisse um cão. Machucar um cachorro era considerado um pecado grave.

Responsabilidade: Os persas eram instruídos a cuidar de cães de rua e domésticos da mesma forma que cuidavam de membros da família.

O "Cão de Quatro Olhos": Cães com manchas acima dos olhos eram considerados os mais sagrados e respeitados. 

3. Funções Práticas e Raças

Os persas mantinham cães para diversas finalidades, com raças específicas associadas a cada função: 

Caça: O Saluki (ou galgo persa) era altamente valorizado pela nobreza para caçar gazelas e lebres. O Afghan Hound também era usado para essa finalidade.

Guarda: O Mastim Persa (Sarabi) e o Mastim Curdo eram usados para proteger rebanhos e casas, sendo conhecidos por seu tamanho enorme e força.

Pastoreio: O Alabai (pastor da Ásia Central) era comum para cuidar de gado. 

4. Comparações e Mitos

A "Trindade" do Cão: Acreditava-se que a alma de um cão era constituída de um terço de fera selvagem, um terço de humano e um terço de divino.

Cães de Guarda vs. Hades: Embora frequentemente confundidos com referências mitológicas gregas como Cérbero, os cães na Pérsia tinham um foco mais prático e protetor da vida e da alma no cotidiano. 

Em resumo, a cultura persa antiga tratava os cachorros com um nível de respeito e cuidado que superava o de muitas outras civilizações contemporâneas, tratando-os como guardiões da saúde, da ordem cósmica e da purificação. 






Cachorros do Império Romano.

 Os cães no Império Romano eram multifuncionais, variando de cães de guarda e guerra (como os extintos Canis Pugnax, ancestrais do Cane Corso) a companheiros de estimação (com laços afetivos fortes, inclusive com raças de focinho achatado como os pugs). 

Usados na caça (canes venatici), pastoreio (canes pastorales) e até em rituais, sendo honrados com epitáfios e representados na arte como símbolos de lealdade e proteção, mostrando uma relação pragmática e afetuosa com os humanos. 

Tipos e Funções:

Canis Pugnax: Um grande cão de combate, tipo mastim, usado para guarda em acampamentos, ataque em batalhas e até intimidação de prisioneiros. É considerado um ancestral do Cane Corso moderno.

Canes Venatici: Cães de caça, divididos por velocidade e capacidade de rastreio, auxiliavam na caça de javalis e outros animais.

Canes Pastorales: Cães de pastoreio, cuidavam dos rebanhos no campo.

Cães de Companhia (Catuli/Catellae): Pequenos cães eram mimados, recebiam nomes e eram parte da família, com registros de epitáfios emocionantes e achados arqueológicos de cães enterrados com seus tutores.

Cães Braquicefálicos (Focinho Curto): Achados recentes mostram que raças com características de Pug e Buldogue Francês já existiam como pets de nobres, não apenas de trabalho. 

Simbolismo e Cultura:

Proteção e Lealdade: Cães simbolizavam vigilância e lealdade, aparecendo na arte e mitologia (como Cérbero, o guardião do submundo).

Rituais: Eram oferecidos aos deuses ou usados em rituais de fundação de construções, como visto em achados arqueológicos.

Honra: Cães de estimação recebiam sepulturas e epitáfios, demonstrando o profundo vínculo emocional. 

Os romanos viam os cães de forma utilitária, mas também os amavam, tratando-os como membros da família, cuidando deles e celebrando sua lealdade e utilidade em diversas áreas da vida. 




Cachorros no Egito Antigo.

 No Egito Antigo, os cães eram muito valorizados como caçadores, guardiões e companheiros, com raças como o Saluki, Basenji, Galgo e Pharaoh Hound (Cão do Faraó) presentes, frequentemente retratados em tumbas e hieróglifos, com destaque para o deus Anúbis, uma figura canina (chacal/lobo) ligada à mumificação e à vida após a morte, sendo símbolos de proteção e passagem para o além.  

Raças Antigas Relevantes:

Pharaoh Hound (Cão do Faraó): Considerado uma das raças mais antigas, com linhagens que datam de 3000 a.C., inspirando hieróglifos e conhecido pela habilidade de corar de rosa quando animado, sendo caçador de coelhos em Malta, para onde foi levado. 

Basenji: Cães semelhantes aos antigos, conhecidos por não latir, mas emitir sons parecidos com um "barulhinho", leais e com testa franzida. 

Saluki: Cães esguios e rápidos, usados para caça e representados como companheiros. 

Whippet: Possivelmente originado do cruzamento de galgos, eram cães de caça velozes. 

Molossiano: Cães de guarda e combate, introduzidos por volta de 1782-1570 a.C. e usados para caça e proteção. 

Cachorros e a Religião: 

Anúbis: O deus com cabeça de chacal (ou lobo), guiava as almas dos mortos, presidia a mumificação e pesava os corações no julgamento final, simbolizando o pós-vida e a proteção dos túmulos.

Importância Cultural:

Os cães eram tão importantes que sacerdotes realizavam rituais usando máscaras de chacal, como a de Anúbis, para se identificarem com o deus durante os processos de embalsamamento, reforçando o papel canino na vida, morte e espiritualidade egípcia. 

Deus egípcio da morte: conheça a origem de Anúbis



sábado, dezembro 27, 2025

Cachorros Mimados.

Um cachorro mimado é aquele que, por excesso de mimos e falta de limites, desenvolve comportamentos de dependência, ansiedade e dificuldade em lidar com frustrações, como latir/choramingar por atenção, não conseguir ficar sozinho, ser possessivo ou ter atitudes "humanizadas" demais 

Como usar roupinhas 24h, exceto por necessidade médica, mimar demais, ao invés de carinho, pode prejudicar o cão, impedindo-o de viver como um cão e gerando desequilíbrio, enquanto limites e estímulos adequados o tornam mais seguro e feliz. 

Sinais de um cachorro mimado

Dependência: Não consegue se entreter sozinho e precisa do tutor para tudo.

Ansiedade de separação: Fica angustiado ou destrutivo quando deixado sozinho, por estar acostumado à atenção constante.

Manipulação: Late, uiva ou faz manha para conseguir o que quer (comida, atenção, passeios).

Falta de frustração: Não tolera dizer "não", como ao negar um petisco ou acesso a um local.

Humanização excessiva: Usa roupas o tempo todo, é levado em carrinho, etc., sem necessidade real.

Posse de recursos: Pode rosnar por comida ou brinquedos por não ter limites impostos.

Falta de sociabilidade: Não se dá bem com outros cães ou pessoas por falta de convivência. 

Como evitar ou corrigir

Estabeleça limites: Dê atenção após alguns minutos ao chegar, não ceda a toda manha.

Promova a independência: Ofereça brinquedos interativos para ele se entreter sozinho.

Estimule instintos caninos: Garanta passeios, cheiros e interação com outros cães (socialização).

Crie rotinas: Seja consistente com regras, ensinando o que é certo e errado.

Evite exageros: Roupas, carrinhos e humanização excessiva (sem necessidade) podem ser prejudiciais, pois tiram a capacidade do cão de ser cão. 

Mimar demais tira a capacidade do cão de lidar com o mundo, gerando insegurança; limites dão segurança e bem-estar, ajudando-o a ser um cão mais equilibrado e feliz. 

Cachorro mimado, fica mal acostumado? #Shorts ...

Um cachorro mimado pode ficar mal acostumado. As pessoas tendem a humanizar seus animais de estimação. É importante entender as ne...


 

sexta-feira, dezembro 26, 2025

Cachorros Retardados.

 O termo "cachorros retardados" é informal e pode se referir a cães com dificuldades cognitivas (deficiência intelectual), problemas neurológicos (como desorientação, convulsões) ou, às vezes, a raças conhecidas por serem mais teimosas/lentas de aprender, como o Afegan Hound ou Beagle. 

Mas sempre com foco em comportamento ou condição de saúde, e não como um diagnóstico formal; a causa pode ser genética, doença, trauma ou falta de estímulo, exigindo veterinário para diagnóstico e tratamento adequado. 

Possíveis Causas para um Comportamento "Retardado":

Problemas Neurológicos: Doenças genéticas, infecções, traumatismos, convulsões (como a síndrome do flycatching) podem causar desorientação, falta de coordenação, olhar ausente, ou não reconhecer o dono, necessitando de avaliação veterinária urgente.

Atraso Cognitivo: Similar a humanos, cães podem ter dificuldades de aprendizado e memória, manifestando-se como dificuldade em comandos, confusão, ou respostas lentas, com causas genéticas ou falta de socialização.

Falta de Estímulo Mental: Cães precisam de desafios mentais (brinquedos, treinamento) tanto quanto de exercício físico; a falta disso pode gerar agitação ou comportamentos estranhos, segundo Quora users e Purina.

Temperamento/Raça: Algumas raças são naturalmente mais independentes ou lentas para treinar (ex: Beagle, Basenji, Afegan Hound), o que pode ser confundido com falta de inteligência, mas é mais sobre teimosia ou foco diferente, não deficiência. 

O Que Fazer:

Observe os Sintomas: Anote se há cambaleio, confusão, convulsões, falta de resposta, agressividade ou hiperatividade.

Consulte um Veterinário: É crucial para descartar condições médicas sérias, como tumores, infecções ou problemas genéticos, e receber um diagnóstico correto.

Estimule Mentalmente: Ofereça brinquedos interativos, treinos curtos e consistentes, e novas experiências, especialmente se for falta de estímulo.

Seja Paciente: Treine com reforço positivo; cães com deficiência ou dificuldades aprendem mais devagar. 

Em resumo, se seu cão age de forma incomum, procure um veterinário, pois pode ser uma condição médica ou um problema comportamental que exige atenção profissional, e não apenas "burrice". 

quarta-feira, dezembro 24, 2025

Ronco em Cachorros.

 Ronco em cachorros é comum e acontece por restrição do ar nas vias aéreas ao dormir, comum em raças braquicefálicas (Pug, Bulldog) devido ao focinho curto, mas também por peso, idade ou posição de sono, sendo normal em casos leves e esporádicos. 

No entanto, se o ronco for súbito, alto, acompanhado de tosse, dificuldade para respirar ou mudanças de comportamento, pode indicar problemas sérios como alergias, infecções, problemas dentários ou tumores, exigindo avaliação veterinária urgente para garantir o bem-estar do pet. 

Causas Comuns do Ronco:

Anatomia: Raças de focinho curto (Pugs, Bulldogs, Shih Tzus) têm palato mole longo, narinas estreitas ou traqueia estreita que dificultam a passagem do ar.

Posição ao Dormir: Músculos relaxam e podem bloquear as vias aéreas; uma posição diferente pode resolver.

Excesso de Peso: A gordura pode contribuir para o bloqueio das vias aéreas.

Alergias: Poeira, ácaros ou produtos químicos irritam as narinas.

Problemas Dentários: Infecções ou abscessos podem inflamar a região nasal.

Corpo Estranho: Objeto, fragmento de brinquedo preso nas vias aéreas.

Infecções: Respiratórias ou fúngicas.

Tumores: Pólipos ou tumores podem obstruir. 

Quando se Preocupar e Procurar um Veterinário:

Ronco que começa de repente ou muda de intensidade/padrão.

Dificuldade para respirar (gasping, respiração agitada).

Língua ou mucosas arroxeadas.

Agitação, tosse persistente.

Ronco durante o dia ou ao se exercitar.

Superaquecimento. 

Como Ajudar (se for leve):

Mantenha a cama e o ambiente limpos e arejados.

Evite produtos com cheiro forte perto do pet.

Controle o peso e incentive exercícios.

Eleve a cabeça do cão com um travesseiro.

Consulte um veterinário para alergias ou problemas dentários. 



Bicheira no Nariz dos Cachorros.

 A bicheira no nariz do cachorro (miíase nasal) é uma condição grave que ocorre quando moscas varejeiras depositam ovos em feridas ou secreções pré-existentes na região nasal, que eclodem em larvas que se alimentam do tecido. É uma emergência veterinária que causa dor intensa, mau cheiro e pode levar à destruição de tecidos profundos. 

O que fazer imediatamente:

Leve ao veterinário urgente: A intervenção profissional é indispensável para evitar que as larvas atinjam tecidos mais profundos ou o cérebro.

Não tente remover em casa: O tratamento em casa pode ser arriscado e ineficaz, sendo recomendado apenas após orientação veterinária. 

Sintomas de bicheira no nariz:

Presença visível de larvas se movendo na narina.

Feridas abertas, úlceras ou buracos na pele.

Cheiro forte e desagradável.

Coceira intensa e lambedura/patada constante na região.

Sangramento nasal ou secreção purulenta.

Dor intensa e falta de apetite. 

Como é feito o tratamento:

Limpeza e Remoção das Larvas: O veterinário realiza a tricotomia (tosa do pelo ao redor), limpeza da ferida e remoção mecânica das larvas. Pode ser necessária sedação.

Medicação: Aplicação de larvicidas (como Mata Bicheira Spray Prata) e uso de antibióticos, anti-inflamatórios e analgésicos. Em alguns casos, a ivermectina pode ser usada para erradicar as larvas.

Cuidados em casa: Limpeza diária da ferida com antissépticos, aplicação de pomadas cicatrizantes e prevenção de novas infestações com sprays repelentes. 

Prevenção:

Mantenha o ambiente limpo, livre de fezes e lixo acumulado.

Trate imediatamente qualquer ferida ou lesão na pele do pet.

Mantenha o cão limpo e higienizado, especialmente se tiver secreções recorrentes. 


terça-feira, dezembro 23, 2025

Ronco em Cachorros.

 Ronco em cachorros é comum e acontece por restrição do ar nas vias aéreas ao dormir, comum em raças braquicefálicas (Pug, Bulldog) devido ao focinho curto, mas também por peso, idade ou posição de sono, sendo normal em casos leves e esporádicos. 

No entanto, se o ronco for súbito, alto, acompanhado de tosse, dificuldade para respirar ou mudanças de comportamento, pode indicar problemas sérios como alergias, infecções, problemas dentários ou tumores, exigindo avaliação veterinária urgente para garantir o bem-estar do pet. 

Causas Comuns do Ronco:

Anatomia: Raças de focinho curto (Pugs, Bulldogs, Shih Tzus) têm palato mole longo, narinas estreitas ou traqueia estreita que dificultam a passagem do ar.

Posição ao Dormir: Músculos relaxam e podem bloquear as vias aéreas; uma posição diferente pode resolver.

Excesso de Peso: A gordura pode contribuir para o bloqueio das vias aéreas.

Alergias: Poeira, ácaros ou produtos químicos irritam as narinas.

Problemas Dentários: Infecções ou abscessos podem inflamar a região nasal.

Corpo Estranho: Objeto, fragmento de brinquedo preso nas vias aéreas.

Infecções: Respiratórias ou fúngicas.

Tumores: Pólipos ou tumores podem obstruir. 

Quando se Preocupar e Procurar um Veterinário:

Ronco que começa de repente ou muda de intensidade/padrão.

Dificuldade para respirar (gasping, respiração agitada).

Língua ou mucosas arroxeadas.

Agitação, tosse persistente.

Ronco durante o dia ou ao se exercitar.

Superaquecimento. 

Como Ajudar (se for leve):

Mantenha a cama e o ambiente limpos e arejados.

Evite produtos com cheiro forte perto do pet.

Controle o peso e incentive exercícios.

Eleve a cabeça do cão com um travesseiro.

Consulte um veterinário para alergias ou problemas dentários. 




segunda-feira, dezembro 22, 2025

Cachorros Malandros.

 Cachorros "malandros" ou "travessos" são aqueles que exibem comportamentos espertos, brincalhões ou até desobedientes, como o famoso vira-lata caramelo que rouba comida ou o Jack Russell Terrier com energia infinita. 

Enquanto raças como Beagle são conhecidas pela teimosia, e casos de hiperatividade podem levar a bagunça e agressividade, mas muitas vezes a "malandragem" é apenas personalidade ou falta de treinamento, como visto em vídeos virais de cães que fazem coisas engraçadas ou "arteiras". 

Exemplos de "Malandragem" Canina:

Vira-latas Caramelo: Frequentemente retratados em vídeos como espertos, roubando comida, interagindo com pessoas ou tentando "reconciliar-se" com donos após aprontar.

Raças Energéticas: Jack Russell Terriers e Border Collies são conhecidos por sua energia, podendo ser bagunceiros se não forem devidamente estimulados.

Teimosia: Beagles são famosos pela teimosia, dificultando o adestramento, pois seguem seus próprios objetivos.

Comportamento Destrutivo: Cães hiperativos podem destruir coisas, latir em excesso ou buscar atenção de formas indesejadas. 

O Que Causa a "Malandragem"?

Excesso de Energia: Falta de exercício e estímulo mental pode levar a comportamentos destrutivos ou travessuras.

Personalidade: Algumas raças e indivíduos têm temperamentos mais independentes ou brincalhões.

Falta de Treinamento: Cães podem não aprender regras básicas, parecendo "malandros".

Busca por Atenção: Comportamentos inadequados podem ser uma forma de conseguir atenção do dono. 

Como Lidar com Cães Travessos:

Exercício Adequado: Garanta passeios e brincadeiras para gastar energia.

Treinamento Consistente: Reforce comandos e estabeleça limites.

Enriquecimento Ambiental: Brinquedos interativos e desafios mentais.

Paciência: Entenda que a "malandragem" muitas vezes vem de instintos naturais ou falta de limites. 

Em resumo, "cachorros malandros" são cães cheios de personalidade, cuja energia e esperteza podem se manifestar de formas engraçadas ou desafiadoras, mas que podem ser direcionadas com o treinamento e cuidado corretos. 


domingo, dezembro 21, 2025

Bicheira no Ouvido dos Cachorros.

Bicheira no ouvido de cachorro, ou miíase auricular, é uma infestação grave por larvas de moscas que comem os tecidos, causando muita dor, mau cheiro e feridas profundas, e exige atenção veterinária imediata, pois pode levar a sequelas sérias. 

O tratamento envolve a remoção mecânica das larvas (pode precisar de sedação), limpeza da ferida, uso de antiparasitários e antibióticos, e prevenção com higiene do ambiente e do pet, mantendo lixos tampados e monitorando feridas. 

Sinais e Sintomas

Coceira intensa e lambedura do ouvido.

Cheiro forte e desagradável vindo do ouvido.

Presença de larvas (vermes) no local.

Feridas abertas, nódulos ou "buracos" na pele do ouvido.

Dor, apatia, falta de apetite. 

Causas Principais

Higiene precária: Ambientes sujos e com fezes favorecem moscas.

Feridas: Moscas depositam ovos em feridas, ouvidos úmidos ou áreas com secreção.

Pets debilitados: Idosos, doentes ou com mobilidade reduzida são mais vulneráveis. 

Tratamento (Sempre com Veterinário!)

Remoção das Larvas: Feita pelo veterinário com pinça, muitas vezes exigindo sedação devido à dor.

Limpeza: Higienização profunda da cavidade do ouvido.

Medicamentos: Antiparasitários para matar larvas restantes, antibióticos para infecções e analgésicos.

Curativos: Manutenção da ferida limpa e protegida. 

Prevenção

Mantenha o ambiente do pet sempre limpo e recolha as fezes.

Cuide da higiene geral do seu cão e inspecione ouvidos, olhos e pele regularmente.

Controle pragas e mantenha lixos bem tampados para evitar moscas. 

Importante: Nunca tente tratar a bicheira em casa sem orientação veterinária, pois é uma condição grave que pode causar danos permanentes ou até a morte do animal. 





Anus dos Cachorros.

 O ânus do cachorro contém duas pequenas glândulas anais (ou adanais), bolsas internas com secreção de cheiro forte, que servem para lubrificar as fezes e, principalmente, para marcação de território e comunicação entre cães, 

Sendo liberadas naturalmente durante a defecação ou em momentos de medo. Problemas como obstrução ou inflamação causam incômodo, levando o cão a arrastar o bumbum (scooting) ou morder a região, e requerem avaliação veterinária para esvaziamento ou tratamento. 

Funções das glândulas anais:

Comunicação: A secreção tem um odor único para cada cão, usado para reconhecimento. 

Lubrificação: Ajuda a facilitar a passagem das fezes. 

Defesa: Em situações de ameaça, o cão pode expelir o líquido como sinal de defesa. 

Sinais de problemas:

Arrastar o bumbum no chão (scooting).

Mordiscar ou lamber a região anal.

Dor ou inchaço ao redor do ânus.

Secreção com sangue ou pus (sinal de infecção/abscesso). 

O que fazer:

Observe: As glândulas geralmente se esvaziam sozinhas. 

Não esprema sem orientação: Esvaziar incorretamente pode causar lesões ou infecções. 

Consulte um veterinário: Se notar sinais de desconforto, procure um profissional para o diagnóstico e tratamento corretos, que pode incluir esvaziamento, medicação ou, em casos graves, cirurgia. 

 


sábado, dezembro 20, 2025

Pum dos Cachorros.

Sim, cachorros soltam pum, pois é um processo natural da digestão, mas o excesso ou mau cheiro pode indicar problemas como alimentação inadequada, ingestão rápida de ar ou comida, sensibilidades alimentares (brócolis, laticínios)

E até parasitas, sendo essencial procurar um veterinário se houver diarreia, vômitos, inchaço ou cheiro muito forte para investigar e tratar a causa, que pode variar de ração de baixa qualidade a questões mais sérias de saúde.  

Causas Comuns de Gases em Cães:

Engolir Ar (Aerofagia): Ao comer ou beber muito rápido, o cachorro engole ar, que sai como pum ou arrotos. 

Dieta: Ração de baixa qualidade, mudanças bruscas na alimentação ou alimentos fermentáveis (como alguns vegetais, trigo, laticínios). 

Microbiota Intestinal: Variação das bactérias no intestino. 

Sedentarismo: Diminui o movimento intestinal. 

Vermifugação: Pode desequilibrar a flora intestinal. 

Quando se Preocupar (e Levar ao Vet):

Se o pum excessivo vier acompanhado de: 

Diarreia ou vômitos.

Inchaço abdominal (barriga inchada).

Dor ou desconforto.

Perda de peso.

Letargia.

Mau cheiro muito intenso e persistente.

O Que Fazer:

Avalie a Dieta: Ofereça ração de boa qualidade (super premium) e evite alimentos que causam gases. 

Comedouros Lentos: Use comedouros interativos ou coloque uma bolinha na tigela para ele comer mais devagar e engolir menos ar. 

Exercício: Mantenha o cão ativo para ajudar na motilidade intestinal. 

Consulte o Veterinário: Se os sintomas persistirem, para descartar problemas mais sérios como parasitas ou doenças gastrointestinais. 

Em resumo, o pum é normal, mas o excesso é um sinal de alerta para a saúde digestiva do seu pet, exigindo atenção e, muitas vezes, intervenção veterinária. 



sexta-feira, dezembro 19, 2025

Cachorros Comendo Grama.

 Cachorros comem grama por ser um comportamento instintivo, buscando fibras para digestão, aliviando tédio/estresse, ou por apreciarem o sabor/textura, o que geralmente é normal e não indica doença, mas se for excessivo e acompanhado de vômitos frequentes, apatia ou diarreia, um veterinário deve ser consultado para investigar problemas como má nutrição ou desconforto gastrointestinal, além de garantir que a grama não tenha agrotóxicos. 

Por que eles fazem isso?

Instinto: Antepassados selvagens ingeriam plantas ao comer presas herbívoras, um traço que pode ter permanecido.

Fibras: A grama ajuda no trânsito intestinal e pode aliviar prisão de ventre ou diarreia.

Problemas gastrointestinais: Alguns cães comem para provocar vômito, aliviando náuseas ou dor de estômago.

Tédio/Estresse/Ansiedade: É uma forma de distração ou válvula de escape, como roer unhas em humanos.

Dieta: Podem estar buscando nutrientes ou fibras que faltam na alimentação.

Gosto: Simplesmente podem gostar da textura e do sabor da grama. 

Quando se preocupar (sinais de alerta):

Vômitos excessivos ou frequentes.

Apatia e perda de apetite.

Diarreia ou alterações nas fezes.

Comportamento compulsivo de comer grama. 

O que fazer:

Observe: Note a frequência e se há outros sintomas.

Dieta balanceada: Ofereça ração de qualidade e ajuste se necessário, Cobasi.

Enriquecimento ambiental: Brinquedos, passeios e atividades para reduzir tédio/estresse.

Segurança: Evite grama tratada com pesticidas ou produtos químicos.

Consulte um veterinário: Se houver sinais de alerta, para descartar problemas de saúde. 

quarta-feira, dezembro 17, 2025

Língua dos Cachorros.

 A "língua dos cachorros" refere-se tanto à anatomia (órgão rosa vibrante, com sulco e lissa) quanto à comunicação (lambidas, ofegar, sinais corporais) e à sua capacidade de aprender nossa linguagem (sons, palavras). 

A cor e condição da língua revelam saúde, enquanto os movimentos e sons são sinais de emoção ou alerta; eles também processam nossa fala, mostrando que entendem o que dizemos e como dizemos. 

Algo na língua do seu pet pode ser um alerta de saúde grave

A língua do cachorro é muito mais do que um órgão usado apenas para lamber; ela desempenha diferentes papéis fundamentais no bem-estar e na comunicação dos cães...

Anatomia e Saúde

Cor: Rosa vibrante é saudável; branco, azul ou roxo indicam problemas de oxigenação ou doenças (cianose) e exigem veterinário urgente.

Estrutura: Possui uma parte livre e uma fixa, com papilas gustativas e estruturas como o sulco lingual (depressão central) e a lissa (lâmina fibrosa) para hidratação e alimentação.

Função: Além de lamber, ajuda a regular a temperatura corporal (ofegar) e comunicar-se. 

Comunicação (Linguagem Corporal Canina)

Lamber: Pode indicar afeto, submissão ou ansiedade (lambedura excessiva).

Ofegar/Língua para Fora: Usada para se resfriar, mas também pode indicar estresse ou ansiedade em excesso.

Sinais de Alerta: Língua puxada para trás, pelos eriçados, boca em "C" (exibindo dentes) e rabo arrepiado indicam agressividade ou medo, necessitando cautela. 

Entendimento da Linguagem Humana

Reconhecimento de Idiomas: Cães podem diferenciar idiomas (como português e húngaro) e palavras, mesmo sem entender o significado completo, processando as regularidades auditivas, como crianças pequenas.

Processamento: Eles percebem não só o que é dito, mas como é dito (tom de voz e entonação), mostrando atividade cerebral diferente para falas familiares e desconhecidas. 








terça-feira, dezembro 16, 2025

Nariz dos Cachorros.

O nariz do cachorro (trufa) é um órgão sensorial incrível, com um olfato muito superior ao humano, que também ajuda na regulação da temperatura e serve como "impressão digital" única, com suas ranhuras, e um indicador de saúde, sendo que alterações na cor, umidade ou textura (como ressecamento, rachaduras) podem sinalizar problemas como desidratação, alergias ou doenças, exigindo atenção veterinária.  

Funções e Características
Super Olfato: Cães têm milhões de células olfativas (até 300 milhões contra 5 milhões nos humanos), captando cheiros em concentrações mínimas, além de poderem farejar emoções. 
Regulação Térmica: O nariz molhado ajuda a dissipar calor; cães também transpiram pelo focinho e ofegam para se resfriar. 
Identidade Única: As ranhuras e padrões na trufa são como impressões digitais, exclusivas para cada cão. 
Comunicação: O cheiro no focinho fornece informações sobre outros cães (sexo, humor, etc.). 
Quando Prestar Atenção (Sinais de Alerta)

Cor: Perda de pigmentação (nariz de inverno/neve) é normal, mas manchas ou palidez podem indicar alergias ou problemas autoimunes. 
Textura: Nariz muito seco, rachado, com feridas, crostas ou descamação, junto com outros sintomas, pode ser desidratação, queimadura solar ou infecção. 
Secreções: Corrimento nasal, chiado ou espirros exigem investigação veterinária. 
O que é "Normal"?

Um nariz molhado e frio é comum, mas um nariz seco não é sempre um problema, especialmente após o sono ou em dias quentes, se o cão estiver bebendo água e se hidratando. 
Observe o comportamento geral do cão; alterações no focinho associadas a apatia, falta de apetite ou outros sinais clínicos devem ser investigadas por um veterinário. 

Nariz do cachorro mudando de cor: o que pode ser? - Petlove
20 de ago. de 2020 — Alterações brandas. Algumas alterações menos agressivas devem ser consideradas quando se observa uma despigmentação nasal, como a hipopigmenta...

segunda-feira, dezembro 15, 2025

Boca dos Cachorros.

 A boca dos cachorros, embora tenha sua própria flora bacteriana, precisa de cuidados como a escovação diária para evitar tártaro, gengivite e problemas sistêmicos (rins, coração). Uma boca saudável tem gengivas rosadas, dentes limpos e hálito neutro. 

E um cão ofegante com a boca aberta pode estar com calor, enquanto lamber os lábios ("malfingen") pode indicar estresse ou percepção de emoções negativas em humanos e outros cães, não só fome. 

Saúde Bucal e Higiene

Importância: A saúde bucal está ligada à saúde geral do pet, influenciando alimentação, humor e longevidade.

Higiene: Escove os dentes do seu cão diariamente com escova e creme dental específicos para pets para prevenir tártaro e doenças.

Sinais de Problema: Gengivas inchadas, mau hálito forte, dentes amarelados ou escuros, úlceras, e a presença de tártaro são sinais de que um veterinário precisa ser consultado.

Remoção de Tártaro: Apenas o veterinário pode remover o tártaro sob anestesia, por isso a prevenção é crucial. 

Comportamento Bucal

Ofegar (Boca Aberta): Principalmente para resfriar o corpo, especialmente em dias quentes, indica que o cão está com calor.

Lamber os Lábios (Malfingen): Similar à reação humana a uma expressão brava, pode indicar desconforto, estresse ou que o cão percebeu uma emoção negativa, não significando apenas fome ou sede. 

Bactérias e Riscos

Variedade Bacteriana: Cães possuem cerca de 600 espécies bacterianas na boca, algumas diferentes das humanas, como Porphyromonas (causadora de doença periodontal em ambos) e Capnocytophaga canimorsus.

Risco de Infecção: A saliva canina pode transmitir bactérias nocivas (como Pasteurella multocida) se houver contato com feridas ou mucosas, mas o risco por lambidas na pele saudável é baixo. 

Anatomia Básica

Dentes: Filhotes têm 28 dentes de leite, e adultos possuem 42 dentes no total.

Função: Lábios e músculos faciais são importantes para expressão e interação. 


domingo, dezembro 14, 2025

Pelo dos Cachorros.

 A pelagem dos cachorros varia imensamente em tipo, comprimento e textura, e cada variação tem funções específicas, como proteção contra o clima e a sujeira. 

Estrutura da Pelagem
Muitos cães têm uma pelagem dupla, composta por duas camadas: 
Pelos de Guarda (camada superior): São mais longos e duros, funcionando como uma barreira que repele água e sujeira.
Subpelo (camada inferior): É macio e denso, agindo como isolamento térmico para manter o cão aquecido no frio e fresco no calor. 

Tipos Comuns de Pelagem
Os tipos de pelo são classificados principalmente pela textura e comprimento: 
Curto: Pelos rentes ao corpo, fáceis de cuidar. Exemplos incluem Doberman e Pinscher.
Longo: Pelos que crescem continuamente e exigem escovação regular para evitar nós, como em Shih Tzus, Poodles e Golden Retrievers.

Duro/Arame: Pelos ásperos e densos que geralmente requerem stripping (remoção manual dos pelos mortos) em vez de tosa comum. Exemplos notáveis são Schnauzers e Fox Terriers.

Crespo/Ondulado: Pelos macios e densos que não caem muito, mas precisam de cuidados constantes para não emaranhar, como nos Poodles e Cães d'Água Portugueses.

Sedoso: Pelos finos, brilhantes e lisos, como os encontrados nos Yorkshire Terriers e Afghan Hounds.
Raso: Pelagem extremamente curta e fina, quase como pele à mostra em algumas áreas. 

Cada tipo de pelagem tem necessidades de cuidado específicas em relação à escovação e frequência de banhos, que você pode explorar com mais detalhes em fontes especializadas, como o blog da Petz ou o blog da DogHero. 
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sábado, dezembro 13, 2025

Unhas dos Cachorros.

As unhas dos cachorros são uma parte importante da sua anatomia e requerem cuidados regulares para garantir o conforto, a saúde e o bem-estar do animal. Unhas excessivamente longas podem causar dor, problemas de locomoção e até mesmo lesões mais graves nas articulações e na coluna. 

Por que o cuidado é necessário?

Desgaste natural insuficiente: Cães que vivem em ambientes internos com pisos lisos (como carpetes ou pisos de madeira) não desgastam as unhas naturalmente com a caminhada, ao contrário daqueles que passeiam frequentemente em superfícies ásperas como asfalto ou concreto.

Prevenção de problemas de saúde: Unhas muito grandes podem alterar a postura do cão ao caminhar, exercendo pressão indevida nas articulações dos dedos e das pernas. Isso pode levar a artrite, infecções e, em casos graves, problemas de coluna.

Evitar lesões e unhas encravadas: Unhas longas têm maior probabilidade de lascar, quebrar ou encravar nas almofadinhas das patas, o que é muito doloroso e pode infeccionar. 

Anatomia da Unha

A unha do cachorro tem uma parte sensível, chamada popularmente de sabugo (ou leito ungueal), que contém vasos sanguíneos e nervos. Cortar essa área causa dor intensa e sangramento, e é por isso que muitos cães ficam apreensivos com o procedimento. Em unhas claras, o sabugo é visível como uma linha rosada, enquanto em unhas escuras, é preciso ter mais cuidado e cortar em pequenas porções para evitar acidentes. 

Como e Quando Cortar

Frequência: O corte deve ser feito regularmente, quando a unha começa a tocar o chão antes da almofadinha da pata. A frequência exata varia para cada cão.

Procedimento: Utilize um cortador de unhas específico para cães (tipo alicate ou guilhotina). O corte deve ser feito com firmeza e rapidez, em um ângulo de 45 graus, aparando apenas a ponta da unha, longe do sabugo.

Unhas pretas: Para unhas escuras, corte a ponta em pequenas lascas até que um pequeno círculo preto apareça no centro da superfície cortada, indicando o limite seguro.

Pó hemostático: Mantenha sempre um pó hemostático por perto. Se acidentalmente atingir o sabugo e a unha sangrar, aplique o pó para estancar a hemorragia rapidamente. 

Se você não se sentir seguro para realizar o procedimento em casa, é altamente recomendável procurar um veterinário ou um profissional de banho e tosa experiente. Eles possuem as ferramentas e a técnica adequadas para garantir um corte seguro e sem traumas para o seu animal. 


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